sábado, 3 de abril de 2021

Ano V - Rio das Ostras - Edição Abril 2021

 Editorial

 Tempo de Confiança

 “E disse-lhes: Onde está a vossa fé?” — (LUCAS, capítulo 8, versículo 25.)

 

A tempestade estabelecera a perturbação no ânimo dos discípulos mais fortes. Desorientados, ante a fúria dos elementos, socorrem-se de Jesus, em altos brados.

Atende-os o Mestre, mas pergunta depois: — Onde está a vossa fé?

O quadro sugere ponderações de vasto alcance. A interrogação de Jesus indica claramente a necessidade de manutenção da confiança, quando tudo parece obscuro e perdido. Em tais circunstâncias, surge a ocasião da fé, no tempo que lhe é próprio.

Se há ensejo para trabalho e descanso, plantio e colheita, revelar-se-á igualmente a confiança na hora adequada.

Ninguém exercitará otimismo, quando todas as situações se conjugam para o bem-estar. É difícil demonstrar-se amizade nos momentos felizes.

Aguardem os discípulos, naturalmente, oportunidades de luta maior, em que necessitarão aplicar mais extensa e intensivamente os ensinos do Senhor. Sem isso, seria impossível aferir valores.

Na atualidade dolorosa, inúmeros companheiros invocam a cooperação direta do Cristo. E o socorro vem sempre, porque é infinita a misericórdia celestial, mas, vencida a dificuldade, esperem a indagação:

— Onde está a vossa fé?

E outros obstáculos sobrevirão, até que o discípulo aprenda a dominar-se, a educar-se e a vencer, serenamente, com as lições recebidas.

(Mensagem de Emmanuel no livro Caminho, Verdade e Vida de Francisco Cândido Xavier)

 


No problema da dor

Para liquidar o problema da dor, ninguém deprecie a responsabilidade que lhe compete.

O Universo é regido pela Justiça Divina e, nos tribunais do Perfeito Equilíbrio, todo sofrimento é resgate entre as criaturas, quando não seja luminosa missão de amor dos espíritos angélicos.

Para ilustrar o conceito, recordemos que as doenças no mundo requerem medidas especiais.

O embaraço gástrico pede medicação laxativa.

A apendicite reclama a intercessão operatória.

A escabiose aguarda recurso balsamizante.

O carcinoma pede extirpação e limpeza.

A loucura roga amparo e insulamento.

Para a legião das moléstias comuns, surge todo um exército de especialistas e enfermeiros, socorros e intervenções.

Assim também, na Vida Espiritual, cada consciência culpada que lhe alcança os domínios pelos braços da morte, implora a assistência na farmácia da vida.

A dor é procurada como remédio valioso e a reencarnação é o caminho em que deve ser encontrada.

Quem abusou da fortuna material, pede a cooperação da extrema pobreza.

Quem relaxou a saúde, clama pela enfermidade como medida capaz de garantir-lhe o reajuste.

Quem se arrojou à delinquência, na alucinação da beleza física, pede o corpo disforme que lhe assegure o retorno à tranquilidade. Quem aviltou a inteligência, suplica as inibições mentais do cérebro curto, como serviço indispensável à própria restauração.

Quem se valeu do poder para espalhar aflições e lágrimas, requisita a desvalia social com problemas difíceis em que lágrimas e aflições lhe regenerem o campo íntimo.

Recebe, pois o tipo de experiência que escolheste na Terra, em benefício de tua própria recuperação para Deus, sem desfalecer no trabalho que a Justiça te reservou.

Acolhe a dor e a luta por sábias instrutoras da vida e não lhes menoscabes o concurso santificante.

A sombra de ontem te procura o asilo de hoje e somente ao preço de teu sacrifício na tarefa redentora, pelo próprio dever bem cumprido, é que atingirás, valoroso e feliz, a Plena Luz de Amanhã.

(Reflexões de Emmanuel no livro Palavras de Fé de Francisco Cândido Xavier e Carlos A. Baccelli)

 


 

O Educandário Familiar

A família é o resultado do largo processo evolutivo do espírito na extensa trajetória vencida por meio das sucessivas reencarnações.

Resultado do instinto gregário que une todos os animais, aves, répteis e peixes em grupos que se auxiliam e se interdependem reciprocamente, no ser humano atinge um estágio relevante e de alta significação, em face da conquista do raciocínio, da consciência.

Dessa forma, a família é o alicerce sobre o qual a sociedade se edifica, sendo o primeiro educandário do espírito, onde são aprimoradas as faculdades que desatam os recursos que lhe dormem latentes.

A família é a escola de bênçãos onde se aprendem os deveres fundamentais para uma vida feliz e sem cujo apoio fenecem os ideais, desfalecem as aspirações, emurchecem as resistências morais.

[...]  É permanente oficina onde se caldeiam os sentimentos e as emoções, dando-lhes a direção correta e a orientação segura para os empreendimentos do futuro.

Por essa razão, é que não se vive na família ideal, aquela na qual se gostaria de conviver com espíritos nobres e ricos de sabedoria, mas no grupo onde melhormente são atendidas as necessidades da evolução.

Não poucas vezes, no grupo doméstico ressumam as reminiscências perturbadoras do Além ou de outras existências, que devem ser trabalhadas pelo cinzel da misericórdia, da tolerância e da compaixão, a fim de que sejam arquivadas como diferentes emoções enobrecidas, que irão contribuir em favor do progresso de todos.

[...] Mesmo quando não correspondendo às expectativas pessoais, em face do reencontro com adversários ou caracteres inamistosos, no lar adquire-se a necessária filosofia existencial para conduzir-se com equilíbrio durante toda a existência.

O exercício da paciência no clã familiar é valiosa contribuição para a experiência iluminativa, porquanto, se aqueles com os quais se convive tornam-se difíceis de ser amados, gerando impedimentos emocionais que se sucedem continuamente, como poder-se vivenciar o amor em quais não se tem relacionamento, senão por paixão ou sentimentos de interesse imediatista?

[...] Aquele que hoje se apresenta agressivo e cínico no grupo doméstico, dando lugar a guerrilhas perversas, encontra-se doente da alma, merecendo orientação e exigindo mais paciência. Ninguém se torna infeliz por mero prazer, mas em consequência de muitos fatores que lhe são desconhecidos.

[...] No entanto, na família, em razão dos sentimentos, das individualidades, das experiências transatas, o fenômeno é muito diferente, oscilando o equilíbrio conforme o desenvolvimento ético-moral de cada qual, que se apresenta conforme é e não consoante gostaria de ser.

[...] É da Divina Lei que somente através do amor o espírito encontra a plenitude, e a família é o local onde se aprimora esse sentimento, que se desdobra em diversas expressões de ternura, de abnegação, de afetividade...

Com o treinamento doméstico o espírito adquire a capacidade de amar com mais amplitude, alcançando a sociedade, que se lhe transforma em família universal.

(Reflexões de Joanna Di Ângelis no livro Constelação Familiar de Divaldo Pereira Franco)

 


Psicografia recebida em 13/02/2020

 Querida irmã, não tripudie sobre o nome do Senhor; tenha consciência de seus erros e humildade em reconhecer que sobre eles recaem todas as suas responsabilidades. Sobre ninguém podes jogar suas frustrações por escolhas malfeitas e caminhos tortuosos que se formaram na sua estrada, moldados por seus próprios pensamentos e sentimentos.

Deus está ao seu lado, mesmo que você erre e o culpe por isso. Ponha a sua consciência em análise e reconcilie-se com Ele.

Venha ser feliz, dentro de todas as limitações impostas por este Mundo-Escola; há nele a possibilidade de vislumbrar a felicidade relativa, destinada a ti, neste momento.

Não fuja de suas obrigações, seja convicta e perseverante, pois dificuldades são necessárias ao nosso crescimento. Estamos ao seu lado lhe amparando constantemente e esperando o seu fortalecimento e compromisso.

Fique em paz e seja bem-vinda, do seu irmão Jonas.



domingo, 28 de fevereiro de 2021

Ano V - Rio das Ostras - Edição Março 2021

 

Editorial

 Saber Viver

 Toda Lei Divina revela serena imparcialidade. Fuga à responsabilidade não diminui o quadro de nossas obrigações.

Não adianta paralisares o teu relógio, porque as horas seguirão sempre, independentemente dele e de ti...

Toda transformação moral há de ser profunda. Mudanças aparentes não modificam o espírito para melhor.

O corte dos cabelos ou o uso do chapéu não te renovam os pensamentos no íntimo da cabeça...

Todo corpo há de ser governado pelo espírito. A rigor, a carne só é fraca quando reflete o ânimo indeciso.

Os sapatos aparentemente te conduzem os pés porque os teus pés os conduzem...

Todo empréstimo terrestre é passageiro. Imperioso desapegarmo-nos da matéria, desoprimindo o espírito.

Apenas dinheiro no bolso não te outorga a tranquilidade da consciência...

Toda pessoa para ser verdadeiramente feliz reclama trabalho. Mas somente o trabalho que serve bem de todos é alimento da Criação.

Algumas vezes encontramos irmãos nossos que se dizem cansados de trabalhar e acabam hospedados pela polícia.

Toda criatura tanto precisa de conhecimento quanto de bondade.

Nem só estudo e nem só benevolência libertam integralmente a alma.

Os óculos não te corrigem os defeitos da vontade e nem a vontade te corrige os defeitos da visão...

Todo coração necessita de amor. Urge discernir como se ama e como se é amado.

Os parasitos, decerto, agarram-se às próprias vítimas atendendo a impulsos de bem-querer...

Toda existência tem objetivos específicos. A ação construtiva que surge para ser feita agora não deve ser adiada.

A tua carteira de identidade só vale para a presente encarnação...

O espiritismo ensinar-te-á como viver proveitosamente, em plenitude de alegria e de paz, ante o determinismo da evolução.

Viver por viver todos vivem.

O essencial é saber viver.

(O céu e o inferno 1ª parte – Cap.VII – ítem 29 por Emmanuel, no livro Opinião Espírita de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira)

 


 Jesus e você

Cap. VI – Item 6

Nosso Mestre não se serviu de condições excepcionais no mundo para exaltar a Luz da Verdade e a Bênção do Amor.

Em razão disso, não aguarde renovação exterior na vida diária, para ajudar. Comece imediatamente a própria sublimação.

Jesus não tinha uma pedra onde recostar a cabeça. Se você dispõe de mínimo recurso, já possui mais que Ele.

Jesus, em seu tempo, não desfrutou qualquer expressão social. Se você detém algum estudo ou título, está em situação privilegiada.

Jesus esperou até aos trinta nos para servir mais decisivamente. Se você é jovem e pode ser útil, usufrui magnífica oportunidade.

Jesus partiu aos trinta e três anos. Se você vive na idade amadurecida e dispõe do ensejo de auxiliar, agradeça ao Alto, dando mais de si mesmo.

Jesus não contou com os familiares nas tarefas a que se propôs. Se você convive em paz no recinto doméstico, obtendo alguma cooperação em favor dos outros, bendiga sempre essa dádiva inestimável.

Jesus não encontrou ninguém que o amparasse na hora difícil. Se você recebe o apoio de alguém nos momentos críticos, saiba ser grato. Jesus nada pôde escrever.

Se você consegue grafar pensamentos na expansão do bem, colabore sem tardança para a felicidade de todos.

Vemos, assim, que a vida real nasce e evolui no Espírito eterno e não depende de aparências para projetar-se no rumo da perfeição.

Jesus segue à frente de nós. Se você deseja acertar, basta apenas segui-lo. Sigamo-lo pois.

(Reflexão de André Luiz no livro O Espírito de Verdade de Chico Xavier e Waldo Vieira)

 


Na Escola do bem

Auxiliemos a outrem como desejamos se nos faça.

Ergue-te cada dia, cultivando a divina lição.

Recorda quanto te fere o mau humor das criaturas irritadas pela manhã, e levanta-te do leito com um sorriso nos lábios, estimulando a alegria dos que te cercam.

Medita no contentamento que recolhes no templo doméstico toda vez que os familiares te abençoam a presença com as flores invisíveis do amor e estende a benção da paz àqueles corações que a Divina Bondade te confiou no recinto doce do lar.

Pensa em como te reconforta a desculpa incondicional dos que te desfrutam a palavra e o convívio, sempre que a irreflexão te afeia a boca ou envenena o gesto, e perdoa, com esquecimento integral, as ofensas que te sejam, porventura, assacadas no ambiente onde estiveres.

Reflete na consolação de que se faz mensageira a frase amiga no círculo a que serves e improvisa, quanto possas, incentivo e louvor no campo de luta em que se te desenvolvem atividades e aspirações.

Não olvides a impressão de segurança que te infunde a bondade anônima na via pública e alonga o pensamento de tolerância e a luz da fraternidade em favor dos que transitam na rua.

Seja onde for e com quem for, rememora quanto te agrada a alheia compreensão e busca entender sem restrições, auxiliando infinitamente.

Não esperes calamidades públicas para revelar a caridade que te possui o sentimento, nem aguardes o assalto da delinquência para demonstrar a capacidade de perdão que te reponta do ser.

A compreensão lembra o rio caudaloso que se forma gota a gota para exprimir-se em soberana grandeza.

E se aprendermos hoje a praticar as pequeninas ações da gentileza quais se fossem grandes e nobres, amanhã saberemos praticar as grandes e nobres ações do bem, qual se todas elas fossem humildes e pequeninas.

(Mensagem de Emmanuel, no livro Família de Francisco Cândido Xavier)

 

Psicografia recebida em 14/01/2020

Irmãos de caminhada,

Aqui estou para trazer-lhes um alerta, uma mensagem de amor e devoção!

Não desperdicem esta misericordiosa oportunidade que é a de estar encarnado neste grande experimento que é a vida! Chance de resgates, aprendizados e superações.

Não é fácil quando aí estamos e esquecemos o porquê de tantas coisas, mas quando deixamos o corpo e viajamos livres da dor física, mas há ainda o quê transformar, ainda sentimos a dor da alma.

Quando aí chegamos, na maioria das vezes, uma grande onda de decepções nos toma quando percebemos que caminhamos tão pouco em direção ao que era necessário buscar.

A decepção com nossas atitudes imaturas, egoístas, orgulhosas, vaidosas, nos frustra e uma onda de fracasso invade nossa alma. Mas a misericórdia divina se faz presente e através dos irmãos espirituais luminosos somos acolhidos e nos sentimos encorajados a recomeçar.

Por isso, irmãos, não percam essa chance de crescimento, meditem, abram seus ouvidos do coração e aproveitem seu tempo. Façam de suas vidas uma oportunidade de luz e amor, olhando e focando no que pode ir em auxílio do teu irmão que precisa de ti.

Tu não vieste por nada, então escuta e faça ter valido a pena viver. Um irmão em aprendizado,

Nícolas.



segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Ano V - Rio das Ostras - Edição Fevereiro 2021

 Editorial

 

Dias Melhores

A atmosfera da Terra parece mergulhada em densa penumbra que gera desequilíbrios múltiplos, deixando as almas atônitas e desesperançadas.

Por onde se olhe, o tumulto está estabelecido, gerando desconforto e insegurança.

A criminalidade vem se multiplicando de maneira assustadora, desrespeitando os limites da humanidade, agredindo fatalmente criaturas que se encontram indefesas, independente da idade e condição social, até mesmo ceifando vidas no vigor da juventude, que ainda poderiam desenvolver dias promissores.

Não podemos admitir que todas essas coisas que afrontam os objetivos primordiais da reencarnação estejam dentro de uma predestinação divina para o homem, pois Deus criou apenas o bem, sendo o mal um desvio de conduta de almas imaturas que trazem dentro de si algo do primitivismo onde a força impõe uma liderança abrigada na ignorância espiritual.

O ser espiritual já atingiu uma condição que lhe permitiria percorrer outros caminhos que não os da falta de respeito, da usura e dos interesses mesquinhos, os quais estão se tornando modelo de conduta, a partir do próprio núcleo familiar, onde muitas vezes toma proporções assustadoras.

A competitividade impulsiona os seres a sonhos medidos que vêm pulverizando a ética e a moral.

O supérfluo está ganhando ares de necessidade, roubando a muitos as horas preciosas do convívio familiar, no qual poderiam ter fortalecido o campo emocional, a fim de descobrir que o poder aquisitivo não representa a felicidade real.

Os relacionamentos afetivos estão sendo sobrepujados pelo jogo dos interesses escusos, e as criaturas, usadas como trampolins sociais.

As dificuldades materiais atormentam os seres apegados aos modelos da coletividade, a exigir que todos sejam bem-sucedidos e possuam contas bancárias polpudas como atestados de idoneidade e passaporte para a aceitação geral.

Atormentados, atiram-se à selva das ilusões cada vez mais, sentindo-se extenuados e solitários, porque estão dependurados no abismo da depressão pela falta de convivência com Deus.

Sonham com dias melhores para o planeta, mas não se empenham em tornar-se instrumentos dessa transformação, promovendo uma faxina moral a partir de si mesmos.

Não conseguem enxergar que esses dias não surgirão ao acaso e nem serão diferentes porque o sol brilhará em outros tons, ou os pássaros cantarão outros sons, ou as flores exibirão outros aromas. Aliás, essas belezas aguardadas já existem e não são percebidas, pois as almas caminham sobre as cinzas de si mesmas.

Não permitam que a sedução do ouro lhes obscureça a razão e, com isso, nem sequer sejam capazes de perceber o valor inafiançável da própria existência.

Enquanto adornam o corpo com o que não é necessário, negam à alma o essencial para garantir a integridade moral diante da difícil travessia.

Vocês não vivem dias comuns, mas um momento ímpar de transformação, em que todas as resistências serão testadas e o amanhã construído na segurança do amor, a fim de que a Terra possa alcançar um período de luz, em que dias melhores sejam uma constante e cada alma um sinal definitivo da presença de Deus.

(Mensagem de Maria do Rosário Del Pilar, no livro A Conquista da Felicidade de Eulália Bueno)



O Consolador

 

“Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.” (João, 14:26)

 

A promessa do Cristo de enviar outro Consolador prende-se ao fato de que a Humanidade não estava madura, à época, para entender a essência e a verdade contidas nos seus ensinamentos. O advento do Consolador, também denominado Espírito Santo ou Espírito de Verdade, tem dupla finalidade: explicar e recordar os ensinamentos do Cristo, não de forma literal como aconteceu ao longo dos séculos, mas em espírito e verdade.

A expressão “Espírito Santo”, citada no texto de João, tem significado espírita específico que nada tem a ver com a teologia de outras interpretações cristãs: indica fonte sábia e inesgotável de bens espirituais, recursos que dimanam do Alto, da fonte da Vida, no trabalho justo e incansável que se estende pelo Universo.

A vinda do Consolador tem, pois, o poder de ampliar os horizontes do entendimento humano, favorecendo a busca pelos legítimos valores de libertação do Espírito. Para o espírita, o Espiritismo representa a consubstanciação da Mensagem Cristã porque explica e revive os ensinamentos do Evangelho. A Doutrina Espírita levantou o véu que encobria o entendimento das parábolas e dos demais ensinamentos de Jesus. [...] Faz ressurgir a mensagem cristã em bases claras e lúcidas, orientando como aplicá-la no dia-a-dia, sem a utilização de simbolismos ou de metáforas.

O Espiritismo é considerado o Consolador Prometido porque a sua mensagem, sendo de fácil entendimento, está destinada a todas as pessoas, sem exceção e, ao mesmo tempo, consola, agasalha, auxilia e esclarece as pessoas que passam por aflições ou que buscam esclarecimento espiritual.

As orientações espíritas ensinam que a pessoa que erra não deve ser julgada, mas amparada. Precisa receber o conforto necessário para saber superar as provações da vida. [...]

As palavras de Jesus revelam que o Consolador tem como característica básica guiar os aprendizes no caminho da verdade. Não existirão mais simbolismos, nem rituais, nem interpretações pessoais, apenas o ensinamento puro da mensagem cristã.

É a verdade essencial que liberta e promove o crescimento do Espírito, demonstrada pela natureza dos seus pensamentos, pelas ideias que expressa e pelas ações que realiza. Essa verdade corresponde à verdade individual de cada pessoa, definindo-lhe o seu piso evolutivo. Daí a importância da afirmativa de Jesus: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João, 8:32).

A Verdade Suprema, contudo, está em Deus. Jesus reflete-a com autoridade, e sabedoria, enquanto os seres humanos a manifestam segundo o nível de evolução espiritual que possuem. O Espírito de Verdade, portanto, não falará de si mesmo, mas revelará, sempre, a obra divina, intermediada pelos instrumentos mediúnicos, de todos os tempos, que estejam sintonizados com os valores sublimados da Vida.

(Pauta do Estudo Aprofundado da Doutrina Espírita Livro III - FEB)

 


 

Psicografia recebida em 23/01/2020

Meu irmão,

Venho lhe dizer que não morri. Estou vivo!

Não no sentido figurado, como se diz “Ela está viva em seus corações”, mas que vivo de verdade, com um corpo, vestes, sapatos e tudo mais. Parece mentira, pois nunca havíamos ouvido falar nisso. Mas a vida após a morte não é um sonho, ou mera ficção, ela existe de verdade e é mais real do que possas imaginar.

Sei que tens vindo a esta casa em busca de respostas e consolo, mas apesar de tudo o que tens ouvido, ainda não te convenceste. É verdade.

Mamãe, você e as crianças, tenho podido vê-los durante breves momentos, para não correr o risco de me desarmonizar, pois ainda tenho algumas dificuldades de me manter equilibrada, principalmente, vendo vocês inconformados com minha partida.

Fiquem sabendo que estava na minha hora. Era um momento inadiável, não importa o que vocês pudessem ter feito para evitar.

Saiba que estou bem, só ainda não me sinto feliz, por ver que vocês ainda não aceitaram o que aconteceu e se culpam. Toda esta dor vai passar, confiem no amor de Deus e no que lhe digo agora. E conforte nossa mãe, diga-lhe que estou bem e que ela está certa, um dia nos veremos.

Agora tenho plena certeza disso e quero compartilhar essa certeza com vocês. Peço ao Pai, todos os dias, para lhes confortar e proteger,

Amo vocês, Inácia.

 


Psicografia recebida em 16/01/2020

Amigos e Irmãos!

Todos os momentos de nossas vidas, oportunidades são ofertadas, algumas visíveis e imprescindíveis, outras aparentemente simples, a curto prazo, e outras ainda que nem são percebidas. No entanto, todas devem ser aproveitadas da melhor maneira possível, percebendo-as ou não. Mas como isso é possível, se muitas são imperceptíveis? A resposta é objetiva e direta: orando e agradecendo. Orando por melhores ações que colherão e agradecendo por ter resistido às tentações das facilidades. E seguindo essa premissa, encerra-se aqui uma etapa linda, uma experiencia inesquecível, uma possibilidade de crescimento, um degrau a menos na escada da evolução.

Nossa parceria, nessa etapa, se encerra aqui, cumprindo nossa missão, que foi de grande aprendizado, foi benéfica para ambos, mas novos desafios precisam ser encarados, para isso foi preciso uma preparação. Nada é para sempre, apenas o espírito o é. A despedida dói devido ao amor e dedicação, mas até uma despedida não é para sempre.

Hoje ela representa, apenas, uma separação para a evolução natural e necessária de ambas as partes. Logo que assim acontecer, se reencontrarão em outras tarefas mais complexas, que exigem bagagem que ainda não temos. Não chore, fortaleça-se e prepare-se porque o que tem para fazer é algo grande, muito grande.

Seu amigo Ícaro.




sábado, 2 de janeiro de 2021

Ano IV – Rio das Ostras – Edição Janeiro 2021

 

Editorial

 


Caridade e Esperança

Lembra-te da esperança para que a tua caridade não se faça incompleta.

Darás ao faminto não somente a côdea de pão que lhe mitigue a fome, mas também o carinho da palavra fraterna, com que se lhe restaurem as energias.

Não apenas entregarás ao companheiro, abandonado à intempérie, a peça que te sobra ao vestiário opulento, mas agasalhá-lo-ás em teu sorriso espontâneo, a fim de que se reerga e prossiga adiante, revigorado e tranquilo.

Não olvides a paciência divina com que somos tolerados a cada hora. Qual acontece ao campo da natureza, em que o Sol mil vezes injuriado pela treva, mil vezes responde com a bênção da luz, dentro de nossa vida, assinalamos a caridade infinita de Deus, refazendo-nos a oportunidade de servir e aprender, resgatar e sublimar todos os dias.

Não te faças palmatória dos próprios irmãos, aos quais deves a compreensão e a bondade de que recebes as mais elevadas quotas do Céu, na forma de auxílio e misericórdia, em todos os instantes da experiência.

Não profiras maldição nem espalhes o tóxico da crítica, no obscuro caminho em que jornadeiam amigos menos ditosos, ainda incapazes de libertarem a si mesmos das algemas da ignorância.

Recorda que Jesus nos chamou à senda terrestre para auxiliar e salvar, onde muitos já desertaram da confiança no eterno bem.

Seja onde for e com quem for, atende à esperança para que o mundo conquiste a vitória a que se destina.

Aliviar com azedume é alargar a ferida de quem padece e dar com reprimendas é envolver o socorro em repulsivo vinagre de desânimo ou desespero.

À maneira de raio solar que desce à furna cada manhã, restaurando o império da luz, sem reclamação e sem mágoa, sê igualmente para os que te rodeiam a permanente mensagem do amor que tudo compreende e tudo perdoa, amparando e auxiliando sem descansar, porque somente pela força do amor alcançaremos a luz imperecível da vida.

(Mensagem de Emmanuel, por Francisco Cândido Xavier, pauta de reflexão do ESDE II Ed. FEB)

 


 

A Fé e o Amor

 “Uma mulher que havia doze anos padecia de uma hemorragia e que tinha sofrido bastante às mãos de muitos médicos e gastado tudo o que possuía, sem nada aproveitar, antes ficando cada vez pior, tendo ouvido falar a respeito de Jesus veio por detrás entre a multidão e tocou-lhe a capa; porque dizia: se eu tocar somente as suas vestes, ficarei curada. E no mesmo instante cessou sua hemorragia, e sentiu no seu corpo que estava curada do seu flagelo. E Jesus disse-lhe: Filha, a tua fé te curou; vai-te em paz e fica livre de teu mal.” (Marcos, V. 25-34.)

 

Sabedoria e santidade são os dois atributos para a aquisição da felicidade.

A Luz dá sabedoria, a Religião dá santidade, mas só, o Amor resume toda a Lei e a Profecia.

A Esperança consola é anima; a Caridade robustece e ampara; a Fé salva; o Amor anima todas estas virtudes; o Amor é a Lei.

Os homens titubeiam; a Humanidade degrada; tudo parece perdido como a nau batida pela tempestade! Eis que aparece o amor e faz ouvir sua voz convincente: tudo se acalma!

A bonança sucede à impetuosidade dos ventos e à fúria dos mares! A luz sucede às trevas como o dia sucede à noite!

Não há o que melhor manifeste a Lei de Deus do que o amor. Seu nome, escrito unicamente com quatro letras, indica os quatro pontos cardeais da felicidade espiritual; suas letras são luzes; sua luz brilha mais e aquece melhor que o Sol!

A Esperança está ligada à Imortalidade; mas a fé é inseparável do amor.

A mulher enferma, cheia de fé, aproxima-se do Senhor, toca-lhe as vestes. “Assim fazendo, pensou, ficarei curada do mal que há muitos anos me aflige”. E o milagre efetuou-se!

Assim também sucederá a todos aqueles que tiverem fé e de Jesus se aproximarem: “0 que me seguir não verá trevas.”

Todos os que tiverem fé, e com fé buscarem vencer as dificuldades, triunfarão porque o amor coopera com a fé para abater barreiras, destruir domínios, aniquilar empecilhos e suprimir dificuldades.

“Se tiveres fé, disse Jesus, dirás a este monte: passa-te para lá e ele passará.”

“Se tiveres fé, dirás a esta figueira: transplanta-te para além, e assim acontecerá.”

A missão exclusiva de Jesus foi reviver os corações na fé, para que as almas cheguem às alturas do amor de Deus.

Em todas as suas excursões, o Mestre semeava fé, para que as gentes, com o seu produto, granjeassem os tesouros do amor.

É assim que, cultivando seus ensinos, nós alçaremos os mundos de luz que se movimentam no éter acionados pela vontade de Deus.

A luz dá sabedoria e salva; Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida; o amor é a lei.

(Reflexões de Cairbar Schutel no livro Parábolas e Ensinos de Jesus)

 


A paixão de Jesus

O Espiritismo não nos abre o caminho da deserção do mundo.

Se é justo evitar os abusos do século, não podemos chegar ao exagero de querer viver fora dele. Usufruamos a vida que Deus nos dá, respirando o ar das demais criaturas, nossas irmãs.

Para seguir a própria consciência, podemos dispensar a virtude intocável que forja a santidade ilusória.

Não sejamos sombras vivas, nem transformemos nossos lares em túmulos enfeitados por filigranas de adoração.

Nossa fé não é campo fechado à espontaneidade.

Encarnados e desencarnados precisamos ser prudentes, mas isso não significa devamos reprimir expansões sadias e não nos abracemos uns aos outros. A abstinência do mal não impõe restrições ao bem.

Assim como a virtude jactanciosa é defeito quanto qualquer outro, a austeridade afetada é ilusão semelhante às demais.

Não façamos da vida particular uma torre de marfim para encastelar os princípios superiores, ou estrado de exibição para entronizar o ponto de vista.

A convicção espírita não é insensível ou impertinente.

A inflexibilidade, no dever, não exige frieza de coração. Fujamos ao proselitismo fanatizante, mas nem por isso cultivemos nos outros a aversão por nossa fé.

Se o papel de vítima é sempre o melhor e o mais confortável, nem por isso, a título de representá-lo, podemos forçar a nossa existência, transformando em verdugos, à força, as criaturas que nos rodeiam.

Não sejamos policiais do Evangelho, mas candidatemo-nos a servidores cristãos.

Nem caridade vaidosa que agrave a aspereza do próximo, nem secura de coração que estiole a alegria de viver.

Quem transpira gelo, dentro em breve caminhará em atmosfera glacial.

A crença aferrolhada no orgulho desencadeia desastres tão grandes quanto aqueles criados pelo materialismo.

Não sejamos companhias entediantes.

Um sorriso de bondade não compromete a ninguém.

A fé espírita reside no justo meio-termo do bem e da virtude.

Nem o silêncio perpétuo da meia-morte, que destrói a naturalidade, nem a fala medrosa da inibição a beirar o ridículo.

Nem olhos baixos de santidade artificiosa, nem anseio inexperiente de se impor a todo preço.

Nem cumplicidade no erro, na forma de vício, nem conivência com o mal, na forma de aparente elevação.

Fé espírita é libertação espiritual. Não ensina a reserva calculada que anula a comunicabilidade, constrangendo os outros, nem recomenda a rigidez de hábitos que esteriliza a vida simples. Nem tristeza sistemática, nem entusiasmo pueril.

Abstenhamo-nos da falsa ideia religiosa, suscetível de repetir os desvios de existências anteriores, nas quais vivemos em misticismo acabrunhante. Desfaçamos os tabus da superioridade mentirosa, na certeza de que existe igualmente o orgulho de parecer humilde.

O Espiritismo nos oferece a verdadeira confiança, raciocinada e renovadora; eis por que o espírita não está condenado a atividade inexpressiva ou vegetante. Caridade é dinamismo do amor. Evangelho é alegria. Não é sistema de restringir as ideias ou tolher as manifestações, é vacinação contra o convencionalismo absorvente.

Busquemos o povo – a verdadeira paixão de Jesus –, convivendo com ele, sentindo-lhe as dores, e servindo-o sem intenções secundárias, conforme o “amai-vos uns aos outros” – a senda maior de nossa emancipação. (Cap. XIX – Item 7)

(Mensagem de Ewerton Quadros, no Livro O Espírito de Verdade, de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira)

 


Psicografia Recebida em 12/12/2019

Amigos,

Eu vim falar sobre a minha vida, do quanto não pude ver o que fazia de errado naquela época.

Há muito tempo atrás, eu pensava ter tudo, tinha poder, dinheiro, prestígio entre a minha gente e etc. Meu orgulho não tinha limites.

Eu não aceitava opiniões divergentes da minha, punindo com severidade aqueles que buscassem me afrontar.

Um belo dia chegou a minha propriedade, um velhinho paupérrimo pedindo abrigo e comida, como muitos naquela época. Ele foi colocado junto dos animais e ficou muito feliz com isso.

Ele começou a falar de um Mestre para todos os meus empregados, a contar suas maravilhas e dizendo que o seu mestre estava nos céus velando por nós.

Ele também curou com a imposição de mãos os animais e depois as pessoas da localidade; sempre humilde dizendo que o Mestre que curava e ele só pedia pelas pessoas.

Aquilo começou a me incomodar profundamente, eu queria expulsar aquele homem das minhas terras. Logo em seguida, tive que retroceder, pois minha esposa ficou doente e nenhum remédio fazia efeito. Eu tive que mandar buscá-lo de volta.

O tratamento que ele dispensou a minha mulher, só posso dizer que me pareceu milagroso e eu o considerei um bruxo ou curandeiro, mas não podia negar a melhora dela.

Antes de partir novamente, ele me disse que eu não controlava tudo como pensava e ainda ia descobrir, é que Deus está no controle de tudo.

O tempo passou e eu morri como todo mundo, chegando desse lado como um mendigo espiritual, sendo mandado e perseguido por muitos.

Foram anos, décadas intermináveis, nas quais eu sofri muito, até me dar conta que eu era só mais um, entre muitos. Eu roguei ajuda por muito tempo, até me lembrar daquele homem que havia curado a minha esposa.

Ele apareceu para mim, muito diferente e me tirou dali, sempre dizendo que tudo era pelo seu mestre, que o tinha autorizado a me socorrer.

Quando já tinha condições de entender, ele me falou da história de Jesus, das suas lições e ensinamentos.

Quanta vergonha eu tive ao me lembrar do meu orgulho e arrogância, de quanta gente estava sob a minha responsabilidade e eu podia ter ajudado a ter uma vida melhor e não fiz.

O quanto eu podia ter feito, com aquilo que recebi para ajudar e não fiz.

Ninguém vem com riqueza para estimular o orgulho, o egoísmo e a vaidade.

A riqueza, seja ela do tamanho que for, nos é dada para que seja aproveitada pelo próprio e pelos semelhantes, seja em obras assistenciais, seja gerando fontes de emprego, enfim, sempre sendo útil a todos da comunidade. A riqueza deve ser espalhada, esse é o seu bom uso.

Obrigada a todos pela oportunidade. Abraços fraternos!

Um irmão do caminho. 



 

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Ano IV - Rio das Ostras - Edição Dezembro 2020

Editorial

 


Nas Pegadas de Jesus

 

“Tenho-vos dito estas coisas estando ainda convosco; mas o Paracleto, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o quanto vos tenho dito.” (João XIV 25-26)

 

A Religião de Jesus é a eterna religião da luz e da verdade. Ela não se limita à prática de simples virtudes, tal como os homens a julgam. Abrangendo os amplos horizontes da vida espiritual, ensina-nos os meios indispensáveis para a aquisição da imortalidade.

A religião de Jesus não desaparece no túmulo, mas ergue-se como um Sol majestoso além da campa; onde tudo parece mergulhar em trevas, no nada, a verdade, a vida se manifesta com todo fulgor!

A religião de Jesus não é a religião da cruz, mas a religião da luz! Não é a religião da morte, mas a da vida! Não é a religião do desespero, mas a da esperança! Não é a religião da vingança, mas a da caridade! Não é a religião dos sofrimentos, mas a da felicidade! [...]

A religião de Jesus não é a religião da força, mas sim a religião do direito.

Quando as multidões absortas se aproximavam do Mestre querido, para ouvirem suas prédicas ungidas de fé, perfumadas da caridade e cintiladas de esperança, nunca o moço nazareno lhes acenou com uma cruz; nunca pretendeu colocar sobre os ombros de seus infelizes irmãos o peso do madeiro infamante.

Ao contrário, atraía-os com olhares de piedade e em suas sublimes exortações, em seus amorosos conselhos, para todos tinha palavras de perdão, de afeição, de consolação.

Aos aflitos e desanimados dizia: “Vinde a mim vós que vos achais sobrecarregados; aprendei de mim, que sou humilde e manso de coração; tomai sobre vós meu jugo, que é suave, meu fardo, que é leve, e achareis descanso para as vossas almas.”

A grande missão de Jesus foi abater todas as cruzes que o mundo tinha levantado; foi arrasar todos os calvários. Ele foi o portador do bálsamo para todas as feridas, do consolo para todas as aflições, da luz para todas as trevas. [...]

A religião de Jesus não consiste de dogmas e promessas falazes; é a religião da realidade. [...]

Por que é o Cristo a nossa esperança e a nossa fé? Por que lhe dedicamos amor, respeito, veneração? Por que nele confiamos nas nossas aflições? Por que fazemos preces? Por que lhe devotamos admiração e lhe rendemos graças?

Porque sabemos que ele pode e vem iluminar-nos a vida, robustecer-nos a crença, proteger-nos e amparar, auxiliar-nos e acariciar, como um pai devotado proporcionaria a felicidade e o bem estar a seus filhos. [...]

Esta é a religião de Jesus, pois se baseia em fatos irrefutáveis; esta é a religião da fraternidade, porque tem por base a afeição verdadeira, que não termina no túmulo; seguir as pegadas de Jesus é o bastante para que sejamos por ele guiados e vençamos também como ele venceu a morte com o triunfo da ressureição.

(Reflexões do livro Parábolas e ensinos de Jesus de Cairbar Schutel)

 


Palavra aos espiritas

Reunião pública de 17/4/59

Questão no 798

 

Espiritismo revivendo o Cristianismo - eis a nossa responsabilidade.

Como outrora Jesus revelou a Verdade em amor, no seio das religiões bárbaras de há dois mil anos, usando a própria vida como espelho do ensinamento de que se fizera veículo, cabe agora ao Espiritismo confirmar-lhe o ministério divino, transfigurando-lhe as lições em serviço de aprimoramento da Humanidade.

Espíritas!

Lembremo-nos de que templos numerosos, há muitos séculos, falam dEle, efetuando porfiosa corrida ao poder humano, olvidando-lhe a abnegação e a humildade.

E porque não puderam acomodar-se aos imperativos do Evangelho, fascinados que se achavam pela posse da autoridade e do ouro, erigiram pedestais de intolerância para si mesmos.

Todavia, a intolerância é a matriz do fratricídio, e o fratricídio é a guerra de conquista em ação. E a lei da guerra de conquista é o império da rapina e do assalto, da insolência e do ódio, da violência e da crueldade, proscrevendo a honra e aniquilando a cultura, remunerando a astúcia e laureando o crime, acendendo fogueiras e semeando ruínas em rajadas de sangue e destruição.

Somos, assim, chamados à tarefa da restauração e da paz, sem que essa restauração signifique retorno aos mesmos erros e sem que essa paz traduza a inércia dos pântanos.

É imprescindível estudar educando, e trabalhar construindo.

Não vos afasteis do Cristo de Deus, sob pena de converterdes o fenômeno em fator de vossa própria servidão às cidadelas da sombra, nem algemeis os punhos mentais ao cientificismo pretensioso.

Mantende o cérebro e o coração em sincronia de movimentos, mas não vos esqueçais de que o Divino Mestre superou a aridez do raciocínio com a água Viva do sentimento, a fim de que o mundo moral do homem não se transforme em pavoroso deserto.

Aprendamos do Cristo a mansidão vigilante.

Herdemos do Cristo a esperança operosa.

Imitemos do Cristo a caridade intemerata.

Tenhamos do Cristo o exemplo resoluto.

Saibamos preservar e defender a pureza e a simplicidade de nossos princípios.

Não basta ter fé para vencer. É preciso que a fidelidade aos compromissos assumidos se nos instale por chama inextinguível na própria alma.

Nem conflitos estéreis.

Nem fanatismo dogmático.

Nem tronos de ouro.

Nem exotismo.

Nem perturbação fantasiada de grandeza intelectual.

Nem bajulação às conveniências do mundo.

Nem mensagens de terror.

Nem vaticínios mirabolantes

Acima de tudo, cultuemos as bases codificadas por Allan Kardec, sob a chancela do Senhor, assinalando-nos as vidas renovadas no rumo do Bem Eterno.

O Espiritismo, desdobrando o Cristianismo, é claro como o Sol.

Não nos percamos em labirintos desnecessários, porquanto ao espírita não se permite a expectação da miopia mental.

Sigamos, pois, à frente, destemerosos e otimistas, seguros no dever e leais à própria consciência, na certeza de que o nome de Nosso Senhor Jesus-Cristo está empenhado em nossas mãos.

(Mensagem de Emmanuel no livro Religião dos Espíritos de Francisco Cândido Xavier)

 


Psicografia recebida em 10/12/2019

 

Mestre Jesus, amigos espirituais que permitiram esta minha comunicação, gratidão.

Queridos ouvintes, espero conseguir, através desta comunicação, tocar seus corações.

Sou sabedor que nesta época de final de ano todos sentem-se mais sensibilizados para consigo mesmo e também para com aqueles com quem tem a oportunidade de dividirem a caminhada.

Todos sentem-se interrogativos sobre o ano que se finda e sobre o próximo que virá. Creio que o mais importante é ter a gratidão pelo que se vivenciou, pois mesmo quando se entende que não foi positivo, existe o aprendizado. A vida vai, quando se dá a oportunidade, nos mostrando os caminhos corretos a seguir, mas para ter esta percepção é importante abrir os ouvidos do coração. Situação que nem sempre se permitem.

Reflexões são sempre importantes, olhar para o lado e aprender também com as experiências alheias, ajuda-nos a entender melhor nossa trajetória.

Sabemos que ninguém vem a este mundo a passeio e que o tempo de Deus é diferente do nosso, mas nos deixamos levar por conflitos que não tem este entendimento e com isso o que mais vivencia-se é o sofrimento.

Assim meus irmãos, entendam e aceitem profundamente estas questões e desta forma transformem suas caminhadas para terem maior leveza e com isso fazerem o amor fluir com mais facilidade, pois somente ele traz a verdadeira felicidade.

Que o amor do Mestre Jesus os envolva hoje e sempre.

José Carlos.