quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Ano II – Rio das Ostras – Edição Março 2018

Editorial

A Mensagem Cristã
 
Não se reveste o ensinamento de Jesus de quaisquer fórmulas complicadas. 
Guardando embora o devido respeito a todas as escolas de revelação da fé com os seus colégios iniciáticos, notamos que o Senhor desce da Altura, a fim de libertar o templo do coração humano para a sublimidade do amor e da luz, através da fraternidade, do amor e do conhecimento. 
Para isso, o Mestre não exige que os homens se façam heróis ou santos de um dia para outro. Não pede que os seguidores pratiquem milagres, nem lhes reclama o impossível. 
Dirige-se a palavra d’Ele à vida comum, aos campos mais simples do sentimento, à luta vulgar e às experiências de cada dia. 
Contrariamente a todos os mentores da Humanidade, que viviam, até então, entre mistérios religiosos e dominações políticas, convive com a massa popular, convidando as criaturas a levantarem o santuário do Senhor nos próprios corações. 
Ama a Deus, Nosso Pai - ensinava Ele -, com toda a tua alma, com todo o teu coração e com todo o teu entendimento. 
Ama o próximo como a ti mesmo. Perdoa ao companheiro quantas vezes se fizerem necessárias. Empresta sem aguardar retribuição.
 Ora pelos que te perseguem e caluniam.  Ajuda aos adversários. Não condenes para que não sejas condenado.
 A quem te pedir a capa cede igualmente a túnica.
 Se alguém te solicita a jornada de mil passos, segue com ele dois mil.
 Não procures o primeiro lugar nas assembleias, para que a vaidade te não tente o coração.
 Quem se humilha será exaltado.
 Ao que te bater numa face, oferece também a outra.
 Bendize aquele que te amaldiçoa.
 Liberta e serás libertado.
 Dá e receberás.
 Sê misericordioso.
 Faze o bem ao que te odeia.
 Qualquer que perder a sua vida, por amor ao apostolado da redenção, ganhá-la-á mais perfeita, na glória da eternidade.
 Resplandeça a tua luz.
 Tem bom ânimo.
 Deixa aos mortos o cuidado de enterrar os seus mortos.
 Se pretendes encontrar-me na luz da ressurreição, nega a ti mesmo, alegra-te sob o peso da cruz dos próprios deveres e segue-me os passos no calvário de suor e sacrifício que precede os júbilos da aurora divina!
 E, diante desses apelos, gradativamente, há vinte séculos, calam-se as vozes que mandam revidar e ferir!... E a palavra do Cristo, acima de editos e espadas, decretos e encíclicas, sobe sempre e cresce cada vez mais, na acústica do mundo, preparando os homens e a vida para a soberania do Amor Universal.

(Mensagem de Emmanuel, do livro Roteiro de Francisco Cândido Xavier)




Tua Quota

         Diante da paisagem de conflitos morais e sofrimentos da mais variada classe, tem-se a impressão de que lavra um terrível incêndio na terra, com possibilidade de destruição total.
Guerras explodem sucessivas e ameaças de mais terríveis confrontos pairam no ar. Enfermidades de etiologia complexa dizimam vidas e bacilos, antes considerados vencidos, ressurgem super-resistentes(...). Paixões primitivas dominam o clima social sob as contundentes manifestações da agressividade, da delinquência, do uso das drogas, da busca de prazeres grotesco e do abuso do sexo que desorganizam a família e enlouquecem as criaturas (...). Neuroses múltiplas e psicoses tormentosas favorecem a incidência crescente de alienações profundas e de suicídios estúpidos (...).
... E os cataclismos sísmicos apavoram, periodicamente, os povos, mostrando que “as forças da natureza” que os cercam ainda não foram controladas, embora muitas sejam conhecidas e até detectadas.
Há, igualmente, muito amor agindo nesse magneto que gira nos espaços sob a escravidão gravitacional do Astro-rei.
Cientistas e pesquisadores exaurem-se na identificação das causas das enfermidades e dos males diversos que produzem sofrimento, a fim de os erradicar. Religiosos e pedagogos insistem na superação de programas de fé e de educação, amparando as mentes e os sentimentos antes que se estiolem, e mesmo depois que tal sucede. Sociólogos atentos e psicólogos preocupados intentam soluções imediatas, sacrificando interesses pessoais, a serviço da humanidade. Artistas e trabalhadores afadigam-se nas suas áreas de ação, doando alegria e propondo segurança. Movimentos de “não violência” somam-se aos dos “direitos humanos”, tentando a guerra para o passado e acabar com os crimes contra os indivíduos que padecem penosas injustiças políticas arbitrárias. Agremiações de “proteção aos animais” e vanguardeiros da “preservação da Natureza” lutam em favor do respeito à vida em todas as suas expressões. Entidades de classes, de minorias raciais, religiosas e sociais, promovem serviços de defesa dos fracos, dos desamparados, dos que sofrem infamantes descriminações.
No meio de tantos infortúnios, os dramas da humanidade (...) produzem estupor, comoção geral, a solidariedade latente nas outras criaturas.
O amor ainda comanda os homens, enfermos momentaneamente porque se negam a exteriorizá-lo em toda a sua potencialidade.
O amor está em tudo, pois é Deus aguardando oportunidade.
Não te recuses amar e demonstrá-lo, liberando-te das paixões entorpecedoras (...). Coloca no fogaréu a tua quota d’água que, embora insignificante, é de alta importância. Talvez não apague as labaredas crepitantes, no entanto, o teu exemplo influenciará outros companheiros (...) a que sigam o teu gesto.
Protesta contra o mal, agindo no bem.
Luta contra o crime, atuando na educação.
Levanta tua bandeira de paz, tornando-te pacífico em qualquer circunstância.
Vives uma hora de transição terrena e a dor deve ser vencida e assimilada, tornando-a valiosa experiência para evitar o desânimo ou o desequilíbrio futuro.
O momento é de desafio e ninguém deve se eximir à luta.
Reserva um pouco do teu tempo realizando, gratuitamente, algo de bom e de belo em favor do teu próximo, portanto da humanidade, e verás que se apagarão as chamas devoradoras que ameaçam de extinção a vida do planeta.
(Mensagem de Joanna de Ângelis, do Livro Otimismo de Divaldo Franco)




O Perdão no Lar

Cultivar o perdão no ambiente doméstico é capacitar-se para a convivência social plena. Só cresce quem sabe perdoar e abre o coração em acolhimento ao outro.
As relações podem gerar mágoas quando criamos expectativas para o comportamento dos outros. Essas mágoas vão se acumulando ao longo da Vida, são fomentadoras e geradoras de complexos e passíveis de serem somatizadas, apresentando-se como doenças.
Quando identificarmos atitudes realmente arbitrárias contra nós, devemos, para que se evite a mágoa, tentar compreender que também poderíamos ser capazes de cometer o mesmo equívoco da pessoa que nos atinge.
Importante lembrar que aquilo, que nos incomoda na atitude do outro, muitas vezes é decorrente da conexão que acontece entre aquele ato e algo em nosso psiquismo inconsciente ainda não resolvido. Provavelmente existem situações gravadas em nós que provocaram mágoa e raiva em alguém. Esses registros arquivados em nossa mente decorrem de várias experiências vividas nas existências reencarnatórias e que necessitam de atenção.
Perdoar é doar mais, isto é, não se permitir abrigar o egoísmo que só vê a si mesmo, compreendendo o equívoco do outro.
O cultivo do perdão começa na medida que se busca o reequilíbrio após discussões domésticas típicas do estresse e da falta de diálogo e sempre que se deixa de transferir responsabilidades para os outros. É comum buscar-se um culpado e isso é fomentador de revoltas, de sentimentos contaminados e de novas discussões.
 O perdão liberta o outro da culpa permitindo-lhe refletir sobre os acontecimentos que geraram as discussões. Abre-lhe o coração para o entendimento de si mesmo e do outro.
O perdão sugere a compaixão. Ela deve estar sempre presente quando dirigirmos o olhar sobre o outro que se encontra em equívoco ou em desequilíbrio de qualquer natureza. A compaixão nos permite abrir a mente e o coração simultaneamente para a empatia com o outro, fazendo-nos vibrar numa frequência que nos aproxima de Deus.
Para que o perdão realmente ocorra é preciso remover velhas feridas que ainda sangram no coração promovendo a mágoa. Antigas desavenças, velhas inimizades, ódios não aplacados, devem ser, em face do perdão, removidos para que o amor seja sentido em plenitude.
(Do Livro Evangelho e Família, de Adenàuer Novaes)


quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Ano II - Rio das Ostras - Edição fevereiro 2018

Editorial

Recapitulação

Cada dia, na Terra, a vida se te recomeça no coração.
Cada nascer do sol é nova luz para que aí nos desfaçamos da sombra que ainda nos obscurece o espírito.
E, nos círculos da evolução em que ainda te agitas, a claridade matinal é como que o convite sempre renovado para as obras do bem.
A Infinita Bondade do Céu te apagou a lembrança temporariamente, a fim de que o esquecimento te valorize a movimentação da consciência sempre livre para escolher.
Não te detenhas em dúvidas e incertezas.
Vale-te do dia para a sementeira do bem.
Cada pessoa que te busca é alguém que regressa de longe para auxiliar-te na edificação da felicidade ou para auxiliar-te no aprimoramento interior que necessitas desenvolver.
Cada problema que te preocupa é serviço que deixaste à distância, sem solução, retornando-te à esfera de trabalho, para o aclaramento do raciocínio ou para a melhoria do coração.
Cada sofrimento é a sombra que estendeste no passado e que volta ao presente, a fim de que a transformes em luz.
Cada aflição que te requisita a alma é o espinheiro que cultivaste no pretérito a reaproximar-se de ti, para que convertas os acúleos antigos em flores de amor para a imortalidade.
Vale-te das bênçãos do olvido temporário e dos valores potenciais de cada dia, trabalhando em favor da própria elevação, porque, mais tarde, a memória ser-te-á restaurada no santuário interno e abençoarás a dor e a luta de agora por preciosos recursos de reajuste, concórdia e sublimação.

(Mensagem de Emmanuel, do Livro Indulgencia de Francisco Cândido Xavier)



Vida em família

Há no homem alguma coisa mais, além das necessidades físicas: há a necessidade de progredir. Os laços sociais são necessários ao progresso e os de família mais apertados tornam os primeiros. Eis que os segundos constituem uma lei da Natureza. Quis Deus que, por essa forma, os homens aprendessem a amar-se como irmãos. A família é, pois [...] uma instituição divina, cuja finalidade precípua consiste em estreitar os laços sociais, ensejando-nos o melhor modo de aprendermos a amar-nos como irmãos. Nesse sentido, o relaxamento dos laços de família representa uma prática antinatural, uma [...] recrudescência do egoísmo.
De todas as associações existentes na Terra [...] nenhuma talvez mais importante em sua função educadora e regenerativa: a constituição da família. De semelhante agremiação, na qual dois seres se conjugam, atendendo aos vínculos do afeto, surge o lar, garantindo os alicerces da civilização. Através do casal, aí estabelecido, funciona o princípio da reencarnação, consoante as Leis Divinas, possibilitando o trabalho executivo dos mais elevados programas de ação do Mundo Espiritual.
Fácil entender que é assim justamente que nós, os espíritos eternos, atendendo aos impositivos do progresso, nos revezamos na arena do mundo, ora envergando a posição de pais, ora desempenhando o papel de filhos, aprendendo, gradativamente, na carteira do corpo carnal, as lições profundas do amor — do amor que nos soerguerá, um dia, em definitivo, da Terra para os Céus.
(Pauta de reflexão do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita)




Necessidade do trabalho

O trabalho [...] é lei da Natureza, mediante a qual o homem forja o próprio progresso, desenvolvendo as possibilidades do meio ambiente em que se situa, ampliando os recursos de preservação da vida, por meio das suas necessidades imediatas na comunidade social onde vive. Desde as imperiosas necessidades de comer e beber, defender-se dos excessos climatéricos até os processos de garantia e preservação da espécie, pela reprodução, o homem vê-se coagido à obediência à lei do trabalho. Sendo assim, o trabalho se impõe ao ser humano como uma necessidade porque é um [...] meio de aperfeiçoamento da sua inteligência. Sem o trabalho, o homem permaneceria sempre na infância, quanto à inteligência. Por isso é que seu alimento, sua segurança e seu bem-estar dependem do seu trabalho e da sua atividade. Ao extremamente fraco de corpo outorgou Deus a inteligência, em compensação. Mas é sempre um trabalho.
O trabalho, entendido como lei da Natureza, [...] é das maiores bênçãos de Deus no campo das horas. Em suas dádivas de realização para o bem, o triste se reconforta, o ignorante aprende, o doente se refaz, o criminoso se regenera. É [...] o guia na descoberta de nossas possibilidades divinas, no processo evolutivo do aperfeiçoamento universal. Nele [...] a alma edifica a própria casa, cria valores para a ascensão sublime.
Os Espíritos Orientadores nos esclarecem que o trabalho do homem [...] visa duplo fim: a conservação do corpo e o desenvolvimento da faculdade de pensar, o que também é uma necessidade e o eleva acima de si mesmo. O trabalho, em tese, para o ser em processo de evolução, configura-se sob três aspectos principais: material, espiritual, moral. Através do trabalho material, propriamente dito, dignifica-se o homem no cumprimento dos deveres para consigo mesmo, para com a família que Deus lhe confiou, para com a sociedade de que participa. Pelo trabalho espiritual, exerce a fraternidade com o próximo e aperfeiçoa-se no conhecimento transcendente da alma imortal. No campo da atividade moral, lutará, simultaneamente, por adquirir qualidades elevadas, ou, se for o caso, por sublimar aquelas com que já se sente aquinhoado.
(Pauta de reflexão do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita)


terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Ano I – Rio das Ostras – Edição Janeiro 2018

Editorial


Respeite Tudo

         Do cultivo da crença raciocinada, no santuário da Inteligência, nascem os frutos substanciosos da certeza no porvir.
          Da vontade de realizar o bem, surgem todos os empreendimentos duradouros no mundo.
          Do esforço disciplinado e incessante, nenhuma construção pode prescindir para permanecer equiparada na sua atividade específica.
          Dos sinais vivos e puros da fraternidade no próprio semblante ninguém pode fugir, se deseja alcançar a alegria real.
          Da busca criteriosa do conhecimento promana a atualização e a competência do trabalhador.
          Da utilização da hora presente, em movimento digno, decorrem a segurança e a tranquilidade merecida nas horas próximas.
 Da hierarquia de valores, sustentada pelas Leis Eternas, alma alguma conseguirá esquivar-se.
          Da fixação do mal no leito da estrada derivam-se todas as frustrações e todas as dores que perturbam a marcha do caminheiro.
         A vida constitui encadeamento lógico de manifestações, e encontramos em toda parte a sucessão contínua de suas atividades, com influenciação recíproca entre todos os seres, salientando-se que cada coisa e cada criatura procede e depende de outras coisas e de outras criaturas.
          Assim, respeite tudo, ame a todos e confie sempre na vitória do bem, para que você possa manter os padrões da verdadeira felicidade no campo íntimo, dentro do Campo Ilimitado da Evolução.

(Mensagem do Livro Estude e Viva de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira)

No Templo do Lar

Indiscutivelmente, o avanço científico do mundo estabelece múltiplos sistemas de cura na atualidade terrestre.
Vitaminas e hormônios, eletricidade e magnetismo, fluidos e melodias são recursos empregados no fortalecimento da saúde humana.
Acreditamos, no entanto, que o culto doméstico do Evangelho é a fonte real da medicina preventiva, sustentando as bases do equilíbrio físico-psíquico. 
O centro da vicia reside na mente e a mente se nutre de emoções e ideias. É que se coloca sob a orientação do Cristo, aceitando-Lhe o governo espiritual no campo íntimo, harmoniza-se com a Boa Lei, purificando propósitos, elevando atitudes e sublimando resoluções que edificam a consciência e o coração para a Vida Superior. 
Os princípios evangélicos são elementos de vida, e convenientemente aplicados no recesso do lar, sanam as chagas da maledicência, previnem a cólera destrutiva, curam os efeitos desastrosos da imprudência, afastam os perigos da antipatia gratuita, balsamizam as úlceras da desilusão e favorecem o clima da fraternidade e da confiança, suscetível de criar a felicidade verdadeira para quantos se empenham na evolução, no reajuste, na melhoria e na elevação. 
Pensar bem é edificar o que é bom. E somente Jesus é o Mestre do pensamento reto e purificado, a expressar em favor do erguimento comum, no repouso e no trabalho, no silêncio e no ruído, na dor e na alegria, que constituem importantes posições de nossa viagem para os cimos da vida. 
Cultivar o Evangelho, no santuário familiar, é nortear a nossa experiência para o Reinado de Deus, em nós e fora de nós. 
Criar semelhante serviço, pois, no domicílio de nossas almas, é simples dever, porquanto, pela palavra que ensina e ajuda, aprenderemos a abrir as portas do coração para que, na intimidade de nós mesmos, possamos sentir a Divina Presença de Jesus, nosso Mestre e Senhor. 
(Mensagem de Pio Ventania, do Livro Luz no Lar de Francisco Candido Xavier)


Reino Íntimo

Que a Terra ainda é um mundo de expiações e testes constantes, não há que duvidar. Dificuldades e obstáculos repontam de toda parte. Entretanto, em qualquer situação, ser-nos-á possível criar um mundo à parte, em que a paz nos ilumine em direção do futuro. Encontrarás, talvez, os que te golpeiam o coração, lesando-te o campo afetivo, qual se compromissos assumidos nada valessem, ante a dominação do prazer; contudo, podes assegurar a tranquilidade própria, com o esquecimento de semelhantes agressões, nas quais os agressores se fazem infelizes por eles mesmos. Terás pela frente, em muitas ocasiões, a perseguição e a injustiça; no entanto, saberás imunizar-te contra os males do ressentimento, desculpando as injúrias. Provavelmente, conhecerás grandes perdas de amigos aos quais te empenhaste, de alma e coração; todavia, surpreenderás na própria fé a energia para reiniciar a construção de tua segurança, na certeza de que a cada um de nós a vida atribuirá isso ou aquilo, segundo as nossas próprias obras. Perderás, talvez, afeições numerosas que te deixarão a sós, nos instantes difíceis, porém, saberás agir compreensivamente, buscando o bem, com o olvido de todo mal, e assim aprenderás a identificar os verdadeiros amigos, elegendo em teu favor uma seleção de companheiros capazes de amparar-te e de entender-te nos encargos que foste chamado a cumprir. O mundo é um palco imenso de provas e tribulações, funcionando à maneira de escola em que se nos apresentam vários tipos de educação e aprimoramento, mas nessa área imensa de lutas, podes perfeitamente criar, nos recessos da alma, a fé e a serenidade, a coragem e a fortaleza que podem garantir a paz e a segurança dentro de ti.
(Mensagem de Emmanuel, do Livro Inspiração de Francisco Cândido Xavier)


sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Ano I – Rio das Ostras – Edição Dezembro 2017

Editorial


Vivendo em plenitude

Se julgas que viver bem é usufruir de posses que impeçam a aflição da necessidade, ser profissionalmente bem-sucedido ou ainda ter a possibilidade de residir em condições diferenciadas de luxo e ambição, sem precisar conter nem gastos, nem os desejos às vezes insanos, não sabes realmente o que é viver.
Segues pela vida sem te dar conta de que és escravo constante de variados modismos e te impõe a obrigação de estar sempre à altura de supostos amigos que usufruem contigo esses bens que supostamente te ornam a existência.
No entanto, essas posses pertencem à cadeia econômica do planeta e não o deixarão contigo à hora de partir. Nesse momento mudarão de mãos, como tantas vezes já o fizeram até chegar às tuas, às quais não destróis e sacrificas, que choras e anseias. É por elas que esqueces a tua origem divina e a tua destinação final.
Percebe a tempo que és apenas mais um elo da infinita corrente por onde os bens transitarão sem pertencer a ninguém de forma definitiva.
Eles existem para serem usufruídos com equilíbrio, enquanto te pertencerem, sem açular do egoísmo e o orgulho que aprisionam as almas como pássaros em gaiolas douradas e, mesmo cheias de beleza, não lhes permitem o voo da liberdade.
Não condiciones a felicidade à opulência, pois muitos que nesta vivem são tristes e solitários e escondem atrás de joias e rostos maquiados o sofrimento de uma alma atônita e aflita, sem eira nem beira, distante de Deus.
Se não fazes parte do círculo dos agraciados com a fortuna, não os invejes e nem tão pouco os ignores, pois às vezes tens muito mais a lhes oferecer do que todo o dinheiro que eles detêm poderia te dar. Eles não conseguem comprar a fé, nem a resignação, nem o amor.
Mostra-lhes que embora o corpo solicite eventuais adereços, a alma necessita seguir liberta dos grilhões que insistem em aprisioná-la a uma existência unicamente material.
Se vives a prova da riqueza, não esqueças dos que nada tem. Aprende a repartir e assim multiplicar os benefícios aos menos afortunados.
Somente assim adquirirás bens de valor inestimável que permitirão que deixes um dia a Terra sem te sentires deserdado ou solitário, porque soubeste viver em plenitude a vida que foi lhe concedida.
Não desprezes os que seguem contigo, nas figuras de familiares ou amigos próximos, pois eles são as oportunidades que tens de melhorar no quesito desprendimento, fazendo surgir novos valores que te passam despercebidos.
No próprio corpo encontrarás mil novos motivos para agradecer o que nenhum poder aquisitivo poderá comprar, como a perfeição do cérebro a experimentar cada detalhe da existência, regendo a orquestra da vida, célula a célula, sem que percebas ou possas interferir, apesar do suposto poder que te conferes.
Agradece a Deus a vida e vive-a na plenitude do amor, pois esse é o maior bem que qualquer alma poderá conquistar.
(Mensagem de Maria do Rosário Del Pilar, do Livro A conquista da felicidade – Eulália Bueno)






No dia 24 de novembro p.p., a Casa Espírita Suave Caminho realizou uma homenagem a nossa irmã Marilena da Silva Martins, que no próximo dia 11 de dezembro viaja para sua nova morada: Portugal.
     Desejamos que o Nosso Pai Maior e nosso amado Mestre Jesus a proteja, que lhe dê saúde, fé, sabedoria, perseverança, prosperidade, confiança e muito sucesso na sua nova jornada!

     Nossa querida irmã e amiga Marilena plantou sementes de amizades sinceras e hoje colhe os frutos doces de ter amigos verdadeiros...      Todos sentiremos saudades, e não vai ser pouca não, pois a amamos demais.
     Boa viagem Marilena!
     Tendo certeza de que será um até breve!



 O homem de bem

De acordo com os ensinamentos da Doutrina Espírita, o [...] Espírito prova a sua elevação, quando todos os atos de sua vida corporal representam a prática da lei de Deus e quando antecipadamente compreende a vida espiritual. Quando encarnado, o Espírito, nessas condições morais, constitui-se no protótipo do homem de bem.
Pode dizer-se que o [...] verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem.
Deposita fé em Deus, na Sua bondade, na Sua justiça e na Sua sabedoria. Sabe que sem a Sua permissão nada acontece e se Lhe submete à vontade em todas as coisas.
Têm fé no futuro, razão por que coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.
Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções são provas ou expiações e as aceita sem murmurar.
Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar paga alguma, retribui o mal com bem, toma a defesa do fraco contra o forte, e sacrifica sempre seus interesses à justiça.
Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos. Seu primeiro impulso é pensar nos outros, antes de pensar em si, é cuidar dos interesses dos outros antes do seu próprio interesse. O egoísta, ao contrário, calcula os proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa.
O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus. É todo aquele que vivencia o sentimento de caridade em todos os atos da sua existência.
Ainda, nesse contexto, é oportuno ressaltar que as qualidades do homem de bem são as que todo espírita sincero deve buscar para si mesmo. Isso porque o [...] Espiritismo não institui nenhuma nova moral; apenas facilita aos homens a inteligência e a prática da do Cristo, facultando fé inabalável e esclarecida aos que duvidam ou vacilam. Por isso, afirma Kardec: Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más.
(Pauta do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita)



Ante o natal

Considerando a alta significação do Natal em tua vida, podes ouvir e atender os apelos dos pequeninos esquecidos no grabato da orfandade ou relegados às palhas da miséria, em memória de Jesus quando menino; consegues compreender as dificuldades dos que caminham pela via da amargura, experimentando opróbrio e humilhação e dás-lhes a mão em gesto de solidariedade humana, recordando Jesus nos constantes testemunhos; abres os braços em socorro aos enfermos, estendendo-lhes o medicamento salutar, desejando diminuir a intensidade da dor, evocando Jesus entre os doentes que O buscavam, infelizes; ofereces entendimento aos que malograram moralmente e se escondem nos recantos do desprezo social, procurando-os para os levantar, reverenciando Jesus que jamais se furtou à misericórdia para os que os foram colhidos nas malhas da criminalidade, muitas vezes sob o jugo de obsessões cruéis; preparas a mesa, decoras o lar, inundas a família de alegrias e cercas os amigos de mimos e carinho pensando em Jesus, o Excelente Amigo de todos...
Tudo isto é Natal sem dúvida, como mensagem festiva que derrama bênçãos de consolo e amparo, espalhando na Terra as promessas de um Mundo Melhor, nos padrões estabelecidos por Jesus através das linhas mestras do amor.
Há, todavia, muitos outros corações junto aos quais deverias celebrar o Natal, firmando novos propósitos em homenagem a Jesus.
Companheiros que te dilaceraram a honra e se afastaram; amigos que se voltaram contra a tua afeição e se fizeram adversários; conhecidos caprichosos que exigiram alto tributo de amizade e avinagraram tuas alegrias; irmãos na fé que mudaram o conceito a teu respeito e atiraram espinhos por onde segues; colaboradores do teu ideal, que sem motivo se levantaram contra teu devotamento, criando dissensão e rebeldia ao teu lado; inimigos de ontem que se demoram inimigos hoje; difamadores que sempre constituíram dura provação. Todos eles são oportunidade para a celebração do Natal pelo teu sentimento cristão e espírita.
Esquece os males que te fizeram e pede-lhes te perdoem as dificuldades que certamente também lhes impuseste.
Dirige-lhes um cartão colorido para esmaecer o negrume da aversão que os manteve em silêncio e à distância nos quais, talvez, inconscientemente te comprazes.
Provavelmente alguns até gostariam de reatar liames... Dá-lhes esta oportunidade por amor a Jesus, que a todo instante, embora conhecendo os inimigos os amou sem cansaço, oferecendo-lhes ensejos de recuperação.
O Natal é dádiva do Céu à Terra como ocasião de refazer e recomeçar.
Detém-te a contemplar as criaturas que passam apressadas. Se tiveres olhos de ver percebê-las-ás tristes, sucumbidas, como se carregassem pesados fardos, apesar de exibirem tecidos custosos e aparência cuidada.
Explodem facilmente, transfigurando a face e deixando-se consumir pela cólera que as vence implacavelmente.
Todas desejam compreensão e amor, entendimento e perdão, sem coragem de ser quem compreenda ou ame, entenda ou perdoe.
Espalha uma nova claridade neste Natal, na senda por onde avanças na busca da Vida.
Engrandece-te nas pequenas doações, crescendo nos deveres que poucos se propõem executar.
Desde que já podes dar os valores amoedados e as contribuições do entendimento moral, distribui, também, as joias sublimes do perdão aos que te fizeram ou fazem sofrer.
Sentirás que Jesus, escolhendo um humílimo refúgio para viver entre os homens semeando alegrias incomparáveis, nasce, agora, no teu coração como a informar-te que todo dia é natal para quem o ama e deseja transformar-se em carta-viva para anunciá-lo às criaturas desatentas e sofredoras do mundo.
Somente assim ouvirás no imo d’alma e entenderás a saudação inesquecível dos anjos, na noite excelsa:
 “Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade, para com os homens” — vivendo um perene natal de bênçãos por amor a Jesus.
(Mensagem de Joana De Angelis no Livro Espírito e Vida de Divaldo Franco)

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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Ano I - Rio das Ostras - Edição Novembro 2017


Prezados irmãos de caminhada,

O Conselho Espírita do Estado do Rio de Janeiro – CEERJ – após encontros e seminários desenvolvidos em todo Estado, e pela sua função de órgão federativo, tem a tarefa de emitir diretrizes, discutir propostas, receber e divulgar subsídios voltados para o bom desenvolvimento das atividades nas Casas Espíritas.
As informações que compõem a Coleção Diretrizes Doutrinárias do CEERJ, fazem parte das recomendações da Federação Espírita Brasileira, através das reuniões no Conselho Federativo Nacional e da Comissão Regional Sul, fundamentadas nas obras básicas da Doutrina Espírita e dos bons espíritos que nos tem brindado com informações preciosas.
O Conselho Estadual Espírita de Unificação do Movimento Espírita do Estado do Rio de Janeiro – CEEU - só reconhece como legítimos Centros Espíritas as Instituições que vivenciam a Doutrina Espírita tal como está claramente definido nas Diretrizes Doutrinárias, aprovadas em reunião de 30 de maio de 2004.
Desta forma, a Casa Espírita Suave Caminho está procurando adequar-se à estas Diretrizes, visando a uniformidade no funcionamento de suas diversas atividades, distribuídas em seus sete departamentos. Para isso, contamos com a participação de todos os tarefeiros e voluntários que doam seu tempo e amor, na concretização dos objetivos da CESC.
Teremos em nossa casa espírita, no dia 25 deste mês, uma reunião onde esperamos contar com a presença de todos os seus tarefeiros, tomando ciência das propostas que serão apresentadas pelos representantes do CEERJ e pela diretoria da casa.
Para aqueles que tenham interesse em conhecer, antecipadamente, o que ditam as Diretrizes Doutrinárias do CEERJ, segue abaixo alguns dos links para consulta prévia, bem como os links do nosso Regimento Interno e Estatuto da Casa Espírita Suave Caminho.







RENOVAÇÃO 
As revelações dos Espíritos convidam naturalmente a ideais mais elevados, a propósitos mais edificantes.
Para as inteligências realmente dispostas à renunciação da animalidade, são elas sublime incentivo à renovação interior, modificando a estrutura fluídica do ambiente mental que lhes é próprio. 
Se a civilização exige o desbravamento da mata virgem, para que cidades educadas surjam sobre o solo e para que estradas se rasguem soberanas, é indispensável a eliminação de todos os obstáculos, à custa do sacrifício daqueles que devotam ao apostolado do progresso. 
A Humanidade atual, em seu aspecto coletivo, considerada mentalmente, ainda é a floresta escura, povoada de monstruosidades. 
Se nos fundamentos evolutivos da organização planetária encontramos os animais pré-históricos, oferecendo a predominância do peso e da ferocidade sobre quaisquer outros característicos, nos alicerces da civilização do espírito ainda perseveram os grandes monstros do pensamento, constituídos por energias fluídicas, emanadas dos centros de inteligência que lhes oferecem origem. 
Temos, assim, dominando ainda a formação sentimental do mundo, os mamutes da ignorância, os megatérios da usura, os iguanodontes da vaidade ou os dinossauros da vingança, da barbárie, da inveja ou da ira. 
As energias mentais dos habitantes da Terra tecem o envoltório que os retém à superfície do Globo. Raros são aqueles cuja mente vara o teto sombrio com os raios de luz dos sentimentos sublimados que lhes fulguram no templo íntimo. 
O pensamento é o gerador dos infracorpúsculos ou das linhas de força do mundo subatômico, criador de correntes de bem ou de mal, grandeza ou decadência, vida ou morte, segundo a vontade que o exterioriza e dirige. E a moradia dos homens ainda está mergulhada em fluidos ou em pensamentos vivos e semicondensados de estreiteza espiritual, brutalidade, angústia, incompreensão, rudeza, preguiça, má vontade, egoísmo, injustiça, crueldade, separação, discórdia, indiferença, ódio, sombra e miséria... 
Com a demonstração da sobrevivência da alma, porém, a consciência humana adquire domínio sobre as trevas do instinto, controlando a corrente dos desejos e dos impulsos, soerguendo as aspirações da criatura para níveis mais altos. 
Os corações despertados para a verdade começam a entender as linhas eternas da justiça e do bem. A voz do Cristo é ouvida sob nova expressão na mais profunda acústica da alma.
Quem acorda converte-se num ponto de luz no serro denso da Humanidade, passando a produzir fluidos ou forças de regeneração e redenção, iluminando o plano mental da Terra para a conquista da vida cósmica no grande futuro. 
Em verdade, pois, nobre é a missão do Espiritismo, descortinando a grandeza da universalidade divina à acanhada visão terrestre; no entanto, muito maior é muito mais sublime é a missão do nosso ideal santificante com Jesus para o engrandecimento da própria Terra, a fim de que o Planeta se divinize para o Reino do Amor Universal.
(Mensagem de Emmanuel, do Livro Roteiro de Francisco Candido Xavier)



Inimizade entre irmãos

As brigas entre irmãos são naturais. Afinal, luta-se por espaço, pelo domínio do ambiente e do controle das situações, resquícios da experiência animal presente no ser humano. Há limites para os pais permitirem que a situação perdure. O trabalho de conciliação deve ser constante, principalmente durante a infância e a adolescência. Na maioria dos casos são inimigos de tempos remotos que reencarnam como irmãos consanguíneos a fim de que juntos aprendam a lei de Amor.
Em geral o orgulho e a rigidez mental impedem que se reconciliem. Só a educação e o contato familiar poderão alterar a situação. Os pais devem estar atentos para promover o necessário respeito de um pelo outro para que a contenda não perdure por mais outra encarnação. Deve-se evitar deixar de dar razão a qualquer um deles quando a situação assim se justificar, pois, sob pretexto de ficar neutro pode-se ser injusto. Mesmo sendo dada a razão a quem a tenha, deve-se, posteriormente, conversar com quem ocupou aquele lugar sobre a necessidade de evitar a contenda, tendo em vista que o outro irá nutrir o natural sentimento de vingança.
Àquele que não tinha razão, deve-se expor o motivo pelo qual ele se equivocou e como poderá proceder quando algo semelhante ocorrer. É imprescindível que sempre haja o diálogo de mediação para que os direitos sejam respeitados.
É também importante lembrar que, quando a causa geradora da inimizade vem de vidas passadas, no inconsciente de cada um deles estará a contenda anterior, a qual, naquele que se sentiu injustiçado, gerará a postura de quem deseja alguma desforra ou compensação. Isso poderá ser observado quando a razão costuma estar, muitas vezes, do lado de um deles, o qual, via de regra, não foi o injustiçado do passado.
[...]Briga-se por causa de objetos insignificantes, por sentimentos não resolvidos, por palavras mal colocadas, por agressões voluntárias ou não, pela disputa de poder, dentre outros. Em todos os casos alguém não tem razão ou ambos. Quando um dos dois tem razão, o outro, se quiser, pode mudar a situação renunciando ao seu direito de conquistar seu opositor. Nem sempre a renúncia é possível, visto que, às vezes, os bens e valores envolvidos são muito caros a ambos. Quando a renúncia está presente, ambos ganham.
[...] É importante que os pais fiquem atentos a fim de passar aos filhos a existência de uma justiça maior que a todos vê e age com amorosidade no momento adequado. Devem os pais ensinar a lisura nas relações e a honestidade em tudo que se faça, pois a ausência delas costuma provocar o ressurgimento de velhas desavenças que já poderiam ter sido eliminadas.
“Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.”
[...] A paz interior é fundamental para sermos pacificadores e para evitarmos as contendas que porventura venhamos a ter com alguém. Nenhum de nós sabe exatamente sobre o seu passado para afirmar categoricamente que não tenha tido inimigos. Eles costumam aparecer na encarnação quando menos esperamos, portanto devemos estar preparados com a paz a fim de quebrarmos o padrão repetitivo de litígio. É típico das inimizades entre irmãos a disputa de poder pela atenção das pessoas, pelos sentimentos de alguém ou pelos bens materiais. Em qualquer dos casos é imprescindível educar o espírito para a renúncia e o desapego. Isso se consegue toda vez que se doa amor àquele que reivindica o que não lhe é devido.
(Do Livro Evangelho e Família de Adenáuer Novaes)


sábado, 30 de setembro de 2017

Ano I – Rio das Ostras – Edição Outubro 2017

Editorial

Quando Compreenderes

Quando compreenderes que deves a ti mesmo a conquista da paz, nada mais te deterá os passos na senda do bem. Quando compreenderes que és o artífice de tua felicidade, nada mais conseguirá impedir-te de trabalhar por ela. Quando compreenderes que a tua alegria depende exclusivamente de ti, nada mais te induzirá ao desalento. Quando compreenderes que a tua vida é o resultado de tuas atitudes, nada mais te desviará do cumprimento do dever. Quando compreenderes, enfim, que a colheita de hoje corresponde exatamente à semeadura de ontem, nada mais lamentarás a não ser a tua própria falta de discernimento no instante de escolher a semente que, deliberadamente, lançastes ao solo da vida.

(André Luiz, do livro Páginas de fé, de Francisco Candido Xavier)


Afinidade
  
O homem permanece envolto em largo oceano de pensamentos, nutrindo-se de substância mental, em grande proporção.
 Toda criatura absorve, sem perceber, a influência alheia nos recursos imponderáveis que lhe equilibram a existência.
 Em forma de impulsos e estímulos, a alma recolhe, nos pensamentos que atrai, as forças de sustentação que lhe garantem as tarefas no lugar em que se coloca.
 O homem poderá estender muito longe o raio de suas próprias realizações, na ordem material do mundo, mas, sem a energia mental na base de suas manifestações, efetivamente nada conseguirá.
Sem os raios vivos e diferenciados dessa força, os valores evolutivos dormiriam latentes, em todas as direções.
A mente, em qualquer plano, emite e recebe, dá e recolhe, renovando-se constantemente para o alto destino que lhe compete atingir.
 Estamos assimilando correntes mentais, de maneira permanente.
De modo imperceptível, “ingerimos pensamentos”, a cada instante, projetando, em torno de nossa individualidade, as forças que acalentamos em nós mesmos.  
Por isso, quem não se habilite a conhecimentos mais altos, quem não exercite a vontade para sobrepor-se às circunstâncias de ordem inferior, padecerá, invariavelmente, a imposição do meio em que se localiza.
Somos afetados pelas vibrações de paisagens, pessoas e coisas que cercam.  
Se nos confiamos às impressões alheias de enfermidade e amargura, apressadamente se nos altera o “tônus mental”, inclinando-nos à franca receptividade de moléstias indefiníveis.
Se nos devotamos ao convívio com pessoas operosas e dinâmicas, encontramos valioso sustentáculo aos nossos propósitos de trabalho e realização.  
Princípios idênticos regem as nossas relações uns com os outros, encarnados e desencarnados.  
Conversações alimentam conversações.
Pensamentos ampliam pensamentos.
Demoramo-nos com que se afina conosco.
 Falamos sempre ou sempre agimos pelo grupo de espíritos a que nos ligamos.
 Nossa inspiração está filiada ao conjunto dos que sentem como nós, tanto quanto a fonte está comandada pela nascente.
 Somos obsidiados por amigos desencarnados ou não e auxiliados por benfeitores, em qualquer plano da vida, de conformidade com a nossa condição mental.
 Daí, o imperativo de nossa constante renovação para o bem infinito.
 Trabalhar incessantemente é dever.
 Servir é elevar-se.
 Aprender é conquistar novos horizontes.
 Amar é engrandecer-se.
 Trabalhando e servindo, aprendendo e amando, a nossa vida íntima se ilumina e se aperfeiçoa, entrando gradativamente em contato com os grandes gênios da imortalidade gloriosa.


A família e a opção religiosa

As religiões devem unir pessoas. Quando ela estiver entre dois seres humanos, separando-os, deve dar lugar ao respeito de parte a parte e ao amor incondicional.
Quem ama deve libertar-se da exigência em querer fazer do outro uma cópia de si mesmo.
As religiões são criações humanas sob inspiração divina. A parte humana ainda contém a sombra coletiva do mal e a parte divina nos insere na dimensão do amor universal.
Quando a família se encontra unida na mesma opção e ação religiosas, Deus é cultuado no coração de cada um de seus membros.[...]
Os pais não devem transferir a responsabilidade quanto à educação religiosa para a escola, para o templo ou para os grupos sociais de que seus filhos fazem parte, salvo em assuntos cujos valores básicos já estejam sendo ou tenham sido assimilados por eles. Aqueles que se decidiram por constituir uma família devem entender que há desafios nesta que não podem ser transferidos para a sociedade. Compete aos pais proporcionar os meios adequados para que seus filhos encontrem condições de viver em sociedade a partir de valores morais elevados. [...]
Os pais devem compreender que a melhor forma de educar seus filhos é através do exemplo, do carinho e do amor que lhes dediquem. A religião que eles pretendam passar para seus filhos deve conter esses princípios em sua prática.
A religião pessoal não está escrita em nenhum lugar do mundo. Ela deverá ser colocada no coração e na prática diária do ser humano. Não deve conter códigos rígidos nem princípios que não possam conter a humildade e o amor ao próximo.
[...]Psicologicamente ela deve servir como âncora na qual se possa garantir a vida. Essa âncora será o último recurso quando o espírito se encontre em seu limite máximo de sofrimento. Porém, ela também funcionará nos momentos de alegria e de felicidade.
Hoje a religião deve libertar sem culpar; deve ensinar sem impor; deve educar com amor, visando a felicidade do Espírito.
(Do livro Evangelho e Família de Adenáuer Novaes)




Psicografia recebida em 20/09/2017 pela médium Fernanda

O amor, tão difundido por Jesus é o maior remédio para todas as dores desta humanidade.
O amor, restaura as forças que durante a reencarnação vão se exaurindo. Só ele pode permanecer dentro de nós.
O amor nos renova a paz interior, nos refaz a saúde física e mental.
O amor nos aproxima da espiritualidade benfazeja e nos leva à razão do bem e do mal, sempre nos mostrando a verdade.
O amor é o princípio e o fim de tudo, foi assim que Deus desejou e nós, seus filhos, devemos entender as suas leis, e aprendermos a amar o próximo e a nós mesmos, para que tenhamos em nosso livre arbítrio soluções adequadas a nossa jornada.
Amigos, o amor é recomendado em todas as situações aonde haja dor ou alegria. Vamos conjugar esse verbo em todos os tempos e poderemos realmente entender o amor que Jesus quis que aprendêssemos.
Vamos amar, para que as luzes do infinito abençoado por Deus nos abracem.
Um irmão da Casa.