sábado, 31 de março de 2018

Ano II – Rio das Ostras – Edição Abril 2018


Editorial
O século XIX apresentou uma dessas épocas em que fomos especialmente abençoados pela bondade superior, a despeito de todas as dificuldades assinaladas neste período. Além das enormes contribuições culturais recebidas, fomos imensamente distinguidos pelo advento do espiritismo, materializado no mundo físico, pelo trabalho inestimável do professor fracês Hippolyte León Denizard Rivail que, ao codificar a Doutrina Espírita, adotou o pseudônimo de Allan Kardec.
Em 18 de abril de 1857, após minucioso trabalho que contou com diversos médiuns colaboradores e uma plêiade de Espíritos superiores, Allan Kardec lança, em Paris, O Livros dos Espíritos, a pedra fundamental do espiritismo.
Esta importante obra traz os principais conceitos da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o provir da humanidade. Raiou, assim, para o mundo a Era Espírita, um marco inicial da codificação que reúne ciência, filosofia e religião, levando o ser humano a um novo patamar de crença: a fé raciocinada.



No Problema da Dor


Para liquidar o problema da dor, ninguém deprecie a responsabilidade que lhe compete.  O Universo é regido pela Justiça Divina e, nos tribunais do Perfeito Equilíbrio, todo sofrimento é resgate entre as criaturas, quando não seja luminosa missão de amor dos espíritos angélicos.
Para ilustrar o conceito, recordemos que as doenças no mundo requerem medidas especiais. O embaraço gástrico pede medicação laxativa. A apendicite reclama a intercessão operatória. A escabiose aguarda recurso balsamizante. O carcinoma pede extirpação e limpeza.  A loucura roga amparo e insulamento. Para a legião das moléstias comuns, surge todo um exército de especialistas e enfermeiros, socorros e intervenções.
Assim também, na Vida Espiritual, cada consciência culpada que lhe alcança os domínios pelos braços da morte, implora a assistência na farmácia da vida. A dor é procurada como remédio valioso e a reencarnação é o caminho em que deve ser encontrada.
Quem abusou da fortuna material, pede a cooperação da extrema pobreza. Quem relaxou a saúde, clama pela enfermidade como medida capaz de garantir-lhe o reajuste. Quem se arrojou à delinquência, na alucinação da beleza física, pede o corpo disforme que lhe assegure o retorno à tranquilidade. Quem aviltou a inteligência, suplica as inibições mentais do cérebro curto, como serviço indispensável à própria restauração. Quem se valeu do poder para espalhar aflições e lágrimas, requisita a desvalia social com problemas difíceis em que lágrimas e aflições lhe regenerem o campo íntimo.
Recebe, pois o tipo de experiência que escolheste na Terra, em benefício de tua própria recuperação para Deus, sem desfalecer no trabalho que a Justiça te reservou. Acolhe a dor e a luta por sábias instrutoras da vida e não lhes menoscabes o concurso santificante. A sombra de ontem te procura o asilo de hoje e somente ao preço de teu sacrifício na tarefa redentora, pelo próprio dever bem cumprido, é que atingirás, valoroso e feliz, a Plena Luz de Amanhã.
(Mensagem de Emmanuel, do Livro Páginas de Fé de Francisco Cândido Xavier/Carlos A. Baccelli)




Caridade Essencial

Em todos os lugares e situações da vida, a caridade será sempre a fonte divina das bênçãos do Senhor.
Quem dá o pão ao faminto e água ao sedento, remédio ao enfermo e luz ao ignorante, está colaborando na edificação do Reino Divino em qualquer setor da existência ou da fé religiosa a que foi chamado.
A voz compassiva e fraternal que ilumina o espírito é irmã das mãos que alimentam o corpo.
Assistência, medicação e ensinamento constituem modalidades santas da caridade generosa que executa os programas do bem. São vestiduras diferentes de uma única virtude. Conjugam-se e complementam-se num todo nobre e digno.
Ninguém pode assistir a outrem, com eficiência, se não procurou a edificação de si mesmo; ninguém medicará, com proveito, se não adquiriu o espírito de boa-vontade para com os que necessitam, e ninguém ensinará, com segurança, se não possui a seu favor os atos de amor ao próximo, no que se refira à compreensão e ao auxílio fraternais.
Em razão disso, as menores manifestações de caridade, nascidas da sincera disposição de servir com Jesus, são atividades sagradas e indiscutíveis. Em todos os lugares, serão sempre sublimes luzes da fraternidade, disseminando alegria, esperança, gratidão, conforto e intercessão divinas.
Antes, porém, da caridade que se manifesta exteriormente nos variados setores da vida, pratiquemos a caridade essencial, sem o que não poderemos efetuar a edificação e a redenção de nós mesmos.
Trata-se da caridade de pensarmos e agirmos, segundo os ensinamentos do Divino Mestre, no Evangelho. É a caridade de vivermos verdadeiramente n’Ele para que Ele viva em nós.
Sem esta, poderemos levar a efeito grandes serviços externos, alcançar intercessões valiosas em nosso benefício, espalhar notáveis obras de pedra, mas, dentro de nós mesmos, nos instantes de supremo testemunho da fé, estaremos vazios e desolados, na condição de mendigos da luz.
(Mensagem de Emmanuel, do Livro Vinha de luz de Francisco Cândido Xavier)




Em Família


A família consanguínea é a lavoura de luz da alma, dentro da qual triunfam somente aqueles que se revestem de paciência, renúncia e boa vontade.
De quando a quando, o amor nos congrega, em pleno campo da vida, regenerando-nos a sementeira do destino.
Geralmente, não se reúnem a nós os companheiros que já demandaram à esfera superior, dignamente areolados por vencedores, e sim afeiçoados menos estimáveis de outras épocas, para restaurarmos o tecido da fraternidade, indispensável ao agasalho de nossa alma, na jornada para os cimos da vida.
Muitas vezes, na condição de pais e filhos, cônjuges ou parentes, não passamos de devedores em resgate de antigos compromissos.
Se és pai, não abandones teus filhos aos processos evolutivos da natureza animal, qual se fora menos digno de atenção que a hortaliça da tua casa.
A criança é um "trato de terra espiritual " que devolverá o que aprende, invariavelmente, de acordo com a sementeira recebida.
Se és filho, não desprezes teus pais, relegando-os ao esquecimento e subestimando-lhes os corações, como se estivessem em desacordo com os teus ideais de elevação e nobreza, porque também, um dia, precisarás da alheia compreensão para que se te
Aperfeiçoe na individualidade a região presentemente menos burilada e menos atendida.
A criatura no acaso da existência é o espelho do teu próprio futuro na Terra.
Aprende a usar a bondade, em doses intensivas, ajustando-a ao entendimento e à vigilância para que a tua experiência em família não desapareça no tempo, sem proveito para o caminho a trilhar.
Quem não auxilia a alguns, não se acha habilitado ao socorro de muitos.
Quem não tolera o pequeno desgosto doméstico, sabendo sacrificar-se com espontaneidade e alegria, a benefício do companheiro de tarefa ou de lar, debalde se erguerá por salvador de criaturas e situações que ele mesmo desconhece.
Cultiva o trabalho constante, o silêncio oportuno, a generosidade sadia e conquistarás o respeito dos outros, sem o qual ninguém consegue ausentar-se do mundo em paz consigo mesmo.
Se não praticas no grupo familiar ou no esforço isolado a comunhão com Jesus, não te demores a buscar-lhe a vizinhança. a inspiração e a diretriz.
Não percas o tesouro das horas em reclamações improfícua ou destrutivas. Procura entender e auxiliar a todos em casa, para que todos em casa te entendam e auxiliem na luta cotidiana, tanto quanto lhe seja possível.
O lar é o porto de onde a alma se retira para o mar alto do mundo, e quem não transporta no coração o lastro da experiência dificilmente escapará ao naufrágio parcial ou total.
Procura a paz com os outros ou a sós.
Recorda que todo dia é dia de começar.
(Mensagem de Emmanuel, do Livro Família de Francisco Cândido Xavier)


quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Ano II – Rio das Ostras – Edição Março 2018

Editorial

A Mensagem Cristã
 
Não se reveste o ensinamento de Jesus de quaisquer fórmulas complicadas. 
Guardando embora o devido respeito a todas as escolas de revelação da fé com os seus colégios iniciáticos, notamos que o Senhor desce da Altura, a fim de libertar o templo do coração humano para a sublimidade do amor e da luz, através da fraternidade, do amor e do conhecimento. 
Para isso, o Mestre não exige que os homens se façam heróis ou santos de um dia para outro. Não pede que os seguidores pratiquem milagres, nem lhes reclama o impossível. 
Dirige-se a palavra d’Ele à vida comum, aos campos mais simples do sentimento, à luta vulgar e às experiências de cada dia. 
Contrariamente a todos os mentores da Humanidade, que viviam, até então, entre mistérios religiosos e dominações políticas, convive com a massa popular, convidando as criaturas a levantarem o santuário do Senhor nos próprios corações. 
Ama a Deus, Nosso Pai - ensinava Ele -, com toda a tua alma, com todo o teu coração e com todo o teu entendimento. 
Ama o próximo como a ti mesmo. Perdoa ao companheiro quantas vezes se fizerem necessárias. Empresta sem aguardar retribuição.
 Ora pelos que te perseguem e caluniam.  Ajuda aos adversários. Não condenes para que não sejas condenado.
 A quem te pedir a capa cede igualmente a túnica.
 Se alguém te solicita a jornada de mil passos, segue com ele dois mil.
 Não procures o primeiro lugar nas assembleias, para que a vaidade te não tente o coração.
 Quem se humilha será exaltado.
 Ao que te bater numa face, oferece também a outra.
 Bendize aquele que te amaldiçoa.
 Liberta e serás libertado.
 Dá e receberás.
 Sê misericordioso.
 Faze o bem ao que te odeia.
 Qualquer que perder a sua vida, por amor ao apostolado da redenção, ganhá-la-á mais perfeita, na glória da eternidade.
 Resplandeça a tua luz.
 Tem bom ânimo.
 Deixa aos mortos o cuidado de enterrar os seus mortos.
 Se pretendes encontrar-me na luz da ressurreição, nega a ti mesmo, alegra-te sob o peso da cruz dos próprios deveres e segue-me os passos no calvário de suor e sacrifício que precede os júbilos da aurora divina!
 E, diante desses apelos, gradativamente, há vinte séculos, calam-se as vozes que mandam revidar e ferir!... E a palavra do Cristo, acima de editos e espadas, decretos e encíclicas, sobe sempre e cresce cada vez mais, na acústica do mundo, preparando os homens e a vida para a soberania do Amor Universal.

(Mensagem de Emmanuel, do livro Roteiro de Francisco Cândido Xavier)




Tua Quota

         Diante da paisagem de conflitos morais e sofrimentos da mais variada classe, tem-se a impressão de que lavra um terrível incêndio na terra, com possibilidade de destruição total.
Guerras explodem sucessivas e ameaças de mais terríveis confrontos pairam no ar. Enfermidades de etiologia complexa dizimam vidas e bacilos, antes considerados vencidos, ressurgem super-resistentes(...). Paixões primitivas dominam o clima social sob as contundentes manifestações da agressividade, da delinquência, do uso das drogas, da busca de prazeres grotesco e do abuso do sexo que desorganizam a família e enlouquecem as criaturas (...). Neuroses múltiplas e psicoses tormentosas favorecem a incidência crescente de alienações profundas e de suicídios estúpidos (...).
... E os cataclismos sísmicos apavoram, periodicamente, os povos, mostrando que “as forças da natureza” que os cercam ainda não foram controladas, embora muitas sejam conhecidas e até detectadas.
Há, igualmente, muito amor agindo nesse magneto que gira nos espaços sob a escravidão gravitacional do Astro-rei.
Cientistas e pesquisadores exaurem-se na identificação das causas das enfermidades e dos males diversos que produzem sofrimento, a fim de os erradicar. Religiosos e pedagogos insistem na superação de programas de fé e de educação, amparando as mentes e os sentimentos antes que se estiolem, e mesmo depois que tal sucede. Sociólogos atentos e psicólogos preocupados intentam soluções imediatas, sacrificando interesses pessoais, a serviço da humanidade. Artistas e trabalhadores afadigam-se nas suas áreas de ação, doando alegria e propondo segurança. Movimentos de “não violência” somam-se aos dos “direitos humanos”, tentando a guerra para o passado e acabar com os crimes contra os indivíduos que padecem penosas injustiças políticas arbitrárias. Agremiações de “proteção aos animais” e vanguardeiros da “preservação da Natureza” lutam em favor do respeito à vida em todas as suas expressões. Entidades de classes, de minorias raciais, religiosas e sociais, promovem serviços de defesa dos fracos, dos desamparados, dos que sofrem infamantes descriminações.
No meio de tantos infortúnios, os dramas da humanidade (...) produzem estupor, comoção geral, a solidariedade latente nas outras criaturas.
O amor ainda comanda os homens, enfermos momentaneamente porque se negam a exteriorizá-lo em toda a sua potencialidade.
O amor está em tudo, pois é Deus aguardando oportunidade.
Não te recuses amar e demonstrá-lo, liberando-te das paixões entorpecedoras (...). Coloca no fogaréu a tua quota d’água que, embora insignificante, é de alta importância. Talvez não apague as labaredas crepitantes, no entanto, o teu exemplo influenciará outros companheiros (...) a que sigam o teu gesto.
Protesta contra o mal, agindo no bem.
Luta contra o crime, atuando na educação.
Levanta tua bandeira de paz, tornando-te pacífico em qualquer circunstância.
Vives uma hora de transição terrena e a dor deve ser vencida e assimilada, tornando-a valiosa experiência para evitar o desânimo ou o desequilíbrio futuro.
O momento é de desafio e ninguém deve se eximir à luta.
Reserva um pouco do teu tempo realizando, gratuitamente, algo de bom e de belo em favor do teu próximo, portanto da humanidade, e verás que se apagarão as chamas devoradoras que ameaçam de extinção a vida do planeta.
(Mensagem de Joanna de Ângelis, do Livro Otimismo de Divaldo Franco)




O Perdão no Lar

Cultivar o perdão no ambiente doméstico é capacitar-se para a convivência social plena. Só cresce quem sabe perdoar e abre o coração em acolhimento ao outro.
As relações podem gerar mágoas quando criamos expectativas para o comportamento dos outros. Essas mágoas vão se acumulando ao longo da Vida, são fomentadoras e geradoras de complexos e passíveis de serem somatizadas, apresentando-se como doenças.
Quando identificarmos atitudes realmente arbitrárias contra nós, devemos, para que se evite a mágoa, tentar compreender que também poderíamos ser capazes de cometer o mesmo equívoco da pessoa que nos atinge.
Importante lembrar que aquilo, que nos incomoda na atitude do outro, muitas vezes é decorrente da conexão que acontece entre aquele ato e algo em nosso psiquismo inconsciente ainda não resolvido. Provavelmente existem situações gravadas em nós que provocaram mágoa e raiva em alguém. Esses registros arquivados em nossa mente decorrem de várias experiências vividas nas existências reencarnatórias e que necessitam de atenção.
Perdoar é doar mais, isto é, não se permitir abrigar o egoísmo que só vê a si mesmo, compreendendo o equívoco do outro.
O cultivo do perdão começa na medida que se busca o reequilíbrio após discussões domésticas típicas do estresse e da falta de diálogo e sempre que se deixa de transferir responsabilidades para os outros. É comum buscar-se um culpado e isso é fomentador de revoltas, de sentimentos contaminados e de novas discussões.
 O perdão liberta o outro da culpa permitindo-lhe refletir sobre os acontecimentos que geraram as discussões. Abre-lhe o coração para o entendimento de si mesmo e do outro.
O perdão sugere a compaixão. Ela deve estar sempre presente quando dirigirmos o olhar sobre o outro que se encontra em equívoco ou em desequilíbrio de qualquer natureza. A compaixão nos permite abrir a mente e o coração simultaneamente para a empatia com o outro, fazendo-nos vibrar numa frequência que nos aproxima de Deus.
Para que o perdão realmente ocorra é preciso remover velhas feridas que ainda sangram no coração promovendo a mágoa. Antigas desavenças, velhas inimizades, ódios não aplacados, devem ser, em face do perdão, removidos para que o amor seja sentido em plenitude.
(Do Livro Evangelho e Família, de Adenàuer Novaes)


quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Ano II - Rio das Ostras - Edição fevereiro 2018

Editorial

Recapitulação

Cada dia, na Terra, a vida se te recomeça no coração.
Cada nascer do sol é nova luz para que aí nos desfaçamos da sombra que ainda nos obscurece o espírito.
E, nos círculos da evolução em que ainda te agitas, a claridade matinal é como que o convite sempre renovado para as obras do bem.
A Infinita Bondade do Céu te apagou a lembrança temporariamente, a fim de que o esquecimento te valorize a movimentação da consciência sempre livre para escolher.
Não te detenhas em dúvidas e incertezas.
Vale-te do dia para a sementeira do bem.
Cada pessoa que te busca é alguém que regressa de longe para auxiliar-te na edificação da felicidade ou para auxiliar-te no aprimoramento interior que necessitas desenvolver.
Cada problema que te preocupa é serviço que deixaste à distância, sem solução, retornando-te à esfera de trabalho, para o aclaramento do raciocínio ou para a melhoria do coração.
Cada sofrimento é a sombra que estendeste no passado e que volta ao presente, a fim de que a transformes em luz.
Cada aflição que te requisita a alma é o espinheiro que cultivaste no pretérito a reaproximar-se de ti, para que convertas os acúleos antigos em flores de amor para a imortalidade.
Vale-te das bênçãos do olvido temporário e dos valores potenciais de cada dia, trabalhando em favor da própria elevação, porque, mais tarde, a memória ser-te-á restaurada no santuário interno e abençoarás a dor e a luta de agora por preciosos recursos de reajuste, concórdia e sublimação.

(Mensagem de Emmanuel, do Livro Indulgencia de Francisco Cândido Xavier)



Vida em família

Há no homem alguma coisa mais, além das necessidades físicas: há a necessidade de progredir. Os laços sociais são necessários ao progresso e os de família mais apertados tornam os primeiros. Eis que os segundos constituem uma lei da Natureza. Quis Deus que, por essa forma, os homens aprendessem a amar-se como irmãos. A família é, pois [...] uma instituição divina, cuja finalidade precípua consiste em estreitar os laços sociais, ensejando-nos o melhor modo de aprendermos a amar-nos como irmãos. Nesse sentido, o relaxamento dos laços de família representa uma prática antinatural, uma [...] recrudescência do egoísmo.
De todas as associações existentes na Terra [...] nenhuma talvez mais importante em sua função educadora e regenerativa: a constituição da família. De semelhante agremiação, na qual dois seres se conjugam, atendendo aos vínculos do afeto, surge o lar, garantindo os alicerces da civilização. Através do casal, aí estabelecido, funciona o princípio da reencarnação, consoante as Leis Divinas, possibilitando o trabalho executivo dos mais elevados programas de ação do Mundo Espiritual.
Fácil entender que é assim justamente que nós, os espíritos eternos, atendendo aos impositivos do progresso, nos revezamos na arena do mundo, ora envergando a posição de pais, ora desempenhando o papel de filhos, aprendendo, gradativamente, na carteira do corpo carnal, as lições profundas do amor — do amor que nos soerguerá, um dia, em definitivo, da Terra para os Céus.
(Pauta de reflexão do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita)




Necessidade do trabalho

O trabalho [...] é lei da Natureza, mediante a qual o homem forja o próprio progresso, desenvolvendo as possibilidades do meio ambiente em que se situa, ampliando os recursos de preservação da vida, por meio das suas necessidades imediatas na comunidade social onde vive. Desde as imperiosas necessidades de comer e beber, defender-se dos excessos climatéricos até os processos de garantia e preservação da espécie, pela reprodução, o homem vê-se coagido à obediência à lei do trabalho. Sendo assim, o trabalho se impõe ao ser humano como uma necessidade porque é um [...] meio de aperfeiçoamento da sua inteligência. Sem o trabalho, o homem permaneceria sempre na infância, quanto à inteligência. Por isso é que seu alimento, sua segurança e seu bem-estar dependem do seu trabalho e da sua atividade. Ao extremamente fraco de corpo outorgou Deus a inteligência, em compensação. Mas é sempre um trabalho.
O trabalho, entendido como lei da Natureza, [...] é das maiores bênçãos de Deus no campo das horas. Em suas dádivas de realização para o bem, o triste se reconforta, o ignorante aprende, o doente se refaz, o criminoso se regenera. É [...] o guia na descoberta de nossas possibilidades divinas, no processo evolutivo do aperfeiçoamento universal. Nele [...] a alma edifica a própria casa, cria valores para a ascensão sublime.
Os Espíritos Orientadores nos esclarecem que o trabalho do homem [...] visa duplo fim: a conservação do corpo e o desenvolvimento da faculdade de pensar, o que também é uma necessidade e o eleva acima de si mesmo. O trabalho, em tese, para o ser em processo de evolução, configura-se sob três aspectos principais: material, espiritual, moral. Através do trabalho material, propriamente dito, dignifica-se o homem no cumprimento dos deveres para consigo mesmo, para com a família que Deus lhe confiou, para com a sociedade de que participa. Pelo trabalho espiritual, exerce a fraternidade com o próximo e aperfeiçoa-se no conhecimento transcendente da alma imortal. No campo da atividade moral, lutará, simultaneamente, por adquirir qualidades elevadas, ou, se for o caso, por sublimar aquelas com que já se sente aquinhoado.
(Pauta de reflexão do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita)


terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Ano I – Rio das Ostras – Edição Janeiro 2018

Editorial


Respeite Tudo

         Do cultivo da crença raciocinada, no santuário da Inteligência, nascem os frutos substanciosos da certeza no porvir.
          Da vontade de realizar o bem, surgem todos os empreendimentos duradouros no mundo.
          Do esforço disciplinado e incessante, nenhuma construção pode prescindir para permanecer equiparada na sua atividade específica.
          Dos sinais vivos e puros da fraternidade no próprio semblante ninguém pode fugir, se deseja alcançar a alegria real.
          Da busca criteriosa do conhecimento promana a atualização e a competência do trabalhador.
          Da utilização da hora presente, em movimento digno, decorrem a segurança e a tranquilidade merecida nas horas próximas.
 Da hierarquia de valores, sustentada pelas Leis Eternas, alma alguma conseguirá esquivar-se.
          Da fixação do mal no leito da estrada derivam-se todas as frustrações e todas as dores que perturbam a marcha do caminheiro.
         A vida constitui encadeamento lógico de manifestações, e encontramos em toda parte a sucessão contínua de suas atividades, com influenciação recíproca entre todos os seres, salientando-se que cada coisa e cada criatura procede e depende de outras coisas e de outras criaturas.
          Assim, respeite tudo, ame a todos e confie sempre na vitória do bem, para que você possa manter os padrões da verdadeira felicidade no campo íntimo, dentro do Campo Ilimitado da Evolução.

(Mensagem do Livro Estude e Viva de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira)

No Templo do Lar

Indiscutivelmente, o avanço científico do mundo estabelece múltiplos sistemas de cura na atualidade terrestre.
Vitaminas e hormônios, eletricidade e magnetismo, fluidos e melodias são recursos empregados no fortalecimento da saúde humana.
Acreditamos, no entanto, que o culto doméstico do Evangelho é a fonte real da medicina preventiva, sustentando as bases do equilíbrio físico-psíquico. 
O centro da vicia reside na mente e a mente se nutre de emoções e ideias. É que se coloca sob a orientação do Cristo, aceitando-Lhe o governo espiritual no campo íntimo, harmoniza-se com a Boa Lei, purificando propósitos, elevando atitudes e sublimando resoluções que edificam a consciência e o coração para a Vida Superior. 
Os princípios evangélicos são elementos de vida, e convenientemente aplicados no recesso do lar, sanam as chagas da maledicência, previnem a cólera destrutiva, curam os efeitos desastrosos da imprudência, afastam os perigos da antipatia gratuita, balsamizam as úlceras da desilusão e favorecem o clima da fraternidade e da confiança, suscetível de criar a felicidade verdadeira para quantos se empenham na evolução, no reajuste, na melhoria e na elevação. 
Pensar bem é edificar o que é bom. E somente Jesus é o Mestre do pensamento reto e purificado, a expressar em favor do erguimento comum, no repouso e no trabalho, no silêncio e no ruído, na dor e na alegria, que constituem importantes posições de nossa viagem para os cimos da vida. 
Cultivar o Evangelho, no santuário familiar, é nortear a nossa experiência para o Reinado de Deus, em nós e fora de nós. 
Criar semelhante serviço, pois, no domicílio de nossas almas, é simples dever, porquanto, pela palavra que ensina e ajuda, aprenderemos a abrir as portas do coração para que, na intimidade de nós mesmos, possamos sentir a Divina Presença de Jesus, nosso Mestre e Senhor. 
(Mensagem de Pio Ventania, do Livro Luz no Lar de Francisco Candido Xavier)


Reino Íntimo

Que a Terra ainda é um mundo de expiações e testes constantes, não há que duvidar. Dificuldades e obstáculos repontam de toda parte. Entretanto, em qualquer situação, ser-nos-á possível criar um mundo à parte, em que a paz nos ilumine em direção do futuro. Encontrarás, talvez, os que te golpeiam o coração, lesando-te o campo afetivo, qual se compromissos assumidos nada valessem, ante a dominação do prazer; contudo, podes assegurar a tranquilidade própria, com o esquecimento de semelhantes agressões, nas quais os agressores se fazem infelizes por eles mesmos. Terás pela frente, em muitas ocasiões, a perseguição e a injustiça; no entanto, saberás imunizar-te contra os males do ressentimento, desculpando as injúrias. Provavelmente, conhecerás grandes perdas de amigos aos quais te empenhaste, de alma e coração; todavia, surpreenderás na própria fé a energia para reiniciar a construção de tua segurança, na certeza de que a cada um de nós a vida atribuirá isso ou aquilo, segundo as nossas próprias obras. Perderás, talvez, afeições numerosas que te deixarão a sós, nos instantes difíceis, porém, saberás agir compreensivamente, buscando o bem, com o olvido de todo mal, e assim aprenderás a identificar os verdadeiros amigos, elegendo em teu favor uma seleção de companheiros capazes de amparar-te e de entender-te nos encargos que foste chamado a cumprir. O mundo é um palco imenso de provas e tribulações, funcionando à maneira de escola em que se nos apresentam vários tipos de educação e aprimoramento, mas nessa área imensa de lutas, podes perfeitamente criar, nos recessos da alma, a fé e a serenidade, a coragem e a fortaleza que podem garantir a paz e a segurança dentro de ti.
(Mensagem de Emmanuel, do Livro Inspiração de Francisco Cândido Xavier)


sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Ano I – Rio das Ostras – Edição Dezembro 2017

Editorial


Vivendo em plenitude

Se julgas que viver bem é usufruir de posses que impeçam a aflição da necessidade, ser profissionalmente bem-sucedido ou ainda ter a possibilidade de residir em condições diferenciadas de luxo e ambição, sem precisar conter nem gastos, nem os desejos às vezes insanos, não sabes realmente o que é viver.
Segues pela vida sem te dar conta de que és escravo constante de variados modismos e te impõe a obrigação de estar sempre à altura de supostos amigos que usufruem contigo esses bens que supostamente te ornam a existência.
No entanto, essas posses pertencem à cadeia econômica do planeta e não o deixarão contigo à hora de partir. Nesse momento mudarão de mãos, como tantas vezes já o fizeram até chegar às tuas, às quais não destróis e sacrificas, que choras e anseias. É por elas que esqueces a tua origem divina e a tua destinação final.
Percebe a tempo que és apenas mais um elo da infinita corrente por onde os bens transitarão sem pertencer a ninguém de forma definitiva.
Eles existem para serem usufruídos com equilíbrio, enquanto te pertencerem, sem açular do egoísmo e o orgulho que aprisionam as almas como pássaros em gaiolas douradas e, mesmo cheias de beleza, não lhes permitem o voo da liberdade.
Não condiciones a felicidade à opulência, pois muitos que nesta vivem são tristes e solitários e escondem atrás de joias e rostos maquiados o sofrimento de uma alma atônita e aflita, sem eira nem beira, distante de Deus.
Se não fazes parte do círculo dos agraciados com a fortuna, não os invejes e nem tão pouco os ignores, pois às vezes tens muito mais a lhes oferecer do que todo o dinheiro que eles detêm poderia te dar. Eles não conseguem comprar a fé, nem a resignação, nem o amor.
Mostra-lhes que embora o corpo solicite eventuais adereços, a alma necessita seguir liberta dos grilhões que insistem em aprisioná-la a uma existência unicamente material.
Se vives a prova da riqueza, não esqueças dos que nada tem. Aprende a repartir e assim multiplicar os benefícios aos menos afortunados.
Somente assim adquirirás bens de valor inestimável que permitirão que deixes um dia a Terra sem te sentires deserdado ou solitário, porque soubeste viver em plenitude a vida que foi lhe concedida.
Não desprezes os que seguem contigo, nas figuras de familiares ou amigos próximos, pois eles são as oportunidades que tens de melhorar no quesito desprendimento, fazendo surgir novos valores que te passam despercebidos.
No próprio corpo encontrarás mil novos motivos para agradecer o que nenhum poder aquisitivo poderá comprar, como a perfeição do cérebro a experimentar cada detalhe da existência, regendo a orquestra da vida, célula a célula, sem que percebas ou possas interferir, apesar do suposto poder que te conferes.
Agradece a Deus a vida e vive-a na plenitude do amor, pois esse é o maior bem que qualquer alma poderá conquistar.
(Mensagem de Maria do Rosário Del Pilar, do Livro A conquista da felicidade – Eulália Bueno)






No dia 24 de novembro p.p., a Casa Espírita Suave Caminho realizou uma homenagem a nossa irmã Marilena da Silva Martins, que no próximo dia 11 de dezembro viaja para sua nova morada: Portugal.
     Desejamos que o Nosso Pai Maior e nosso amado Mestre Jesus a proteja, que lhe dê saúde, fé, sabedoria, perseverança, prosperidade, confiança e muito sucesso na sua nova jornada!

     Nossa querida irmã e amiga Marilena plantou sementes de amizades sinceras e hoje colhe os frutos doces de ter amigos verdadeiros...      Todos sentiremos saudades, e não vai ser pouca não, pois a amamos demais.
     Boa viagem Marilena!
     Tendo certeza de que será um até breve!



 O homem de bem

De acordo com os ensinamentos da Doutrina Espírita, o [...] Espírito prova a sua elevação, quando todos os atos de sua vida corporal representam a prática da lei de Deus e quando antecipadamente compreende a vida espiritual. Quando encarnado, o Espírito, nessas condições morais, constitui-se no protótipo do homem de bem.
Pode dizer-se que o [...] verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem.
Deposita fé em Deus, na Sua bondade, na Sua justiça e na Sua sabedoria. Sabe que sem a Sua permissão nada acontece e se Lhe submete à vontade em todas as coisas.
Têm fé no futuro, razão por que coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.
Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções são provas ou expiações e as aceita sem murmurar.
Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar paga alguma, retribui o mal com bem, toma a defesa do fraco contra o forte, e sacrifica sempre seus interesses à justiça.
Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos. Seu primeiro impulso é pensar nos outros, antes de pensar em si, é cuidar dos interesses dos outros antes do seu próprio interesse. O egoísta, ao contrário, calcula os proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa.
O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus. É todo aquele que vivencia o sentimento de caridade em todos os atos da sua existência.
Ainda, nesse contexto, é oportuno ressaltar que as qualidades do homem de bem são as que todo espírita sincero deve buscar para si mesmo. Isso porque o [...] Espiritismo não institui nenhuma nova moral; apenas facilita aos homens a inteligência e a prática da do Cristo, facultando fé inabalável e esclarecida aos que duvidam ou vacilam. Por isso, afirma Kardec: Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más.
(Pauta do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita)



Ante o natal

Considerando a alta significação do Natal em tua vida, podes ouvir e atender os apelos dos pequeninos esquecidos no grabato da orfandade ou relegados às palhas da miséria, em memória de Jesus quando menino; consegues compreender as dificuldades dos que caminham pela via da amargura, experimentando opróbrio e humilhação e dás-lhes a mão em gesto de solidariedade humana, recordando Jesus nos constantes testemunhos; abres os braços em socorro aos enfermos, estendendo-lhes o medicamento salutar, desejando diminuir a intensidade da dor, evocando Jesus entre os doentes que O buscavam, infelizes; ofereces entendimento aos que malograram moralmente e se escondem nos recantos do desprezo social, procurando-os para os levantar, reverenciando Jesus que jamais se furtou à misericórdia para os que os foram colhidos nas malhas da criminalidade, muitas vezes sob o jugo de obsessões cruéis; preparas a mesa, decoras o lar, inundas a família de alegrias e cercas os amigos de mimos e carinho pensando em Jesus, o Excelente Amigo de todos...
Tudo isto é Natal sem dúvida, como mensagem festiva que derrama bênçãos de consolo e amparo, espalhando na Terra as promessas de um Mundo Melhor, nos padrões estabelecidos por Jesus através das linhas mestras do amor.
Há, todavia, muitos outros corações junto aos quais deverias celebrar o Natal, firmando novos propósitos em homenagem a Jesus.
Companheiros que te dilaceraram a honra e se afastaram; amigos que se voltaram contra a tua afeição e se fizeram adversários; conhecidos caprichosos que exigiram alto tributo de amizade e avinagraram tuas alegrias; irmãos na fé que mudaram o conceito a teu respeito e atiraram espinhos por onde segues; colaboradores do teu ideal, que sem motivo se levantaram contra teu devotamento, criando dissensão e rebeldia ao teu lado; inimigos de ontem que se demoram inimigos hoje; difamadores que sempre constituíram dura provação. Todos eles são oportunidade para a celebração do Natal pelo teu sentimento cristão e espírita.
Esquece os males que te fizeram e pede-lhes te perdoem as dificuldades que certamente também lhes impuseste.
Dirige-lhes um cartão colorido para esmaecer o negrume da aversão que os manteve em silêncio e à distância nos quais, talvez, inconscientemente te comprazes.
Provavelmente alguns até gostariam de reatar liames... Dá-lhes esta oportunidade por amor a Jesus, que a todo instante, embora conhecendo os inimigos os amou sem cansaço, oferecendo-lhes ensejos de recuperação.
O Natal é dádiva do Céu à Terra como ocasião de refazer e recomeçar.
Detém-te a contemplar as criaturas que passam apressadas. Se tiveres olhos de ver percebê-las-ás tristes, sucumbidas, como se carregassem pesados fardos, apesar de exibirem tecidos custosos e aparência cuidada.
Explodem facilmente, transfigurando a face e deixando-se consumir pela cólera que as vence implacavelmente.
Todas desejam compreensão e amor, entendimento e perdão, sem coragem de ser quem compreenda ou ame, entenda ou perdoe.
Espalha uma nova claridade neste Natal, na senda por onde avanças na busca da Vida.
Engrandece-te nas pequenas doações, crescendo nos deveres que poucos se propõem executar.
Desde que já podes dar os valores amoedados e as contribuições do entendimento moral, distribui, também, as joias sublimes do perdão aos que te fizeram ou fazem sofrer.
Sentirás que Jesus, escolhendo um humílimo refúgio para viver entre os homens semeando alegrias incomparáveis, nasce, agora, no teu coração como a informar-te que todo dia é natal para quem o ama e deseja transformar-se em carta-viva para anunciá-lo às criaturas desatentas e sofredoras do mundo.
Somente assim ouvirás no imo d’alma e entenderás a saudação inesquecível dos anjos, na noite excelsa:
 “Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade, para com os homens” — vivendo um perene natal de bênçãos por amor a Jesus.
(Mensagem de Joana De Angelis no Livro Espírito e Vida de Divaldo Franco)

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