sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Ano I – Rio das Ostras – Edição Setembro 2017

Editorial

 A sombra nos olhos físicos pode ser angustiosa provação, mas, a cegueira real é aquela que envolve o coração e a mente, na noite da rebeldia ou da ignorância. 
 É por isso que encontramos, no mundo, cegos de todos os matizes ... 
 Cegos cristalizados na usura, que nada enxergam, além do pobre tesouro amoedado, em que mergulham as mãos ávidas. 
 Cegos detidos no egoísmo destruidor, que nada vêm senão os caprichos em que se movimentam. 
 Cegos encarcerados no orgulho, supondo-se as únicas criaturas louváveis do Universo. 
 Cegos algemados à viciação, em que apagam a luz da própria consciência. 
 Cegos agrilhoados à preguiça, que somente enxergam as suas conveniências individuais, invariavelmente dispostos a vampirizar os semelhantes, à custa de queixas e lamentações. 
 Cegos atados à tristeza nociva, que menosprezam a graça do sol e as riquezas da vida, sustentando-se na imobilidade espiritual da revolta ou do desespero, olvidando que a vida é trabalho e renovação. 
 Cegos confiados ao abismo da descrença, que nada observam senão os espinhos de sarcasmo e negação, que lhes vicejam no íntimo ... 
 Para todos esses cegos que cruzam diariamente nossos passos elevemos ao Alto as nossas preces de auxílio, rogando ao Senhor nos mantenha acordados para as próprias responsabilidades, com a suficiente visão para o desempenho dos nossos deveres, ainda que esse despertamento nos visite, a cada hora, pela bênção edificante da dificuldade ou da dor.   

(Mensagem de Emannuel do livro Construção Do Amor, de   Francisco C. Xavier)


Ao teu alcance
  
Seja qual for o problema que te perturbe, procure manter a serenidade. Ninguém age com acerto se não aprende a pacificar as próprias emoções.
Não te precipites nas decisões que devas tomar. Reflete que a Natureza prossegue, imperturbável, cumprindo os ciclos que lhe assinalam a trajetória. Contempla à noite o Céu recamado de estrelas e, silenciando os conflitos do teu mundo interior, sintoniza com a mensagem de paz que te alcança de todas as direções.
Nada pode empanar o brilho da Verdade, assim como nada consegue deter a marcha natural dos acontecimentos. Viver é um aprendizado constante.
Unge-te de humildade para que o personalismo não te faça crer infalível, mas revista-te de coragem para que o desalento não te iniba a capacidade criadora. Auxilia sempre, porquanto o bem é a melhor terapia do espírito.
Alija do coração qualquer sentimento de mágoa e nada faças que te ocasione remorso. Não permitas que a trama sutil da descrença te induza ao desequilíbrio, arremessando-te à vala do infortúnio.
A maior conquista do homem sobre a Terra é a de sua iluminação espiritual. Trazes o universo contigo e por isso mesmo, onde estiveres a felicidade estará ao seu alcance.

Não julgues a ninguém, esforçando-te por compreender mesmo àqueles que te façam sofrer. Lembra-te de que o Amor pode tudo em todos e nunca deixes de amar o próximo como a ti mesmo.
(Mensagem de Pastorino, do Livro Páginas de Fé, psicografado por Chico Xavier e Carlos A. Bacelli)



Leis e Justiça Divinas

Léon Denis, nos livros Depois da Morte e O problema do ser, do destino e da dor, corroborou os princípios da Lei e Justiça Divina, alertando-nos sobre a responsabilidade de cada espírito.
Devemos desenvolver o senso moral e dilatar a nossa reponsabilidade diante da vida; estar conscientes de que, depois de cada existência terrena, a alma ceifa e recolhe, em seu corpo fluídico, o resultado das experiências e dos progressos, os frutos da existência decorrida. Por isso, deve agir de forma justa para colher a felicidade com o que semeou.
Léon Denis esclareceu ainda que cada pensamento, vontade e ação da alma repercute em seu invólucro fluídico (perispírito), colhendo assim, exatamente, o que semeou.
O perispírito, por sua natureza etérea, vai se tornando, com a prática do bem, sutil, radiante, aberto às mais altas percepções e às sensações mais elevadas da vida do Espaço. Assim ele se torna, cada vez mais, capaz de vibrar harmonicamente com os Espíritos elevados e de participar das alegrias e impressões das esferas superiores do mundo espiritual e do infinito.
Cada ato generoso, gesto de sacrifício, pensamento altruísta, estado moral elevado, impulso de solidariedade e exteriorização de amor iluminam a alma e o perispírito, dando-lhes um poder de radiação mais intenso.
Já para as almas que praticaram o mal, o seu perispírito adquire uma forma grosseira e opaca. Cada pensamento ruim, ato violento ou criminoso e hábito pernicioso condensam e entenebrecem o perispírito, carregando-o de fluidos grosseiros. Dessa forma, elas ficam acorrentadas à Terra por sua própria materialidade e condenadas a ficar encerradas nas baixas regiões do mundo espiritual.
Mas, por imposição das leis que regem a reencarnação, as almas voltam ao mesmo plano físico para reparar o mal que fizeram nesse mesmo plano. Passam por provas, melhoram o emprego das faculdades intelectuais, aprimoram as qualidades morais, resgatam dívidas, se purificam, se aperfeiçoam e se elevam.
Portanto, perante a Justiça Divina de Deus, não há eleitos ou réprobos. Há a sanção para todos os deveres e as compensações para todas as dores.
Nesse contexto grandioso e justo, os Espíritos são senhores e autores de seus próprios destinos. Logo, devemos estar conscientes de que agindo sempre de modo amoroso e sábio, e trabalhando para as conquistas intelectuais e morais elevadas, as consequências serão o bem-estar e a felicidade, na vida presente e na vida futura.
(Do livro O homem que mudou a história, de Geziel Andrade)













Psicografia recebida em 13/06/2017 pela médium Cláudia Araújo

Fraternidade, irmãos!
Fraternidade entre irmãos da família de Deus, todos criados por Deus. Eis uma benção imensurável.
Em momento tão conturbado da civilização terrena, usem de fraternidade, irmãos, uns com os outros.
A fraternidade torna amorosa a nossa visão das coisas e das pessoas. Com as “lentes” da fraternidade, esquecemos a espada e lançamos mão da suave brisa do afeto e da compreensão.
Sempre que escolhemos agir com fraternidade, tudo se realiza de forma mais afável, em harmonia com as Leis de Deus.
Lembram o maior mandamento?
“Amar a Deus de todo o seu coração, entendimento, de toda sua alma”.
Lembram o segundo maior mandamento?
“Amar ao próximo como a si mesmo”.
Amor é o roteiro seguro. E é o amor que inspira a atitude fraterna.
Fraternidade, irmãos, uns com os outros.
Não mais a maledicência, mas a palavra fraterna.
Não mais o mal julgamento, mas a compreensão fraterna.
Não mais o pensamento maldoso, mas o pensamento amoroso.
Não mais o melindre, mas a iniciativa fraterna do bom entendimento.
Não mais a mágoa, mas a benção da reconciliação.
Não mais a promessa, mas a firme atitude de amar.
Não mais as desculpas, mas a realização do bem que conhecem.
Fraternidade, irmãos, uns com os outros.
Na família, para que os laços e o compromisso assumindo se concretizem em dádivas de luz para cada membro.
Na sociedade, para que o amparo mútuo seja como bússola a guiar por caminho seguro de prosperidade.
No trabalho, para que os planejamentos alcancem as metas do progresso para todos.
No templo de sua fé, para que as orações pautadas na reforma sincera, não só de palavras, possam se harmonizar com as verdadeiras atitudes de fé a consolar, esclarecer e renovar as almas irmãs, pelo exemplo.
Fraternidade, irmãos, consigo mesmos.
Fraternidade, irmãos, uns com os outros.
Luz e paz!
Sion


segunda-feira, 31 de julho de 2017

Ano I – Rio das Ostras – Edição Agosto 2017

Editorial

Em todos os caminhos

          Seja qual for a experiência, convence-te de que Deus está conosco em todos os caminhos.
          Isso não significa omissão de responsabilidade ou exoneração da incumbência de que o Senhor nos revestiu. Não há consciência sem compromisso, como não existe dignidade sem lei.
          O peixe mora gratuitamente na água, mas deve nadar por si mesmo. A árvore, embora não pague imposto pelo solo em que se vincula, é chamada a produzir conforme a espécie.
          Ninguém recebe talentos da vida para escondê-los em poeira ou ferrugem.
          Nasceste para realizar o melhor. Para isso, é possível te defrontes com embaraços naturais ao próprio burilamento, qual a criança que se esfalfa compreensivelmente nos exercícios da escola. A criança atravessa as provas do aprendizado sob a cobertura da educação que transparece do professor. Desempenhamos as nossas funções com o apoio de Deus.
          Se o conhecimento exato da Onipresença Divina ainda não te acode à mente necessidade de fé, pensa no infinito das bênçãos que te envolvem, sem que despendas mínimo esforço. Não contrataste engenheiros para a garantia do Sol que te sustenta e nem assalariaste empregados para a escavação de minas de oxigênio na atmosfera, a fim de que se renove o ar que respiras.
          Reflete, por um momento só, nas riquezas ilimitadas ao teu dispor, nos reservatórios da Natureza e compreenderás que ninguém vive só.
         Confia, segue, trabalha e constrói para o bem. E guarda a certeza de que, para alcançar a felicidade, se fazes teu dever, Deus faz o resto.
(Do livro Estude e Viva - psicografado por Chico Xavier e Waldo Vieira)



A Lei da Liberdade

A compreensão da lei de liberdade nos faz perceber que, para progredir, precisamos uns dos outros e que todos temos direitos recíprocos, que precisam ser respeitados, uma vez que qualquer prejuízo que provoquemos ao semelhante, em decorrência dos nossos atos, não ficará impune perante a Lei de Deus. É por esta razão que o ensinamento de Jesus de “não fazer aos outros o que não gostaríamos que os outros nos fizessem” (Mateus, 7:12) — ensinamento conhecido como regra de ouro — estabelece os limites da nossa liberdade e nos orienta como viver em sociedade, conforme os direitos e os deveres que nos cabem.
A lei de liberdade é bem compreendida quando aprendemos a fazer relação entre a liberdade de pensar e a liberdade de consciência. Como sabemos, a liberdade de pensar é plena no ser humano: No pensamento goza o homem de ilimitada liberdade, pois que não há como pôr-lhe peias. [...] Voando nas asas do pensamento, a mente espiritual reflete as próprias ideias e as ideias das mentes com as quais se afiniza, nos processos naturais de sintonia.
Nos seres primitivos, [a mente] aparece sob a ganga do instinto, nas almas humanas surge entre as ilusões que salteiam a inteligência, e revela-se nos Espíritos Aperfeiçoados por brilhante precioso a retratar a Glória Divina. Estudando-a de nossa posição espiritual, confinados que nos achamos entre a animalidade e a angelitude, somos impelidos a interpretá-la como sendo o campo de nossa consciência desperta, na faixa evolutiva em que o conhecimento adquirido nos permite operar.
A consciência representa, como nos esclarecem os Espíritos da Codificação, um pensamento íntimo, que pertence ao homem, como todos os outros pensamentos. Ela é o [...] centro da personalidade, centro permanente, indestrutível, que persiste e se mantém através de todas as transformações do indivíduo.
A consciência é não somente a faculdade de perceber, mas também o sentimento que temos de viver, agir, pensar, querer. É una e indivisível. [...]
No entanto, à medida que os Espíritos evoluem, a consciência do bem e do mal está mais bem definida neles, de sorte que a liberdade de consciência, regulando as relações interpessoais, reflete [...] um dos caracteres da verdadeira civilização e progresso.
A consciência, entendida como faculdade de estabelecer julgamentos morais ou juízos de valor, é um atributo pelo qual o homem pode conhecer e julgar sua realidade e a realidade do outro. Os julgamentos feitos pela consciência e as interpretações de atos e fatos do cotidiano apresentam limitações, visto que estão fundamentados em parâmetros morais que cada um estabelece para si. É ela fruto de experiências e crenças individuais, elaboradas no contexto cultural onde a criatura humana está inserida, e que se manifesta de acordo com a evolução espiritual do ser. Assim, enquanto a liberdade de pensar é ilimitada, a liberdade de consciência sofre restrição, já que depende do nível evolutivo do Espírito.
A consciência não esclarecida pode alimentar ideias malsãs, gerar e provocar ações moral e eticamente abusivas, resultando na manifestação de sofrimentos e desarmonias para si mesma e para o próximo. Os embaraços à liberdade de consciência, a propagação de doutrinas perniciosas e a escravidão humana são exemplos de desvios provocados por Espíritos imperfeitos, dominados pelo orgulho e pelo egoísmo.  Sendo assim, devemos agir com cautela quando condenamos as ações, as ideias ou as crenças das pessoas, a fim de que não atentemos contra a liberdade de consciência.
(Pauta do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita)



Provações dos entes queridos

Não temos pela frente tão-só as nossas dificuldades, mas igualmente as dificuldades das pessoas queridas, pelas quais, muitas vezes, sofremos muito mais que por nós próprios. Forçoso, porém, anotar que, em nos interessando pelo apoio aos entes queridos, nunca estamos a sós, porquanto Deus, que no-los emprestou ao convívio, permanece velando sem olvidá-los. Nos dias de cinza e sombra de provação, doemos aos entes amados o melhor de nossa ternura, mas evitemos insuflar-lhes pessimismo ou desconfiança, ansiedade ou inquietação. Se nos pedem conselhos, não descambemos para sugestões pessoais, e sim, ajudemo-los a buscar a Inspiração Divina, através da prece, porque Deus lhe conhece as necessidades e lhes traçará seguro roteiro ao comportamento. Se doentes, mais que justo, lhe ministremos assistência e carinho; todavia, empenhamo-nos em guiar-lhes o pensamento para o otimismo, convencidos de que Deus lhes resguarda a existência em cada batimento do coração. Se empreendem mudanças em seu próprio caminho, abstenhamo-nos de interferir nas decisões que assumam, e sim, ao invés disso, diligenciemos abençoar-lhes os planos de renovação e melhoria, compreendendo que a Divina Providência vigia sobre nós, orientando-lhes os passos. Se resvalam em duras provas, trabalhemos por aliviá-los e libertá-los, que isso é dever nosso, mas sem torturá-los com a nossa inconformidade e aflição, na certeza de que Deus não está ausente do quinhão de lutas regenerativas ou edificantes que nos cabem a todos, em certas faixas de tempo. Auxiliemos aos nossos entes queridos a serem autênticos, como são e como devem ser perante a vida. Indiscutivelmente, tanto quanto irrompem problemas em nossa estrada, problemas outros inúmeros aparecem no campo da ação, daqueles que mais amamos; no entanto, a fim de ampará-los com eficiência e segurança, atuemos em favor deles, em bases de equilíbrio de amor, reconhecendo que não estamos sozinhos na empresa socorrista, de vês que muito antes de nós, Deus estava e continua a estar no caso de cada um.
(Mensagem de Emmanuel, do livro Alma e Coração de Chico Xavier)



Psicografia recebida pela médium Heliana em 26/06/2017

Meus queridos irmãos de ideal
Tempos difíceis esses!
Porém, é justamente nos tempos difíceis que descobrimos forças antes dormentes em nosso ser, esperando a oportunidade de se apresentarem.
Pois então, chegou a hora de deixarem brotar todos os potenciais adquiridos em inúmeras encarnações, preparando-os para ser revelados agora. Portanto, não se sintam despreparados para a luta. Esta, deverá se iniciar primeiro dentro de cada um. Renovar atitudes, fortalecer ânimos, alimentar o conhecimento, buscar subsídios para elaborar estratégias, tudo em nome do Cristo e de seu evangelho de amor.
Amor, como não precisar dele! Mais do que nunca, este sentimento precisa ser cultivado e fortalecido, somente ele lhes dará condições de sobreviverem daqui pra frente.
Podem chegar os momentos de desânimo, de desespero, de desesperança, de medo. Mas la estará o amor para envolve-los, ajudando-os a se erguerem seus companheiros e irmãos.
Para isso, queridos irmãos, fortaleçam a fé e a confiança na espiritualidade que os acompanha. Trabalhando e servindo, caminharão sempre na direção da luz maior, em uma estrada de luz, cujos obstáculos serão retirados pelo merecimento de cada um.
Confiem. Amem, amem incondicionalmente, sem cobranças, sem críticas, sem pruridos, como o Cristo os ama.
Como sempre dizemos, estamos também ao lado de vocês sempre que precisarem. Cuidem desta Casa de amor, suave como é a estrada de luz do Nosso Mestre Jesus. Paz a todos!
Irmão Josué


sábado, 1 de julho de 2017

Ano I - Rio das Ostras - Edição Julho 2017

Editorial

Decálogo do Cotidiano

1 - Comece o dia acendendo no peito a luz da prece.
2 - Envie aos amigos um pensamento de amor e envolva os desafetos em vibrações de paz.
3 - Verifique a tua agenda e trace as tuas metas para hoje, de modo a não perder tempo.
4 - Estampe no rosto um sorriso fraterno e coloque rios lábios palavras de gentileza.
5 - Não te mostres pessimista, mas não esperes atravessar o dia sem problemas.
6 - Afasta-te da crítica destrutiva, procurando encorajar os companheiros nas lutas em que se empenham.
7 - Olvida os pequeninos aborrecimentos e esforça-te por superar esse ou aquele contratempo, predispondo-te a compreender e perdoar sempre.
8 - Aprende a guardar silêncio para que saibas falar no momento oportuno.
9 - Não deixes passar a oportunidade de fazer o bem a quantos se aproximem dos teus passos.
10 - Confia em Deus e persevera na trilha do dever na certeza de que, haja o que houver, a Misericórdia Divina te sustentará.

(Mensagem de André Luiz, no Livro Páginas de Fé de Chico Xavier e Carlos A. Bacelli)




O Valor da Oração

No Evangelho segundo o Espiritismo vemos que “O dever primordial de toda criatura humana, o primeiro ato que se deve assinalar a sua volta à vida ativa de cada dia, é a prece. Quase todos  vós orais, mas quão poucos são os que sabem orar!”
A prece é um ato de adoração.
Segundo Leon Denis, a prece deve ser uma expansão íntima da alma para com Deus, um colóquio solitário, uma meditação sempre útil, muitas vezes fecunda. É, por excelência, o refúgio dos aflitos, dos corações magoados. Nas horas de tristeza, de pesar íntimo e de desespero, quem não achou na prece a calma, o reconforto e o alívio a seus males?
É importante destacar que o evangelho nos ensina, nas palavras de Jesus que tudo o que pedirmos, em oração, crendo que receberemos, nos será atendido. E que devemos também aproveitar esse momento íntimo de relação direta com nosso  Eu Divino, para agradecer e perdoar.
Jesus nos deixou um roteiro de oração completo que é muito usado, mas pouco raciocinado em sua essência real. A oração do Pai Nosso nos ensina que a prece envolve adoração quando Santificamos o Nome do Pai; submissão quando nos colocamos sob a vontade Dele em todos os momentos; a confiança de que nossos pedidos serão supridos quando dizemos “o pão nosso de cada dia nos dai hoje”; a análise do perdão e da nossa responsabilidade perante a caridade com o próximo quando pedimos que “perdoe nossas ofensas assim como perdoamos aqueles que nos ofenderam”; e, por fim, a confiança no amparo constante da espiritualidade quando pedimos que “não nos deixe cair em tentação, mas livra-nos do mal”.
Pela prece, o homem se reveste do concurso dos bons Espíritos que acorrem a sustenta-lo em suas boas resoluções e a inspirar-lhe boas ideias, adquirindo, desse modo, a força moral necessária a vencer as dificuldades e buscar o caminho reto, se desse se afastou.
A importância da prece é evidenciada quando aprendemos a fazer distinções entre rezar e orar. Rezar é repetir palavras segundo fórmulas determinadas.
Orar é sentir. É traduzir nossos sentimentos mais íntimos em palavras, sem formulas ou moldes que os contenham. Orar é irradiar para Deus, firmando desse modo nossa comunhão com Ele.
A oração é o poder dos fiéis. A reza é o apoio dos descrentes, que ainda não tem firmeza em suas convicções morais e espirituais.
Percebe-se a eficácia da prece nos efeitos ou resultados obtidos. Toda prece elevada é um manancial de magnetismo criador e vivificante e toda criatura que cultiva a oração, com o devido equilíbrio do sentimento, transforma-se, gradativamente, em foco irradiante de energias da divindade.
O trabalho da prece é mais importante do que se pode imaginar no círculo dos encarnados. Não há prece sem resposta. E a oração, filha do amor, não é apenas súplica. É comunhão entre o Criador e a criatura, constituindo, assim, o mais poderoso influxo magnético que conhecemos. Sobre os que oram em tarefas benditas, fluem, das esferas mais altas, os elementos-força que vitalizam nosso mundo interior, edificando-nos as esperanças divinas, e se exteriorizam, em seguida, contagiados de nosso magnetismo pessoal, no intenso desejo de servir com o senhor.
 (Fontes diversas)







Infância

Muitos psicólogos modernos acreditam que as crianças devem ser entregues à inclinação espontânea, cabendo aos adultos o dever de auscultar-lhes a vocação, a fim de auxiliá-las a exprimir os próprios desejos.
Esquecem-se, no entanto, de que o trabalho e a reflexão vibram na base de todas as ações alusivas ao aprimoramento da natureza.
Se o cultivador aguarda valioso rendimento da planta, há que propiciar-lhe adubo e carinho.
Se o estatuário concebe a formação da obra-prima, não prescinde do amor no trato da pedra.
Se o oleiro aspira a plasmar uma ideia no corpo da argila, necessita condicioná-la em forma conveniente.
Se o construtor espera segurança e beleza no edifício que lhe atende à supervisão, não pode afastar-se da disciplina, ante o plano traçado.
Toda obra revela a fisionomia espiritual de quem a executa.
Além disso, treinam-se potros para corridas, instruem-se muares para tração, exercitam-se pombos para correio e amestram-se cães para tarefas salvacionistas.
Como relegar a criança à vala da indiferença?
Do berço humano surgem muitos santos e heróis, para tarefas sublimes, no entanto, em maior proporção, aí respiram, na moldura de temporária inocência, almas comuns que suspiram por libertar-se da ignorância e da delinquência.
Instinto à solta na infância é passaporte para o desequilíbrio.
Menino em desgoverno; - celerado em preparação.
Hoje, criança livre; - amanhã, problema laborioso.
Pequeninos refletem grandes.
Filhos imitam os pais.
Os hábitos da madureza criam a moda espiritual para a juventude.
Esclareçamos nossos filhos no livro do exemplo nobre.
Nem frio que os mantenha na servidão, nem licença que os arremesse ao charco da libertinagem.
Em verdade, a criança é o futuro.
Mais ninguém colherá futuro melhor, sem frutos da educação.

(Mensagem de Emmanuel, do Livro Família de Chico Xavier)


quarta-feira, 31 de maio de 2017

Ano I - Rio das Ostras - Edição Junho 2017

Editorial

Autor do próprio destino

Se julgares que a vida é roteiro escrito que te foi imposto para executar, estás muito distante de avaliar a grandiosidade de Deus.
És o autor do próprio destino e tens a honra de esculpi-lo a cada instante, com os tons do aprendizado, renovado em cada oportunidade bem aproveitada.
Não creias que te baste permitir ser arrastado pelos vagalhões do determinismo em dias sem graça que nada pedem de ti.
Talvez fosse mais conveniente que a vida assim seguisse sem cobrar nenhum empenho de tua parte, pois jamais sofrerias qualquer tipo de incômodo da consciência ante os atos praticados.
Mas não é assim que acontece. És chamado constantemente a atuar, porque a vida é dada por fazer e cada um terá a chance, sempre renovada, de mudar, de reescrever, esculpindo sonhos, desejos e elaborando estradas novas para realiza-los.
Para que possas compreender o verdadeiro sentido da existência, é necessário que saias da periferia da materialidade e adentres corajosamente o cerne do teu ser, a fim de descobrires quem realmente és, assim como o que te falta complementar como alma, para atingires a iluminação interior. [...]
Não deves deixar passar as oportunidades sem ter certeza de que extraíste delas tudo que podias, como o engenheiro explora o terreno que lhe parece pequeno e, depois da exatidão das medidas, consegue erguer uma majestosa construção.
Assim é a tua vida. Muitas vezes pode parecer mirrada e sem espaço para abrigar os teus objetivos, mas basta apenas que a olhes atentamente para descobrir que ela pode oferecer muito mais do que buscas agora e, no futuro, te orgulhares de ter sido o artífice da beleza da existência.
Há, sim, uma fatalidade que te persegue, a de evoluir sempre até te tornar a própria luz.

(Mensagem ditada por Maria do Rosário Del Pilar - Livro A conquista da felicidade de Eulália Bueno)


A Saúde de corpo e alma

Há uma ideia generalizada entre nós de que a doença é resultado de forças externas, sejam biológicas, químicas ou ambientais. Já as doenças emocionais são vistas, geralmente, como pressões psicológicas e sociais externas, que geram o stress e adoecem nossa mente.
Analisando mais profundamente, a gênese da doença está centrada no ser espiritual, resultado de um desequilíbrio desencadeado por nós mesmos. A doença física é o estágio final desse desequilíbrio, que se inicia no espírito doente que ainda somos.
Nós somos seres espirituais e temos transitoriamente um corpo físico, portanto, a doença é o resultado de um distanciamento do ser humano de sua própria espiritualidade.
Fomos criados por Deus com a finalidade de desenvolver nossa essência interior até atingirmos toda a plenitude do nosso Ser. Toda vez que nos distanciamos deste objetivo temos como resultado a carência interior, nos distanciando do Eu Divino, gerando conflitos existenciais que nos adoecem a mente e, consequentemente, o corpo.
O resfriado escorre quando o corpo não chora, a dor de garganta vem quando não é possível comunicar as aflições, o estômago arde quando as raivas não conseguem sair, a dor de cabeça deprime quando as dúvidas aumentam, o coração desiste quando o sentido da vida parece terminar, a pressão sobe quando o medo aprisiona, as neuroses paralisam quando a criança interna tiraniza. Enfim, o distanciamento de nossa essência divina vai nos afastando de Deus, Fonte da vida, o que nos deixa carentes da energia da Vida, abrindo portas para o enfraquecimento da alma e do corpo.
A saúde espiritual é o resultado do cultivo da verdadeira espiritualidade, que nos liga a Deus intimamente e nos permite absorver Seu Fluxo de vida e Amor. Isso nos dá a base para desenvolver o amor por nós mesmos, amor pelo próximo, amor pela vida, nos fortalecendo. E mais fortes aprendemos a compreender que os erros são frutos da falta de conhecimento que ainda temos e precisam ser corrigidos, ao invés de punidos sob a máscara da autopiedade.
(Inspirado no Livro Saúde Espiritual - Alírio Cerqueira Filho)





















O convívio em família

A vida em família se caracteriza pelas projeções, transferências e manifestações de sentimentos. Sempre estamos realizando uma dessas condições mesmo que inconscientemente. Quando reencarnamos, não sabemos como vamos encontrar aqueles com os quais contracenaremos na vida material. Criamos expectativas antes e durante o reencarnar.
O convívio em família requer a percepção das transferências, a eliminação das projeções e a expressão equilibrada dos sentimentos.
Torna-se muito importante, para qualquer filho, os adjetivos empregados pelos pais na convivência com eles. Quanto mais elogiarmos sinceramente nossos filhos, mais eles tenderão a corresponder ao que ouviram. Filhos que foram estimulados pelos pais tendem a alcançar mais sucesso do que aqueles que não foram impulsionados a um futuro promissor. Uma palavra bem colocada, um adjetivo aplicado no momento adequado, podem ser sempre lembrados para o sucesso de uma encarnação.
As relações humanas, além de serem permeadas de projeções e de transferências, se estruturam em cima de papéis pré-definidos que norteiam a comunicação entre as pessoas. Tendemos a ‘exigir’ que as pessoas assumam modelos de comportamento que criamos e idealizamos. Sempre esperamos que as situações se desenrolem dentro de um esquema tal que não fujam de nossas expectativas. Não gostamos quando as coisas saem de um padrão pré-estabelecido. Nem sempre sabemos lidar com o que nos foge ao controle. Não é difícil observar em família que queremos que cada um siga seu papel e não nos aborreça. É preciso estar atento para não despejar críticas duras sobre os filhos por eles não estarem fazendo as escolhas que se esperava que fizessem. As escolhas deles podem frustrar as expectativas dos pais, não por rebeldia ou agressão, mas por estarem seguindo o impulso natural, próprio, de crescimento que trazem no íntimo. Educar é flexibilizar ou rever as próprias convicções em favor da singularidade do outro.
A lei de Deus nos reúne ao necessário aprendizado e para a manifestação do amor pleno. A vida em família é, portanto, o grande laboratório onde os espíritos reciclam-se para a própria felicidade. É ali onde se reúnem antigos amores e velhos desafetos para que, no desempenho dos papéis familiares, aprendam a se amar verdadeiramente.
(Inspirado no Livro Evangelho e Família – Adenáuer Novaes)



Psicografia recebida em 22/05/2017 pela médium Heliana

Caros irmãos e trabalhadores dessa seara,
Como já entenderam, a disciplina é preponderante m todas as atividades dentro de uma casa espírita, bem como em todos os momentos de nossas vidas. Nada pode ser feito direito se não traçarmos planos claros, lúcidos, lógicos, devendo estes ser compreendidos por todos os envolvidos. Não adianta só boa vontade. Essa é importante, mas se não houver objetivos definidos e compreendidos por todos, o serviço ficará pela metade.
Compreendemos as angústias daqueles que no momento se apresentam como responsáveis por tarefas nesta casa de amor. É normal, pois todos querem fazer o melhor. Mas, se a ansiedade superar a lógica, é possível que os resultados não aconteçam como o esperado. É melhor simplificar os planos, começar do simples para o complexo, caminhando com passos curtos, mas sempre para frente, garantindo assim os resultados tão esperados.
A Casa está muito amparada. O Plano Maior possui expectativas muito boas em relação a ela. Os trabalhadores já estão sendo preparados durante o sono físico e em breve chegarão as orientações do que já poderá ser realizado. Confiança, fé, paciência, perseverança. Disciplina no saber, disciplina no sentir e disciplina no fazer, como tão bem foi dito pelo nosso irmão, inspirado pelo Alto.
Confiem naqueles que dirigem esta Casa de amor na Espiritualidade.
Confiem em todos os irmãos de boa vontade que se oferecem para as tarefas, lembrando que não são todos que podem realizar ainda as tarefas mais complexas. Não importa. Cada mão, cada coração, cada alma é um instrumento, que se bem usado, complementará a sintonia celeste inspirada pelo Pai e pelo Mestre Jesus.
Sintam-se abraçados, fortalecidos e inspirados, irmãos queridos. Vocês não estão sós. Muitos que aqui estão para ajuda-los e fortalece-los sempre, pois esta é a missão desse suave caminho de Jesus.
Um grande abraço amoroso e fraterno de todos os mentores desta Casa.


segunda-feira, 1 de maio de 2017

Ano I - Rio das Ostras - Edição Maio 2017

Editorial

Conquista Íntima

Todos os estados enfermiços da alma se assemelham, no fundo, aos estados enfermiços do corpo, solicitando remédio adequado que lhes patrocine a cura.
E a impaciência que tantas vezes gera rixas inúteis é um deles, pedindo o específico da calma que a desterre do mundo íntimo.
Como, porém, obter a serenidade, quando somos impulsivos por vocação ou por hábito?
Justo lembrar que assim como nos acomodamos, obedientes, para ouvir o professor trazido a ensinar-nos, é forçoso igualmente assentar a emotividade, na carteira do raciocínio, a fim de educá-la, educando-nos; e, aplicando os princípios de fraternidade e de amor que abraçamos, convidaremos os nossos próprios sentidos à necessária renovação.
Feito isso, perceberemos que todo instante de turvação ou desequilíbrio, é instrumento de teste para avaliação de nosso próprio aproveitamento.

* * *

Aprenderemos, por fim, que, diante da crítica, estamos convocados à demonstração de benevolência; diante da censura, é preciso exercer a bondade; à frente do pessimismo, somos induzidos a cultivar a esperança; ante a condenação, somos indicados à bênção; e que, renteando com quaisquer aparências do mal, é imperioso pensar no bem, dispondo-nos a servi-lo.
Entregando-nos com sinceridade a semelhantes exercícios de compreensão e tolerância, estaremos em aula profícua, para a aquisição de valores eternos no terreno do espírito.
É assim que, em matéria de paciência, se a paciência nos foge, urge reconhecer que, perante as circunstâncias mais constrangedoras da vida, estamos, todos nós, no justo momento de conquistá-la.

(Mensagem de Emmanuel, do livro Rumo Certo, de Chico Xavier)



Casa Espírita Suave Caminho: Ponto de luz na comunidade

Os estudos e reflexões sobre a importância do centro espírita para a comunidade na qual ele se insere apontam para cinco principais vertentes, assim expressas: templo, lar, oficina, hospital e escola.
Como templo a casa espírita tem a primordial finalidade de abrigar e reunir aqueles que tencionam conectar-se com o Superior por meio da oração, que se constitui em instrumento de comunicação com Deus, nosso Pai.
A prece proporciona a melhoria do homem, ensejando àquele que ora pensar em Deus, aproximar-se dele e pôr-se em comunicação com ele.
Como lar o centro espírita deve receber seus frequentadores e colaboradores acolhendo-os como uma família. É a oportunidade da congregação para o fortalecimento dos laços de amor. Nem sempre encontraremos facilidades, pois o reencontro se dá, por vezes, entre adversários do passado. Porém, é nesse lar que precisamos nos esforçar para a formação da família espiritual.
A oficina enseja o trabalho e a consequente aquisição de competências técnicas e humanas. Pelo serviço, somos capazes de desenvolver potencialidades e realizar feitos a serem creditados como mérito em nossa contabilidade espiritual, embora devamos trabalhar em benefício do semelhante desinteressadamente.
Um centro espírita funciona como um hospital na medida em que busca oferecer atendimento aos carentes, sem jamais competir com a medicina terrena. É o apoio espiritual, o atendimento fraterno, a fluidoterapia, a desobsessão…; “A enfermidade jamais erra de endereço”, ensina Emmanuel e a necessidade de corrigenda moral é grande, daí a abençoada oportunidade que Deus nos concede de enfrentarmos doenças variadas para que passemos pelo processo de higienização perispiritual. Seja física ou moral, todos necessitamos de cura para a conquista da saúde integral.
E como escola de almas, a casa espírita é roteiro que esclarece nossas mentes para as realidades espirituais, por meio dos estudos individuais e em grupo. As palestras públicas, o Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita, o Estudo Aprofundado, o Estudo e Educação da Mediunidade, a Evangelização da Criança e do Jovem, e atividades complementares são valiosos instrumentos de aprendizado que o centro espírita pode disponibilizar a seus frequentadores.

E com 33 anos de fundação, a Casa Espírita Suave Caminho tem por objetivo trazer conforto, acolhimento, direção e amor fraterno a todos que buscam conhecer a Doutrina Espírita e, através deste conhecimento, tornar a caminhada mais suave.




Livre Arbítrio

Conhecereis a Verdade e a Verdade vos tornará livre.
O livre arbítrio é a faculdade que permite ao homem edificar, conscientemente, o seu próprio destino, possibilitando-lhe a escolha, na sua trajetória ascensional, do caminho que desejar.
Limitado a princípio, vai-se expandindo à medida que o homem cresce em espiritualidade. Quanto mais evoluído o ser, mais amplo o seu livre arbítrio, maior o seu direito de fazer certas escolhas, no campo da vida, assumindo assim, a pouco e pouco, o comando definitivo de sua ascensão.
Livre arbítrio e responsabilidade individual desenvolvem-se, simultaneamente, no aprendizado humano.
O homem de evolução primária tem o livre arbítrio limitado, restrito.  Equivale ao sentenciado que a lei pune, sem transigências, submetendo-o à reclusão onde melhor convenha aos interesses da lei e da sociedade.
A sociedade e a lei não confiam nele.
O homem de evolução mediana tem sua esfera deliberativa menos restrita. Corresponde ao recluso que, submetido à disciplina dos códigos, recebe dos códigos certas concessões, geralmente atribuídas aos que, no cumprimento de suas penas, demonstram boa vontade e obediência, respeito e compreensão.
O homem evolvido é o ex-sentenciado, o que já se libertou e corrigiu.
Provas e expiações, disciplinações e corretivos foram-lhe o caminho para a libertação definitiva. Nada mais deve à lei e colabora, na sociedade, para que se restaurem a justiça e a fraternidade, a harmonia e o progresso. É livre para agir, porque discerne o bem do mal, a verdade da mentira, a luz da sombra.
Conhecendo a Verdade, a Verdade o fez livre. De sua atuação resultam o trabalho e a prosperidade, o fortalecimento e a segurança das peças que constituem, que formam o maquinismo das coletividades.
Um dia, no curso dos milênios, o nosso livre arbítrio se harmonizará plenamente com a Verdade Total, com as deliberações superiores.
Nesse dia saberemos executar, com fidelidade, o pensamento do Cristo, Mestre e Senhor Nosso.
* * *
Nesse dia, do qual ainda distamos muito, diremos com o apóstolo da gentilidade: “Não sou eu quem vive, mas o Cristo que vive em mim”.
Tal se dará quando tivermos superado as imperfeições. [...]
Se o livre arbítrio é faculdade que se origina, em princípio, de aquisições intelectivas, o coração bem formado contribuirá, sem dúvida, para que seja ele exercido segundo os padrões da moral e da fraternidade, garantindo, no
Grande Porvir, o triunfo do Espírito Imortal.
O livre arbítrio do homem não evoluído é como um espelho que o lodo das imperfeições desnatura, por algum tempo. [...]

(Do livro Estudando o Evangelho, de Martins Peralva)



Valores no lar

Quais os valores que devem nortear a formação de um lar? Aqueles oriundos da religião? Os das tradições familiares vindos dos avós maternos ou paternos? Os do pai? Os da mãe? Os do meio social? Aqueles adquiridos nos livros e filmes televisivos?
Talvez devamos escutar mais o coração e perceber que ele contém uma mensagem divina, gravada pelo Criador da Vida ao nos fazer existir. Raramente conseguimos escutá-la por estarmos demasiadamente ligados ao mundo externo.
Ouvimos muitos sons, prestamos atenção ao mundo para poder dominá-lo, ouvimos as pessoas para compreendê-las, ouvimos nossos pensamentos para ordená-los, mas dificilmente aprendemos a escutar o que vem de nosso íntimo, do coração.
Dali partem as intuições que nos elevam e nos fazem divinos. É de lá que vem a mensagem e os valores que devem nortear nossa caminhada evolutiva. Foi dali que o Cristo retirou sua mensagem de amor.
Escutar esse canto divino pressupõe silêncio, humildade e confiança. A cada momento, em cada segundo de nossa vida ele envia um pulso que permite-nos enxergar melhor o mundo, nos fortalecendo para os desafios que ele promove.
Os valores que devem ser utilizados pelo espírito em suas experiências evolutivas devem conter aqueles que nos legaram nossos antepassados, os que adquirimos no convívio social, os que admitimos pelas relações que estabelecemos com alguém, mas devem receber, sobretudo, o que vem do coração como um recado direto de Deus ao ser humano individualmente.
As religiões nos oferecem importantes balizas orientadoras que nos auxiliam, sobretudo nos momentos de tempestades íntimas. São valiosas contribuições àqueles que necessitam vivenciar aquilo que lhe é sagrado. Os que se pautam pelas diretrizes luminosas de uma religião devem, dia-a-dia, acrescentar-lhes aquelas que lhe vêm do coração para que se elevem ainda mais.
O maior valor que se deve vivenciar no lar e passar adiante aos filhos é a amorosidade para com os outros, para com a vida, para consigo mesmo e para com Deus. [...]
Para Deus não há sacrifício necessário que possa ser maior do que o espírito fazer o bem que esteja a seu alcance. O bem para si e para a sociedade. É na família que o espírito inicia seu processo de autoajuda e de colaboração com o progresso social. É em família que o espírito recicla suas emoções e aprende a reconhecê-las como instrumento precioso para sua evolução. Evolui quem aprende a lidar com elas. [...]
O que se passa dentro das quatro paredes onde vive uma família a ela pertence. Quando algum assunto necessite extrapolar seus limites, o motivo deve ser para o equilíbrio e a manutenção do lar. Todas as vezes que deixamos que entrem ou saiam assuntos que não levem em consideração a harmonia do lar estaremos abrindo flancos perigosos para os ataques psíquicos. [...]
O campo do lar é pouso e, às vezes, morada de bons espíritos que encontram um refúgio para que possam proporcionar o bem entre os encarnados. Valorizá-lo como uma importante célula no organismo social é dever de quem o constituiu. Quanto mais assim o fizermos, mais estaremos seguros e no caminho adequado à nossa evolução espiritual. [...]
Manter psiquicamente um lar é tarefa que exige esforço, renúncia e abnegação. Não há vitória possível sem luta interna, sem esforço pessoal e sem doação de amor.
(Do livro Evangelho e Família, de Adenáuer Novaes)