domingo, 30 de setembro de 2018

Ano II - Rio das Ostras - Edição Outubro 2018


Editorial

Queridos amigos,
A luz e a escuridão são artes de uma dualidade, uma não existe onde a outra está. Na verdade, a escuridão onde o homem vive é a ausência da luz. A luz clareia o entendimento do Espírito e o faz enxergar o tamanho da sua inferioridade, o quanto falta para que ele possa ir para os páramos angelicais.
Na escuridão nos achamos os tais, poderosos e orgulhosos. Na luz enxergamos o quanto somos pequenos diante da maravilha da criação divina. Na escuridão achamos que podemos fazer o que quisermos, na luz vemos que o nosso livre arbítrio é relativo e não nos dá o direito de prejudicar o outro.
A luz nos mostra que o outro deve ser amado e respeitado por nós, assim como amamos a Deus.
Só seremos realmente seres de luz, quando conseguirmos esse amor universal que nos liga ao divino, sem o menor sinal dos baixos sentimentos que caracterizam os seres que vivem ainda na escuridão.
Deus nos deu a perfeição do corpo biológico como instrumento de elevação moral do nosso Espírito, para que com ele o nosso Espírito possa ver a luz divina que envolve a todos nós.
Que a Luz Divina possa clarear o entendimento de todos, mostrando o melhor caminho a seguir em todas as horas. Também possamos fazer o esforço a auto iluminação através do estudo e do trabalho no bem.
Muita luz e muita paz para todos, saudações fraternas
Um irmão.
(Psicografia recebida pela médium Priscila Sampaio em 30/08/2018)


Fé cega; Fé raciocinada

Fé inabalável é somente aquela que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade (ESE, subtítulo)
No ESE, Cap. XIX, A FÉ QUE TRANSPORTA MONTANHAS, itens 6 e 7, é apresentada a diferença entre a fé cega e a fé raciocinada. Esse aspecto é uma das pedras de toque da Doutrina Espírita, porque discute aspectos sempre questionados pela humanidade, buscando entender sua vida, a natureza e o universo.
Em todos os povos e em todos os tempos, alguns homens se destacavam pela curiosidade e a inteligência. Fadada à evolução e ao progresso, muito desses seres eram enviados do Alto para transmitir à humanidade o conhecimento para efetivar essa vontade de Deus. No entanto, descobriam que os conhecimentos adquiridos lhes davam poderes. Para não os perder, guardavam para si, obtendo vantagens que satisfaziam seu orgulho. Surgem, então as religiões, seitas que instituem suas próprias leis e dogmas a serem seguidas e obedecidas fielmente, sem questionamentos. É a significação da fé como um sentimento de total crença em algo ou alguém, ainda que não haja nenhum tipo de evidência que que comprove a veracidade da proposição da causa. Nesse aspecto, a fé é cega, “que nada examina, aceitando sem controle o falso e o verdadeiro, e a cada passo se choca com a evidência da razão. Levada ao excesso, produz o fanatismo.” (ESE, cap. XIX, item 6).
Em uma entrevista, Raul Teixeira cita esse tipo de fé como mitológica, mítica como uma crença, uma das definições da fé. E exemplifica que a fé é raciocinada quando acreditamos que na diversidade da natureza não há casualidade, mas sim uma causa inteligente para toda essa criação. É a prova racional da existência de Deus.
Haroldo Dutra de Oliveira cita outra definição. Em latim, a fé (fides) significa fidelidade que leva a pensar em relacionamento. Envolve a entrega, a confiança. Considera o supremo desafio humano, porque chega um momento que vem o teste da fé. Numa grande dificuldade, se tivermos fé, esperaremos com orações, paciência e resignação o cumprimento do tempo de Deus. “Somente a fé estruturada na consciência livre de prejuízos de toda a natureza, oferece as resistências para enfrentar as montanhas de desafios que lhe impedem o avanço no rumo da harmonia.” (Jesus e o Evangelho á luz da psicologia profunda – Joanna de Ângelis).
“Inicialmente a fé representava a religião e a ciência, a razão. Não era concebida a harmonia entre esses dois aspectos. O que a fé religiosa determinava, não podia ser negada. Com o espiritismo surge a fé raciocinada: fé e razão devem andar juntas, não devem ser separadas. São as duas asas do conhecimento humano. A ciência estuda as leis do mundo material, a religião as leis do mundo moral. Se as duas áreas são criação de Deus, não podem ser separadas”. (Marina Miranda, série Minha Nada Mole Encarnação, TVFEB).
 “...ter fé é guardar no coração a luminosa certeza em Deus, certeza que ultrapassou o âmbito da crença religiosa, fazendo o coração repousar numa energia constante de realização divina da personalidade. Conseguir a fé é alcançar a possibilidade de não mais dizer: ´eu creio´, mas afirmar: ´eu sei´, com todos os valores da razão tocados pela luz do sentimento”. (Emanuel - O Consolador).





Amor e Família

A família é o núcleo central da sociedade moderna. É nela onde os amores se encontram e reencontram. O amor é ali testado e sentido na mais alta intensidade. A família proporciona o encontro dos sentimentos controvertidos do passado, transformando-os em amor no presente. É na família onde aprendemos as mais puras lições do amor de Deus, representado no amor de mãe.
Sua estrutura básica alicerça-se no amor. Sua origem deveu-se não só à necessidade de proteção como também do espírito em vivenciar suas emoções e em ligar-se às pessoas por quem nutria um amor embrionário. É na família onde se experimenta o amor maternal, o filial, o paternal, o fraternal, que se assemelham na incondicionalidade e no desejo de senti-los com o intuito de elevar e fazer crescer o outro. Nela reencontramos antigos afetos e desafetos, em cuja companhia elaboramos novas oportunidades de realizações e substituímos as emoções desarmonizadas do passado.
Às vezes, aparecem na família, habitando o mesmo teto, pessoas que não possuem laços consanguíneos, mas que desempenham papéis importantes para o equilíbrio doméstico. São auxiliares da vida cotidiana que nos servem de modelo e, muitas vezes, estabelecem nossos limites, educando-nos quanto às regras de convivência. É nela que retornam os antigos amores, cujo reencontro se dá para a realização de novos ideais em benefício da vida e de seus protagonistas. Nem sempre os papéis são os mesmos.
Independente disso, o amor permanece unindo aqueles que se reaproximam para nova convivência. Pessoas que se reúnem pela afinidade e sintonia em torno de objetivos superiores, formam as famílias espirituais, cujos laços não se desfazem com a morte do corpo. Espíritos que juntos viajam em sucessivas existências, renascem numa mesma família, com novos propósitos de crescimento. O membro que se afastou para nova jornada, recebe o auxílio daqueles que ficaram. O retorno a uma nova existência não separa os que verdadeiramente se amam e confiam no Criador. O Universo, infinitamente habitado, abriga imensos agrupamentos de espíritos como famílias de uma cidade.
Vez por outra, uma família de um mundo vai em busca de crescimento em outro. Às vezes, a ida para outro orbe se dá por exílio ou degredo. Em todos os casos é sempre o amor de Deus a equilibrar e harmonizar o universo. O espírito, quando em família, nem sempre consegue mascarar sua realidade. A vida, entre quatro paredes, desnuda a todos. Ninguém se esconde na convivência com seus pares. As aversões ocorridas nos relacionamentos familiares, quando não decorrem de ações havidas em outras encarnações, geralmente refletem as influências espirituais a que se sujeitam aqueles que não agem com amor, como também o estágio evolutivo de cada um.
Conviver é um aprendizado que temos de encetar em favor de nós próprios. Nem sempre renascemos e permanecemos com os pais biológicos que nos colocaram na carne. A vida nos situa onde necessitamos aprender. A família ou os pais que temos são aqueles que merecemos e aos quais devemos, para sempre, o amor com que nos receberam. Quando recebemos, como nossos, os filhos que não geramos, assumimos o papel de colaboradores de Deus em sua obra, amando pelo princípio do amor sem limites.
Valorizemos a vida em família, pois ela nos leva à percepção de nós mesmos. Remete-nos à necessidade de amar os que conosco convivem. Ela ainda é uma necessidade do nosso momento evolutivo. Necessitamos, para melhor convivência social, construir uma sociedade em que, nas famílias, vigorem os princípios do amor, da paz e da harmonia entre seus membros. Para isto cada um tem um papel a cumprir no seu contexto.
A cada um é reservada uma parte das ações que viabilizarão aquela meta. Sintamos, em cada pessoa com quem nos relacionamos, um irmão, um membro da família de Deus. Somos todos filhos do mesmo pai, independente de quaisquer características biológicas.
 O Cristo nos deu o exemplo de família quando nos convidou a entendê-la como universal, cujos membros são aqueles que fazem a vontade do Pai.
(Texto do Livro Amor Sempre, de Adenàuer Novaes)


O espelho da vida

A mente é o espelho da vida em toda parte. Ergue-se na Terra para Deus, sob a égide do Cristo, à feição do diamante bruto, que, arrancado ao ventre obscuro do solo, avança, com a orientação do lapidário, para a magnificência da luz.
Nos seres primitivos, aparece sob a ganga do instinto, nas almas humanas surge entre as ilusões que salteiam a inteligência, e revela-se nos Espíritos Aperfeiçoados por brilhante precioso a retratar a Glória Divina.
Estudando-a de nossa posição espiritual, confinados que nos achamos entre a animalidade e a angelitude, somos impelidos a interpretá-la como sendo o campo de nossa consciência desperta, na faixa evolutiva em que o conhecimento adquirido nos permite operar. Definindo-a por espelho da vida, reconhecemos que o coração lhe é a face e que o cérebro é o centro de suas ondulações, gerando a força do pensamento que tudo move, criando e transformando, destruindo e refazendo para acrisolar e sublimar.
Em todos os domínios do Universo vibra, pois, a influência recíproca. Tudo se desloca e renova sob os princípios de interdependência e repercussão. O reflexo esboça a emotividade. A emotividade plasma a ideia. A ideia determina a atitude e a palavra que comandam as ações.
Em semelhantes manifestações alongam-se os fios geradores das causas de que nascem as circunstâncias, válvulas obliterativas ou alavancas libertadoras da existência. Ninguém pode ultrapassar de improviso os recursos da própria mente, muito além do círculo de trabalho em que estagia; contudo, assinalamos, todos nós, os reflexos uns dos outros, dentro da nossa relativa capacidade de assimilação. Ninguém permanece fora do movimento de permuta incessante. Respiramos no mundo das imagens que projetamos e recebemos.
Por elas, estacionamos sob a fascinação dos elementos que provisoriamente nos escravizam e, através delas, incorporamos o influxo renovador dos poderes que nos induzem à purificação e ao progresso. O reflexo mental mora no alicerce da vida. Refletem-se as criaturas, reciprocamente, na Criação que reflete os objetivos do Criador.
(Mensagem de Emmanuel no Livro Pensamento e Vida, de Francisco Cândido Xavier)
  


sábado, 1 de setembro de 2018

Ano II - Rio das Ostras - Edição Setembro 2018

 Editorial


Aos amigos queridos

Onde andará a fé que tanto propagas?
Onde andará a confiança no Pai que tanto apregoas?
Vós precisareis muito da fé e da confiança que julgas possuir, pois os tempos presentes e os que se aproximam assim necessitarão. Agora já julgas que o mal está sem freios, e que Deus esqueceu do nosso planeta, imagina quando os resgates dolorosos se efetuarem. Nunca duvides da misericórdia divina, ela provê tudo e a todos.
Nosso equilíbrio interior deve ser mantido a custa de bons pensamentos, muita prece e a sintonia com espíritos elevados; a confiança nos desígnios do Pai também é fator importante na manutenção da tranquilidade e do equilíbrio interior.
Por mais negra que a situação lhe pareça, não se desequilibre, não esmoreça, faça uma prece a Jesus pedindo calma e força, que o consolo e a calma chegarão. Não se deixe envolver pelas energias pessimistas e de descrença que rondam por aí. O Pai está contigo em todos os momentos, através do teu anjo da guarda ou amigo espiritual para te guardar quando necessitares. Chame por ele, peça ajuda!
As pessoas adoecem fisicamente por se sentirem sozinhas e desesperançadas quando, na realidade, estão cercadas de amigos espirituais que não conseguem ajuda-las por elas estarem fora de sintonia no bem.
O mais rápido de se conectar na sintonia que favoreça o auxílio é a prece sentida e verdadeira. Quando essa conexão faz, a ajuda logo se verifica, nem que seja na forma de acalmar o coração para achar a melhor solução.
Nesses tempos atuais nossa força é a fé, nosso escudo contra todos os males é a confiança e a prece, e a nossa força é a coragem de seguir adiante sob a égide de Jesus, sem desanimar um só instante.
Que o Pai os abençoe e guarde sempre! Saudades fraternais!
Um irmão do trabalho.
(Psicografia recebida pela médium Priscila em 05/07/2018)












Agastamento

Muitas circunstancias do cotidiano como irritações com o que nos contrariam, perturbações quando não aceitam nossas propostas, ... aflições quando chegam os problemas e “outras manifestações de distonia emocional que se expressam amiúde, ferindo nossos sentimentos e fazendo-nos agasalhar desnecessários agastamentos.”
“O agastamento é um estado doentio que conduz à cólera, terminando por engendrar patologias de ódio, que produzem enfermidades de alto porte com perspectivas de difícil recuperação.”
“Cuida-te em preservar a tua paz íntima, ... pois sempre poderá resguardar-te do agastamento que ceifa ideias, desarmoniza corações e mentes e lentamente faz-te pessimista, irritadiço, aprimorando uma óptica negativa, mediante a qual tudo vê sob as torpes angulações do próprio desequilíbrio.”
“Podes superar essas injunções proporcionadoras do agastamento. .... Exercita-te na bondade e cultiva a esperança no convívio fraterna, dando mais do que recebendo.”
“Com essa atitude positiva ante a vida, estarás realizando uma contínua psicoterapia preventiva que te imunizará contra muitos males de ordem íntima, geradores de tormentos e enfermidades ainda não diagnosticadas.”
“Jesus, que nunca se agastava, até hoje nos espera paciente e confiante, proporcionando-nos as experiências da luta, mediante as quais nos identificaremos com Ele em clima de amor para com todas as criaturas e de paz com nós mesmos”.
(Mensagem adaptada de Joanna de Ângelis, do livro Otimismo psicografado por Divaldo Franco)




Morte prematura

A morte é sempre um evento traumático que promove profundo impacto na psiquê em face de sua imortalidade. Ela contraria a certeza interna que todos temos da imortalidade do ser e de sua individualidade.
O Espírito, enquanto se encontra nos estágios iniciais da evolução, estará sujeito aos ciclos de nascimento e morte, os quais o farão entender a dialética da vida. O psiquismo é estruturado no paradigma que o faz entender o mundo a partir de opostos que devem ser conciliados.
Cada evento de morte, do próprio corpo ou de afetos, será sentido como se ocorresse com a própria psiquê, tal o impacto que causa a sensação de desintegração (que não ocorre) da personalidade.
Na família fica, com a morte prematura de alguém, um vazio dificilmente preenchível. Todos se culpam pela impotência e sentem a falta daquele ser que se foi sem deixar explicações. A família se rearruma face à falta, demorando-se em reestabelecer a rotina anterior.
Natural que se chore pela morte e que se faça orações em casa pela pessoa, porém deve-se cuidar para não ficar exageradamente lembrando dela, para não fazê-la sofrer pela impossibilidade do contato mais próximo e íntimo.
A família não pode nem deve se desestruturar pelo falecimento de um filho, tampouco deve buscar culpado, pois a morte deve ser vista como libertação ao espírito que retorna para sua verdadeira morada.
Não é fácil nem tranquilo suportar a morte de um filho em tenra idade. É preciso crer na vida eterna e na possibilidade do retorno daquele ser num novo corpo, após cumprido o tempo de preparação do outro lado da vida. O amor que se dedica a um filho é muito forte para que venha a razão e quebre o sofrimento que se sente com a perda. Por esse motivo, o Cristo pediu ao pai (Caso da filha de Jairo) que cresse.
A morte de crianças é sempre o complemento de uma etapa e o fechamento de um ciclo em sua evolução, além de uma prova para os pais.
(Mensagem do livro Evangelho e Família de Adenàuer Novaes)




Vejam todos aqueles que tem olhos de ver e ouçam todos aqueles que tem ouvidos de ouvir, nos disse Jesus.
Os seus ensinos deixados, que foram escritos por irmãos que participaram ou não de sua peregrinação, estão aqui até hoje, servindo de alerta e luz para as nossas atitudes nesta e em outras existências, isto é, continua atual. Será sempre o farol que desponta para todo aquele que estiver em condições de maturidade para segui-los e obedecê-los.
Cada ensino do nosso Mestre é um roteiro de vida comprometida ao respeito às Leis de Deus. Dependendo da maturidade espiritual de cada um, levará o tempo necessário para chegar ao despertamento da verdade que Jesus nos trouxe.
Os olhos fechados às verdades espirituais ainda são muitos em irmãos que ainda não estão prontos para descobrir e encontrar essa luz do amor, fraternidade.
Quando despertarem verão o tempo que “perderam” encontrando-se na escuridão da ignorância.
Para cada um, momentos de despertar diferentes mas, esse momento chegará, cedo ou tarde.
E quando chegar, verão como é bom ser bom, como é bom ser feliz, como é bom confiar firmemente na bondade infinita de Deus. A paz se encontra em cada um de nós. E o amor... Ah, o amor! Somos esse amor, somos a centelha divina que ainda não despertou. Agora que sabemos do quanto somos capazes de amar.
Os ouvidos devem ser abertos a tudo que se refere a bondade, a iluminação e a fraternidade.
Ouvir... Como é bom ouvir!
Ver as belezas que Deus nos proporciona e que se encontra nesta casa que chamamos Planeta Terra.
Cuidemos da nossa visão e ouçamos tudo que se possa servir de progresso espiritual, tudo que possa ser útil em prol de todos.
Tudo que recebemos de Deus, precisamos trabalhar, usar em progresso e evolução de todos.
Sintam, através dos dons, a bondade e justiça de Deus, nosso Pai, para todos nós.
Muita paz em Cristo Jesus,
Um irmão em aprendizado.
(Psicografia recebida pela médium Mariza em 28/06/2018)




quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Ano II - Rio das Ostras - Edição Agosto 2018


Editorial
                     
Herdeiros  
                                                                                                             “E se nós somos filhos, somos logo herdeiros também,
herdeiros de Deus e co-herdeiros do Cristo.”
Paulo (Romanos, 8:17)

Incompreensivelmente, muitas escolas religiosas, através de seus expositores, relegam o homem à esfera de miserabilidade absoluta.
Púlpitos, tribunas, praças, livros e jornais estão repletos de tremendas acusações.
Os filhos da Terra são categorizados à conta de réus da pena última. Ninguém contesta que o homem, na condição de aluno em crescimento na Sabedoria Universal, tem errado em todos os tempos; ninguém ignora que o crime ainda obceca, muitas vezes, o pensamento das criaturas terrestres; entretanto, é indispensável restabelecer a verdade essencial. Se muitas almas permanecem caídas, Deus lhes renova, diariamente, a oportunidade de reerguimento.
Além disso, o Evangelho é o roteiro do otimismo divino. Paulo, em sua epístola aos romanos, confere aos homens, com justiça, o título de herdeiros do Pai e co-herdeiros de Jesus. Por que razão se dilataria a paciência do Céu para conosco, se nós, os trabalhadores encarnados e desencarnados da Terra, não passássemos de seres desventurados e inúteis? Seria justa a renovação do ensejo de aprimoramento a criaturas irremediavelmente malditas?
É necessário fortalecer a fé sublime que elevamos ao Alto, sem nos esquecermos de que o Alto deposita santificada fé em nós. Que a Humanidade não menospreze a esperança. Não somos fantasmas de penas eternas e sim herdeiros da Glória Celestial, não obstante nossas antigas imperfeições. O imperativo de felicidade, porém, exige que nos eduquemos, convenientemente, habilitando-nos à posse imorredoura da herança divina.
Olvidemos o desperdício da energia, os caprichos da infância espiritual e cresçamos, para ser, com o Pai, os tutores de nós mesmos.
(Mensagem de Emmanuel, no Livro Vinha de Luz de Francisco Cândido Xavier)



















Examinemos a nós mesmos

 LE - Questão 919

O dever do espírita-cristão é tornar-se progressivamente melhor. Útil, assim, verificar, de quando em quando, com rigoroso exame pessoal, a nossa verdadeira situação íntima. Espírita que não progride durante três anos sucessivos permanece estacionário.
Testa a paciência própria:- Estás mais calmo, afável e compreensivo? Inquire as tuas relações na experiência doméstica: - Conquistaste mais alto clima de paz dentro de casa? Investiga as atividades que te competem no templo doutrinário: - Colaboras com mais euforia na seara do Senhor? Observa-te nas manifestações perante os amigos: - Trazes o Evangelho mais vivo nas atitudes? Reflete em tua capacidade de sacrifício: - Notas em ti mesmo mais ampla disposição de servir voluntariamente? Pesquisa o próprio desapego: - Andas um pouco mais livre do anseio de influência e de posses terrestres? Usas mais intensamente os pronomes "nos", "nosso" e "nossa" e menos os determinativos "eu", "meu" e "minha"? Teus instantes de tristeza ou de cólera surda, às vezes tão conhecidos somente por ti, estão presentemente mais raros? Diminuíram-te os pequenos remorsos ocultos no recesso da alma? Dissipaste antigos desafetos e aversões? Superastes os lapsos crônicos de desatenção e negligência? Estudas mais profundamente a Doutrina que professas? Entendes melhor a função da dor? Ainda cultivas alguma discreta desavença? Auxilias aos necessitados com mais abnegação?  Tens orado realmente? Teus ideais evoluíram? Tua fé raciocinada consolidou-se com mais segurança? Tens o verbo mais indulgente, os braços mais ativos e as mãos mais abençoadoras? Evangelho é alegria no coração: - Estás, de fato, mais alegre e feliz intimamente, nestes três últimos anos?
Tudo caminha! Tudo evolui! Confiramos o nosso rendimento individual com o Cristo! Sopesa a existência hoje, espontaneamente, em regime de paz, para que te não vejas na obrigação de sopesá-la amanhã sob o impacto da dor. Não te iludas! Um dia que se foi é mais uma cota de responsabilidade, mais um passo rumo à Vida Espiritual, mais uma oportunidade valorizada ou perdida. Interroga a consciência quanto à utilidade que vens dando ao tempo, à saúde e aos ensejos de fazer o bem que desfrutas na vida diária. Faze isso agora, enquanto te vales do corpo humano, com a possibilidade de reconsiderar diretrizes e desfazer enganos facilmente, pois, quando passares para o lado de cá, muita vez, já será mais difícil...
(Mensagem de Emanuel e André Luís, do Livro Opinião Espírita de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira)




A Lição do Esquecimento

Não fosse o olvido temporário que assegura o refazimento da alma, na reencarnação, segundo a misericórdia do Senhor que lhe orienta a reta justiça, decerto teríamos no mundo, ao invés da escola redentora, a jaula escura e extensa, onde os homens se converteriam em feras a se digladiarem indefinidamente.
Não fosse o dom do esquecimento que envolve o berço terrestre, o ódio viveria eternizado transformando a Terra em purgatório angustioso e terrível, onde nada mais faríamos que chorar e lamentar, acusar e gemer.
A Divina Bondade, contudo, em cada romagem do espírito no campo do mundo, confere-lhe no corpo físico o arado novo suscetível de lhe valorizar a replantação do destino, no rumo do porvir.
De existência a existência, o Senhor vela-nos caridosamente a memória, a fim de que saibamos metamorfosear espinhos em flores e aversões em laços divinos.
O Pai, no entanto, com semelhante medida, não somente nos ampara com a providencial anestesia das chagas anteriores, em favor do nosso êxito em novos compromissos.
Com essa dádiva, Ele que nos reforma o empréstimo do ensejo de trabalho, de experiência à experiência, nos induz à verdadeira fraternidade, para o esquecimento de nossas recíprocas, dia à dia.
Aprendamos a olvidar as úlceras e as cicatrizes, as deformidades e os defeitos do irmão de jornada, se nos propomos efetivamente a avançar para diante, em busca de renovadores caminhos.
Cada dia é como que a “reencarnação da oportunidade”, em que nos cabe aprender com o bem, redimindo o passado e elevando o presente, para que o nosso futuro não mais se obscureça.
Nas tarefas de redenção, mais vale esquecer que lembrar, a fim de que saibamos mentalizar com segurança e eficiência a sublimação pessoal que nos cabe atingir.
O Senhor nos avaliza os débitos, para que possamos adquirir os recursos destinados ao nosso próprio reajustamento à frente da Lei.
Recordemos o exemplo do Céu, destruindo os resíduos de sombra que, em forma de lamentação e de queixas, emergem ainda à tona de nossa personalidade, derramando-se em angústia e doença, através do pensamento e da palavra, da voz e da atitude.
Exaltemos o bem, dilatemo-lo e consagremo-lo nos menores Gestos e em nossas mínimas tarefas, a cada instante da vida, e, somente assim,
aprenderemos com o Senhor a olvidar a noite do pretérito, no rumo da alvorada que nos espera no fulgor do amanhã.
(Mensagem de Emmanuel, do Livro Família de Francisco Cândido Xavier)



sábado, 30 de junho de 2018

Ano II - Rio das Ostras - Edição Julho 2018


Editorial

A vida... Como és bela.
Tudo que uma pessoa pode querer de presente é uma vida. Ela é como um brinquedo de natal, esperado por meses, e quando chega ficamos radiantes, cheios de planos, brincadeiras novas e diferentes. Mas com o tempo o brinquedo novo vai perdendo a graça, nosso interesse se vira para outros lados, outras opções e perdemos o viço, a coragem.
Quanta perda de oportunidades.
Quando voltamos para o lado de cá, vemos nossa vida na terra como uma grande perda de oportunidade de amar, brincar, cuidar e perdoar.
É o mesmo sentimento ao vermos o querido brinquedo desbotado, jogado no canto da casa Desbotado como nossos cabelos, nosso olhar... Tudo perdeu o brilho e está com os dias contados. O brinquedo vai para o lixo e nós voltamos para a casa espiritual.
E aqui, vendo as passagens da vida, percebemos quantas oportunidades perdidas, da mesma forma que podíamos lavar, lustrar ou pintar o brinquedo para reaproveita-lo, reconhecemos que podíamos ter consertado muitos erros, desfeito muitos equívocos e salvado muitas amizades e amores.
Meus irmãos, vocês têm em mãos a maior ferramenta para consertar o brinquedo que tanto desejaram, a vida corpórea. Trate-a com respeito, e responsabilidade com o corpo, pois são bênçãos de Deus, para que possamos corrigir, ajudar e crescer juntos.
Tenham uma vida abençoada.
Abençoe a vida recebida.
(Psicografia recebida em 06/06/2018 pela médium Luciana)





Jesus e o Evangelho – À luz da psicologia profunda

Jesus é o mais notável Ser da História da Humanidade. A Sua vida e a Sua obra são as mais comentadas e discutidas dentre todas as que já passaram pela cultura e pela civilização através dos tempos.
Não obstante, muito ainda se pode dizer e examinar em torno d´Ele e da Sua mensagem. Sob qualquer aspecto considerado, o Seu Testamento – O Evangelho – é o mais belo poema de esperanças e consolações de que se tem notícia. Concomitantemente, é precioso tratado de psicologia contemporânea para os incontáveis males que afligem a criatura e a Humanidade.
Vivendo numa época em que predominava a ignorância em forma de sombra individual e coletiva, qual ocorre também nesses dias, embora em menor escala, Jesus cindiu o lado escuro da sociedade e das criaturas, iluminando as consciências com a proposta de libertação pelo conhecimento da Verdade e integração nos postulados soberanos do amor.
Incompreendido, assediado pela astúcia e perversidade, perseguido tenazmente, jamais se deixou atemorizar ou desviar-se do objetivo pelo qual viera, conseguindo perturbar a astúcia dos adversários inclementes em respostas sábias e lúcidas calcadas no reino de Deus, cujas fronteiras se ampliavam albergando todos os seres humanos sedentos de justiça, esfaimados de paz, carentes de amor.
... E nunca foi ultrapassado. Superior às conjunturas que defrontava pelo caminho e incólume às tentações do carreiro humano, por havê-las superado anteriormente, apequenou-se sem diminuir a própria grandeza, misturando-se ao poviléu (ralé), e destacando-se dele pelos atributos da Sua Realidade espiritual.
... Mas não se permitiu impedir o holocausto para o qual viera, nem o padecimento de muitas aflições que se impusera, para ensinar elevação espiritual e moral, desprendimento e abnegação àqueles que O quisessem seguir.
Jamais a Humanidade voltaria a viver dias como aqueles em que Ele esteve com as criaturas, sofrendo com elas e amando-as, ajudando-as e entendendo-as, ao tempo em que tomava exemplos da Natureza e na sua pauta incomparável cantava a melodia extraordinária da Boa Nova.
E ainda hoje a Sua voz alcança os ouvidos de todos aqueles que sofrem, ou que aspiram pelos ideais de beleza e de felicidade, ou que anelam (anseiam) por melhores dias, emulando-os ao prosseguimento da tarefa e à auto superação, ambicionando a plenitude.

(Mensagem de Joanna de Ângelis, em Jesus e o Evangelho - À luz da psicologia profunda de Divaldo Franco)




Autoimagem e autoestima - Timidez
Algumas pessoas naturalmente se sentem inferiores. Tal sentimento nem sempre decorre de influências maternas ou paternas, tampouco vem de experiências traumáticas ou de exposição em alguma situação ao ridículo. Trazem na alma a marca da tristeza ou da falta de esperança. Desacreditam de si mesmas. Têm medo do novo e não creem que serão bem sucedidas no que fazem. Veem antecipadamente a derrota, atribuindo aos obstáculos valores superlativos. Muitas vezes se alegram quando encontram uma desculpa para não ir adiante no que pretendem realizar.
Sentem uma satisfação íntima quando um obstáculo surge, que possa servir de justificativa para sua derrota. Pode-se encontrar tais características em crianças ou em adolescentes, sem que se consiga que eles adquiram coragem para expressar o que sentem. Não conseguem ou não sabem admitir que têm aquelas características.
Costumam acreditar que são inferiores, socialmente, intelectualmente ou esteticamente, aos outros. Passam a se cobrar em comparação a uma imagem idealizada de si mesmos. Essa cobrança demonstra um grau de exigência pessoal maior do que podem corresponder. Muitas vezes, essa percepção equivocada de si mesmos é estimuladora da depressão.
A autoestima baixa produz a inveja, o ciúme e outros mecanismos de defesa que impedem a autopercepção. Alguns que assim se colocam diante da vida já vêm de encarnações nas quais tiveram suas expectativas de realização frustradas. São reincidentes no pessimismo. Necessitam de pequenas vitórias para adquirirem confiança em si mesmas. Precisam acreditar que são capazes de realizar alguma coisa de útil para suas vidas. Os pais devem estimulá-los quando alcancem pequenas vitórias do cotidiano. Um sucesso escolar, por exemplo, deve, por esse motivo, ser alvo de comemoração e valorização por parte dos pais.
É necessário entender o ritmo de cada ser para compreendê-lo e melhor ajudá-lo. A timidez será patológica quando associada a outros comportamentos que denotam a incapacidade para a socialização.
Quando uma criança demonstra evitar contato com outras e quando provocada continua a se retrair, é sinal de que os pais devem investigar os motivos que a levam a esse comportamento. Quando o adolescente é tímido e não tem amigos devem os pais verificar, com cautela, as causas e os fatores que interferem na sua atitude medrosa diante do mundo. Geralmente quando os pais tentam entrar no mundo do adolescente sem o devido cuidado, são tomados como invasores da privacidade deles.
A melhor tática é respeitar seu comportamento, aliar-se a eles, procurar sentir o que eles sentem, facilitar a transição da adolescência, aproximar-se solidariamente, dialogar sem cobranças, perceber o gosto preferencial, estimular as habilidades perceptíveis, buscar expor a própria vida tornando-os amigos, vendo-os como pessoas.
Nem sempre esses medos de relacionar-se são decorrentes de fatos concretos. São crianças medrosas porque já nascem assim. Trazem na personalidade o medo impregnado como se vivessem na iminência de serem atingidas por algo muito intenso. Em geral são melancólicas e reagem muito timidamente quando são provocadas. Preocupam os pais pela falta de iniciativa e de sentido próprio para viver.
Geralmente se dão bem nos estudos, mas não conseguem fazer do aprendizado escolar instrumento para o sucesso pessoal. Nem sempre conseguem se relacionar amorosamente em face do medo de não serem aceitas ou de não corresponder às exigências do outro. Merecem, desde a infância, estímulo especial para que não cheguem na vida adulta desestimuladas e passivas diante da Vida.
“Por que sois tímidos, homens de pequena fé?”
O Cristo nos alerta quanto à falta de confiança em nós mesmos e na pequena fé que muitas vezes nos acomete. Somos estimulados por ele à percepção da capacidade individual de realizar o que queremos como também aquilo que o mundo nos exige. Ele lança um desafio ao ser humano ao lhe questionar a timidez diante de obstáculos. Atinge o medo de correr risco, de errar. Pretende dizer que cada um de nós tem o potencial e a capacidade de aprender a fazer as coisas. Ninguém é destituído de inteligência e de criatividade diante de obstáculos a serem superados.
É preciso que aprendamos a correr riscos e a saber que os equívocos que cometemos quando fazemos as coisas nos levam ao aprendizado e aqueles que cometemos por não fazermos nada não proporcionam o conhecimento de uma nova maneira de fazer o que deveríamos. O ser humano geralmente tem pouca fé diante das coisas espirituais. Ele costuma achar que pode não ser como ele imagina. Não se arrisca a pensar da forma como sua intuição lhe manda. Quando o faz, descobre maravilhas que Deus reserva ao seu futuro.
(Mensagem do livro Evangelho e Família, de Adenàuer Novaes)



Psicografia recebida em 27/06/2018 pela médium Renata

Queridos irmãos,

O conhecimento é a chave para a felicidade. Não percamos tempo nos culpando por erros do passado. Isso não leva a nada útil, se não ao pesar e ao sofrimento.
Jesus nos disse, conhecereis a verdade e ela vos libertará. Busquemos conhecer o que realmente é importante na vida. Nosso verdadeiro propósito na Terra, que é escola, com todas as condições de nos ensinar aquilo que cada um precisa, na medida certa, nem mais, nem menos.
Ninguém recebe além do que pode compreender ou suportar. A menos que escolha buscar o caminho errado e coloque, como se diz, “o carro na frente dos bois”. E assim acarrete para si sofrimentos desnecessários.
Cumpramos as lições do evangelho, que tudo nos será dado na justa medida, pois o fardo com Jesus é bem mais leve do que supomos, basta crer.
A espiritualidade nos convida e recebe de braços abertos para o estudo e esclarecimentos, que encontraremos sempre que buscarmos com vontade e coração aberto.
Jesus disse que trouxe a paz e nos daria essa paz através Dele que é o caminho, a verdade e a vida.
Sigamos o Mestre com amor e encontraremos a felicidade.
A paz do Cristo esteja convosco hoje e sempre.
(Psicografia recebida em 27/06/2018 pela médium Renata)


  







sexta-feira, 1 de junho de 2018

Ano II - Rio das Ostras - Edição Junho 2018

Editorial

Que venha a tempestade
Porque depois virá a bonança
Que venha a maldade
Porque depois nasce a esperança
Que venha o escândalo
Porque dele nascerá a solução
Que venha a dor, o vândalo,
Porque depois virá a salvação
Assim são as coisas na Terra
A ignorância, a ganância
Tudo se acaba depois que se erra
Outras ideias, outras primaveras
Destruirão o desamor, as quimeras
Não nos esqueçamos da fé,
O que nos sustenta em pé.
Para depois de tanta confusão
Herdarmos o mundo de regeneração.

Fé meus irmãos, muita fé e prece
São as armas que nos salvarão.
Um irmão, que Deus os ampare.
(Psicografia recebida em 28/05/2018 pela médium Elter)

Fé  
“Mas os cuidados deste mundo, os enganos das riquezas   as ambições doutras coisas, entrando, sufocam a palavra, que fica infrutífera.”   Jesus (Marcos, 4:19)

A árvore da fé viva não cresce no coração, miraculosamente.
Qual acontece na vida comum, o Criador dá tudo, mas não prescinde do esforço da criatura.
Qualquer planta útil reclama especial atenção no desenvolvimento.
Indispensável cogitar-se do trabalho de proteção, auxílio e defesa. Estacadas, adubos, vigilância, todos os fatores de preservação devem ser postos em movimento, a fim de que o vegetal precioso atinja os fins a que se destina.
A conquista da crença edificante não é serviço de menor esforço.
A maioria das pessoas admite que a fé constitua milagrosa auréola doada a alguns espíritos privilegiados pelo favor divino.
Isso, contudo, é um equívoco de lamentáveis consequências.
A sublime virtude é construção do mundo interior, em cujo desdobramento cada aprendiz funciona como orientador, engenheiro e operário de si mesmo.
Não se faz possível a realização, quando excessivas ansiedades terrestres, de parceria com enganos e ambições inferiores, torturam o campo íntimo, à maneira de vermes e malfeitores, atacando a obra.
A lição do Evangelho é semente viva.
O coração humano é receptivo, tanto quanto a terra.
É imprescindível tratar a planta divina com desvelada ternura e instinto enérgico de defesa.
Há muitos perigos sutis contra ela, quais sejam os tóxicos dos maus livros, as opiniões ociosas, as discussões excitantes, o hábito de analisar os outros antes do autoexame.
Ninguém pode, pois, em sã consciência, transferir, de modo integral, a vibração da fé ao espírito alheio, porque, realmente, isso é tarefa que compete a cada um.
(Mensagem de Emmanuel, no livro Vinha de Luz de Francisco Cândido Xavier)



Se Tiveres Amor

Livro dos Espíritos, questão nº 887.
Jesus também disse: Amai mesmo os vossos inimigos. Ora, o amor aos inimigos não será contrário às nossas tendências naturais e a inimizade não provirá de uma falta de simpatia entre os Espíritos?

Se tiveres amor, caminharás no mundo como alguém que transformou o próprio coração em chama divina a dissipar as trevas...
Encontrarás nos caluniadores almas invigilantes que a peçonha do mal entenebreceu, e relevarás toda ofensa com que te martirizem as horas...
Surpreenderás, nos maldizentes, criaturas desprevenidas que o veneno da crueldade enlouqueceu, e desculparás toda injúria com que te deprimam as esperanças...
Observarás no onzenário a vítima da ambição desregrada, acariciando a ignomínia da usura em que atormenta a si próprio, e no viciado o irmão que caiu voluntariamente na poça de fel em que arruína a si mesmo...
Reconhecerás a ignorância em toda manifestação contrária à justiça e descobrirás a miséria por fruto dessa mesma ignorância em toda parte onde o sofrimento plasma o cárcere da delinquência, o deserto do desespero, o inferno da revolta ou o pântano da preguiça...
Se tiveres amor saberás, assim, cultivar o bem, a cada instante, para vencer o mal a cada hora...
E perceberás, então, como o Cristo fustigado na cruz, que os teus mais acirrados perseguidores são apenas crianças de curto entendimento e de sensibilidade enfermiça, que é preciso compreender e ajudar, perdoar e servir sempre, para que a glória do amor puro, ainda mesmo nos suplícios da morte, nos erga o espírito imperecível à bênção da vida eterna.
(Emmanuel, no Livro Religião dos Espíritos de Francisco Cândido Xavier)



Antes do Berço

 Antes do berço, quase sempre, conhece a alma humana, plenamente desperta, grande parte dos débitos que lhe induzem o coração a remergulhar nas forças do Plano Físico.
Muitas vezes com o auxílio dos benfeitores que endossam as novas experiências, contempla o quadro de provações em que testemunhará humildade e renúncia.
Muitos candidatos ao recomeço da aprendizagem na Terra, em semelhantes visões do limiar, tremem e choram, debatendo-se em clamoroso receio, acovardados à última hora.
É então que o afeto dos pais lhes confere doce refúgio.
No clima nutriente do lar, aquietam as próprias ânsias, refazendo-se à luz do entendimento e da prece, para o combate consigo mesmo na estrada redentora.
Entretanto, se pais e mães, nessa hora, surgem moralmente inabilitados, entre a indiferença e a discórdia, desajustes e enfermidades poderão sobrevir na grande passagem, porquanto o aborto e o desequilíbrio aparecerão aflitivos, sobrecarregando o nascituro de pesados gravames que, em muitas ocasiões, só a morte inesperada conseguirá reprimir.
Pais amigos, guardai convosco, ante o berço terrestre, a oração e o carinho, a caridade e a paz, porque sois responsáveis, na luz da reencarnação, por aquele que volta, em nome do Senhor, a rogar-vos abrigo, a fim de burilar-se e servir, ofertando-vos, ao mesmo tempo, as mais nobres oportunidades de elevação...
(Mensagem de Emmanuel, no livro Família de Francisco Cândido Xavier)




Psicografia recebida em 28/05/2018 pela médium Delmarice

A paz seja com vocês, meus irmãos queridos. Vamos nos armar com a prece e com o evangelho de Jesus, pois estamos num momento de grande turbulência.
Este nosso país, Brasil, precisa muito da ajuda de todos irmãos que estão nas fileiras da seara de Jesus.
Vamos deixar comentários desnecessários. Vamos com muita vontade, coragem e fé, iluminar todo este planeta que nos oferece grandes oportunidades de reajuste.
Irmãos, se conseguirmos que cada grupo se posicione com o evangelho e a prece, será mais fácil para nossos irmãos da espiritualidade ir aliviando toda a psicosfera, e assim ir levando luz onde as trevas queiram fazer morada.
Vamos queridos, avante! Vamos orar e vigiar nossos pensamentos e palavras. Que a paz de Jesus os envolva.
E, por favor, repassem para todos, que deixem todo comentário que não seja para o bem, em todos os momentos e, principalmente, entre os irmãos desta Casa.
Fiquem na paz, na oração e vigilantes.
Paz e muita confiança pois tudo é necessário, então não se desesperem, e sim, confiem e orem.