sábado, 1 de dezembro de 2018

Ano II - Rio das Ostras - Edição Dezembro 2018


Editorial


Que a paz do nosso Mestre Jesus seja com todos!
Prezados irmãos, temos na natureza lindas lições a aprender. Todos os dias, em todos os lugares, encontramos a natureza a nos oferecer espetáculo de beleza e harmonia, mas também preciosas lições para nosso aprendizado. Mas..., é preciso ter “olhos de ver”.
Eis o sol, irmão grandioso em luz e força, imponente ao raiar dos dias que, no entanto, cede diariamente o seu lugar à lua para, por sua vez, vir nos iluminar.
Eis o sol, como que a exemplificar o respeito e a humildade pelo outro, mostrando entendimento que cada um, do seu modo, é importante no que tem a oferecer.
Eis as irmãs formigas, exemplificando o valor do trabalho em equipe para o sustento do grupo. Como que a nos mostrar que unidos podemos realizar muito mais.
Eis as águas do mar que seguem o fluxo das correntes, sob a interferência da lua, e nem por isso perdem sua identidade, sua individualidade como obra divina. Se misturam quando preciso, se mantém quando necessário, e seguem banhando o planeta, seguem servindo sob outras formas atendendo às Leis do Criador.
Lições a aprender! São muitas e quem quer, observa e aprende.
Irmãos, podemos nós também aprender através da observação do que se passa ao nosso redor, com a natureza humana inclusive.
Diz um irmão: “O mal que está por vir, pode e deve ser evitado.”
Diz o nosso Mestre: “Orai e vigiai!”
Através da atenção, do vigiar, se conhece a situação que se apresenta e através da oração se estabelece o fluxo da comunicação com os irmãos amigos que estão dispostos a nos ajudar. E nesta sintonia, flui a inspiração para nos melhorar a visão das coisas, e assim, nos fortalecer e iluminar a mente e o coração para as decisões da tomar.
Eis a natureza em nós, pois é da Lei Natural de Deus nos amar incondicionalmente e nos amparar nessa jornada evolutiva.
Irmãos, confiem, atentos e perseverantes no bem. Esse é o caminho com Jesus, contínuo e perseverante trabalho no bem com amor e fé.
Sion
(Psicografia recebida em 13/11/2018 pela médium Cláudia Araújo)



Ano Novo

Chegaste ao final de ano, trazendo o coração carregado de angústias. Sob o céu iluminado pelos fogos de artifícios e ao embalo das canções festivas não pudeste evitar as lembranças infelizes.
O ente querido, levado pela morte.
O familiar mergulhado na irresponsabilidade.
O filho amado, indiferente a teu carinho.
O parente acometido pela enfermidade irresistível.
O companheiro tragado pelo pelos vícios.
O amigo atirado à penúria e ao abandono.
Recordaste cada instante de dor e entre sorrisos e abraços, não pudeste conter o soluço de saudade e aflição. Lamentaste os ausentes. Choraste os que se ergueram contra ti. Sofreste pelos que não te entenderam as intenções mais nobres.
Sentiste o punhal da amargura, cortando-te a alma combalida. E vislumbrando, em novo ano, outra etapa de desilusões e sofrimento, sucumbiste ao fard0 do desanimo e do desespero.
Entretanto, apesar das provações dolorosas que a vida te reserva, enxerga no Ano Novo a oportunidade renovada de aprendizagem e experiencia.
É verdade que teus olhos estão vermelhos de pranto; que teus ombros estão vergados ao peso do infortúnio; que tuas mãos estão tremulas de cansaço e de angustia.  É verdade que tuas lagrimas são o testemunho vivo da tristeza que te consome.
Contudo, arma-te de fé e de coragem e, buscando em Jesus a inspiração e o apoio, não permitas que teus que teus pés errem o caminho do bem.
Tem paciência contigo, para que não percas a calma.
Reconhece tuas limitações, para que não te falte a tolerância.
Perdoa teus momentos de fraqueza, para que não fujas à benevolência.
Ajudando-te a ti mesmo, ajuda também os que estão a tua volta, amando e servindo, compreendendo e perdoando, na certeza de que todo gesto de doação é, na essência, auxílio ao próprio doador.
E, no limiar de cada Ano Novo, fortalece tua esperança em Jesus, deixando que a voz meiga e amorável do Divino Mestre te repita, ao coração ansioso, as palavras inesquecíveis: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”.
(Mensagem de André Luiz, do livro Vivendo o Evangelho Vol. I de Antônio Baduy Filho)




Amai os inimigos

“Tendes ouvido o que foi dito: Amarás ao teu próximo e aborrecerás ao teu inimigo. Mas eu vos digo: Amai os vossos inimigos, fazeis ao bem ao que vos odeia, e orai pelos que vos perseguem e caluniam para serdes filhos de vosso Pai, que está nos céus, o qual faz nascer o seu sol sobre os bons e os maus, e vir chuva sobre justos e injustos.” (Mt, V.20, 43 a 44). “Se o amor ao próximo é o princípio da caridade, amar os inimigos é a sua aplicação máxima, pois esta virtude é uma das maiores vitórias alcançadas sobre o egoísmo e o orgulho”. (ESE, cap. 12, item 3).
Os textos acima nos trazem, em geral, um sentimento de angústia, pois ainda nos é muito difícil perdoar e amar aquele que nos faz mal. No entanto, Jesus não entendia que se deve ter pelo inimigo a mesma ternura que se tem por um irmão ou um amigo. A ternura pressupõe confiança e não é possível confiarmos em quem nos faz ou pode nos fazer mal. Num exemplo figurado, os animais ferozes podem ser ameaça se entrarmos em sua área, mas isso não justifica exterminá-los. É necessário preservá-los pelo bem do equilíbrio da natureza. Todos os viventes têm sua razão de ser.
Trazendo essa figuração para nosso dia a dia, afinal quem são nossos inimigos?
Ao pensarmos sobre isso, nossa primeira resposta é “não tenho inimigos. Ou será que tenho?” nem sempre identificamos a resposta claramente.
Se pensarmos do ponto de vista da lei física, que demonstra que existe assimilação e repulsão dos fluidos, podemos perceber aqueles que têm pensamentos malévolos em relação a nós. A sensação é extremamente desagradável, principalmente aos que são mais sensíveis às vibrações negativas. Nossa primeira reação é a repulsa, mas se do pensamento passarmos à ação de revide de vingança, retroalimentando os fluidos negativos, criaremos uma prisão, com muito sofrimento.
Quebrar esse círculo vicioso é extremamente difícil, pois “o caráter do indivíduo é treinado para o revide, para a autodefesa, para a preservação da sombra individual e coletiva, onde sempre predominam o egoísmo e as paixões primitivas”. (Reconciliação em Jesus e o Evangelho à luz da psicologia profunda, Joanna de Angelis, psicografia de Divaldo Franco).
Esse intercâmbio pernicioso pode durar por séculos e séculos, mas em determinado momento será interrompido, pois a lei do amor se origina em Deus, faz parte da nossa natureza e está gravada em nossa consciência. Os Espíritos, exauridos pela dor e movidos por sua natureza Cósmica, que inspira o amor, são levados à introspecção, à analise interior que os faz buscar a luz e a cura.
(Reflexões inspiradas no Evangelho segundo o Espiritismo cap. XII)




Deus em Ti

Cada dia em tua caminhada assemelha-se à pérola de luz que deves saber cultivar e agradecer.
Lembra, porém, que a pérola preciosa origina-se da luta que a ostra trava contra um grão de areia que a invade, gerando o nácar, substancia que ao envolver o agressor, o corpo estranho, dá gênese à pedra preciosa.
Assim, quando a dificuldade física ou moral atingir a tua alma, não te aflijas, nem te revoltes.
Abriga-te na prece fortalecedora, buscando equilíbrio e lucidez e, através do nácar da fé, dá vida às pérolas da paciência e da resignação.
Compreende que o obstáculo não deve se tornar o empecilho para que continues a caminhar, mas sim o motivo que te impulsiona a crescer mais e não desistir nunca.
A vida física é, para o espírito, escola de valor ímpar, onde nenhuma lição pode ser desperdiçada.
A dor que te atinge deve representar a avaliação, muitas vezes com alto grau de dificuldade, mas jamais impossível de ser ultrapassada.
Empenha-te para que o teu aproveitamento corresponda à confiança que o Pai deposita em ti e que está confirmada nas múltiplas oportunidades de renascimento, que incansavelmente Ele oferece.
Antes de te desesperares ou pensares em desistir, como a ostra, fecha-te para o Mundo e, envolvendo-te pela prece, cultiva Deus em ti, a fim de sentires o valor que tens.
És trabalhador indispensável à seara do bem, em todas as frentes, a começar pelo lar que te colhe, onde deves ser, para os que convivem contigo, o exemplo da fé e perseverança a oferecer a certeza de que em tempo algum se caminha a sós.
Em qualquer circunstância, a presença incomparável de Deus se faz sentir, atestando o Seu amor por cada criatura.
Ergue os olhos e segue buscando Deus em ti, sem esmorecer jamais.
(Mensagem de Maria do Rosário Del Pilar, no livro A Conquista da Felicidade de Eulália Bueno)



quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Ano II - Rio das Ostras - Edição Novembro 2018


Editorial

Pelos Caminhos de Jesus

Quando sentires que o desalento te abala a alma, busca refúgio na prece que ampara e fortalece.
Quando se tornar difícil acreditar que o bem vai assentar morada definitivamente no coração humano, volta-se para Jesus e aguarda.
Sempre que o contratempo visitar a tua existência, destruindo os sonhos acalentados, ora e continua trabalhando.
Sempre que a ingratidão ferir os melhores propósitos de auxílio, ampara ainda mais a criatura que te ofereceu.
Quando o desespero insistir em se agasalhar em tua alma, renova-a com fé para continuares caminhando.
Quando a doença te minar as energias físicas, busca o tratamento adequado para a recuperação do corpo, mas não deixes de alimentar a alma com lenitivo da reflexão e da prece.
Sempre que um ente querido te ofender ou sobrecarregar, pensa que, Deus conhecendo-lhe as necessidades, amorosamente colocou-te no caminho dele, a fim de ampará-lo em direção ao bem através dos exemplos dignos de serem seguidos.
Sempre que a desilusão fizer ruir os teus anseios, crê que te é solicitada a busca por novos objetivos
Quando te agredirem moralmente, não desperdices a oportunidade de exercitar o perdão.
Quando a fartura se fizer presente à tua mesa, não esqueças dos aflitos que esmolam por uma côdea de pão.
Sempre que retornares ao teu lar, ora por aqueles que não o possuem e pelos que, sendo colhidos por incidentes, ficarão impedidos de voltar.
Sempre que te recolheres ao leito para o descanso diário, recorda dos que dormem ao relento, sem cobertor nem aconchego.
Quando uma criança te sorrir, recorda das mães que tiveram seus filhos arrebatados pela morte e se entregaram à mãe de Jesus para serem consoladas.
Quando alguém te disser que não acredita no bem e nem confia no amor, tem piedade do seu coração distanciado de Deus.
Aquele que ora, crê e serve, encontra mais força para seguir e mais esperança para continuar acreditando no porvir.
Apesar das escolhas equivocadas que muitos fazem, povoando a Terra de agonia e dor, os que persistem no amor, apesar dos percalços da existência, são exatamente os que nunca desistem de avançar pelos caminhos de Jesus, proporcionando a construção de um novo porvir fincado nos alicerces da paz.
Que sejas um deles.
(Mensagem de Maria do Rosário Del Pilar, do Livro A Conquista da Felicidade de Eulália Bueno)




Estado da Alma

Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. Bem-aventurados os que padecem perseguição por amor da justiça porque deles é o Reino dos Céus. (Mateus, V: 5, 6 e 10).

Essa melancolia profunda que chega, sorrateira, e se enraíza no coração, é saudade de regiões mais felizes, onde a dor não mais tem razão de ser, e o Espírito aspira por ali viver. Imanado ao corpo, como se estivesse encarcerado em cela estreita, as forças lhe diminuem, fazendo-o cair em abatimento.
Essa tristeza inexplicável, que derrama sombras nas paisagens íntimas, resulta, algumas vezes, de recordações de fatos ditosos, ora distantes, que parecem não mais se repetirão. O Espírito, sentindo-se impedido de fugir das algemas carnais, entorpece-se e tomba em desânimo.
Esse desencanto insistente, que tira a coragem de lutar e leva à depressão, provém da consciência do degredo que o espírito experimenta na Terra, longe dos afetos e da paz que não consegue reencontrar. Sabendo-se em situação penosa, de provação necessária, receia não conquistar a liberdade para voar...
Tais acontecimentos podem tornar a existência mais amarga, extenuando o ser em luta, que lentamente se entrega e exaure.
Há outros motivos de perecimento emocional, que resultam dos problemas naturais da atual existência, contribuindo para a infelicidade, especialmente quando considerado do ponto de vista imediato. Surgem, assim, distúrbios psicossociais, desajustamentos emocionais, perturbações orgânicas.
O corpo experimenta essas influências e, às vezes, arruína os equipamentos vitais, ameaçados de desarranjos tão graves quão funestos.
Resiste com todo o vigor às sortidas desses estados de alma. Eles terminarão, se perseveram, rompendo as forças de tua vontade e dos elos que mantêm o Espírito ligado ao corpo.
Recorda-te de que, após a noite, esplende, luminoso, o dia, como à enfermidade sucede a saúde benfazeja.
É natural que aneles por mais largas conquistas.
Para isso aqui estás em luta contínua, ao lado de outros Espíritos também necessitados, a fim de que evoluam, qual ocorre contigo mesmo.
Quando concluídas as tuas provações, que deves enfrentar com resolução, librarás, ditoso, nesses lugares de plenitude, que nos aguardam após as necessárias aflições terrenas.
(Reflexão de Joanna De Angelis, do Livro Luz da Esperança de Divaldo Pereira Franco)








O Educandário Familiar

A família é o resultado do largo processo evolutivo do espírito na extensa trajetória vencida por meio das sucessivas reencarnações.
Dessa forma, a família é o alicerce sobre o qual a sociedade se edifica, sendo o primeiro educandário do espírito, onde são aprimoradas as faculdades que desatam os recursos que lhe dormem latentes.
A família é a escola de bênçãos onde se aprendem os deveres fundamentais para uma vida feliz e sem cujo apoio fenecem os ideais, desfalecem as aspirações, emurchecem as resistências morais.
No lar, fomentam-se e desenvolvem-se os recursos da compreensão humana ou da agressividade e ressentimento contra as demais criaturas. A constelação familiar não é uma aventura ao país enganoso do prazer e da fantasia, mas uma experiência de profundidade, que faculta a verdadeira compreensão da finalidade da existência terrena com os olhos postos no futuro da humanidade. Campo experimental de lutas íntimas e externas, constitui oportunidade incomum para que o espírito se adestre nos empreendimentos pessoais, sem perder o contato com a realidade externa, com as demais pessoas.
Mesmo quando não correspondendo às expectativas pessoais, em face do reencontro com adversários ou caracteres inamistosos, no lar adquire-se a necessária filosofia existencial para conduzir-se com equilíbrio durante toda a existência.
O exercício da paciência no clã familiar é valiosa contribuição para a experiência iluminativa, porquanto, se aqueles com os quais se convive tornam-se difíceis de ser amados, gerando impedimentos emocionais que se sucedem continuamente, como poder-se vivenciar o amor em relação a pessoas com as quais não se tem relacionamento, senão por paixão ou sentimentos de interesse imediatista? No lar, onde se é conhecido e muito dificilmente se podem ocultar as mazelas interiores, são lapidadas as imperfeições em contínuos atritos que não devem resvalar para os campeonatos da indiferença ou do ódio, do ciúme ou da revolta.
 Aquele que hoje se apresenta agressivo e cínico no grupo doméstico, dando lugar a guerrilhas perversas, encontra-se doente da alma, merecendo orientação e exigindo mais paciência. Ninguém se torna infeliz por mero prazer, mas em consequência de muitos fatores que lhe são desconhecidos.
Quem não consegue a capacidade de amar aqueles com os quais convive, mais dificilmente poderá amar aqueloutros que não conhece. O combustível do amor se inflama com maior potencialidade quando oxigenado pela convivência emocional. Noutras condições, trata-se apenas de atração física passageira, de libido exagerada que logo cede lugar ao desencanto, ao tédio, ao desinteresse...
A família, portanto, é um núcleo de aformoseamento espiritual, que enseja aprendizagem de relacionamentos futuros exitosos. No grupo animal, quando os filhos adquirem a capacidade de conseguir o alimento, os pais abandonam-nos, quando isso excepcionalmente em algumas espécies não ocorre antes. No círculo humano da família é diferente: os laços entre pais e filhos jamais se rompem, mesmo quando há dificuldades no relacionamento atual, o que exige transferência para outras oportunidades no futuro reencarnacionista, que se repetem até a aquisição do equilíbrio afetivo. É da Divina Lei que somente através do amor o espírito encontra a. plenitude, e a família é o local onde se aprimora esse sentimento, que se desdobra em diversas expressões de ternura, de abnegação, de afetividade...
Com o treinamento doméstico o espírito adquire a capacidade de amar com mais amplitude, alcançando a sociedade, que se lhe transforma em família universal.
(Reflexão de Joana De Angelis, do Livro Constelação Familiar de Divaldo Pereira Franco)



domingo, 30 de setembro de 2018

Ano II - Rio das Ostras - Edição Outubro 2018


Editorial

Queridos amigos,
A luz e a escuridão são artes de uma dualidade, uma não existe onde a outra está. Na verdade, a escuridão onde o homem vive é a ausência da luz. A luz clareia o entendimento do Espírito e o faz enxergar o tamanho da sua inferioridade, o quanto falta para que ele possa ir para os páramos angelicais.
Na escuridão nos achamos os tais, poderosos e orgulhosos. Na luz enxergamos o quanto somos pequenos diante da maravilha da criação divina. Na escuridão achamos que podemos fazer o que quisermos, na luz vemos que o nosso livre arbítrio é relativo e não nos dá o direito de prejudicar o outro.
A luz nos mostra que o outro deve ser amado e respeitado por nós, assim como amamos a Deus.
Só seremos realmente seres de luz, quando conseguirmos esse amor universal que nos liga ao divino, sem o menor sinal dos baixos sentimentos que caracterizam os seres que vivem ainda na escuridão.
Deus nos deu a perfeição do corpo biológico como instrumento de elevação moral do nosso Espírito, para que com ele o nosso Espírito possa ver a luz divina que envolve a todos nós.
Que a Luz Divina possa clarear o entendimento de todos, mostrando o melhor caminho a seguir em todas as horas. Também possamos fazer o esforço a auto iluminação através do estudo e do trabalho no bem.
Muita luz e muita paz para todos, saudações fraternas
Um irmão.
(Psicografia recebida pela médium Priscila Sampaio em 30/08/2018)


Fé cega; Fé raciocinada

Fé inabalável é somente aquela que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade (ESE, subtítulo)
No ESE, Cap. XIX, A FÉ QUE TRANSPORTA MONTANHAS, itens 6 e 7, é apresentada a diferença entre a fé cega e a fé raciocinada. Esse aspecto é uma das pedras de toque da Doutrina Espírita, porque discute aspectos sempre questionados pela humanidade, buscando entender sua vida, a natureza e o universo.
Em todos os povos e em todos os tempos, alguns homens se destacavam pela curiosidade e a inteligência. Fadada à evolução e ao progresso, muito desses seres eram enviados do Alto para transmitir à humanidade o conhecimento para efetivar essa vontade de Deus. No entanto, descobriam que os conhecimentos adquiridos lhes davam poderes. Para não os perder, guardavam para si, obtendo vantagens que satisfaziam seu orgulho. Surgem, então as religiões, seitas que instituem suas próprias leis e dogmas a serem seguidas e obedecidas fielmente, sem questionamentos. É a significação da fé como um sentimento de total crença em algo ou alguém, ainda que não haja nenhum tipo de evidência que que comprove a veracidade da proposição da causa. Nesse aspecto, a fé é cega, “que nada examina, aceitando sem controle o falso e o verdadeiro, e a cada passo se choca com a evidência da razão. Levada ao excesso, produz o fanatismo.” (ESE, cap. XIX, item 6).
Em uma entrevista, Raul Teixeira cita esse tipo de fé como mitológica, mítica como uma crença, uma das definições da fé. E exemplifica que a fé é raciocinada quando acreditamos que na diversidade da natureza não há casualidade, mas sim uma causa inteligente para toda essa criação. É a prova racional da existência de Deus.
Haroldo Dutra de Oliveira cita outra definição. Em latim, a fé (fides) significa fidelidade que leva a pensar em relacionamento. Envolve a entrega, a confiança. Considera o supremo desafio humano, porque chega um momento que vem o teste da fé. Numa grande dificuldade, se tivermos fé, esperaremos com orações, paciência e resignação o cumprimento do tempo de Deus. “Somente a fé estruturada na consciência livre de prejuízos de toda a natureza, oferece as resistências para enfrentar as montanhas de desafios que lhe impedem o avanço no rumo da harmonia.” (Jesus e o Evangelho á luz da psicologia profunda – Joanna de Ângelis).
“Inicialmente a fé representava a religião e a ciência, a razão. Não era concebida a harmonia entre esses dois aspectos. O que a fé religiosa determinava, não podia ser negada. Com o espiritismo surge a fé raciocinada: fé e razão devem andar juntas, não devem ser separadas. São as duas asas do conhecimento humano. A ciência estuda as leis do mundo material, a religião as leis do mundo moral. Se as duas áreas são criação de Deus, não podem ser separadas”. (Marina Miranda, série Minha Nada Mole Encarnação, TVFEB).
 “...ter fé é guardar no coração a luminosa certeza em Deus, certeza que ultrapassou o âmbito da crença religiosa, fazendo o coração repousar numa energia constante de realização divina da personalidade. Conseguir a fé é alcançar a possibilidade de não mais dizer: ´eu creio´, mas afirmar: ´eu sei´, com todos os valores da razão tocados pela luz do sentimento”. (Emanuel - O Consolador).





Amor e Família

A família é o núcleo central da sociedade moderna. É nela onde os amores se encontram e reencontram. O amor é ali testado e sentido na mais alta intensidade. A família proporciona o encontro dos sentimentos controvertidos do passado, transformando-os em amor no presente. É na família onde aprendemos as mais puras lições do amor de Deus, representado no amor de mãe.
Sua estrutura básica alicerça-se no amor. Sua origem deveu-se não só à necessidade de proteção como também do espírito em vivenciar suas emoções e em ligar-se às pessoas por quem nutria um amor embrionário. É na família onde se experimenta o amor maternal, o filial, o paternal, o fraternal, que se assemelham na incondicionalidade e no desejo de senti-los com o intuito de elevar e fazer crescer o outro. Nela reencontramos antigos afetos e desafetos, em cuja companhia elaboramos novas oportunidades de realizações e substituímos as emoções desarmonizadas do passado.
Às vezes, aparecem na família, habitando o mesmo teto, pessoas que não possuem laços consanguíneos, mas que desempenham papéis importantes para o equilíbrio doméstico. São auxiliares da vida cotidiana que nos servem de modelo e, muitas vezes, estabelecem nossos limites, educando-nos quanto às regras de convivência. É nela que retornam os antigos amores, cujo reencontro se dá para a realização de novos ideais em benefício da vida e de seus protagonistas. Nem sempre os papéis são os mesmos.
Independente disso, o amor permanece unindo aqueles que se reaproximam para nova convivência. Pessoas que se reúnem pela afinidade e sintonia em torno de objetivos superiores, formam as famílias espirituais, cujos laços não se desfazem com a morte do corpo. Espíritos que juntos viajam em sucessivas existências, renascem numa mesma família, com novos propósitos de crescimento. O membro que se afastou para nova jornada, recebe o auxílio daqueles que ficaram. O retorno a uma nova existência não separa os que verdadeiramente se amam e confiam no Criador. O Universo, infinitamente habitado, abriga imensos agrupamentos de espíritos como famílias de uma cidade.
Vez por outra, uma família de um mundo vai em busca de crescimento em outro. Às vezes, a ida para outro orbe se dá por exílio ou degredo. Em todos os casos é sempre o amor de Deus a equilibrar e harmonizar o universo. O espírito, quando em família, nem sempre consegue mascarar sua realidade. A vida, entre quatro paredes, desnuda a todos. Ninguém se esconde na convivência com seus pares. As aversões ocorridas nos relacionamentos familiares, quando não decorrem de ações havidas em outras encarnações, geralmente refletem as influências espirituais a que se sujeitam aqueles que não agem com amor, como também o estágio evolutivo de cada um.
Conviver é um aprendizado que temos de encetar em favor de nós próprios. Nem sempre renascemos e permanecemos com os pais biológicos que nos colocaram na carne. A vida nos situa onde necessitamos aprender. A família ou os pais que temos são aqueles que merecemos e aos quais devemos, para sempre, o amor com que nos receberam. Quando recebemos, como nossos, os filhos que não geramos, assumimos o papel de colaboradores de Deus em sua obra, amando pelo princípio do amor sem limites.
Valorizemos a vida em família, pois ela nos leva à percepção de nós mesmos. Remete-nos à necessidade de amar os que conosco convivem. Ela ainda é uma necessidade do nosso momento evolutivo. Necessitamos, para melhor convivência social, construir uma sociedade em que, nas famílias, vigorem os princípios do amor, da paz e da harmonia entre seus membros. Para isto cada um tem um papel a cumprir no seu contexto.
A cada um é reservada uma parte das ações que viabilizarão aquela meta. Sintamos, em cada pessoa com quem nos relacionamos, um irmão, um membro da família de Deus. Somos todos filhos do mesmo pai, independente de quaisquer características biológicas.
 O Cristo nos deu o exemplo de família quando nos convidou a entendê-la como universal, cujos membros são aqueles que fazem a vontade do Pai.
(Texto do Livro Amor Sempre, de Adenàuer Novaes)


O espelho da vida

A mente é o espelho da vida em toda parte. Ergue-se na Terra para Deus, sob a égide do Cristo, à feição do diamante bruto, que, arrancado ao ventre obscuro do solo, avança, com a orientação do lapidário, para a magnificência da luz.
Nos seres primitivos, aparece sob a ganga do instinto, nas almas humanas surge entre as ilusões que salteiam a inteligência, e revela-se nos Espíritos Aperfeiçoados por brilhante precioso a retratar a Glória Divina.
Estudando-a de nossa posição espiritual, confinados que nos achamos entre a animalidade e a angelitude, somos impelidos a interpretá-la como sendo o campo de nossa consciência desperta, na faixa evolutiva em que o conhecimento adquirido nos permite operar. Definindo-a por espelho da vida, reconhecemos que o coração lhe é a face e que o cérebro é o centro de suas ondulações, gerando a força do pensamento que tudo move, criando e transformando, destruindo e refazendo para acrisolar e sublimar.
Em todos os domínios do Universo vibra, pois, a influência recíproca. Tudo se desloca e renova sob os princípios de interdependência e repercussão. O reflexo esboça a emotividade. A emotividade plasma a ideia. A ideia determina a atitude e a palavra que comandam as ações.
Em semelhantes manifestações alongam-se os fios geradores das causas de que nascem as circunstâncias, válvulas obliterativas ou alavancas libertadoras da existência. Ninguém pode ultrapassar de improviso os recursos da própria mente, muito além do círculo de trabalho em que estagia; contudo, assinalamos, todos nós, os reflexos uns dos outros, dentro da nossa relativa capacidade de assimilação. Ninguém permanece fora do movimento de permuta incessante. Respiramos no mundo das imagens que projetamos e recebemos.
Por elas, estacionamos sob a fascinação dos elementos que provisoriamente nos escravizam e, através delas, incorporamos o influxo renovador dos poderes que nos induzem à purificação e ao progresso. O reflexo mental mora no alicerce da vida. Refletem-se as criaturas, reciprocamente, na Criação que reflete os objetivos do Criador.
(Mensagem de Emmanuel no Livro Pensamento e Vida, de Francisco Cândido Xavier)
  


sábado, 1 de setembro de 2018

Ano II - Rio das Ostras - Edição Setembro 2018

 Editorial


Aos amigos queridos

Onde andará a fé que tanto propagas?
Onde andará a confiança no Pai que tanto apregoas?
Vós precisareis muito da fé e da confiança que julgas possuir, pois os tempos presentes e os que se aproximam assim necessitarão. Agora já julgas que o mal está sem freios, e que Deus esqueceu do nosso planeta, imagina quando os resgates dolorosos se efetuarem. Nunca duvides da misericórdia divina, ela provê tudo e a todos.
Nosso equilíbrio interior deve ser mantido a custa de bons pensamentos, muita prece e a sintonia com espíritos elevados; a confiança nos desígnios do Pai também é fator importante na manutenção da tranquilidade e do equilíbrio interior.
Por mais negra que a situação lhe pareça, não se desequilibre, não esmoreça, faça uma prece a Jesus pedindo calma e força, que o consolo e a calma chegarão. Não se deixe envolver pelas energias pessimistas e de descrença que rondam por aí. O Pai está contigo em todos os momentos, através do teu anjo da guarda ou amigo espiritual para te guardar quando necessitares. Chame por ele, peça ajuda!
As pessoas adoecem fisicamente por se sentirem sozinhas e desesperançadas quando, na realidade, estão cercadas de amigos espirituais que não conseguem ajuda-las por elas estarem fora de sintonia no bem.
O mais rápido de se conectar na sintonia que favoreça o auxílio é a prece sentida e verdadeira. Quando essa conexão faz, a ajuda logo se verifica, nem que seja na forma de acalmar o coração para achar a melhor solução.
Nesses tempos atuais nossa força é a fé, nosso escudo contra todos os males é a confiança e a prece, e a nossa força é a coragem de seguir adiante sob a égide de Jesus, sem desanimar um só instante.
Que o Pai os abençoe e guarde sempre! Saudades fraternais!
Um irmão do trabalho.
(Psicografia recebida pela médium Priscila em 05/07/2018)












Agastamento

Muitas circunstancias do cotidiano como irritações com o que nos contrariam, perturbações quando não aceitam nossas propostas, ... aflições quando chegam os problemas e “outras manifestações de distonia emocional que se expressam amiúde, ferindo nossos sentimentos e fazendo-nos agasalhar desnecessários agastamentos.”
“O agastamento é um estado doentio que conduz à cólera, terminando por engendrar patologias de ódio, que produzem enfermidades de alto porte com perspectivas de difícil recuperação.”
“Cuida-te em preservar a tua paz íntima, ... pois sempre poderá resguardar-te do agastamento que ceifa ideias, desarmoniza corações e mentes e lentamente faz-te pessimista, irritadiço, aprimorando uma óptica negativa, mediante a qual tudo vê sob as torpes angulações do próprio desequilíbrio.”
“Podes superar essas injunções proporcionadoras do agastamento. .... Exercita-te na bondade e cultiva a esperança no convívio fraterna, dando mais do que recebendo.”
“Com essa atitude positiva ante a vida, estarás realizando uma contínua psicoterapia preventiva que te imunizará contra muitos males de ordem íntima, geradores de tormentos e enfermidades ainda não diagnosticadas.”
“Jesus, que nunca se agastava, até hoje nos espera paciente e confiante, proporcionando-nos as experiências da luta, mediante as quais nos identificaremos com Ele em clima de amor para com todas as criaturas e de paz com nós mesmos”.
(Mensagem adaptada de Joanna de Ângelis, do livro Otimismo psicografado por Divaldo Franco)




Morte prematura

A morte é sempre um evento traumático que promove profundo impacto na psiquê em face de sua imortalidade. Ela contraria a certeza interna que todos temos da imortalidade do ser e de sua individualidade.
O Espírito, enquanto se encontra nos estágios iniciais da evolução, estará sujeito aos ciclos de nascimento e morte, os quais o farão entender a dialética da vida. O psiquismo é estruturado no paradigma que o faz entender o mundo a partir de opostos que devem ser conciliados.
Cada evento de morte, do próprio corpo ou de afetos, será sentido como se ocorresse com a própria psiquê, tal o impacto que causa a sensação de desintegração (que não ocorre) da personalidade.
Na família fica, com a morte prematura de alguém, um vazio dificilmente preenchível. Todos se culpam pela impotência e sentem a falta daquele ser que se foi sem deixar explicações. A família se rearruma face à falta, demorando-se em reestabelecer a rotina anterior.
Natural que se chore pela morte e que se faça orações em casa pela pessoa, porém deve-se cuidar para não ficar exageradamente lembrando dela, para não fazê-la sofrer pela impossibilidade do contato mais próximo e íntimo.
A família não pode nem deve se desestruturar pelo falecimento de um filho, tampouco deve buscar culpado, pois a morte deve ser vista como libertação ao espírito que retorna para sua verdadeira morada.
Não é fácil nem tranquilo suportar a morte de um filho em tenra idade. É preciso crer na vida eterna e na possibilidade do retorno daquele ser num novo corpo, após cumprido o tempo de preparação do outro lado da vida. O amor que se dedica a um filho é muito forte para que venha a razão e quebre o sofrimento que se sente com a perda. Por esse motivo, o Cristo pediu ao pai (Caso da filha de Jairo) que cresse.
A morte de crianças é sempre o complemento de uma etapa e o fechamento de um ciclo em sua evolução, além de uma prova para os pais.
(Mensagem do livro Evangelho e Família de Adenàuer Novaes)




Vejam todos aqueles que tem olhos de ver e ouçam todos aqueles que tem ouvidos de ouvir, nos disse Jesus.
Os seus ensinos deixados, que foram escritos por irmãos que participaram ou não de sua peregrinação, estão aqui até hoje, servindo de alerta e luz para as nossas atitudes nesta e em outras existências, isto é, continua atual. Será sempre o farol que desponta para todo aquele que estiver em condições de maturidade para segui-los e obedecê-los.
Cada ensino do nosso Mestre é um roteiro de vida comprometida ao respeito às Leis de Deus. Dependendo da maturidade espiritual de cada um, levará o tempo necessário para chegar ao despertamento da verdade que Jesus nos trouxe.
Os olhos fechados às verdades espirituais ainda são muitos em irmãos que ainda não estão prontos para descobrir e encontrar essa luz do amor, fraternidade.
Quando despertarem verão o tempo que “perderam” encontrando-se na escuridão da ignorância.
Para cada um, momentos de despertar diferentes mas, esse momento chegará, cedo ou tarde.
E quando chegar, verão como é bom ser bom, como é bom ser feliz, como é bom confiar firmemente na bondade infinita de Deus. A paz se encontra em cada um de nós. E o amor... Ah, o amor! Somos esse amor, somos a centelha divina que ainda não despertou. Agora que sabemos do quanto somos capazes de amar.
Os ouvidos devem ser abertos a tudo que se refere a bondade, a iluminação e a fraternidade.
Ouvir... Como é bom ouvir!
Ver as belezas que Deus nos proporciona e que se encontra nesta casa que chamamos Planeta Terra.
Cuidemos da nossa visão e ouçamos tudo que se possa servir de progresso espiritual, tudo que possa ser útil em prol de todos.
Tudo que recebemos de Deus, precisamos trabalhar, usar em progresso e evolução de todos.
Sintam, através dos dons, a bondade e justiça de Deus, nosso Pai, para todos nós.
Muita paz em Cristo Jesus,
Um irmão em aprendizado.
(Psicografia recebida pela médium Mariza em 28/06/2018)




quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Ano II - Rio das Ostras - Edição Agosto 2018


Editorial
                     
Herdeiros  
                                                                                                             “E se nós somos filhos, somos logo herdeiros também,
herdeiros de Deus e co-herdeiros do Cristo.”
Paulo (Romanos, 8:17)

Incompreensivelmente, muitas escolas religiosas, através de seus expositores, relegam o homem à esfera de miserabilidade absoluta.
Púlpitos, tribunas, praças, livros e jornais estão repletos de tremendas acusações.
Os filhos da Terra são categorizados à conta de réus da pena última. Ninguém contesta que o homem, na condição de aluno em crescimento na Sabedoria Universal, tem errado em todos os tempos; ninguém ignora que o crime ainda obceca, muitas vezes, o pensamento das criaturas terrestres; entretanto, é indispensável restabelecer a verdade essencial. Se muitas almas permanecem caídas, Deus lhes renova, diariamente, a oportunidade de reerguimento.
Além disso, o Evangelho é o roteiro do otimismo divino. Paulo, em sua epístola aos romanos, confere aos homens, com justiça, o título de herdeiros do Pai e co-herdeiros de Jesus. Por que razão se dilataria a paciência do Céu para conosco, se nós, os trabalhadores encarnados e desencarnados da Terra, não passássemos de seres desventurados e inúteis? Seria justa a renovação do ensejo de aprimoramento a criaturas irremediavelmente malditas?
É necessário fortalecer a fé sublime que elevamos ao Alto, sem nos esquecermos de que o Alto deposita santificada fé em nós. Que a Humanidade não menospreze a esperança. Não somos fantasmas de penas eternas e sim herdeiros da Glória Celestial, não obstante nossas antigas imperfeições. O imperativo de felicidade, porém, exige que nos eduquemos, convenientemente, habilitando-nos à posse imorredoura da herança divina.
Olvidemos o desperdício da energia, os caprichos da infância espiritual e cresçamos, para ser, com o Pai, os tutores de nós mesmos.
(Mensagem de Emmanuel, no Livro Vinha de Luz de Francisco Cândido Xavier)



















Examinemos a nós mesmos

 LE - Questão 919

O dever do espírita-cristão é tornar-se progressivamente melhor. Útil, assim, verificar, de quando em quando, com rigoroso exame pessoal, a nossa verdadeira situação íntima. Espírita que não progride durante três anos sucessivos permanece estacionário.
Testa a paciência própria:- Estás mais calmo, afável e compreensivo? Inquire as tuas relações na experiência doméstica: - Conquistaste mais alto clima de paz dentro de casa? Investiga as atividades que te competem no templo doutrinário: - Colaboras com mais euforia na seara do Senhor? Observa-te nas manifestações perante os amigos: - Trazes o Evangelho mais vivo nas atitudes? Reflete em tua capacidade de sacrifício: - Notas em ti mesmo mais ampla disposição de servir voluntariamente? Pesquisa o próprio desapego: - Andas um pouco mais livre do anseio de influência e de posses terrestres? Usas mais intensamente os pronomes "nos", "nosso" e "nossa" e menos os determinativos "eu", "meu" e "minha"? Teus instantes de tristeza ou de cólera surda, às vezes tão conhecidos somente por ti, estão presentemente mais raros? Diminuíram-te os pequenos remorsos ocultos no recesso da alma? Dissipaste antigos desafetos e aversões? Superastes os lapsos crônicos de desatenção e negligência? Estudas mais profundamente a Doutrina que professas? Entendes melhor a função da dor? Ainda cultivas alguma discreta desavença? Auxilias aos necessitados com mais abnegação?  Tens orado realmente? Teus ideais evoluíram? Tua fé raciocinada consolidou-se com mais segurança? Tens o verbo mais indulgente, os braços mais ativos e as mãos mais abençoadoras? Evangelho é alegria no coração: - Estás, de fato, mais alegre e feliz intimamente, nestes três últimos anos?
Tudo caminha! Tudo evolui! Confiramos o nosso rendimento individual com o Cristo! Sopesa a existência hoje, espontaneamente, em regime de paz, para que te não vejas na obrigação de sopesá-la amanhã sob o impacto da dor. Não te iludas! Um dia que se foi é mais uma cota de responsabilidade, mais um passo rumo à Vida Espiritual, mais uma oportunidade valorizada ou perdida. Interroga a consciência quanto à utilidade que vens dando ao tempo, à saúde e aos ensejos de fazer o bem que desfrutas na vida diária. Faze isso agora, enquanto te vales do corpo humano, com a possibilidade de reconsiderar diretrizes e desfazer enganos facilmente, pois, quando passares para o lado de cá, muita vez, já será mais difícil...
(Mensagem de Emanuel e André Luís, do Livro Opinião Espírita de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira)




A Lição do Esquecimento

Não fosse o olvido temporário que assegura o refazimento da alma, na reencarnação, segundo a misericórdia do Senhor que lhe orienta a reta justiça, decerto teríamos no mundo, ao invés da escola redentora, a jaula escura e extensa, onde os homens se converteriam em feras a se digladiarem indefinidamente.
Não fosse o dom do esquecimento que envolve o berço terrestre, o ódio viveria eternizado transformando a Terra em purgatório angustioso e terrível, onde nada mais faríamos que chorar e lamentar, acusar e gemer.
A Divina Bondade, contudo, em cada romagem do espírito no campo do mundo, confere-lhe no corpo físico o arado novo suscetível de lhe valorizar a replantação do destino, no rumo do porvir.
De existência a existência, o Senhor vela-nos caridosamente a memória, a fim de que saibamos metamorfosear espinhos em flores e aversões em laços divinos.
O Pai, no entanto, com semelhante medida, não somente nos ampara com a providencial anestesia das chagas anteriores, em favor do nosso êxito em novos compromissos.
Com essa dádiva, Ele que nos reforma o empréstimo do ensejo de trabalho, de experiência à experiência, nos induz à verdadeira fraternidade, para o esquecimento de nossas recíprocas, dia à dia.
Aprendamos a olvidar as úlceras e as cicatrizes, as deformidades e os defeitos do irmão de jornada, se nos propomos efetivamente a avançar para diante, em busca de renovadores caminhos.
Cada dia é como que a “reencarnação da oportunidade”, em que nos cabe aprender com o bem, redimindo o passado e elevando o presente, para que o nosso futuro não mais se obscureça.
Nas tarefas de redenção, mais vale esquecer que lembrar, a fim de que saibamos mentalizar com segurança e eficiência a sublimação pessoal que nos cabe atingir.
O Senhor nos avaliza os débitos, para que possamos adquirir os recursos destinados ao nosso próprio reajustamento à frente da Lei.
Recordemos o exemplo do Céu, destruindo os resíduos de sombra que, em forma de lamentação e de queixas, emergem ainda à tona de nossa personalidade, derramando-se em angústia e doença, através do pensamento e da palavra, da voz e da atitude.
Exaltemos o bem, dilatemo-lo e consagremo-lo nos menores Gestos e em nossas mínimas tarefas, a cada instante da vida, e, somente assim,
aprenderemos com o Senhor a olvidar a noite do pretérito, no rumo da alvorada que nos espera no fulgor do amanhã.
(Mensagem de Emmanuel, do Livro Família de Francisco Cândido Xavier)