sábado, 1 de julho de 2017

Ano I - Rio das Ostras - Edição Julho 2017

Editorial

Decálogo do Cotidiano

1 - Comece o dia acendendo no peito a luz da prece.
2 - Envie aos amigos um pensamento de amor e envolva os desafetos em vibrações de paz.
3 - Verifique a tua agenda e trace as tuas metas para hoje, de modo a não perder tempo.
4 - Estampe no rosto um sorriso fraterno e coloque rios lábios palavras de gentileza.
5 - Não te mostres pessimista, mas não esperes atravessar o dia sem problemas.
6 - Afasta-te da crítica destrutiva, procurando encorajar os companheiros nas lutas em que se empenham.
7 - Olvida os pequeninos aborrecimentos e esforça-te por superar esse ou aquele contratempo, predispondo-te a compreender e perdoar sempre.
8 - Aprende a guardar silêncio para que saibas falar no momento oportuno.
9 - Não deixes passar a oportunidade de fazer o bem a quantos se aproximem dos teus passos.
10 - Confia em Deus e persevera na trilha do dever na certeza de que, haja o que houver, a Misericórdia Divina te sustentará.

(Mensagem de André Luiz, no Livro Páginas de Fé de Chico Xavier e Carlos A. Bacelli)




O Valor da Oração

No Evangelho segundo o Espiritismo vemos que “O dever primordial de toda criatura humana, o primeiro ato que se deve assinalar a sua volta à vida ativa de cada dia, é a prece. Quase todos  vós orais, mas quão poucos são os que sabem orar!”
A prece é um ato de adoração.
Segundo Leon Denis, a prece deve ser uma expansão íntima da alma para com Deus, um colóquio solitário, uma meditação sempre útil, muitas vezes fecunda. É, por excelência, o refúgio dos aflitos, dos corações magoados. Nas horas de tristeza, de pesar íntimo e de desespero, quem não achou na prece a calma, o reconforto e o alívio a seus males?
É importante destacar que o evangelho nos ensina, nas palavras de Jesus que tudo o que pedirmos, em oração, crendo que receberemos, nos será atendido. E que devemos também aproveitar esse momento íntimo de relação direta com nosso  Eu Divino, para agradecer e perdoar.
Jesus nos deixou um roteiro de oração completo que é muito usado, mas pouco raciocinado em sua essência real. A oração do Pai Nosso nos ensina que a prece envolve adoração quando Santificamos o Nome do Pai; submissão quando nos colocamos sob a vontade Dele em todos os momentos; a confiança de que nossos pedidos serão supridos quando dizemos “o pão nosso de cada dia nos dai hoje”; a análise do perdão e da nossa responsabilidade perante a caridade com o próximo quando pedimos que “perdoe nossas ofensas assim como perdoamos aqueles que nos ofenderam”; e, por fim, a confiança no amparo constante da espiritualidade quando pedimos que “não nos deixe cair em tentação, mas livra-nos do mal”.
Pela prece, o homem se reveste do concurso dos bons Espíritos que acorrem a sustenta-lo em suas boas resoluções e a inspirar-lhe boas ideias, adquirindo, desse modo, a força moral necessária a vencer as dificuldades e buscar o caminho reto, se desse se afastou.
A importância da prece é evidenciada quando aprendemos a fazer distinções entre rezar e orar. Rezar é repetir palavras segundo fórmulas determinadas.
Orar é sentir. É traduzir nossos sentimentos mais íntimos em palavras, sem formulas ou moldes que os contenham. Orar é irradiar para Deus, firmando desse modo nossa comunhão com Ele.
A oração é o poder dos fiéis. A reza é o apoio dos descrentes, que ainda não tem firmeza em suas convicções morais e espirituais.
Percebe-se a eficácia da prece nos efeitos ou resultados obtidos. Toda prece elevada é um manancial de magnetismo criador e vivificante e toda criatura que cultiva a oração, com o devido equilíbrio do sentimento, transforma-se, gradativamente, em foco irradiante de energias da divindade.
O trabalho da prece é mais importante do que se pode imaginar no círculo dos encarnados. Não há prece sem resposta. E a oração, filha do amor, não é apenas súplica. É comunhão entre o Criador e a criatura, constituindo, assim, o mais poderoso influxo magnético que conhecemos. Sobre os que oram em tarefas benditas, fluem, das esferas mais altas, os elementos-força que vitalizam nosso mundo interior, edificando-nos as esperanças divinas, e se exteriorizam, em seguida, contagiados de nosso magnetismo pessoal, no intenso desejo de servir com o senhor.
 (Fontes diversas)







Infância

Muitos psicólogos modernos acreditam que as crianças devem ser entregues à inclinação espontânea, cabendo aos adultos o dever de auscultar-lhes a vocação, a fim de auxiliá-las a exprimir os próprios desejos.
Esquecem-se, no entanto, de que o trabalho e a reflexão vibram na base de todas as ações alusivas ao aprimoramento da natureza.
Se o cultivador aguarda valioso rendimento da planta, há que propiciar-lhe adubo e carinho.
Se o estatuário concebe a formação da obra-prima, não prescinde do amor no trato da pedra.
Se o oleiro aspira a plasmar uma ideia no corpo da argila, necessita condicioná-la em forma conveniente.
Se o construtor espera segurança e beleza no edifício que lhe atende à supervisão, não pode afastar-se da disciplina, ante o plano traçado.
Toda obra revela a fisionomia espiritual de quem a executa.
Além disso, treinam-se potros para corridas, instruem-se muares para tração, exercitam-se pombos para correio e amestram-se cães para tarefas salvacionistas.
Como relegar a criança à vala da indiferença?
Do berço humano surgem muitos santos e heróis, para tarefas sublimes, no entanto, em maior proporção, aí respiram, na moldura de temporária inocência, almas comuns que suspiram por libertar-se da ignorância e da delinquência.
Instinto à solta na infância é passaporte para o desequilíbrio.
Menino em desgoverno; - celerado em preparação.
Hoje, criança livre; - amanhã, problema laborioso.
Pequeninos refletem grandes.
Filhos imitam os pais.
Os hábitos da madureza criam a moda espiritual para a juventude.
Esclareçamos nossos filhos no livro do exemplo nobre.
Nem frio que os mantenha na servidão, nem licença que os arremesse ao charco da libertinagem.
Em verdade, a criança é o futuro.
Mais ninguém colherá futuro melhor, sem frutos da educação.

(Mensagem de Emmanuel, do Livro Família de Chico Xavier)


quarta-feira, 31 de maio de 2017

Ano I - Rio das Ostras - Edição Junho 2017

Editorial

Autor do próprio destino

Se julgares que a vida é roteiro escrito que te foi imposto para executar, estás muito distante de avaliar a grandiosidade de Deus.
És o autor do próprio destino e tens a honra de esculpi-lo a cada instante, com os tons do aprendizado, renovado em cada oportunidade bem aproveitada.
Não creias que te baste permitir ser arrastado pelos vagalhões do determinismo em dias sem graça que nada pedem de ti.
Talvez fosse mais conveniente que a vida assim seguisse sem cobrar nenhum empenho de tua parte, pois jamais sofrerias qualquer tipo de incômodo da consciência ante os atos praticados.
Mas não é assim que acontece. És chamado constantemente a atuar, porque a vida é dada por fazer e cada um terá a chance, sempre renovada, de mudar, de reescrever, esculpindo sonhos, desejos e elaborando estradas novas para realiza-los.
Para que possas compreender o verdadeiro sentido da existência, é necessário que saias da periferia da materialidade e adentres corajosamente o cerne do teu ser, a fim de descobrires quem realmente és, assim como o que te falta complementar como alma, para atingires a iluminação interior. [...]
Não deves deixar passar as oportunidades sem ter certeza de que extraíste delas tudo que podias, como o engenheiro explora o terreno que lhe parece pequeno e, depois da exatidão das medidas, consegue erguer uma majestosa construção.
Assim é a tua vida. Muitas vezes pode parecer mirrada e sem espaço para abrigar os teus objetivos, mas basta apenas que a olhes atentamente para descobrir que ela pode oferecer muito mais do que buscas agora e, no futuro, te orgulhares de ter sido o artífice da beleza da existência.
Há, sim, uma fatalidade que te persegue, a de evoluir sempre até te tornar a própria luz.

(Mensagem ditada por Maria do Rosário Del Pilar - Livro A conquista da felicidade de Eulália Bueno)


A Saúde de corpo e alma

Há uma ideia generalizada entre nós de que a doença é resultado de forças externas, sejam biológicas, químicas ou ambientais. Já as doenças emocionais são vistas, geralmente, como pressões psicológicas e sociais externas, que geram o stress e adoecem nossa mente.
Analisando mais profundamente, a gênese da doença está centrada no ser espiritual, resultado de um desequilíbrio desencadeado por nós mesmos. A doença física é o estágio final desse desequilíbrio, que se inicia no espírito doente que ainda somos.
Nós somos seres espirituais e temos transitoriamente um corpo físico, portanto, a doença é o resultado de um distanciamento do ser humano de sua própria espiritualidade.
Fomos criados por Deus com a finalidade de desenvolver nossa essência interior até atingirmos toda a plenitude do nosso Ser. Toda vez que nos distanciamos deste objetivo temos como resultado a carência interior, nos distanciando do Eu Divino, gerando conflitos existenciais que nos adoecem a mente e, consequentemente, o corpo.
O resfriado escorre quando o corpo não chora, a dor de garganta vem quando não é possível comunicar as aflições, o estômago arde quando as raivas não conseguem sair, a dor de cabeça deprime quando as dúvidas aumentam, o coração desiste quando o sentido da vida parece terminar, a pressão sobe quando o medo aprisiona, as neuroses paralisam quando a criança interna tiraniza. Enfim, o distanciamento de nossa essência divina vai nos afastando de Deus, Fonte da vida, o que nos deixa carentes da energia da Vida, abrindo portas para o enfraquecimento da alma e do corpo.
A saúde espiritual é o resultado do cultivo da verdadeira espiritualidade, que nos liga a Deus intimamente e nos permite absorver Seu Fluxo de vida e Amor. Isso nos dá a base para desenvolver o amor por nós mesmos, amor pelo próximo, amor pela vida, nos fortalecendo. E mais fortes aprendemos a compreender que os erros são frutos da falta de conhecimento que ainda temos e precisam ser corrigidos, ao invés de punidos sob a máscara da autopiedade.
(Inspirado no Livro Saúde Espiritual - Alírio Cerqueira Filho)





















O convívio em família

A vida em família se caracteriza pelas projeções, transferências e manifestações de sentimentos. Sempre estamos realizando uma dessas condições mesmo que inconscientemente. Quando reencarnamos, não sabemos como vamos encontrar aqueles com os quais contracenaremos na vida material. Criamos expectativas antes e durante o reencarnar.
O convívio em família requer a percepção das transferências, a eliminação das projeções e a expressão equilibrada dos sentimentos.
Torna-se muito importante, para qualquer filho, os adjetivos empregados pelos pais na convivência com eles. Quanto mais elogiarmos sinceramente nossos filhos, mais eles tenderão a corresponder ao que ouviram. Filhos que foram estimulados pelos pais tendem a alcançar mais sucesso do que aqueles que não foram impulsionados a um futuro promissor. Uma palavra bem colocada, um adjetivo aplicado no momento adequado, podem ser sempre lembrados para o sucesso de uma encarnação.
As relações humanas, além de serem permeadas de projeções e de transferências, se estruturam em cima de papéis pré-definidos que norteiam a comunicação entre as pessoas. Tendemos a ‘exigir’ que as pessoas assumam modelos de comportamento que criamos e idealizamos. Sempre esperamos que as situações se desenrolem dentro de um esquema tal que não fujam de nossas expectativas. Não gostamos quando as coisas saem de um padrão pré-estabelecido. Nem sempre sabemos lidar com o que nos foge ao controle. Não é difícil observar em família que queremos que cada um siga seu papel e não nos aborreça. É preciso estar atento para não despejar críticas duras sobre os filhos por eles não estarem fazendo as escolhas que se esperava que fizessem. As escolhas deles podem frustrar as expectativas dos pais, não por rebeldia ou agressão, mas por estarem seguindo o impulso natural, próprio, de crescimento que trazem no íntimo. Educar é flexibilizar ou rever as próprias convicções em favor da singularidade do outro.
A lei de Deus nos reúne ao necessário aprendizado e para a manifestação do amor pleno. A vida em família é, portanto, o grande laboratório onde os espíritos reciclam-se para a própria felicidade. É ali onde se reúnem antigos amores e velhos desafetos para que, no desempenho dos papéis familiares, aprendam a se amar verdadeiramente.
(Inspirado no Livro Evangelho e Família – Adenáuer Novaes)



Psicografia recebida em 22/05/2017 pela médium Heliana

Caros irmãos e trabalhadores dessa seara,
Como já entenderam, a disciplina é preponderante m todas as atividades dentro de uma casa espírita, bem como em todos os momentos de nossas vidas. Nada pode ser feito direito se não traçarmos planos claros, lúcidos, lógicos, devendo estes ser compreendidos por todos os envolvidos. Não adianta só boa vontade. Essa é importante, mas se não houver objetivos definidos e compreendidos por todos, o serviço ficará pela metade.
Compreendemos as angústias daqueles que no momento se apresentam como responsáveis por tarefas nesta casa de amor. É normal, pois todos querem fazer o melhor. Mas, se a ansiedade superar a lógica, é possível que os resultados não aconteçam como o esperado. É melhor simplificar os planos, começar do simples para o complexo, caminhando com passos curtos, mas sempre para frente, garantindo assim os resultados tão esperados.
A Casa está muito amparada. O Plano Maior possui expectativas muito boas em relação a ela. Os trabalhadores já estão sendo preparados durante o sono físico e em breve chegarão as orientações do que já poderá ser realizado. Confiança, fé, paciência, perseverança. Disciplina no saber, disciplina no sentir e disciplina no fazer, como tão bem foi dito pelo nosso irmão, inspirado pelo Alto.
Confiem naqueles que dirigem esta Casa de amor na Espiritualidade.
Confiem em todos os irmãos de boa vontade que se oferecem para as tarefas, lembrando que não são todos que podem realizar ainda as tarefas mais complexas. Não importa. Cada mão, cada coração, cada alma é um instrumento, que se bem usado, complementará a sintonia celeste inspirada pelo Pai e pelo Mestre Jesus.
Sintam-se abraçados, fortalecidos e inspirados, irmãos queridos. Vocês não estão sós. Muitos que aqui estão para ajuda-los e fortalece-los sempre, pois esta é a missão desse suave caminho de Jesus.
Um grande abraço amoroso e fraterno de todos os mentores desta Casa.


segunda-feira, 1 de maio de 2017

Ano I - Rio das Ostras - Edição Maio 2017

Editorial

Conquista Íntima

Todos os estados enfermiços da alma se assemelham, no fundo, aos estados enfermiços do corpo, solicitando remédio adequado que lhes patrocine a cura.
E a impaciência que tantas vezes gera rixas inúteis é um deles, pedindo o específico da calma que a desterre do mundo íntimo.
Como, porém, obter a serenidade, quando somos impulsivos por vocação ou por hábito?
Justo lembrar que assim como nos acomodamos, obedientes, para ouvir o professor trazido a ensinar-nos, é forçoso igualmente assentar a emotividade, na carteira do raciocínio, a fim de educá-la, educando-nos; e, aplicando os princípios de fraternidade e de amor que abraçamos, convidaremos os nossos próprios sentidos à necessária renovação.
Feito isso, perceberemos que todo instante de turvação ou desequilíbrio, é instrumento de teste para avaliação de nosso próprio aproveitamento.

* * *

Aprenderemos, por fim, que, diante da crítica, estamos convocados à demonstração de benevolência; diante da censura, é preciso exercer a bondade; à frente do pessimismo, somos induzidos a cultivar a esperança; ante a condenação, somos indicados à bênção; e que, renteando com quaisquer aparências do mal, é imperioso pensar no bem, dispondo-nos a servi-lo.
Entregando-nos com sinceridade a semelhantes exercícios de compreensão e tolerância, estaremos em aula profícua, para a aquisição de valores eternos no terreno do espírito.
É assim que, em matéria de paciência, se a paciência nos foge, urge reconhecer que, perante as circunstâncias mais constrangedoras da vida, estamos, todos nós, no justo momento de conquistá-la.

(Mensagem de Emmanuel, do livro Rumo Certo, de Chico Xavier)



Casa Espírita Suave Caminho: Ponto de luz na comunidade

Os estudos e reflexões sobre a importância do centro espírita para a comunidade na qual ele se insere apontam para cinco principais vertentes, assim expressas: templo, lar, oficina, hospital e escola.
Como templo a casa espírita tem a primordial finalidade de abrigar e reunir aqueles que tencionam conectar-se com o Superior por meio da oração, que se constitui em instrumento de comunicação com Deus, nosso Pai.
A prece proporciona a melhoria do homem, ensejando àquele que ora pensar em Deus, aproximar-se dele e pôr-se em comunicação com ele.
Como lar o centro espírita deve receber seus frequentadores e colaboradores acolhendo-os como uma família. É a oportunidade da congregação para o fortalecimento dos laços de amor. Nem sempre encontraremos facilidades, pois o reencontro se dá, por vezes, entre adversários do passado. Porém, é nesse lar que precisamos nos esforçar para a formação da família espiritual.
A oficina enseja o trabalho e a consequente aquisição de competências técnicas e humanas. Pelo serviço, somos capazes de desenvolver potencialidades e realizar feitos a serem creditados como mérito em nossa contabilidade espiritual, embora devamos trabalhar em benefício do semelhante desinteressadamente.
Um centro espírita funciona como um hospital na medida em que busca oferecer atendimento aos carentes, sem jamais competir com a medicina terrena. É o apoio espiritual, o atendimento fraterno, a fluidoterapia, a desobsessão…; “A enfermidade jamais erra de endereço”, ensina Emmanuel e a necessidade de corrigenda moral é grande, daí a abençoada oportunidade que Deus nos concede de enfrentarmos doenças variadas para que passemos pelo processo de higienização perispiritual. Seja física ou moral, todos necessitamos de cura para a conquista da saúde integral.
E como escola de almas, a casa espírita é roteiro que esclarece nossas mentes para as realidades espirituais, por meio dos estudos individuais e em grupo. As palestras públicas, o Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita, o Estudo Aprofundado, o Estudo e Educação da Mediunidade, a Evangelização da Criança e do Jovem, e atividades complementares são valiosos instrumentos de aprendizado que o centro espírita pode disponibilizar a seus frequentadores.

E com 33 anos de fundação, a Casa Espírita Suave Caminho tem por objetivo trazer conforto, acolhimento, direção e amor fraterno a todos que buscam conhecer a Doutrina Espírita e, através deste conhecimento, tornar a caminhada mais suave.




Livre Arbítrio

Conhecereis a Verdade e a Verdade vos tornará livre.
O livre arbítrio é a faculdade que permite ao homem edificar, conscientemente, o seu próprio destino, possibilitando-lhe a escolha, na sua trajetória ascensional, do caminho que desejar.
Limitado a princípio, vai-se expandindo à medida que o homem cresce em espiritualidade. Quanto mais evoluído o ser, mais amplo o seu livre arbítrio, maior o seu direito de fazer certas escolhas, no campo da vida, assumindo assim, a pouco e pouco, o comando definitivo de sua ascensão.
Livre arbítrio e responsabilidade individual desenvolvem-se, simultaneamente, no aprendizado humano.
O homem de evolução primária tem o livre arbítrio limitado, restrito.  Equivale ao sentenciado que a lei pune, sem transigências, submetendo-o à reclusão onde melhor convenha aos interesses da lei e da sociedade.
A sociedade e a lei não confiam nele.
O homem de evolução mediana tem sua esfera deliberativa menos restrita. Corresponde ao recluso que, submetido à disciplina dos códigos, recebe dos códigos certas concessões, geralmente atribuídas aos que, no cumprimento de suas penas, demonstram boa vontade e obediência, respeito e compreensão.
O homem evolvido é o ex-sentenciado, o que já se libertou e corrigiu.
Provas e expiações, disciplinações e corretivos foram-lhe o caminho para a libertação definitiva. Nada mais deve à lei e colabora, na sociedade, para que se restaurem a justiça e a fraternidade, a harmonia e o progresso. É livre para agir, porque discerne o bem do mal, a verdade da mentira, a luz da sombra.
Conhecendo a Verdade, a Verdade o fez livre. De sua atuação resultam o trabalho e a prosperidade, o fortalecimento e a segurança das peças que constituem, que formam o maquinismo das coletividades.
Um dia, no curso dos milênios, o nosso livre arbítrio se harmonizará plenamente com a Verdade Total, com as deliberações superiores.
Nesse dia saberemos executar, com fidelidade, o pensamento do Cristo, Mestre e Senhor Nosso.
* * *
Nesse dia, do qual ainda distamos muito, diremos com o apóstolo da gentilidade: “Não sou eu quem vive, mas o Cristo que vive em mim”.
Tal se dará quando tivermos superado as imperfeições. [...]
Se o livre arbítrio é faculdade que se origina, em princípio, de aquisições intelectivas, o coração bem formado contribuirá, sem dúvida, para que seja ele exercido segundo os padrões da moral e da fraternidade, garantindo, no
Grande Porvir, o triunfo do Espírito Imortal.
O livre arbítrio do homem não evoluído é como um espelho que o lodo das imperfeições desnatura, por algum tempo. [...]

(Do livro Estudando o Evangelho, de Martins Peralva)



Valores no lar

Quais os valores que devem nortear a formação de um lar? Aqueles oriundos da religião? Os das tradições familiares vindos dos avós maternos ou paternos? Os do pai? Os da mãe? Os do meio social? Aqueles adquiridos nos livros e filmes televisivos?
Talvez devamos escutar mais o coração e perceber que ele contém uma mensagem divina, gravada pelo Criador da Vida ao nos fazer existir. Raramente conseguimos escutá-la por estarmos demasiadamente ligados ao mundo externo.
Ouvimos muitos sons, prestamos atenção ao mundo para poder dominá-lo, ouvimos as pessoas para compreendê-las, ouvimos nossos pensamentos para ordená-los, mas dificilmente aprendemos a escutar o que vem de nosso íntimo, do coração.
Dali partem as intuições que nos elevam e nos fazem divinos. É de lá que vem a mensagem e os valores que devem nortear nossa caminhada evolutiva. Foi dali que o Cristo retirou sua mensagem de amor.
Escutar esse canto divino pressupõe silêncio, humildade e confiança. A cada momento, em cada segundo de nossa vida ele envia um pulso que permite-nos enxergar melhor o mundo, nos fortalecendo para os desafios que ele promove.
Os valores que devem ser utilizados pelo espírito em suas experiências evolutivas devem conter aqueles que nos legaram nossos antepassados, os que adquirimos no convívio social, os que admitimos pelas relações que estabelecemos com alguém, mas devem receber, sobretudo, o que vem do coração como um recado direto de Deus ao ser humano individualmente.
As religiões nos oferecem importantes balizas orientadoras que nos auxiliam, sobretudo nos momentos de tempestades íntimas. São valiosas contribuições àqueles que necessitam vivenciar aquilo que lhe é sagrado. Os que se pautam pelas diretrizes luminosas de uma religião devem, dia-a-dia, acrescentar-lhes aquelas que lhe vêm do coração para que se elevem ainda mais.
O maior valor que se deve vivenciar no lar e passar adiante aos filhos é a amorosidade para com os outros, para com a vida, para consigo mesmo e para com Deus. [...]
Para Deus não há sacrifício necessário que possa ser maior do que o espírito fazer o bem que esteja a seu alcance. O bem para si e para a sociedade. É na família que o espírito inicia seu processo de autoajuda e de colaboração com o progresso social. É em família que o espírito recicla suas emoções e aprende a reconhecê-las como instrumento precioso para sua evolução. Evolui quem aprende a lidar com elas. [...]
O que se passa dentro das quatro paredes onde vive uma família a ela pertence. Quando algum assunto necessite extrapolar seus limites, o motivo deve ser para o equilíbrio e a manutenção do lar. Todas as vezes que deixamos que entrem ou saiam assuntos que não levem em consideração a harmonia do lar estaremos abrindo flancos perigosos para os ataques psíquicos. [...]
O campo do lar é pouso e, às vezes, morada de bons espíritos que encontram um refúgio para que possam proporcionar o bem entre os encarnados. Valorizá-lo como uma importante célula no organismo social é dever de quem o constituiu. Quanto mais assim o fizermos, mais estaremos seguros e no caminho adequado à nossa evolução espiritual. [...]
Manter psiquicamente um lar é tarefa que exige esforço, renúncia e abnegação. Não há vitória possível sem luta interna, sem esforço pessoal e sem doação de amor.
(Do livro Evangelho e Família, de Adenáuer Novaes)



sexta-feira, 31 de março de 2017

Ano I – Rio das Ostras – Edição Abril 2017

Editorial

O homem bom

Conta-se que Jesus, após narrar a parábola do Bom Samaritano, foi novamente interpelado pelo doutor da lei que, alegando não lhe haver compreendido a lição integralmente, perguntou, sutil:
- Mestre, que farei para ser considerado homem bom?
Evidenciando paciência admirável, o Senhor respondeu:
- Imagina-te vitimado por mudez que te iniba a manifestação do verbo e pensa quão grato te mostrarias ao companheiro que falasse por ti, a palavra encarcerada na boca.
Imagina-te de olhos mortos pela enfermidade irremediável e lembra a alegria da caminhada, ante as mãos que te estendessem ao passo incerto, garantindo-te a segurança. [...]
Imagina-te tocado por moléstia contagiosa e reflete no contentamento que te iluminaria o coração, perante a visita do amigo que te fosse levar alguns minutos de solidariedade.
Imagina-te sem pão no lar, [...]
Imagina-te em erro, sob o sarcasmo de muitos, [...]
Imagina-te fatigado e intemperante e observa quão reconhecido ficarias para com todos os que te ofertassem a oração do silencio e a frase da simpatia.
Em seguida ao intervalo espontâneo, indagou o Divino Mestre:
- Em teu parecer, quais teriam sido os homens bons nestas circunstancias?
- Os que usassem de compreensão e misericórdia para comigo – explicou o interlocutor.
- Então – repetiu Jesus com bondade – segue a diante e faze também o mesmo.


(Trechos do livro Religião dos Espíritos de Chico Xavier – Emmanuel em reunião pública de 06/07/1959 – Questão 918)



Psicografia recebida em 17/01/2017 pela médium Heliana

Amigos queridos,
Mais do que nunca precisamos ter fé, a certeza absoluta no amor do Pai, na gerência deste planeta, por nosso amado Jesus e também, na presença amiga de todos os irmãos superiores, benfeitores, as falanges benditas, todos vibrando e trabalhando por nós.
Os tempos são chegados! Já sentimos os efeitos de todas as nossas imperfeições, ações, pensamentos negativos.
Desde muito fomos avisados. Inúmeras vezes o governador deste planeta tem enviado mensageiros, culminando com a própria vinda do Mestre. Portanto, há 2017 anos, convivemos com sua mensagem, mas até agora, apenas a deturpamos ou a negamos.
Mas, eis que por misericórdia, Ele nos envia o Consolador prometido, que há mais ou menos 150 anos desvendou todas as verdades, retirando os véus da ignorância, esclareceu os maus entendidos, reviu as interpretações errôneas. E nós, os espíritas, aqueles que compreenderam a verdade, precisamos rever atitudes, renovar nossa fé, promover nossa transformação.
A máxima: “Conheceis os verdadeiros espíritas por suas ações.”, não é apenas uma frase de efeito. É a cartilha onde devemos pautar tudo em nossa vida. Atitudes, pensamentos, a vida de relação, enfim, pensar e agir de acordo com a mensagem Crística.
Sabemos o quanto é difícil promover a nossa reforma íntima. Nós ainda estamos caminhando, por isso compreendemos as suas dificuldades. Mas, conforme vamos caminhando e conseguindo mudanças, cada vez ficamos mais exigentes conosco mesmo e vamos subindo o gólgota evolutivo. Um dia alcançaremos os cimos, esse é o nosso destino.
Queridos companheiros de viagem, não desanimem. Está em suas mãos libertarmos o planeta dos miasmas negativos dos filhos das trevas. Irmãozinhos enganados, confusos, rebeldes, mas que também, a seu tempo, alcançarão a plenitude. Mas agora, o momento é de transformação imediata. É preciso promover a reforma. O tempo da Regeneração está às “portas de Damasco”. Nós já ansiamos por isso. Estamos cansados! Estamos prontos!
Coragem, fé, paciência, resignação, esperança, confiança. Seguremos nas mãos do Mestre através de seus prepostos e caminhemos em direção ao Alto. Não esqueçamos nunca que somos Espíritos imortais, temporariamente vestidos por um corpo físico; que a morte não existe; não precisamos temê-la; a única coisa certa é a de que queremos viver na Terra transformada, queremos viver em um mundo de regeneração; queremos continuar sobre o manto de Jesus.
Fiquem em paz. Um companheiro de viagem!



Renovação

O supremo objetivo do homem, na Terra, é o da sua própria renovação.
Aprender, refletir e melhorar-se, pelo trabalho que dignifica — eis a nossa finalidade, o sentido divino de nossa presença no mundo.
Descendo o Cristo das esferas de luz da Espiritualidade Superior à Terra, teve por escopo orientar a Humanidade na direção do aperfeiçoamento.
“Brilhe a vossa luz” — eis a palavra de ordem, enérgica e suave, de Jesus, a quantos Lhe herdaram o patrimônio evangélico, trazido ao mundo ao preço do Seu próprio sacrifício. [...]
O interesse do Senhor é o de que os Seus discípulos, de ontem, de hoje Chie de qualquer tempo, sejam enobrecidos por meio de uma existência moralizada, esclarecida, fraterna.
O Evangelho aí está, como presente dos céus, para que o ser humano se replete com as suas bênçãos, se inunde de suas luzes, se revigore com as suas energias, se enriqueça com os seus ensinos eternos.
O Espiritismo, em particular, como revivescência do Cristianismo, também aí está, ofertando-nos os oceânicos tesouros da Codificação. [...]
A renovação do homem, sob o ponto de vista moral, intelectual e espiritual, é difícil, sem dúvida. Mas é francamente realizável.
É indispensável, tão somente, disponha-se ele ao esforço transformativo, com a consequente utilização desses recursos, desses meios, desses elementos que o Evangelho e o Espiritismo lhe fornecem exuberantemente, farta e abundantemente, sem a exigência de qualquer outro preço a não ser o preço de uma coisa bem simples: a boa vontade. A disposição de auto melhoria.
O homem, para renovar-se, tem que estabelecer um programa tríplice, como ponto de partida para a sua realização íntima, para que “brilhe a sua luz”, baseado no Estudo, na Meditação e no Trabalho. [...]
“É na vossa perseverança que ganhamos as vossas almas.”
A estrada é difícil, o caminho é longo, repleto de espinhos e pedras, de obstáculos e limitações, porém, a meta é perfeitamente alcançável.
Uma coisa, apenas, é indispensável:
Boa vontade construtiva, eficiente, positiva.
O resto virá, no curso da longa viagem...

(Trecho do livro Estudando o Evangelho de Martins Peralva)



Jovens

No estudo das ideias inatas, pensemos nos jovens, que somam às tendências do passado as experiências recém adquiridas.
Com exceção daqueles que renasceram submetidos à observação patológica mental, todos vieram da estação infantil para o desempenho de nobre destino.
Entretanto, quantas ansiedades e quantas flagelações quase todos padecem, antes de se firmarem no porto seguro do dever a cumprir!...
Ao mapa de orientação respeitável que trazem das Esferas Superiores, a transparecer-lhes do sentimento, na forma de entusiasmo e sonhos juvenis, misturam-se as deformações da realidade terrestre que neles espera a redenção do futuro.
Muitos saem da meninice moralmente mutilados pelas mãos mercenárias a que foram confiados no berço, e outros tanto acordam no labirinto dos exemplos lamentáveis, partidos daqueles mesmos de quem contavam colher as diretrizes do aprimoramento interior.
Muitos são arremessados aos problemas da orfandade, quando mais necessitavam de apoio amigo, junto de outros que transmitam na Terra, à feição das aves de ninho desfeito, largados, sem rumo, à tempestade das paixões subalternas.
Alguns deles, revoltados contra o lodo que se lhes atira à esperança, descem aos mais sombrios pântanos do crime, enquanto muitos outros, fatigados pela miséria, se refugiam em prostíbulos dourados para morrerem na condição de náufragos da noite.
Perde-se lhes o porvir, e arruína-se lhes o presente. [...]
Não condenes a mocidade, sempre que a veja dementada ou inconsequente.
Cada menino e moço no mundo é um plano da Sabedoria Divina para serviço à Humanidade, e todo menino e moço transviado é um plano da Sabedoria Divina que a Humanidade corrompeu ou destruiu.
Recebemos os jovens de qualquer procedência por nossos próprios filhos, estimulando neles o amor ao trabalho e a iniciativa da educação.
Diante de todos os que começam a luta, a senha será sempre – “velar e compreender” -, a fim de que saibamos semear e construir, porque, em todos os tempos, onde a juventude é desamparada, a vida perece.

(Do livro Religião dos Espíritos de Chico Xavier – Emmanuel em Reunião pública de 10/08/1959 – Questão 218)


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Ano I - Rio das Ostras - Edição Março 2017

Editorial

“CONHEÇA-TE A TI MESMO.” (Sócrates)

Tornamo-nos poderosos no mundo, quando aprendemos a nos conhecer melhor. Enquanto desconhecermo-nos, seremos fracos e impotentes, pois ignoraremos a nós mesmos.

De modo geral, privilegiamos os acontecimentos do mundo de fora, não prestando atenção em nosso mundo interior.  Esse conhecimento se tornou URGENTE nos tempos atuais. Somente quando nos conhecermos totalmente, seremos capazes de transformar a nossa vida e consequentemente, transformaremos o mundo.

Existem duas razões para nos conhecermos melhor:

1ª: conhecendo nossas virtudes e capacidades, utilizaremos todo o nosso potencial;

2ª: conhecendo nossas imperfeições, combateremos o mal que ainda existe em nós, evitando agir em prejuízo de nós mesmos e dos outros.

Façamos a nossa parte, irmãos, Jesus nos aguarda!


(baseado no livro SEMPRE MELHOR de José Carlos De Lucca)


AUXILIARAS POR AMOR

Auxiliarás por amor nas tarefas do benefício.

Não te deixarás seduzir pelo verbo fascinante dos que manejam o ouro da palavra para incrementar a violência em nome da liberdade e dos que te induzam a crer seja a vida um fardo de desenganos.

Adotarás a disciplina por norma de ação em teu ambiente de trabalho renovador, e educar-te-ás na orientação do bem, elevando o nível da existência e sublimando as circunstâncias.

De muitos ouvirás que não adianta sofrer em proveito dos outros e nem semear para sustento da ingratidão; entretanto, recordarás os benfeitores anônimos que te amaciaram o caminho, apagando-se tantas vezes para que pudesses brilhar.

Rememorarás a infância, no refúgio doméstico, e perceberás que te ergueste, acima de tudo, da bondade com que te agasalharam o coração. Não conseguiste a ternura materna com recursos amoedados, não remuneraste teu pai pelo teto em que te guardou a meninice, não compraste a afeição dos que te equilibraram os passos primeiros e nem pagaste o carinho daqueles que te alçaram o pensamento à luz da oração, ensinando-te a pronunciar o nome de Deus!...

Reflete nas raízes de amor com que o Todo-Misericordioso nos plasmou os alicerces da vida, e colabora onde estejas para que o bem se erija por sustentáculo de todos.

Enxergarás, nos que te rodeiam, irmãos autênticos, diante da Providência Divina. Ajudarás os menos bons para que se tornem bons, e auxiliarás os bons a fim de que se façam melhores.

Se a perturbação te dificulta o caminho, serve, sem alarde, e a trilha de libertação se te abrirá, propiciando-te acesso à frente.

Se ofensas te apedrejam, escuda-te no dever bem cumprido e serve sempre, na certeza de que a bondade com a força do tempo é a meia natural de todos os reajustes.

Muitos, mandam, exigem, dispõem ou discutem... Serás aquele que serve, o samaritano da benção, o entendimento dos incompreendidos, a luz dos que se debatem nas sombras, a coragem dos tristes e o apoio dos que se afligem na retaguarda!... E, ainda quando te vejas absolutamente a sós, no ministério do bem, serás fiel à obrigação de servir, lembrando-te de que, certo dia, um anjo na forma de um homem escalou um monte árido em supremo abandono, carregando a cruz do próprio sacrifício, mas porque servia e servia, perdoando e perdoando, fez nas trevas da morte o sol das nações, em perenidade de luz e amor para o mundo inteiro.

(Mensagem do Livro Alma e Coração de Francisco Cândido Xavier, ditado por Emmanuel)



O Evangelho como roteiro para a família

Nas palavras ditas por Jesus, existem preciosas lições de sabedoria que oferecem roteiros para a compreensão dos mais diversos problemas familiares. Para alcançarmos um significado mais profundo, além das palavras, é preciso abrir o coração para o sentimento do amor e a mente para a sabedoria espiritual.

A utilização do Evangelho, como ferramenta para o trato social, não exclui sua aplicação ao mundo íntimo de cada um, sobretudo quando na vivência das relações familiares.

Jesus trouxe ideias que podem nos levar ao entendimento de que a vida em família é um sistema possível, no qual a convivência e o auxílio mútuo podem proporcionar a felicidade ao grupo de espíritos que dela fazem parte.

Não estamos mais no tempo em que uma única pessoa é responsável pelos destinos de uma família. Todos agora são convidados a assumir os rumos que o grupo familiar vai seguir. Pais, filhos e agregados são corresponsáveis pelo futuro da família. A partir da adolescência o espírito assume sua encarnação, saindo da condição de criança que precisa de cuidados para a de adulto que já colabora e participa das decisões coletivas.

O espírito cada vez mais precocemente assume seus processos cármicos que influenciarão o próprio destino. Por esse motivo, a família se torna mais cedo o palco onde todos são convocados a colaborar uns com os outros, no qual se misturam desejos e expectativas com as provas que a Vida propõe a cada um.

O Evangelho em família deve ser passado principalmente pelo exemplo. Quando verbalizado deve mostrar-se como lições imortais de amor e luz, proferidas com suavidade e sem manipulações moralistas.

O Evangelho, se bem vivido, torna-se poderoso instrumento para que a encarnação seja um abençoado momento de equilíbrio e aprendizado.
  
(Extraído do livro Evangelho e Família de Adenáuer Novaes)