segunda-feira, 31 de maio de 2021

Ano V - Rio das Ostras - Edição Junho 2021

 Editorial

Evangelho e Dinamismo

Desde os primórdios da organização religiosa no mundo, há quem estime a vida contemplativa absoluta por introdução imprescindível às alegrias celestiais.

Cristalizado em semelhante atitude, o crente demanda lugares ermos como se a solidão fosse sinônimo de santidade. Poderá, contudo, o diamante fulgurar no mostruário da beleza, fugindo ao lapidário que lhe apura o valor?

Com o Cristo, não vemos a ideia de repouso improdutivo como preparação do Céu.

Não foge o Mestre ao contacto com a luta comum.

A Boa Nova em seu coração, em seu verbo e em seus braços é essencialmente dinâmica.

Não se contenta em ser procurado para mitigar o sofrimento e socorrer a aflição.

Vai, Ele mesmo, ao encontro das necessidades alheias, sem alardear presunção.

Instrui a alma do povo, em pleno campo, dando a entender que todo lugar é sagrado para a Divina Manifestação.

Não adota posição especial, a fim de receber os doentes e impressioná-los.

Na praça pública, limpa os leprosos e restaura a visão dos cegos.

À beira do lago, entre pescadores, reergue paralíticos.

Em meio da multidão, doutrina entidades da sombra, reequilibrando obsidiados e possessos.

Mateus, no capítulo nove, versículo trinta e cinco, informa que Jesus “percorria todas as cidades e aldeias, ensinando nos templos que encontrava, pregando o Evangelho do Reino e curando todas as enfermidades que assediavam o povo”.

Em ocasião alguma o encontramos fora de ação.

Quando se dirige ao monte ou ao deserto, a fim de orar, não é a fuga que pretende e sim a renovação das energias para poder consagrar-se, mais intensamente, à atividade.

Certamente, para exaltar os méritos do Reino de Deus, não se revela pregoeiro barato da rua, mas afirma-se, invariavelmente, pronto a servir.

Atencioso, presta assistência à sogra de Pedro e visita, afetuosamente, a casa de Levi, o publicano, que lhe oferece um banquete.

Não impõe condições para o desempenho da missão de bondade que o retém ao lado das criaturas.

Não usa roupagens especiais para entender-se com Maria de Magdala, nem se enclausura em preconceitos de religião ou de raça para deixar de atender aos doentes infelizes.

Seja onde for, sem subestimar os valores do Céu, ajuda, esclarece, ampara e salva.

Com o Evangelho, institui-se entre os homens o culto da verdadeira fraternidade.

O Poder Divino não permanece encerrado na simbologia dos templos de pedra.

Liberta-se.

Volta-se para a esfera pública.

Marcha ao encontro da necessidade e da ignorância, da dor e da miséria. Abraça os desventurados e levanta os caídos.

Não mais a tirania de Baal, nem o favoritismo de Júpiter, mas Deus, o Pai, que, através de Jesus Cristo, inicia na Terra o serviço da fé renovadora e dinâmica que, sendo êxtase e confiança, é também compreensão e caridade para a ascensão do espírito humano à Luz Universal.

(Mensagem de Emmanuel, do livro Roteiro de Francisco Cândido Xavier)

 


 Sal da Terra, Luz do Mundo

 Vós sois o sal da terra; se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa.

(Mateus, 5:13 -15)

Vós sois o sal da terra. Singular analogia. Que relação haverá entre o sal e os discípulos do Senhor? Que pretenderia o Mestre dizer com essas palavras?

[...] O sal é um mineral precioso, difusamente espalhado em nosso globo, segundo as necessidades previstas pela Natureza. Nós o vemos em abundância desde as camadas secas, cristalizadas em certas regiões, até a formidável quantidade que dele se encontra diluída nessa massa enorme d’água de que se compõem diversos lagos e todos os mares de nosso orbe. A influência que o sal exerce em nosso organismo, para lhe manter o equilíbrio fisiológico, é de capital importância, dependendo de seu indispensável concurso a manutenção de nosso bem-estar físico.

[...] A Química nos ensina que onde quer que o encontremos, seja na terra ou no mar, ele é sempre o mesmo: inalterado, inalterável. Dotado de qualidades essencialmente conservadoras, mantém-se incorruptível, preservando ainda os corpos que com ele entram em contacto.

Eis aí precisamente o que quer Jesus que sejam seus discípulos: elementos preciosos, de grande utilidade na economia social, tipos de honestidade, incorruptíveis e preservadores da dissolução moral no meio em que se encontrarem.

Ele quer, em suma, que seus discípulos se distingam na esfera espiritual pelos mesmos predicados porque se distingue o sal no plano físico.

Na condição de condimento, o sal deve ser utilizado de maneira adequada, de modo balanceado. Se utilizado abaixo da quantidade necessária torna a alimentação insípida, se em doses altas torna a alimentação excessivamente salgada.

Semelhantemente, o aprendiz e o auxiliar dos núcleos espíritas devem agir, junto às pessoas com necessidades ou sofrimentos, de forma comedida, discreta, equilibrada e temperante.

A imagem do sal é a de um componente que explicita essa postura no campo do trabalho que nos é disponibilizado pelo Plano Maior. Simboliza o imperativo do equilíbrio, principalmente das emoções, assim como a utilização dos valores morais e intelectuais de que já dispomos com segurança, a fim de que possamos cooperar de modo coerente e eficiente, na tarefa que nos é confiada.

Se o sal for destituído do seu componente ativo, torna-se insosso. No sentido espiritual, a pessoa que se desperta para o Cristo é ativa. Não se abate perante os fracassos e enfrenta com bom ânimo os desafios da vida.

A luz é o ponto de referência, também, do sistema evolucional que se irradia por todo o universo. No Planeta, é, em nome do Criador, a dispensadora dos recursos da vida.

Nos planos mais profundos da alma é o foco clareador da mente em suas nuances de razão e sentimento, garantindo esclarecimento, segurança e reconforto.

Posicionados como aprendizes de Jesus, os discípulos sinceros serão sempre os elementos refletores, de maior ou menor limpidez, da luz soberana que irradia, em plenitude, do próprio Cristo.

Iniciados na luz da Revelação Nova, os espiritistas-cristãos possuem patrimônios de entendimento muito acima da compreensão normal dos homens encarnados.

Em verdade, sabem que a vida prossegue vitoriosa, além da morte; que se encontram na escola temporária da Terra, em favor da iluminação espiritual que lhes é necessária; [...] que toda oportunidade de trabalho no presente é uma bênção dos Poderes Divinos; que ninguém se acha na Crosta do Planeta em excursão de prazeres fáceis, mas, sim, em missão de aperfeiçoamento; [...] que a existência na esfera física é abençoada oficina de trabalho, resgate e redenção e que os atos, palavras e pensamentos da criatura produzirão sempre os frutos que lhes dizem respeito, no campo infinito da vida.

A luz simboliza o esclarecimento, a orientação, o processo educativo, capazes de nos transformar para melhor, nos libertando do vale de lágrimas e de dores onde, usualmente, estamos relegados.

A candeia deve ser colocada, não debaixo do alqueire, encoberta pela indiferença ou interesse pessoais, mas no velador, para que possa oferecer luz a todos.

É óbvio que cada um assimila de acordo com a sua percepção e com o seu piso evolutivo.

A plena capacidade de irradiação da luz indica, também, o espírito de solidariedade, amor e cooperação que deve estar presente nas relações humanas.

Trabalhemos nós, como os discípulos do Mestre, para sermos sal da terra, luz do mundo...

(Pauta do Estudo Aprofundado da Doutrina Espírita, FEB)

 


 


Psicografia recebida em 09/02/2020

 

Quanto tempo perdido, quantas horas de amargura, mergulhadas em lágrimas de ira e rancor.

Quanto tempo perdido! Oh! Se soubesse das maravilhas que me guardavam e podiam suavizar aquela vida tão sofrida devido a tanta ignorância.

Custei a reconhecer e entender que meu Mestre não tinha títulos, não tinha o reconhecimento dos homens!

Nosso mestre não tem títulos porque ele, todo puro é simplesmente; ele é amor, ele é luz!

Mergulhado no orgulho, preocupava-me com títulos que me garantissem a superioridade por onde passasse, fosse no meio onde trabalhava, onde eu fazia questão de mostrar que até era eu quem mandava.

Na família queria a demonstração de todos de que eu era o chefe que todos me deviam obediência.

Quanta ignorância, quanto tempo de vida perdido!

Mas foi necessário tantas perdas para que eu entendesse que a superioridade só pertence ao Mestre.

A mim apenas a certeza de que há um longo caminho a percorrer e que devo combater com bravura o orgulho que sufocou minha alma.

Avante irmãos, iluminem vossas consciências e combatam com afinco o pior dos males destruidores da paz entre os homens, o orgulho.

Que o Senhor esteja convosco. Um irmão esforçado,

Manuel de Alcântara.




domingo, 2 de maio de 2021

Ano V - Rio das Ostras - Edição Maio 2021

 Editorial

 Deus e Caridade

Por longos e tortuosos caminhos, temos procurado a integração com Deus.

Existências múltiplas atravessamos, forças enormes despendemos...

Julgávamos estivesse nele a egolatria dos tiranos coroados e inventamos processos de adoração com que lhe granjeássemos a simpatia; supúnhamos homenagear-lhe a grandeza com o fausto dos ritos exteriores e erigimos palácios em que ofertássemos o ouro e a púrpura, em forma de louvor; acreditávamos que o Supremo Senhor quisesse dominar as criaturas pelo freio da violência e não hesitávamos em criar sistemas religiosos de opressão com que se dobrasse a cerviz de quantos não pensassem pela nossa cabeça; admitíamos fosse ele ávido de honrarias e não vacilávamos consagrar-lhes sacrifícios sanguinolentos, à frente de símbolos com que lhe mentalizávamos a presença!...

Compadecendo-se de nossa ignorância, a Divina Providência deliberou enviar alguém que nos instruísse nos caminhos da elevação, e Jesus, o Sublime Governador do Planeta Terrestre, veio em pessoa explicar-nos que Deus não nos pede nem adulações e nem pompas, nem vítimas e nem holocaustos, e sim o coração inflamado de fraternidade, a serviço do bem, para que a Terra se abra, enfim, à glória e à felicidade do Seu Reino.

Por esse motivo, o Mestre, embora respeitasse as convicções dos seus contemporâneos, esmerou-se em ensinar-nos a união com Deus, acima de tudo, através do socorro aos necessitados, da esperança aos tristes, do amparo aos enfermos e do alívio aos sofredores de todas as procedências...

Desde então, renovadora luz clareou o espírito das nações e a Humanidade começou a compreender que Deus, o Pai Justo e Misericordioso, a ninguém exclui de Sua Bênção e que a todos nos espera, hoje ou mais tarde, por filhos bem-amados, unidos na condição de verdadeiros irmãos uns dos outros.

É por isso que, em todos os países e em todas as crenças, em todos os templos e em todos os lares da Terra, onde se pratique realmente o evangelho de Jesus, o culto à Providência Divina começa com a caridade primeiro.

(Reflexões de Emmanuel e André Luiz no Livro Estude e Viva de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira)

 




Caridade e Raciocínio

Todos pensamos na caridade, todos falamos em caridade!...

A caridade, indubitavelmente, é o coração que fala, entretanto, nas situações anormais da vida, há que ouvir o raciocínio, a fim de que ela seja o que deve ser.

Nada fere tanto como a visão de um ente querido, sob os tentáculos do câncer.

O coração chora. Mas se a radiografia sugere trabalho operatório, pede o raciocínio para que a cirurgia lhe revolva a carne atormentada, na suprema tentativa de recuperação.

Nada enternece mais do que abraçar um pequenino nas alegrias do lar.

O coração festeja. Mas se a criança brinca com fósforos, aconselha o raciocínio se lhe dê corrigenda.

Nada sensibiliza mais do que encontrar um alienado mental, atirado à rua.

O coração lamenta. Mas se o louco, em crise de fúria, carrega bombas consigo, prescreve o raciocínio seja ele contido à força.

Nada preocupa mais que observar um companheiro, no abuso de entorpecentes.

O coração sofre. Mas se o irmão, vinculado a semelhante hábitos, distribui narcóticos, fazendo vítimas, solicita o raciocínio se lhe providencie a necessária segregação para o tratamento preciso.

...

O raciocínio, em nome da caridade, não tem decerto, a presunção de violentar consciência alguma, impondo-lhe freios ou drásticos que lhe objetivem o aperfeiçoamento compulsório.

A Misericórdia Divina é paciência infatigável com os nossos multimilenários desequilíbrios, auxiliando a cada um de nós, através de meios determinados, de modo a que venhamos, saná-los, por nós mesmos, com o remédio amargoso da experiência, no veículo das horas.

Surge a autoridade do raciocínio, quando os nossos males saem de nós, em prejuízo dos outros.

Clareando a definição, comparemos a caridade, nascendo das profundezas da lama, com a fonte que se derrama espontânea, das entranhas da terra. A fonte pode ser volumosa ou escassa, reta ou sinuosa, jorrar da montanha ou descambar na planície, saciar monstros ou dar de beber às aves do céu, tudo dependendo da estrutura, do clima, do solo ou das circunstâncias em que se movimente. Em qualquer ângulo que se mostre, pode o sentimento louvar-lhe a beleza e exaltar-lhe a utilidade que fertiliza glebas, acalenta vidas, garante lares, multiplica flores e retrata as estrelas, mas, se nessa ou naquela fonte, aparecem culturas do esquistossomo, é necessário que o raciocínio intervenha e, para o bem geral, lhe impeça o uso.

(Reflexões de Emmanuel e André Luiz no Livro Opinião Espírita de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira)

 


Psicografia recebida em 16/02/2020

Queridos Irmãos,

É chegada a hora da reforma íntima de cada um. Não adianta esperar a mudança de hábitos e comportamentos dos demais companheiros. Primeiro, a reforma íntima acontece dentro de cada ser. Para isso é necessário que os pensamentos tenham vibrações do bem e que as ações sejam positivas, ampliando o campo vibracional. A caridade, a benevolência, a paciência e a indulgência são ingredientes fundamentais para que as mudanças sejam iniciadas. Assim como o perdão e o amor que são pilares para uma vida em harmonia.

Caros irmãos, não deixemos para o dia de amanhã o que pode ser começado hoje.

Louvemos por momentos de paz e tranquilidade!

Procurem fazer o bem sem saber a quem!

Procurem abrir seus corações realizando a limpeza interna. Com essa limpeza tudo tende a fluir de forma mais leve e serena. A raiva, o rancor, a discórdia e o desentendimento atrapalham a evolução aqui na Terra.

Pensem que é possível realizar a reforma íntima. Iniciem agora, aos poucos. Depois verão o resultado dessa mudança.

Fiquem em paz! Irmão Samuel.

 


Psicografia recebida em 30/01/2020

Meus irmãos, o mundo em que vocês se encontram passa por mudanças e essas mudanças também deverão ser em todos aqueles que desejam perpetuar o bem em seus íntimos.

O progresso não é somente material, é principalmente espiritual, pois todos são espíritos num corpo de matéria e precisam trabalhar cada um em sua evolução.

Venho aqui deixar um pequeno lembrete, pois todos têm em suas consciências as Leis Divinas, as Leis de Deus.

Mas é preciso principalmente se conhecer para saber o que se deve melhorar.

Esta vida não é real. A vida espiritual, a vida do Espírito que é a verdadeira e eterna. Pois bem, sabendo disso, por que vocês só trabalham para obter os bens materiais? Por que se fixar em pensamentos destrutivos? Por que não agir no bem de todos?

Todos somos irmãos e sempre seremos, porque o Nosso Pai nos criou para sermos uma única família, a Família Universal.

Ajam com amor, sempre com a vontade firme de ajudar. Pensem no bem de todos e assim o burilamento em vocês será completo.

Deus nos enviou para executarmos o amor a nós e a toda a Sua Criação.

Façam isso e conseguirão a plena paz.

Sejam vocês, melhores ao regressarem à verdadeira Pátria. O Espírito precisa retornar ao ambiente natural dele, porém, melhor do que quando saiu.

Férias, somente quando cumprirmos as nossas missões, mesmo assim, somente por pouco tempo. O aprendizado e a evolução são contínuos.

Aproveitem o momento em que passam neste lindo planeta e melhorem-se moralmente, espiritualmente e materialmente.

Nunca se esqueçam que somos Espíritos e não matéria.

Viemos para progredir e auxiliar aos nossos irmãos.

Sintam-se envolvidos pela Luz Crística e, fortalecidos na fé, perseverem.

Vocês conseguem, basta ter a vontade em AÇÃO NO BEM.

Muita paz, um irmão.



sábado, 3 de abril de 2021

Ano V - Rio das Ostras - Edição Abril 2021

 Editorial

 Tempo de Confiança

 “E disse-lhes: Onde está a vossa fé?” — (LUCAS, capítulo 8, versículo 25.)

 

A tempestade estabelecera a perturbação no ânimo dos discípulos mais fortes. Desorientados, ante a fúria dos elementos, socorrem-se de Jesus, em altos brados.

Atende-os o Mestre, mas pergunta depois: — Onde está a vossa fé?

O quadro sugere ponderações de vasto alcance. A interrogação de Jesus indica claramente a necessidade de manutenção da confiança, quando tudo parece obscuro e perdido. Em tais circunstâncias, surge a ocasião da fé, no tempo que lhe é próprio.

Se há ensejo para trabalho e descanso, plantio e colheita, revelar-se-á igualmente a confiança na hora adequada.

Ninguém exercitará otimismo, quando todas as situações se conjugam para o bem-estar. É difícil demonstrar-se amizade nos momentos felizes.

Aguardem os discípulos, naturalmente, oportunidades de luta maior, em que necessitarão aplicar mais extensa e intensivamente os ensinos do Senhor. Sem isso, seria impossível aferir valores.

Na atualidade dolorosa, inúmeros companheiros invocam a cooperação direta do Cristo. E o socorro vem sempre, porque é infinita a misericórdia celestial, mas, vencida a dificuldade, esperem a indagação:

— Onde está a vossa fé?

E outros obstáculos sobrevirão, até que o discípulo aprenda a dominar-se, a educar-se e a vencer, serenamente, com as lições recebidas.

(Mensagem de Emmanuel no livro Caminho, Verdade e Vida de Francisco Cândido Xavier)

 


No problema da dor

Para liquidar o problema da dor, ninguém deprecie a responsabilidade que lhe compete.

O Universo é regido pela Justiça Divina e, nos tribunais do Perfeito Equilíbrio, todo sofrimento é resgate entre as criaturas, quando não seja luminosa missão de amor dos espíritos angélicos.

Para ilustrar o conceito, recordemos que as doenças no mundo requerem medidas especiais.

O embaraço gástrico pede medicação laxativa.

A apendicite reclama a intercessão operatória.

A escabiose aguarda recurso balsamizante.

O carcinoma pede extirpação e limpeza.

A loucura roga amparo e insulamento.

Para a legião das moléstias comuns, surge todo um exército de especialistas e enfermeiros, socorros e intervenções.

Assim também, na Vida Espiritual, cada consciência culpada que lhe alcança os domínios pelos braços da morte, implora a assistência na farmácia da vida.

A dor é procurada como remédio valioso e a reencarnação é o caminho em que deve ser encontrada.

Quem abusou da fortuna material, pede a cooperação da extrema pobreza.

Quem relaxou a saúde, clama pela enfermidade como medida capaz de garantir-lhe o reajuste.

Quem se arrojou à delinquência, na alucinação da beleza física, pede o corpo disforme que lhe assegure o retorno à tranquilidade. Quem aviltou a inteligência, suplica as inibições mentais do cérebro curto, como serviço indispensável à própria restauração.

Quem se valeu do poder para espalhar aflições e lágrimas, requisita a desvalia social com problemas difíceis em que lágrimas e aflições lhe regenerem o campo íntimo.

Recebe, pois o tipo de experiência que escolheste na Terra, em benefício de tua própria recuperação para Deus, sem desfalecer no trabalho que a Justiça te reservou.

Acolhe a dor e a luta por sábias instrutoras da vida e não lhes menoscabes o concurso santificante.

A sombra de ontem te procura o asilo de hoje e somente ao preço de teu sacrifício na tarefa redentora, pelo próprio dever bem cumprido, é que atingirás, valoroso e feliz, a Plena Luz de Amanhã.

(Reflexões de Emmanuel no livro Palavras de Fé de Francisco Cândido Xavier e Carlos A. Baccelli)

 


 

O Educandário Familiar

A família é o resultado do largo processo evolutivo do espírito na extensa trajetória vencida por meio das sucessivas reencarnações.

Resultado do instinto gregário que une todos os animais, aves, répteis e peixes em grupos que se auxiliam e se interdependem reciprocamente, no ser humano atinge um estágio relevante e de alta significação, em face da conquista do raciocínio, da consciência.

Dessa forma, a família é o alicerce sobre o qual a sociedade se edifica, sendo o primeiro educandário do espírito, onde são aprimoradas as faculdades que desatam os recursos que lhe dormem latentes.

A família é a escola de bênçãos onde se aprendem os deveres fundamentais para uma vida feliz e sem cujo apoio fenecem os ideais, desfalecem as aspirações, emurchecem as resistências morais.

[...]  É permanente oficina onde se caldeiam os sentimentos e as emoções, dando-lhes a direção correta e a orientação segura para os empreendimentos do futuro.

Por essa razão, é que não se vive na família ideal, aquela na qual se gostaria de conviver com espíritos nobres e ricos de sabedoria, mas no grupo onde melhormente são atendidas as necessidades da evolução.

Não poucas vezes, no grupo doméstico ressumam as reminiscências perturbadoras do Além ou de outras existências, que devem ser trabalhadas pelo cinzel da misericórdia, da tolerância e da compaixão, a fim de que sejam arquivadas como diferentes emoções enobrecidas, que irão contribuir em favor do progresso de todos.

[...] Mesmo quando não correspondendo às expectativas pessoais, em face do reencontro com adversários ou caracteres inamistosos, no lar adquire-se a necessária filosofia existencial para conduzir-se com equilíbrio durante toda a existência.

O exercício da paciência no clã familiar é valiosa contribuição para a experiência iluminativa, porquanto, se aqueles com os quais se convive tornam-se difíceis de ser amados, gerando impedimentos emocionais que se sucedem continuamente, como poder-se vivenciar o amor em quais não se tem relacionamento, senão por paixão ou sentimentos de interesse imediatista?

[...] Aquele que hoje se apresenta agressivo e cínico no grupo doméstico, dando lugar a guerrilhas perversas, encontra-se doente da alma, merecendo orientação e exigindo mais paciência. Ninguém se torna infeliz por mero prazer, mas em consequência de muitos fatores que lhe são desconhecidos.

[...] No entanto, na família, em razão dos sentimentos, das individualidades, das experiências transatas, o fenômeno é muito diferente, oscilando o equilíbrio conforme o desenvolvimento ético-moral de cada qual, que se apresenta conforme é e não consoante gostaria de ser.

[...] É da Divina Lei que somente através do amor o espírito encontra a plenitude, e a família é o local onde se aprimora esse sentimento, que se desdobra em diversas expressões de ternura, de abnegação, de afetividade...

Com o treinamento doméstico o espírito adquire a capacidade de amar com mais amplitude, alcançando a sociedade, que se lhe transforma em família universal.

(Reflexões de Joanna Di Ângelis no livro Constelação Familiar de Divaldo Pereira Franco)

 


Psicografia recebida em 13/02/2020

 Querida irmã, não tripudie sobre o nome do Senhor; tenha consciência de seus erros e humildade em reconhecer que sobre eles recaem todas as suas responsabilidades. Sobre ninguém podes jogar suas frustrações por escolhas malfeitas e caminhos tortuosos que se formaram na sua estrada, moldados por seus próprios pensamentos e sentimentos.

Deus está ao seu lado, mesmo que você erre e o culpe por isso. Ponha a sua consciência em análise e reconcilie-se com Ele.

Venha ser feliz, dentro de todas as limitações impostas por este Mundo-Escola; há nele a possibilidade de vislumbrar a felicidade relativa, destinada a ti, neste momento.

Não fuja de suas obrigações, seja convicta e perseverante, pois dificuldades são necessárias ao nosso crescimento. Estamos ao seu lado lhe amparando constantemente e esperando o seu fortalecimento e compromisso.

Fique em paz e seja bem-vinda, do seu irmão Jonas.



domingo, 28 de fevereiro de 2021

Ano V - Rio das Ostras - Edição Março 2021

 

Editorial

 Saber Viver

 Toda Lei Divina revela serena imparcialidade. Fuga à responsabilidade não diminui o quadro de nossas obrigações.

Não adianta paralisares o teu relógio, porque as horas seguirão sempre, independentemente dele e de ti...

Toda transformação moral há de ser profunda. Mudanças aparentes não modificam o espírito para melhor.

O corte dos cabelos ou o uso do chapéu não te renovam os pensamentos no íntimo da cabeça...

Todo corpo há de ser governado pelo espírito. A rigor, a carne só é fraca quando reflete o ânimo indeciso.

Os sapatos aparentemente te conduzem os pés porque os teus pés os conduzem...

Todo empréstimo terrestre é passageiro. Imperioso desapegarmo-nos da matéria, desoprimindo o espírito.

Apenas dinheiro no bolso não te outorga a tranquilidade da consciência...

Toda pessoa para ser verdadeiramente feliz reclama trabalho. Mas somente o trabalho que serve bem de todos é alimento da Criação.

Algumas vezes encontramos irmãos nossos que se dizem cansados de trabalhar e acabam hospedados pela polícia.

Toda criatura tanto precisa de conhecimento quanto de bondade.

Nem só estudo e nem só benevolência libertam integralmente a alma.

Os óculos não te corrigem os defeitos da vontade e nem a vontade te corrige os defeitos da visão...

Todo coração necessita de amor. Urge discernir como se ama e como se é amado.

Os parasitos, decerto, agarram-se às próprias vítimas atendendo a impulsos de bem-querer...

Toda existência tem objetivos específicos. A ação construtiva que surge para ser feita agora não deve ser adiada.

A tua carteira de identidade só vale para a presente encarnação...

O espiritismo ensinar-te-á como viver proveitosamente, em plenitude de alegria e de paz, ante o determinismo da evolução.

Viver por viver todos vivem.

O essencial é saber viver.

(O céu e o inferno 1ª parte – Cap.VII – ítem 29 por Emmanuel, no livro Opinião Espírita de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira)

 


 Jesus e você

Cap. VI – Item 6

Nosso Mestre não se serviu de condições excepcionais no mundo para exaltar a Luz da Verdade e a Bênção do Amor.

Em razão disso, não aguarde renovação exterior na vida diária, para ajudar. Comece imediatamente a própria sublimação.

Jesus não tinha uma pedra onde recostar a cabeça. Se você dispõe de mínimo recurso, já possui mais que Ele.

Jesus, em seu tempo, não desfrutou qualquer expressão social. Se você detém algum estudo ou título, está em situação privilegiada.

Jesus esperou até aos trinta nos para servir mais decisivamente. Se você é jovem e pode ser útil, usufrui magnífica oportunidade.

Jesus partiu aos trinta e três anos. Se você vive na idade amadurecida e dispõe do ensejo de auxiliar, agradeça ao Alto, dando mais de si mesmo.

Jesus não contou com os familiares nas tarefas a que se propôs. Se você convive em paz no recinto doméstico, obtendo alguma cooperação em favor dos outros, bendiga sempre essa dádiva inestimável.

Jesus não encontrou ninguém que o amparasse na hora difícil. Se você recebe o apoio de alguém nos momentos críticos, saiba ser grato. Jesus nada pôde escrever.

Se você consegue grafar pensamentos na expansão do bem, colabore sem tardança para a felicidade de todos.

Vemos, assim, que a vida real nasce e evolui no Espírito eterno e não depende de aparências para projetar-se no rumo da perfeição.

Jesus segue à frente de nós. Se você deseja acertar, basta apenas segui-lo. Sigamo-lo pois.

(Reflexão de André Luiz no livro O Espírito de Verdade de Chico Xavier e Waldo Vieira)

 


Na Escola do bem

Auxiliemos a outrem como desejamos se nos faça.

Ergue-te cada dia, cultivando a divina lição.

Recorda quanto te fere o mau humor das criaturas irritadas pela manhã, e levanta-te do leito com um sorriso nos lábios, estimulando a alegria dos que te cercam.

Medita no contentamento que recolhes no templo doméstico toda vez que os familiares te abençoam a presença com as flores invisíveis do amor e estende a benção da paz àqueles corações que a Divina Bondade te confiou no recinto doce do lar.

Pensa em como te reconforta a desculpa incondicional dos que te desfrutam a palavra e o convívio, sempre que a irreflexão te afeia a boca ou envenena o gesto, e perdoa, com esquecimento integral, as ofensas que te sejam, porventura, assacadas no ambiente onde estiveres.

Reflete na consolação de que se faz mensageira a frase amiga no círculo a que serves e improvisa, quanto possas, incentivo e louvor no campo de luta em que se te desenvolvem atividades e aspirações.

Não olvides a impressão de segurança que te infunde a bondade anônima na via pública e alonga o pensamento de tolerância e a luz da fraternidade em favor dos que transitam na rua.

Seja onde for e com quem for, rememora quanto te agrada a alheia compreensão e busca entender sem restrições, auxiliando infinitamente.

Não esperes calamidades públicas para revelar a caridade que te possui o sentimento, nem aguardes o assalto da delinquência para demonstrar a capacidade de perdão que te reponta do ser.

A compreensão lembra o rio caudaloso que se forma gota a gota para exprimir-se em soberana grandeza.

E se aprendermos hoje a praticar as pequeninas ações da gentileza quais se fossem grandes e nobres, amanhã saberemos praticar as grandes e nobres ações do bem, qual se todas elas fossem humildes e pequeninas.

(Mensagem de Emmanuel, no livro Família de Francisco Cândido Xavier)

 

Psicografia recebida em 14/01/2020

Irmãos de caminhada,

Aqui estou para trazer-lhes um alerta, uma mensagem de amor e devoção!

Não desperdicem esta misericordiosa oportunidade que é a de estar encarnado neste grande experimento que é a vida! Chance de resgates, aprendizados e superações.

Não é fácil quando aí estamos e esquecemos o porquê de tantas coisas, mas quando deixamos o corpo e viajamos livres da dor física, mas há ainda o quê transformar, ainda sentimos a dor da alma.

Quando aí chegamos, na maioria das vezes, uma grande onda de decepções nos toma quando percebemos que caminhamos tão pouco em direção ao que era necessário buscar.

A decepção com nossas atitudes imaturas, egoístas, orgulhosas, vaidosas, nos frustra e uma onda de fracasso invade nossa alma. Mas a misericórdia divina se faz presente e através dos irmãos espirituais luminosos somos acolhidos e nos sentimos encorajados a recomeçar.

Por isso, irmãos, não percam essa chance de crescimento, meditem, abram seus ouvidos do coração e aproveitem seu tempo. Façam de suas vidas uma oportunidade de luz e amor, olhando e focando no que pode ir em auxílio do teu irmão que precisa de ti.

Tu não vieste por nada, então escuta e faça ter valido a pena viver. Um irmão em aprendizado,

Nícolas.



segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Ano V - Rio das Ostras - Edição Fevereiro 2021

 Editorial

 

Dias Melhores

A atmosfera da Terra parece mergulhada em densa penumbra que gera desequilíbrios múltiplos, deixando as almas atônitas e desesperançadas.

Por onde se olhe, o tumulto está estabelecido, gerando desconforto e insegurança.

A criminalidade vem se multiplicando de maneira assustadora, desrespeitando os limites da humanidade, agredindo fatalmente criaturas que se encontram indefesas, independente da idade e condição social, até mesmo ceifando vidas no vigor da juventude, que ainda poderiam desenvolver dias promissores.

Não podemos admitir que todas essas coisas que afrontam os objetivos primordiais da reencarnação estejam dentro de uma predestinação divina para o homem, pois Deus criou apenas o bem, sendo o mal um desvio de conduta de almas imaturas que trazem dentro de si algo do primitivismo onde a força impõe uma liderança abrigada na ignorância espiritual.

O ser espiritual já atingiu uma condição que lhe permitiria percorrer outros caminhos que não os da falta de respeito, da usura e dos interesses mesquinhos, os quais estão se tornando modelo de conduta, a partir do próprio núcleo familiar, onde muitas vezes toma proporções assustadoras.

A competitividade impulsiona os seres a sonhos medidos que vêm pulverizando a ética e a moral.

O supérfluo está ganhando ares de necessidade, roubando a muitos as horas preciosas do convívio familiar, no qual poderiam ter fortalecido o campo emocional, a fim de descobrir que o poder aquisitivo não representa a felicidade real.

Os relacionamentos afetivos estão sendo sobrepujados pelo jogo dos interesses escusos, e as criaturas, usadas como trampolins sociais.

As dificuldades materiais atormentam os seres apegados aos modelos da coletividade, a exigir que todos sejam bem-sucedidos e possuam contas bancárias polpudas como atestados de idoneidade e passaporte para a aceitação geral.

Atormentados, atiram-se à selva das ilusões cada vez mais, sentindo-se extenuados e solitários, porque estão dependurados no abismo da depressão pela falta de convivência com Deus.

Sonham com dias melhores para o planeta, mas não se empenham em tornar-se instrumentos dessa transformação, promovendo uma faxina moral a partir de si mesmos.

Não conseguem enxergar que esses dias não surgirão ao acaso e nem serão diferentes porque o sol brilhará em outros tons, ou os pássaros cantarão outros sons, ou as flores exibirão outros aromas. Aliás, essas belezas aguardadas já existem e não são percebidas, pois as almas caminham sobre as cinzas de si mesmas.

Não permitam que a sedução do ouro lhes obscureça a razão e, com isso, nem sequer sejam capazes de perceber o valor inafiançável da própria existência.

Enquanto adornam o corpo com o que não é necessário, negam à alma o essencial para garantir a integridade moral diante da difícil travessia.

Vocês não vivem dias comuns, mas um momento ímpar de transformação, em que todas as resistências serão testadas e o amanhã construído na segurança do amor, a fim de que a Terra possa alcançar um período de luz, em que dias melhores sejam uma constante e cada alma um sinal definitivo da presença de Deus.

(Mensagem de Maria do Rosário Del Pilar, no livro A Conquista da Felicidade de Eulália Bueno)



O Consolador

 

“Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.” (João, 14:26)

 

A promessa do Cristo de enviar outro Consolador prende-se ao fato de que a Humanidade não estava madura, à época, para entender a essência e a verdade contidas nos seus ensinamentos. O advento do Consolador, também denominado Espírito Santo ou Espírito de Verdade, tem dupla finalidade: explicar e recordar os ensinamentos do Cristo, não de forma literal como aconteceu ao longo dos séculos, mas em espírito e verdade.

A expressão “Espírito Santo”, citada no texto de João, tem significado espírita específico que nada tem a ver com a teologia de outras interpretações cristãs: indica fonte sábia e inesgotável de bens espirituais, recursos que dimanam do Alto, da fonte da Vida, no trabalho justo e incansável que se estende pelo Universo.

A vinda do Consolador tem, pois, o poder de ampliar os horizontes do entendimento humano, favorecendo a busca pelos legítimos valores de libertação do Espírito. Para o espírita, o Espiritismo representa a consubstanciação da Mensagem Cristã porque explica e revive os ensinamentos do Evangelho. A Doutrina Espírita levantou o véu que encobria o entendimento das parábolas e dos demais ensinamentos de Jesus. [...] Faz ressurgir a mensagem cristã em bases claras e lúcidas, orientando como aplicá-la no dia-a-dia, sem a utilização de simbolismos ou de metáforas.

O Espiritismo é considerado o Consolador Prometido porque a sua mensagem, sendo de fácil entendimento, está destinada a todas as pessoas, sem exceção e, ao mesmo tempo, consola, agasalha, auxilia e esclarece as pessoas que passam por aflições ou que buscam esclarecimento espiritual.

As orientações espíritas ensinam que a pessoa que erra não deve ser julgada, mas amparada. Precisa receber o conforto necessário para saber superar as provações da vida. [...]

As palavras de Jesus revelam que o Consolador tem como característica básica guiar os aprendizes no caminho da verdade. Não existirão mais simbolismos, nem rituais, nem interpretações pessoais, apenas o ensinamento puro da mensagem cristã.

É a verdade essencial que liberta e promove o crescimento do Espírito, demonstrada pela natureza dos seus pensamentos, pelas ideias que expressa e pelas ações que realiza. Essa verdade corresponde à verdade individual de cada pessoa, definindo-lhe o seu piso evolutivo. Daí a importância da afirmativa de Jesus: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João, 8:32).

A Verdade Suprema, contudo, está em Deus. Jesus reflete-a com autoridade, e sabedoria, enquanto os seres humanos a manifestam segundo o nível de evolução espiritual que possuem. O Espírito de Verdade, portanto, não falará de si mesmo, mas revelará, sempre, a obra divina, intermediada pelos instrumentos mediúnicos, de todos os tempos, que estejam sintonizados com os valores sublimados da Vida.

(Pauta do Estudo Aprofundado da Doutrina Espírita Livro III - FEB)

 


 

Psicografia recebida em 23/01/2020

Meu irmão,

Venho lhe dizer que não morri. Estou vivo!

Não no sentido figurado, como se diz “Ela está viva em seus corações”, mas que vivo de verdade, com um corpo, vestes, sapatos e tudo mais. Parece mentira, pois nunca havíamos ouvido falar nisso. Mas a vida após a morte não é um sonho, ou mera ficção, ela existe de verdade e é mais real do que possas imaginar.

Sei que tens vindo a esta casa em busca de respostas e consolo, mas apesar de tudo o que tens ouvido, ainda não te convenceste. É verdade.

Mamãe, você e as crianças, tenho podido vê-los durante breves momentos, para não correr o risco de me desarmonizar, pois ainda tenho algumas dificuldades de me manter equilibrada, principalmente, vendo vocês inconformados com minha partida.

Fiquem sabendo que estava na minha hora. Era um momento inadiável, não importa o que vocês pudessem ter feito para evitar.

Saiba que estou bem, só ainda não me sinto feliz, por ver que vocês ainda não aceitaram o que aconteceu e se culpam. Toda esta dor vai passar, confiem no amor de Deus e no que lhe digo agora. E conforte nossa mãe, diga-lhe que estou bem e que ela está certa, um dia nos veremos.

Agora tenho plena certeza disso e quero compartilhar essa certeza com vocês. Peço ao Pai, todos os dias, para lhes confortar e proteger,

Amo vocês, Inácia.

 


Psicografia recebida em 16/01/2020

Amigos e Irmãos!

Todos os momentos de nossas vidas, oportunidades são ofertadas, algumas visíveis e imprescindíveis, outras aparentemente simples, a curto prazo, e outras ainda que nem são percebidas. No entanto, todas devem ser aproveitadas da melhor maneira possível, percebendo-as ou não. Mas como isso é possível, se muitas são imperceptíveis? A resposta é objetiva e direta: orando e agradecendo. Orando por melhores ações que colherão e agradecendo por ter resistido às tentações das facilidades. E seguindo essa premissa, encerra-se aqui uma etapa linda, uma experiencia inesquecível, uma possibilidade de crescimento, um degrau a menos na escada da evolução.

Nossa parceria, nessa etapa, se encerra aqui, cumprindo nossa missão, que foi de grande aprendizado, foi benéfica para ambos, mas novos desafios precisam ser encarados, para isso foi preciso uma preparação. Nada é para sempre, apenas o espírito o é. A despedida dói devido ao amor e dedicação, mas até uma despedida não é para sempre.

Hoje ela representa, apenas, uma separação para a evolução natural e necessária de ambas as partes. Logo que assim acontecer, se reencontrarão em outras tarefas mais complexas, que exigem bagagem que ainda não temos. Não chore, fortaleça-se e prepare-se porque o que tem para fazer é algo grande, muito grande.

Seu amigo Ícaro.