domingo, 31 de maio de 2020

Ano IV - Rio das Ostras - Edição Junho 2020

Editorial

Há flores no caminho
Por mais que a sombra da tristeza nuble seus horizontes de ventura, lembre-se que em alguma parte, há flores no caminho.
Por mais que o pranto insista em molhar seu rosto, apagando a esperança do olhar, nunca esqueça que sempre há flores no caminho.
Mesmo que a solidão e o infortúnio teimem em roubar a sua alegria de viver, continue persistindo porque há flores no caminho.
Se o amor que julgava verdadeiro desertar de sua existência, não agasalhe a mágoa pesarosa, pois sempre é tempo de descobrir que há flores no caminho.
Se a morte arrebatar da sua convivência familiares queridos, deixando a desolação, corra para ver que há flores no caminho.
Se a vida em alguns momentos lhe parecer campo deserto onde somente surgirem os cactos da dor para acompanhar seus passos, insista em descobrir que há flores no caminho.
Se você estiver envolto num turbilhão de desespero e angústia sem divisar um horizonte promissor, saiba que esse momento lhe esconde que há flores no caminho.
Quando a sequência dos seus dias mais parecer um amontoado de noites tormentosas, acredite que haver um lindo alvorecer e com ele você descobrirá que há flores no caminho.
Se a ingratidão dos filhos machucar profundamente seu coração, tornando-o deprimido e infeliz, nunca olvide que há flores no caminho.
Se a doença amortalhar seu corpo e conduzir consigo toda a esperança da cura, continue confiando que há flores no caminho.
Mesmo que olhando ao seu redor tudo pareça convencer de que a vitória da iniquidade e do mal pode ser dada por certa, afirme a quem quiser ouvir que há flores no caminho.
Quando alguém atribuir a dos acontecimentos funestos à ausência de Deus, diga-lhe que Ele segue com todos c que é por isso que há flores no caminho.
Você mesmo, apesar dos sonhos desfeitos, das angústias desmedidas, da insistência no erro, da sucessão dos desenganos, da existência da dor, da sombra e do desespero que insistem em ficar, da fé titubeante, é um belo jardim que Deus legou à Terra e, por todos os lugares onde andar, verá surgirem flores em seu caminho.
Flores de amizade, flores de alegria, flores de renovação, flores de caridade, flores de luz, flores e mais flores no caminho entre você e Deus a lhe dizer que vale a pena continuar a jornada.
(Mensagem de Maria do Rosário Del Pilar, no livro A conquista da felicidade de Eulália Bueno)




O homem de bem
O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem.
Deposita fé em Deus, na Sua bondade, na Sua justiça e na Sua sabedoria. Sabe que sem a Sua permissão nada acontece e se Lhe submete à vontade em todas as coisas. Tem fé no futuro, razão por que coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.
Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções são provas ou expiações e as aceita sem murmurar. Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar paga alguma; retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte, e sacrifica sempre seus interesses à justiça.
Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos. Seu primeiro impulso é para pensar nos outros, antes de pensar em si, é para cuidar dos interesses dos outros antes do seu próprio interesse. O egoísta, ao contrário, calcula os proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa.
O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus. Respeita nos outros todas as convicções sinceras e não lança anátema aos que como ele não pensam.
Em todas as circunstâncias, toma por guia a caridade, tendo como certo que aquele que prejudica a outrem com palavras malévolas, que fere com o seu orgulho e o seu desprezo a suscetibilidade de alguém, que não recua à ideia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever de amar o próximo e não merece a clemência do Senhor.
Não alimenta ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas e só dos benefícios se lembra, por saber que perdoado lhe será conforme houver perdoado. É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que também necessita de indulgência e tem presente esta sentença do Cristo: "Atire-lhe a primeira pedra aquele que se achar sem pecado." Nunca se compraz em rebuscar os defeitos alheios, nem, ainda, em evidenciá-los. Se a isso se vê obrigado, procura sempre o bem que possa atenuar o mal.
Estuda suas próprias imperfeições e trabalha incessantemente em combatê-las. Todos os esforços emprega para poder dizer, no dia seguinte, que alguma coisa traz em si de melhor do que na véspera. Não procura dar valor ao seu espírito, nem aos seus talentos, a expensas de outrem; aproveita, ao revés, todas as ocasiões para fazer ressaltar o que seja proveitoso aos outros. Não se envaidece da sua riqueza, nem de suas vantagens pessoais, por saber que tudo o que lhe foi dado pode ser-lhe tirado.
Usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, porque sabe que é um depósito de que terá de prestar contas e que o mais prejudicial emprego que lhe pode dar é o de aplicá-lo à satisfação de suas paixões. Se a ordem social colocou sob o seu mando outros homens, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus; usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com o seu orgulho. Evita tudo quanto lhes possa tornar mais penosa a posição subalterna em que se encontram.
O subordinado, de sua parte, compreende os deveres da posição que ocupa e se empenha em cumpri-los conscienciosamente.  Finalmente, o homem de bem respeita todos os direitos que aos seus semelhantes dão as leis da Natureza, como quer que sejam respeitados os seus. Não ficam assim enumeradas todas as qualidades que distinguem o homem de bem; mas, aquele que se esforce por possuir as que acabamos de mencionar, no caminho se acha que a todas as demais conduz.
(O Evangelho segundo o Espiritismo Cap. XVII – Item 3)




 Querida família,
Finalmente, hoje pude aqui estar para falar com vocês sobre o que me aconteceu. Após meses de cama de uma doença que não pude me livrar, aqui estou para lhes dizer o que me aconteceu após o desencarne.
Pensei que fosse sofrer muito, mas a espiritualidade lá estava, junto com meus parentes que me antecederam, vovó Cremilda e vovô Pedro lá estavam com um abraço apertado. Me receberam e disseram para que eu nada temesse, pois seria encaminhado a um hospital espiritual para me recuperar. Ainda transtornado, sentia-me bem. O sofrimento que aí passei, quando encarnado, sumiu. E me senti muito bem, depois de ficar internado não sei por quanto tempo.
Fui levado a assistir palestras educativas, junto a outros irmãos que se encontravam em situação idêntica à minha. Levamos algum tempo nesta fase de aprendizado, aí pude entender o que estávamos destinados a fazer quando encarnados.
Peço atenção para nossas filhas Renata e Joana que estão numa fase de transição, necessitando de muito amor e atenção da parte de minha esposa Irene, que peço não deixar que a tristeza tome conta de todas. Estou bem e numa outra oportunidade me dirigirei novamente a vocês.
Beijos a todos, ao João, André e Paulo, que sigam seus projetos de vida. Um grande beijo para você Irene e até breve.
Paulo José de Freitas



Brilhe vossa Luz
Meu amigo, no vasto caminho da Terra, cada criatura procura o alimento espiritual que lhe corresponde à posição evolutiva.
A abelha suga a flor, o abutre reclama despojos, o homem busca emoções. Mas ainda mesmo no terreno das emoções, cada espírito exige tipos especiais.
Há sofredores inveterados que outra coisa não demandam além do sofrimento, pessimistas que se enclausuram em nuvens negras, atendendo a propósito deliberado, durante séculos. Suprem a mente de torturas contínuas e não pretendem construir senão a piedade alheia, sob a qual se comprazem.
Temos os ironistas e caçadores de gargalhadas que apenas solicitam motivos para o sarcasmo de que se alimentam.
Observamos os discutidores que devoram páginas respeitáveis, com o único objetivo de recolher contradições para sustentarem polêmicas infindáveis.
Reparamos os temperamentos enfermiços que sorvem tóxicos intelectuais, através de livros menos dignos, com a incompreensível alegria de quem traga envenenado licor.
Nos variados climas do mundo, há quem se nutra de tristeza, de insulamento, de prazer barato, de revolta, de conflitos, de cálculos, de aflições, de mentiras...
O discípulo de Jesus, porém —  aquele homem que já se entediou  das substâncias deterioradas da experiência transitória —, pede a luz da sabedoria, a fim de aprender a semear o amor em companhia do Mestre...
Para os companheiros que esperam a vida renovada em Cristo, famintos de claridade eterna, foram escritas as páginas deste livro despretensioso.
Dentro dele não há palavras de revelação sibilina.
Traduz, simplesmente, um esforço para que nos integremos no Evangelho, celeiro divino do nosso pão de imortalidade.
Não é exortação, nem profecia.
É apenas convite.
Convite ao trabalho santificante, planificado no Código do Amor Divino.
Se a candeia ilumina, queimando o próprio óleo, se a lâmpada resplende, consumindo a energia que a usina lhe fornece, ofereçamos a instrumentalidade de nossa vida aos imperativos da perfeição, para que o ensinamento do Senhor se revele, por nosso intermédio, aclarando a senda de nossos semelhantes.
O Evangelho é o Sol da Imortalidade que o Espiritismo reflete, com sabedoria, para a atualidade do mundo.
Brilhe vossa luz! — proclamou o Mestre.
Procuremos brilhar! — repetimos nós.
(Emmanuel no livro Vinha de Luz de Francisco Cândido Xavier)


quinta-feira, 30 de abril de 2020

Ano IV - Rio das Ostras - Edição Maio 2020


Editorial

A paz de cada um
Todos queremos a paz e vivemos em guerra. Essa contradição milenar, que caracteriza a imperfeição moral dos homens, foi bem definida pelo Apóstolo Paulo quando escreveu:
- “Miserável homem sou, que não faço o bem que desejo mas o mal que não quero!”
Se ele próprio, o abnegado servidor do Evangelho, que tudo deixou para seguir o Cristo e propagar a Sua mensagem, sentia na carne essa contradição, quanto mais a sentirão os que, como nós, dois mil anos depois, ainda não aprendemos a soletrar a palavra básica do ensino evangélico, que por sinal se constitui de apenas duas silabas: AMOR?
Há criaturas que se desesperam ante confrontos desta natureza.
Mas devemos lembrar-nos de que a Terra é uma escola em que as gerações se sucedem, recebendo as lições cada qual a seu tempo. De Paulo aos nossos dias, muitos alunos completaram o curso e saíram vitoriosos da escola terrena para instituições educacionais superiores.
Temos a vantagem de contar com os exemplos e as experiencias dos aprendizes que nos antecederam. E a vantagem de contar atualmente com as lições que nos enviam, através da mediunidade, os ex-alunos que se elevam, como Emmanuel, à categoria de mestres.
A paz do mundo depende da paz de cada um. Porque o mundo dos homens é feito pelos homens.
Deus crio o mundo natural com todas as possibilidades de evolução e paz. E nos criou para também fazermos o nosso próprio mundo, o mundo de cada um dos e o mundo dos homens, aproveitando as nossas próprias possibilidades na conquista da paz.
Se nos convertermos no “recanto vivo da paz”, a que se refere Emmanuel, daremos ao mundo a paz que ele necessita. Se permanecermos como focos de guerras e desajustes, o mundo estará sempre conflagrado pelas nossas contradições e as nossas injustiças.
Nos seus comentários à questão 789 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec assinala: “A Humanidade progride através dos indivíduos que se melhoram pouco a pouco e se esclarecem. Quando estes se tornam numerosos, tomam a dianteira e arrastam os outros”.
Se queremos, pois, lutar pela paz, façamos a paz em nós mesmos, e Deus nos ajudará a estendê-la ao mundo.
(Mensagem de irmão Saulo, no Livro Diálogo dos Vivos de Francisco Candido Xavier e J. Herculano Pires)



O dever
O dever é a obrigação moral da criatura para consigo mesma, primeiro, e, em seguida, para com os outros. O dever é a lei da vida. Com ele deparamos nas mais ínfimas particularidades, como nos atos mais elevados. Quero aqui falar apenas do dever moral e não do dever que as profissões impõem.
Na ordem dos sentimentos, o dever é muito difícil de cumprir-se, por se achar em antagonismo com as atrações do interesse e do coração. Não têm testemunhas as suas vitórias e não estão sujeitas à repressão suas derrotas. O dever íntimo do homem fica entregue ao seu livre-arbítrio. O aguilhão da consciência, guardião da probidade interior, o adverte e sustenta; mas, muitas vezes, mostra-se impotente diante dos sofismas da paixão. Fielmente observado, o dever do coração eleva o homem; como determiná-lo, porém, com exatidão? Onde começa ele? onde termina? O dever principia, para cada um de vós, exatamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranquilidade do vosso próximo; acaba no limite que não desejais ninguém transponha com relação a vós.
Deus criou todos os homens iguais para a dor. Pequenos ou grandes, ignorantes ou instruídos, sofrem todos pelas mesmas causas, a fim de que cada um julgue em sã consciência o mal que pode fazer. Com relação ao bem, infinitamente vário nas suas expressões, não é o mesmo o critério. A igualdade em face da dor é uma sublime providência de Deus, que quer que todos os seus filhos, instruídos pela experiência comum, não pratiquem o mal, alegando ignorância de seus efeitos.
O dever é o resumo prático de todas as especulações morais; é uma bravura da alma que enfrenta as angústias da luta; é austero e brando; pronto a dobrar-se às mais diversas complicações, conserva-se inflexível diante das suas tentações. O homem que cumpre o seu dever ama a Deus mais do que as criaturas e ama as criaturas mais do que a si mesmo. E a um tempo juiz e escravo em causa própria.
O dever é o mais belo laurel da razão; descende desta como de sua mãe o filho. O homem tem de amar o dever, não porque preserve de males a vida, males aos quais a Humanidade não pode subtrair-se, mas porque confere à alma o vigor necessário ao seu desenvolvimento.
O dever cresce e irradia sob mais elevada forma, em cada um dos estágios superiores da Humanidade. Jamais cessa a obrigação moral da criatura para com Deus. Tem esta de refletir as virtudes do Eterno, que não aceita esboços imperfeitos, porque quer que a beleza da sua obra resplandeça a seus próprios olhos.
André Luiz, em suas reflexões, nos diz que: “Obrigações materiais regem-se pelas leis humanas. Obrigações morais dependem de nós. Os deveres do coração, calçados nas lições de Jesus, são assunto de sua consciência, fora do alcance das legislações dos homens. Contudo, a menor dívida quanto a eles é alçada do Código Divino que usa o anestésico da misericórdia, mas não esquece o bisturi da justiça”.
(Instruções dos Espíritos no O Evangelho Segundo o Espiritismo Cap. XVII, Item 7; Comentários de André Luiz no livro Vivendo o Evangelho de Antônio Baduy Filho)




Olá, finalmente vou poder fazer um breve relato do que me aconteceu.
Estava eu dirigindo o meu carro quando começou a trovejar e chover, devo confessar que estava correndo um pouco além do permitido, pois queria chegar antes da chuva começar a cair; pois minha mãe Arlete me aguardava para o jantar, juntamente com meu pai Ernesto.
Dirigia já um pouco cansado, quando a chuva começou a cair e a estrada ficou com bastante água. Luzes passavam por mim rapidamente, deixando que eu ficasse às vezes cego de tanta luz que refletia na água da chuva.
De repente o carro começou a ficar com a direção leve, começou a planar, fazendo com que eu não tivesse mais o mínimo controle sobre a máquina.
Tudo em minha volta começou a rodar e o barulho de ferros ficou insustentável. Não vi, nem senti mais nada, acordei após algum tempo, que não sei quanto, quando fui recolhido por enfermeiros que se diziam a serviço do Pai.
Ainda estou abalado pelo ocorrido, mas já posso falar para vocês que estou melhor, me recuperando aos poucos, sinto muita falta de todos, do Paulo e de minha irmã Marisa, mas um dia voltarei.
Não deixem de ajudar a Maria, juntamente com meu filho Pedro.
Meu beijo a todos e a vida continua sempre com a permissão do Pai.
André Rogério do Nascimento



Prezados irmãos! Infelizmente a sua condição de encarnados os impossibilita de perceberem muitas nuances sutis, mas se não se colocarem à disposição, nem as mais grotescas serão percebidas.
O país está passando por fracos e fortes ajustes, uns no campo social, outros no tecnológico/científico e no moral também.
É necessário que todos se unam para que a Pátria do Evangelho seja o lugar fértil de ideias e pleno de diversidade. A espiritualidade designada para essa tarefa acompanha e orienta essa preparação. Está a postos, preocupada com a insistência de alguns, mas confiantes na possibilidade de evolução e de ganhar um salto expressivo. Porém, para que isso se realize de forma harmoniosa é necessário que os irmãos esqueçam as suas pendencias, abram mão do ego, optem por desejar o melhor para o coletivo.
Um capítulo dessa história já acabou e outro se inicia. Seu título é “ O que eu posso fazer para melhorar a humanidade”. Parece um projeto gigantesco para ti? Mas não é. A humanidade é você, é seu vizinho, é seu parente e são todas as comunidades e sociedade que compartilham esse planeta, nesse momento.
E o que fazer para melhorar a vida de cada um? Fazendo por eles o que gostaríamos que fizessem conosco.
Unam-se em oração, em desejo sincero de que toda e qualquer decisão seja para que a Terra evolua e que seus habitantes evoluam junto.
É uma pena que não possam ver o quanto são importantes as orações, os bons pensamentos, a boa ação, par ao campo energético do planeta. Ao mesmo tempo em que a cada torcida contra; cada deslize da fé ou cada segundo de desespero ou descrença, a Terra sofre solavancos que alteram as energias revitalizantes.
Então, irmãos, doutrinem-se na evolução, na correção dos próprios atos e pensamentos. Desejem o sucesso para todos e orem para que cada pensamento negativo seja substituído por uma vontade de fazer o correto.
Aos poucos é possível corrigir e reorganizar a proteção da Terra. Unidos poderemos corrigir, organizar e melhorar a convivência na Terra.


Escolhe o melhor para ti
Vives uma vida de escolhas difíceis. O mundo acena infinitas possibilidades de realização para desejos que acalentas há tanto tempo.
O progresso estimula os objetivos mais distantes pois parece tudo saber e conseguir.
 Os meios de comunicação se expandem e aperfeiçoam a cada segundo, tecendo redes de amizade por todo mundo, sem que te arredes do lar.
A tecnologia acena cada vez com mais novidades que sequer poderias supor existir algum dia.
A cultura rompe barreiras e avança resoluta parecendo capaz de desvendar todos os mistérios.
O consumo, antes dote das classes mais abastadas, se faz para todos, tornando necessidade o que anteriormente era supérfluo.
Sondas espaciais de alta precisão falam à Terra todos os dias, das belezas do cosmos infinito, atestando a grandiosidade de Deus.
Os abismos do mar já não guardam tantos mistérios, pois a ciência está desmistificando o desconhecido.
As doenças vão sendo vencidas através das fórmulas efetivadas pelas pesquisas bem-sucedidas de cientistas consagrados.
Mas, e dentro de ti? No mundo de ti mesmo, o quanto conheces?
Tuas dores morais não têm ainda suas causas conhecidas, muito menos tratamento estabelecido.
Sentes-te tantas vezes sufocado pela mesma tecnologia que abarrota a existência de novidades, sem ser capaz de secar uma única lágrima.
Embora tenhas infinitamente mais amigos, talvez recebas menos abraços e te encontres mais solitário.
Já paraste a avaliar o preço de tanto conforto ao dispor do teu corpo, sem, no entanto, saciar a sede de amor e paz de tua própria alma?
Crês mesmo que valha a pena viajar tanto para fora, atender a tantas solicitações, receber certificados de excelência intelectual e profissional e ter medo de estar a sós contigo?
Vives num meio que exerce constantes pressões sobre ti, mas não deves ceder a ponto de esqueceres quem és.
Jamais poderás esquecer que, aparentemente, sendo apenas mais um sobre a Terra, para Deus tu és um espírito especial, sem cópia, com riqueza de detalhes incomparáveis a demarcar tua alma.
Que te encontras de passagem sobre a Terra, aonde vieste para expandir e aperfeiçoar o amor acima de tudo.
Aproveita bem o que a vida pode te oferecer, mas não te esqueças de amar.
Amar sempre e cada vez mais, até conseguires fazê-lo aos outros na mesma intensidade com que te amas.
Somente assim, teu caminho será de luz e, ao deixaras a Terra, partirás pleno de ter vivido com a sabedoria de quem soube aproveitar tudo o que a vida no entanto, atar a alma a nada do que brevemente possuíste, porque dentro de ti o amor lembrava a cada instante que teu destino é a imensidão do amor.
(Mensagem de Maria do rosário del Pilar, no livro A conquista da felicidade de Eulália Bueno)



terça-feira, 31 de março de 2020

Ano IV - Rio das Ostras - Edição Abril 2020


Editorial

A Casa Espírita somos nós
Quando você conheceu a doutrina Espírita?
Em que momento o Consolador te acolheu e te ensinou uma nova forma de olhar a vida, convidando-o a assumir a responsabilidade dos seus passos?
Em que momento a sua reforma íntima te fez vencer as primeiras sombras percebidas e a olhar seu irmão difícil de caminhada como uma oportunidade de sublimação?
Você lembra da primeira vez que venceu o egoísmo e entendeu a máxima que "Fora da Caridade não há salvação"? Se você é Espírita, como eu, é bem provável que a Casa Espírita que você frequenta não esteja aberta neste momento. Pode ser que você tenha se sentido perdido, sem saber o que fazer no horário habitual de um curso, ou da tarefa que você executa há tantos anos, ou há poucos meses, e já estava tão acostumado... Pode ser que as palestras virtuais dos dias de hoje te pareçam mais frias, sem os abraços calorosos daqueles companheiros de jornada.
Mas o que é a Casa Espírita sem as pessoas? Apenas um imóvel vazio. Nestes dias, a sua, a minha Casa Espírita é uma casa de tijolos fechada.
Nestes dias, a Casa Espírita é você, sou eu, é aquele tarefeiro que fazia de tudo, e é aquele que estava lá, mas pouco se envolvia.
Nestes dias, estamos sendo convidados a perpetuar o que lá aprendemos, alguns durante uma vida toda, outros, durante alguns anos, ou por um dia.
Não há quem possa alegar desconhecer a mensagem. Nenhum de nós pode alegar ser ignorante completo. Por isso, é chegado o momento do nosso testemunho. De trabalhar onde quer que estejamos para ajudar a Jesus na elevação das vibrações do planeta, de socorrer com palavras amigas aquele irmão que se desequilibrou, de praticar a caridade dentro do nosso lar, de divulgar a doutrina Espírita, se preciso, com palavras!
Já nos dizem os benfeitores que, quando o trabalho surge, o trabalhador está pronto!
O convite está feito! Avante, irmãos!
(Mensagem da Diretoria da Casa espírita Suave Caminho aos amigos e tarefeiros, 27/03/2020)




Fiat Lux
“A Terra era vã e vazia; e as trevas cobriam a face do abismo... e disse, então Deus: ‘Faça-se a luz’; e a luz foi feita”. (Gênesis, 1:2 e 3)
Assim como a Terra no princípio, assim é hoje, espiritualmente, a sua sociedade, em que pese à presunção dos super-homens que a dirigem e orientam. As trevas envolvem a mente e os corações. No seio da Humanidade verifica-se a predominância daqueles dois traços que assinalaram os tempos primitivos; tudo é vão e primitivo.
Os magnos problemas sociais são ventilados através dos séculos e milênios. Sobre cada um deles avolumam-se uma avalanche de teorias e opiniões eivadas do personalismo dos seus respectivos autores. Muito se discute e muito se controverte. Nada obstante, os referidos problemas continuam insolúveis. A enfermidade e a dor, sob seus multiformes aspectos, continuam a todos flagelando. A miséria, o vício e o crime se alastram e se multiplicam como vivo protesto à decantada civilização hodierna. A guerra cruenta, impiedosa e bárbara prossegue seu curso, como outrora, na sua faina devastadora, espalhando a morte e a desolação por quase toda a face do planeta. O direito brutal da força predomina sobre a força serena do direito. A materialidade de protesto reinante abafa o surto de espiritualismo onde quer que ele ouse levantar seu brado de protesto ou alarme. As trevas cobrem a face do abismo!
Urge que, de novo, o Divino Verbo profira a excelsa sentença através dos arautos celestes. Fiat Lux. Sim, faça-se a luz no íntimo das almas que habitam o orbe terráqueo. Somente mediante tal acontecimento se logrará reformar o mundo, substituindo-se os usos e costumes selvagens pelos hábitos e maneiras consentâneas com os precípuos postulados da verdadeira civilização. As providências tomadas fora desse programa não passam de paliativos e remendos, com resultados muito relativos. Não será, jamais, com “Fly-tox” (tipo de inseticida) que se extinguirão os mosquitos, mas sim com medidas higiênicas de saneamento do solo onde aqueles insetos encontram meio propício à sua proliferação. Enquanto as trevas cobrirem a face do abismo, a Terra continuará sendo o teatro de lutas fraticidas, ambiência propícia a eclosão do crime e do vício, da miséria e da enfermidade. Os homens têm curado de tudo que concerne à matéria, relegando o Espírito para plano secundário. Vestiram o corpo de púrpura e linho finíssimo, deixando a alma esfarrapada, seminua, coberta de andrajos e molambos. Escolas que moralize e instruam, educando o coração e o cérebro da nossa infância e da nossa juventude – eis a grande, a maior de todas necessidades reclamadas pelo momento que atravessamos.
“Se é triste”, disse Victor Hugo, “ver um corpo morrendo por falta de pão, mais triste ainda é ver uma alma estiolando por falta de luz.”
Fiat lux! Dissipem-se as trevas que cobrem a face do abismo em que a materialidade do século precipitou o nosso orbe. Tudo o mais será dado de graça e por acréscimo.
(Mensagem de Vinícius no Livro Na Seara do Metre)




Meus filhos queridos André, Joana, Luiz e querido esposo José, é com grande alegria que aqui estou para dizer a vocês, através de nossos irmãos, tudo que tenho há muito tempo guardado para que possa repassá-lo a vocês.
Quando desencarnei, fui logo recebida por minha mãe Lídia e meu pai João que, até hoje, muito me auxiliam aqui neste plano em que me encontro.
Meus filhos, a vida continua, isto é, o espírito que todos somos não acaba sem a matéria. Sei que minha partida deixou vocês muito tristes e desorientados, mas com a ajuda da fé de todos, felizmente, tudo acabou voltando à normalidade. Sinto também muitas saudades de vocês, do José e de meus netos que, daqui onde me encontro, tenho acompanhado o desenvolvimento deles. Estão cada vez mais lindos, peço a Deus que os proteja sempre.
Gostaria de, daqui onde me encontro, enviar palavras de carinho, amor e confiança a todos, mantenham sempre viva em vocês a fé que nunca deve ser relegada ao esquecimento. Lembrem-se, Deus é Pai e, como tal, sempre quer o melhor para seus filhos, nunca deixem que o desânimo e o desamor possam atingir vocês, mantenham essa fé dentro de vocês sempre viva.
Peço que cuidem de seu pai, não deixem que caia em depressão, pois isto pode fazer muito mal a ele que já está com o organismo um pouco debilitado. Verifiquem se está tomando os remédios que o médico da Terra passou para ele.
Uma outra coisa que gostaria de dizer é que sigam sempre a religião que escolheram e façam da fé e da ajuda ao próximo a bandeira que norteará o caminho de vocês em direção a luz do Pai. Nunca deixem de ajudar aos necessitados de uma ajuda moral, material e até uma palavra amiga de conforto e carinho aos necessitados. Sei que saberão fazê-lo com dignidade e respeito, pois o legado que aí deixei, tenho certeza que germinou como uma planta em terreno fértil.
Tenho sentido a falta de todos, mas quando entram em oração e os pensamentos nos momentos de juntos passamos, minha alma, agora Espírito, se enche de alegria, fé e esperança em dias melhores a todos.
Acho que já falei demais, mas gostaria ainda de dizer que adoro a todos vocês, filhos, marido e netos. Aqui estamos sempre orando para que tenham uma encarnação profícua e de grande ajuda aos necessitados. Lembrem-se sempre de agradecer, sempre, ao Pai, a Jesus e a esta espiritualidade amiga pelo amor e respeito que existe entre vocês.
Um grande abraço para vocês, meus eternos amores, que Deus os abençoe sempre de sua mãe, esposa e amiga.
Psicografia de 12/02/2017



Amigos, hoje fazem mais de 40 anos que deixei o mundo dos encarnados. Eu tinha uma vida muito boa, uma mulher que me amava e filhos lindos, mas não dei valor a isso na época.
O que me contentava e alegrava o coração era dinheiro, muito dinheiro. Trabalhava muito e não dava a devida atenção a minha família. Não vi meus filhos crescerem e com muito arrependimento digo que não passo de um estranho que tem dinheiro para eles. Até o relacionamento com minha esposa era distante.
Um belo dia, no meio de uma discussão no trabalho, infartei e morri. Eu nunca quis sair dali muito tempo se passou e eu preso naquele escritório. A minha cegueira era tanta que eu não me dei conta do que aconteceu, permanecendo no mesmo lugar.
A misericórdia divina se compadeceu de mim e pode ser resgatado, num trabalho de amor dos irmãos e familiares. É muito ruim se apegar as coisas materiais dessa forma, colocando-as acima de tudo, se fechando para as verdadeiras coisas da vida, que são o amor e os bons sentimentos.
Agora, depois de muito estudo acho que já sei mais alguma coisa a respeito da vida. Estou me preparando para voltar ao palco da vida, com muito medo de errar de novo, de me deixar levar pelo brilho do ouro.
Devo nascer numa família modesta, para não me apegar demasiadamente as coisas e viver despretensiosamente. Peço a todos que orem por mim e por todos que estão na mesma situação, no limiar de voltar ao palco da vida na carne, mas com medo de errar novamente e cometa os mesmos erros. Trocar todo o amor da sua família, todo o trabalho no bem por coisas que enferrujam e perecem.
Jesus os abençoe. Que o Pai possa se compadecer de todos nós! Eufrásio Dantas
Psicografia de 02/02/2017


Mamãe, não fique triste, eu estou bem. Eu sei que foi um susto enorme para você e uma grande dor a minha partida tão repentina. Mas tudo ocorreu na hora certa e tinha de ser assim, estava na minha programação, por razões que eu, agora, não posso falar. Não foi castigo de Deus e nem culpa de ninguém.
Mamãe, console seu coração sabendo que eu estou bem, vivendo num curto plano e que um dia nos encontraremos de novo. Nossa distância é temporária!
Peça a Jesus o amparo para seguir caminhando, pois tem muitos que dependem de você neste momento. A vida continua!
Quando eu puder e tiver condições para isso, irei visitá-la e a todos os outros. Trabalhe em prol dos outros como sempre fez e isso com o tempo consolará o seu coração. No rosto de cada criança sofrida precisando de amparo veja o meu e os acolha com o mesmo amor que sempre me escolheu.
Dê minhas lembranças a todos, ao Marquinhos e ao papai Leonardo.
Fiquem na luz de Jesus e Maria! Um beijo carinhoso do seu filho Raphael dos Santos Aguiar. (Mamãe Maria da Glória)
Psicografia 13/03/2019



sábado, 29 de fevereiro de 2020

Ano IV - Rio das Ostras - Edição Março 2020


Editorial

Trabalhemos também  

“E dizendo: Varões, por que fazeis essas coisas? Nós também somos homens como vós, sujeitos às mesmas paixões.”   (Atos, 14:15) 

O grito de Paulo e Barnabé ainda repercute entre os aprendizes fiéis. A família cristã muita vez há desejado perpetuar a ilusão dos habitantes de Listra.
Os missionários da Revelação não possuem privilégios ante o espírito de testemunho pessoal no serviço. As realizações que poderíamos apontar por graça ou prerrogativa especial, nada mais exprimem senão o profundo esforço deles mesmos, no sentido de aprender a aplicar com Jesus.
O Cristo não fundou coma sua doutrina um sistema de deuses e devotos, separados entre si; criou virtuoso organismo de transformação espiritual para o bem supremo, destinado a todos os corações sedentos de luz, amor e verdade.
No Evangelho, vemos Madalena arrastando dolorosos enganos, Paulo perseguindo ideais salvadores, Pedro negando o Divino Amigo, Marcos em luta com as próprias hesitações; entretanto, ainda aí, comtemplamos a filha de Magdala, renovada no caminho redentor, o grande perseguidor convertido em arauto da Boa Nova, o discípulo frágil conduzido à glória espiritual e o companheiro vacilante transformado em evangelista da humanidade inteira.
O Cristianismo é fonte bendita de restauração da alma para Deus.
O mal de muitos aprendizes procede da idolatria a que se entregam, em derredor dos valorosos expoentes da fé viva, que aceitam no sacrifício a verdadeira fórmula de elevação; imaginam-nos em tronos de fantasia e rojam-se-lhes aos pés, sentindo-se confundidos, inaptos e miseráveis, esquecendo que o Pai concede a todos os filhos as energias necessárias à vitória.
Naturalmente, todos devemos amor e respeito aos grandes vultos do caminho cristão; todavia, por isto mesmo, não podemos olvidar que Paulo e Pedro, como tantos outros, saíram das fraquezas humanas para os dons celestiais e que o Planeta Terreno é uma escola de iluminação, poder e triunfo, sempre que buscamos entender-lhe a grandiosa missão.
(Mensagem de Emmanuel, do Livro Pão Nosso de Francisco Cândido Xavier)



A verdadeira propriedade

O homem só possui em plena propriedade aquilo que lhe é dado levar deste mundo. Do que encontra ao chegar e deixa ao partir goza ele enquanto aqui permanece. Forçado, porém, que é a abandonar tudo isso, não tem das suas riquezas a posse real, mas, simplesmente, o usufruto. Que é então o que ele possui? Nada do que é de uso do corpo; tudo o que é de uso da alma: a inteligência, os conhecimentos, as qualidades morais. Isso o que ele traz e leva consigo, o que ninguém lhe pode arrebatar, o que lhe será de muito mais utilidade no outro mundo do que neste. Depende dele ser mais rico ao partir do que ao chegar, visto como, do que tiver adquirido em bem, resultará a sua posição futura. Quando alguém vai a um país distante, constitui a sua bagagem de objetos utilizáveis nesse país; não se preocupa com os que ali lhe seriam inúteis. Procedei do mesmo modo com relação à vida futura; aprovisionai-vos de tudo o de que lá vos possais servir.
Ao viajante que chega a um albergue, bom alojamento é dado, se o pode pagar. A outro, de parcos recursos, toca um menos agradável. Quanto ao que nada tenha de seu, vai dormir numa enxerga. O mesmo sucede ao homem, a sua chegada no mundo dos Espíritos: depende dos seus haveres o lugar para onde vá. Não será, todavia, com o seu ouro que ele o pagará. Ninguém lhe perguntará: Quanto tinhas na Terra? Que posição ocupavas? Eras príncipe ou operário? Perguntar-lhe-ão: Que trazes contigo? Não se lhe avaliarão os bens, nem os títulos, mas a soma das virtudes que possua. Ora, sob esse aspecto, pode o operário ser mais rico do que o príncipe. Em vão alegará que antes de partir da Terra pagou a peso de ouro a sua entrada no outro mundo. Responder-lhe-ão: Os lugares aqui não se compram: conquistam-se por meio da prática do bem. Com a moeda terrestre, hás podido comprar campos, casas, palácios; aqui, tudo se paga com as qualidades da alma. És rico dessas qualidades? Sê bem-vindo e vai para um dos lugares da primeira categoria, onde te esperam todas as venturas. És pobre delas? Vai para um dos da última, onde serás tratado de acordo com tuas posses. (Pascal – Genebra 1860)
E André Luiz nos esclarece em suas reflexões que: “A viagem para o mundo espiritual exige preparo mais autêntico do que simples aparências.
Foges aos prazeres mundanos, mas criticas a escolha dos outros. Vives com moderação, mas condenas a conduta alheia. Ages com honestidade, mas não vences o egoísmo. Cultivas a oração, mas continuas intolerante. Dás a esmola, mas censuras o pedinte. Frequentas o templo, mas não afastas a vaidade. Auxilias a obra assistencial, mas alimentas o orgulho. Impões sacrifícios ao corpo, mas não perdoas a ofensa. Enalteces a fé, mas fraquejas na indulgencia. Estudas a religião, mas não aprendes a humildade.
Escolhe, pois, a bagagem certa para a jornada rumo à vida futura, a fim de que não deixes para trás a mochila da transformação intima.”
(Texto do ESSE Cap. XVI – Item 9 de Allan Kardec e do Livro Vivendo o Evangelho de Antônio Baduy Filho)



Gratidão, gratidão: eis o motivo que me reporto a todos vocês.
A emoção é grande, é com enorme alegria que hoje venho trazer notícias do mundo espiritual.
Trabalhadores desta casa de amor e caridade: Jesus os abençoe e fortaleça em todos os empreendimentos nesta abençoada jornada, na qual todos se prontificaram nessa tarefa de auxílio aos irmãos tão necessitados... de amor, aconchego e trazendo provisões necessárias a cada situação.
Queridos irmãos, sou exemplo “vivo” pois a morte não existe.
Na minha última roupagem entre vocês, fui nesta casa que obtive o apoio e a força necessária para minha caminhada.
Nesta casa fui acolhido e com o empenho de vocês ressurgi das cinzas. Estava morto e não via nenhuma saída para tanta dor instalada no âmago do meu ser.
Livramento, pois estava a ponto de desertar dessa vida.
Encontrei junto a vocês razões para continuar e caminhar. As respostas consoladoras do evangelho que me fortaleceu e continua a me fortalecer nessa nova paisagem em que tudo é muito mais amplo e esclarecedor.
Estou muito, muito feliz, trabalhando junto às crianças e ministrando o evangelho de Jesus.
Continuem o trabalho com gratidão e perseverando sempre.
Desistir nunca, pois muitas almas que estão mortas poderão ser resgatadas.
O trabalho de vocês é lindo e proveitoso, façam o máximo dentro de suas possibilidades. Nada fica perdido, tudo se transforma, no coração aflito e sem esperança; estou aqui para provar isso.
Avante amigos! A tarefa é grandiosa. A verdadeira vida é essa que vivo agora,
Zezinho.



Querido Mestre Jesus, obrigada pela oportunidade de aqui estar.
Eu hoje, estou bem, mas passei por momentos muito aflitivos quando aqui cheguei.
Eu sentia muita falta dos meus familiares, Fernando, meu marido, e João, meu filho. Eu não entendia o porquê de ter partido tão cedo, provocando tanto sofrimento à minha família encarnada.
Eu podia sentir suas dores, seu sofrimento me chamando tão vivamente que quando dei por mim estava lá na casa ao lado deles.
Isso não foi salutar nem pra mim e muito menos para eles. A minha presença desequilibrada piorava o sofrimento deles e eu não podia mudar a realidade das coisas, nem retroceder no tempo.
Só quando eles foram levados a uma casa Espírita por amigos e eu pude ser esclarecida, percebendo que minha presença fazia mais mal do que bem a eles.
Hoje, eu compreendo que os desígnios divinos são realmente o mais acertado e que eu tinha conhecimento próprio de que eu teria pouco tempo encarnada.
Minha família teria que seguir sem mim e tomar outro rumo.
Na realidade, não é minha família, nós não temos a posse de nada. Tudo nos é emprestado pelo Criador para nosso aprendizado; familiares são irmãos que vem nessa situação para ajuda, consolo ou harmonização; bens materiais nos servem com o propósito de aprendizagem, eles não nos pertencem, cada um precisa de uma modalidade, a abundancia e a escassez conforme o caso.
O apego nos prejudica e atrasa a nossa evolução, quando mais apegado, menos evoluído. Se nós tivéssemos essa visão das coisas, não sofreríamos tanto!
Que essa história sirva para esclarecer a todos sobre a posse e o apego às coisas e pessoas.
Que o Pai Maior derrame suas bençãos sobre todos vós!
Jesus os abençoe!
Irmã Paula.



Marco Antônio, meu filho, é com muita tristeza que esse triste velho lhe fala, mas é fala de conhecimento.
Mas agora não tenho paz em ver o que você está fazendo com sua vida, um dia tem seu filho, tem um pai de carne... Mas pra que eu tenha paz meu filho, tente perdoar meu filho. Tente perdoar meu filho.
Seu velho pai não deixa de orar pra você, que Nosso Senhor Jesus Cristo tenha perdão.
Um abraço saudoso, seu velho pai
José Carlos de Araújo
(Maria Rosa de Araújo e Marco Antônio de Araújo)



sábado, 1 de fevereiro de 2020

Ano IV - Rio das Ostras - Edição Fevereiro 2020


Editorial

O valor do Auxílio
O valor do auxílio não está na intenção do pedinte, mas na intenção do doador. Quem trabalha no bem deve dar sem olhar a quem. Ante a Vida Maior [...], o que vale é o que fazemos em favor do bem.
Se os que nos procuram trazem o coração envenenado, a mente cheia de suspeitas injustas e o ardil nos lábios, é evidente que são os mais necessitados. Pois pode haver maior necessidade do que aquela que ignora a si mesma?
Se os Espíritos Superiores não advertem o médium quanto às más intenções do consulente, é porque este deve ser socorrido, e o médium precisa aprender a auxiliar até mesmo quando enganado.
O resultado das boas ações é computado pela evolução. O galhofeiro de hoje evoluirá amanhã e acabará por envergonhar-se de si próprio.
Precisamos considerar que a Terra é ainda um reduto da ignorância. O consulente ardiloso ignora a extensão da sua maldade. Tanto assim que busca a verdade através da mentira. Não compreende a importância do ato mediúnico e por isso não pode avaliar o que faz. Age inconscientemente no uso da própria consciência. Pode haver maior alienação do que essa?
O médium, pelo contrário, está em plena posse da sua consciência voltada para o bem. Pode haver maior integridade moral no comportamento humano?
Mediunidade a serviço do bem é aprendizado como qualquer outro. Se o médium se sentisse infalível, estaria à beira da falência. É melhor falir entre os homens ou perante os homens, por amor, do que falir ente a Espiritualidade Superior por vaidade e orgulho.
A obra mediúnica sincera e nobre não é afetada por alguns episódios de prova. Os benefícios semeados através do trabalho digno não são depreciados pela maledicência e a ignorância.
Os que receberam o bem de que necessitavam saberão multiplicá-lo ao seu redor. Porque grande é o clamor dos que sofrem e mesquinho o esgar dos zombeteiros.
Prosseguir no bom combate, à maneira de Paulo, é o dever de todos os médiuns a serviço do bem.
(Mensagem de Irmão Saulo, no livro Diálogo dos Vivos de Francisco Cândido Xavier e J.Herculano Pires)



Parábola dos dois filhos

“Um homem tinha dois filhos.  Dirigindo-se ao primeiro, disse-lhe: ‘Meu filho vai trabalhar hoje na vinha.’ Respondeu ele: ‘Não quero’. Mas, em seguida, tocado de arrependimento foi. Dirigindo-se depois ao outro disse-lhe a mesma coisa. O filho respondeu: ‘Sim, pai!’ Mas não foi.”  (Mateus, 21: 28 a 30).

...Notemos bem a atitude do pai daqueles dois filhos, pois essa atitude reflete claramente as condições em que os homens se acham em relação a Deus, o Pai comum de toda a Humanidade. Ele dirigiu aos filhos um simples e natural chamamento, e o fez de modo que eles pudessem, sem constrangimento, aceitá-lo ou não. Não prometeu recompensas e favores ao que o atendesse, nem punição ao que o desobedecesse. Concedeu-lhes liberdade de ação. Espelha-se aí, nitidamente para os que tiverem olhos de ver, a relação em que estamos, nós, os homens, em face da Lei Natural que nos rege o destino. A lei é clara e simples, serena e justa. Um apelo, apenas: “Vai, hoje, trabalhar na minha vinha”, isto é, cumpre o teu dever; corrige-te, aperfeiçoa-te, procurando conhecer-te a ti mesmo. Não faças a outrem o que não desejas que os outros te façam. Ama o próximo como a ti mesmo, de vez que a cada um será dado segundo as suas obras, e não conforme a crença que adote, ou, ainda, as cerimônias que pratique... Res, non verba (Fatos, não palavras).
São dignas de nota as ligações desta historieta cuja singeleza condiz tão bem com a humildade e a sabedoria da escola cristã. Quanta nobreza e eloquência encerra a compostura do pai destes dois filhos! Na sua serenidade vê-se que ele conhece profundamente o temperamento dos filhos e sabe a maneira eficaz de conduzi-los. Conhece também as consequências, decorrentes da desobediência, que recairão sobre eles. Age, por isso, como onisciente e onipotente. Não tem pressa: confia e espera. Não ameaça com penalidades os desobedientes, nem acena com prêmios e pagas para ser atendido e respeitado. Não quer servos nem lacaios: quer filhos que reflitam o caráter e as qualidades paternas. Portanto, não age nem humilha: dá liberdade. Repetimos: quanta nobreza e quanta excelência na atitude dessa figura paterna concebida e plasmada pelo Divino Mestre para nos instruir e esclarecer acerca das relações entre Deus e os homens! Está patente, neste transe da parábola, o livre-arbítrio relativo que gozamos. Em tal, importa a condição de responsabilidade e, consequentemente, do mérito ou demérito de cada um.
(Reflexões do Livro Na Seara do Mestre de Vinícius)






Transcrição

Meus Queridos,
Eu, Ivo dos Santos, venho hoje mandar notícias minhas para minha família. Minha esposa Joana, meus filhos André e Eduardo e minha filha do coração Ângela.
Vocês sabem da minha dor, do quanto sofri com aquela doença que foi acabando comigo pouco a pouco, como uma vela que se apaga.
Felizmente, ainda vivo, eu tive a oportunidade de repensar as minhas atitudes perante a vida e tomar conhecimento Doutrina Espírita.
Esse conhecimento foi muito benéfico para mim, pois eu pude aceitar a minha condição com mais calma, sabendo que não era o fim. Também tinha alguma noção do que encontrar no lado de cá, mas nada é igualzinho ao que imaginamos na Terra, é muito melhor.
Não senti muito a minha partida, para mim foi um alívio. Vocês sentiram muito, muito mais que eu.
Fui amparado pelos irmãos e levado a um hospital no astral para refazimento e tratamento. Eu fiquei lá um bom tempo.
Hoje, eu estudo para conhecer melhor como são as coisas e presto serviços correspondentes a minha condição de aprendiz. Estou bem!
Vocês, minha família querida, eu acompanho por notícias que os amigos me trazem. Ainda não tenho permissão para visitas, preciso me equilibrar mais.
Sinto as preces que ainda fazes por mim, querida Joana, e me sinto tão bem.
O amor não morre nunca, e nos acompanha aonde quer que vamos. Amo vocês todos, do fundo da minha alma!
Que o Mestre Jesus os ampare e ilumine sempre! Um abraço apertado e carinhoso!
Do seu Ivo dos Santos.
(Psicografada em 16/02/2017)



Afetos
A afetividade é uma função que desenvolve as faculdades superiores do espírito, e que, quando nos dispomos a exercê-la, abre nossas potencialidades para o exercício e a descoberta de valores ligados à essência divina em nós. No processo de autotransformação existe a preocupação constante em relacionar-se com os outros de forma cada vez mais afetiva, buscando o aprimoramento nas relações a fim de torná-las emocionalmente mais equilibradas.
A principal maneira de testar como anda nossa afetividade é na relação com os familiares. São eles o nosso primeiro contato social e com os quais estabelecemos as primeiras projeções do mundo interior. Uma pessoa afetiva demonstra o nível em que se encontra na forma como se relaciona com seus pares em casa. Demonstrar afetividade com os familiares representa abrir seu coração para o entendimento com o outro sem cobranças ou exigências.
Resolvida a afetividade em casa podemos partir para estendê-la aos amigos, construindo relações sólidas e maduras, sem dependências ou hierarquias. São nossos amigos que nos situam na sociedade na medida que nos dão retorno de nosso comportamento coletivo. Outras vezes conseguimos estender aos familiares a maneira como nos relacionamos com amigos, facultando a ampliação das nossas relações afetivas.
Através do contato com as pessoas às quais amamos é que conseguimos o melhor de nossa afetividade. Seria ideal que transferíssemos o carinho que temos para com os que amamos aos que fazem parte de nossa convivência social obrigatória. No processo de autotransformação estamos constantemente ampliando nossas relações, consolidando as antigas e disponibilizando-nos às relações afetivas com estranhos.
Para que nos certifiquemos de nossa situação em relação à autotransformação, deveremos verificar quais foram as mudanças significativas que fizemos nos últimos cinco anos em face dos embates com o mundo. Dispondo-nos às modificações que a consciência nos exige, poderemos entrar na autotransformação sem nos expormos excessivamente ao mundo. A razão representou uma grande conquista para a aquisição da consciência no ser humano, e a administração das emoções é o passo seguinte para a entrada na transcendência espiritual.
(Reflexões do Livro Psicologia e Espiritualidade de Adenàuer Novaes)