sexta-feira, 1 de junho de 2018

Ano II - Rio das Ostras - Edição Junho 2018

Editorial

Que venha a tempestade
Porque depois virá a bonança
Que venha a maldade
Porque depois nasce a esperança
Que venha o escândalo
Porque dele nascerá a solução
Que venha a dor, o vândalo,
Porque depois virá a salvação
Assim são as coisas na Terra
A ignorância, a ganância
Tudo se acaba depois que se erra
Outras ideias, outras primaveras
Destruirão o desamor, as quimeras
Não nos esqueçamos da fé,
O que nos sustenta em pé.
Para depois de tanta confusão
Herdarmos o mundo de regeneração.

Fé meus irmãos, muita fé e prece
São as armas que nos salvarão.
Um irmão, que Deus os ampare.
(Psicografia recebida em 28/05/2018 pela médium Elter)

Fé  
“Mas os cuidados deste mundo, os enganos das riquezas   as ambições doutras coisas, entrando, sufocam a palavra, que fica infrutífera.”   Jesus (Marcos, 4:19)

A árvore da fé viva não cresce no coração, miraculosamente.
Qual acontece na vida comum, o Criador dá tudo, mas não prescinde do esforço da criatura.
Qualquer planta útil reclama especial atenção no desenvolvimento.
Indispensável cogitar-se do trabalho de proteção, auxílio e defesa. Estacadas, adubos, vigilância, todos os fatores de preservação devem ser postos em movimento, a fim de que o vegetal precioso atinja os fins a que se destina.
A conquista da crença edificante não é serviço de menor esforço.
A maioria das pessoas admite que a fé constitua milagrosa auréola doada a alguns espíritos privilegiados pelo favor divino.
Isso, contudo, é um equívoco de lamentáveis consequências.
A sublime virtude é construção do mundo interior, em cujo desdobramento cada aprendiz funciona como orientador, engenheiro e operário de si mesmo.
Não se faz possível a realização, quando excessivas ansiedades terrestres, de parceria com enganos e ambições inferiores, torturam o campo íntimo, à maneira de vermes e malfeitores, atacando a obra.
A lição do Evangelho é semente viva.
O coração humano é receptivo, tanto quanto a terra.
É imprescindível tratar a planta divina com desvelada ternura e instinto enérgico de defesa.
Há muitos perigos sutis contra ela, quais sejam os tóxicos dos maus livros, as opiniões ociosas, as discussões excitantes, o hábito de analisar os outros antes do autoexame.
Ninguém pode, pois, em sã consciência, transferir, de modo integral, a vibração da fé ao espírito alheio, porque, realmente, isso é tarefa que compete a cada um.
(Mensagem de Emmanuel, no livro Vinha de Luz de Francisco Cândido Xavier)



Se Tiveres Amor

Livro dos Espíritos, questão nº 887.
Jesus também disse: Amai mesmo os vossos inimigos. Ora, o amor aos inimigos não será contrário às nossas tendências naturais e a inimizade não provirá de uma falta de simpatia entre os Espíritos?

Se tiveres amor, caminharás no mundo como alguém que transformou o próprio coração em chama divina a dissipar as trevas...
Encontrarás nos caluniadores almas invigilantes que a peçonha do mal entenebreceu, e relevarás toda ofensa com que te martirizem as horas...
Surpreenderás, nos maldizentes, criaturas desprevenidas que o veneno da crueldade enlouqueceu, e desculparás toda injúria com que te deprimam as esperanças...
Observarás no onzenário a vítima da ambição desregrada, acariciando a ignomínia da usura em que atormenta a si próprio, e no viciado o irmão que caiu voluntariamente na poça de fel em que arruína a si mesmo...
Reconhecerás a ignorância em toda manifestação contrária à justiça e descobrirás a miséria por fruto dessa mesma ignorância em toda parte onde o sofrimento plasma o cárcere da delinquência, o deserto do desespero, o inferno da revolta ou o pântano da preguiça...
Se tiveres amor saberás, assim, cultivar o bem, a cada instante, para vencer o mal a cada hora...
E perceberás, então, como o Cristo fustigado na cruz, que os teus mais acirrados perseguidores são apenas crianças de curto entendimento e de sensibilidade enfermiça, que é preciso compreender e ajudar, perdoar e servir sempre, para que a glória do amor puro, ainda mesmo nos suplícios da morte, nos erga o espírito imperecível à bênção da vida eterna.
(Emmanuel, no Livro Religião dos Espíritos de Francisco Cândido Xavier)



Antes do Berço

 Antes do berço, quase sempre, conhece a alma humana, plenamente desperta, grande parte dos débitos que lhe induzem o coração a remergulhar nas forças do Plano Físico.
Muitas vezes com o auxílio dos benfeitores que endossam as novas experiências, contempla o quadro de provações em que testemunhará humildade e renúncia.
Muitos candidatos ao recomeço da aprendizagem na Terra, em semelhantes visões do limiar, tremem e choram, debatendo-se em clamoroso receio, acovardados à última hora.
É então que o afeto dos pais lhes confere doce refúgio.
No clima nutriente do lar, aquietam as próprias ânsias, refazendo-se à luz do entendimento e da prece, para o combate consigo mesmo na estrada redentora.
Entretanto, se pais e mães, nessa hora, surgem moralmente inabilitados, entre a indiferença e a discórdia, desajustes e enfermidades poderão sobrevir na grande passagem, porquanto o aborto e o desequilíbrio aparecerão aflitivos, sobrecarregando o nascituro de pesados gravames que, em muitas ocasiões, só a morte inesperada conseguirá reprimir.
Pais amigos, guardai convosco, ante o berço terrestre, a oração e o carinho, a caridade e a paz, porque sois responsáveis, na luz da reencarnação, por aquele que volta, em nome do Senhor, a rogar-vos abrigo, a fim de burilar-se e servir, ofertando-vos, ao mesmo tempo, as mais nobres oportunidades de elevação...
(Mensagem de Emmanuel, no livro Família de Francisco Cândido Xavier)




Psicografia recebida em 28/05/2018 pela médium Delmarice

A paz seja com vocês, meus irmãos queridos. Vamos nos armar com a prece e com o evangelho de Jesus, pois estamos num momento de grande turbulência.
Este nosso país, Brasil, precisa muito da ajuda de todos irmãos que estão nas fileiras da seara de Jesus.
Vamos deixar comentários desnecessários. Vamos com muita vontade, coragem e fé, iluminar todo este planeta que nos oferece grandes oportunidades de reajuste.
Irmãos, se conseguirmos que cada grupo se posicione com o evangelho e a prece, será mais fácil para nossos irmãos da espiritualidade ir aliviando toda a psicosfera, e assim ir levando luz onde as trevas queiram fazer morada.
Vamos queridos, avante! Vamos orar e vigiar nossos pensamentos e palavras. Que a paz de Jesus os envolva.
E, por favor, repassem para todos, que deixem todo comentário que não seja para o bem, em todos os momentos e, principalmente, entre os irmãos desta Casa.
Fiquem na paz, na oração e vigilantes.
Paz e muita confiança pois tudo é necessário, então não se desesperem, e sim, confiem e orem.




segunda-feira, 30 de abril de 2018

Ano I - Rio das Ostras - Edição Maio 2018

Editorial

Amor à vida

Amar a vida é sentir-se ligado ao divino, ao espiritual, ao transcendente. A vida é uma melodia de amor que ecoa por toda parte. Ame a vida, pois é nela que você existe. O amor de Deus não nos permite ausentar-nos dela. Não se tem mais de uma Vida. Ela é única e eterna. Valorize-a por você e por Deus.
Viver é uma arte. É uma construção estética do espírito. Viver em paz consigo mesmo é viver bem com o outro. Todos somos convidados a viver com o outro e, nesse convívio, aprendemos a viver bem conosco. O outro é sempre um espelho positivo onde enxergamos o negativo que existe dentro de nós mesmos. Se você acha que sua vida não tem sentido por não ter um amor, lembre-se de que o sentido dela é dado por você e só a você compete a escolha de ser feliz com o amor que lhe compete doar. Não se entregue ao passado como se ele fosse seu presente ou seu futuro. O amor é sua constituição e não se encontra presentificado no outro.
 Quando o amor comanda a vida, ela se faz plena de realizações nobres, não se deixando contaminar pelo pessimismo e derrotismo característicos daqueles que abandonaram o caminho do Bem. Há momentos sublimes na vida que marcam para sempre a pessoa. Tais momentos alcançam o ser humano nas vibrações do amor. Quando isso ocorre, há o enriquecimento daquele que o experimenta. Jamais esquecemos aquilo em que colocamos a energia do amor. A carga afetiva que adicionamos aos fatos da vida nos acompanhará para sempre na intensidade que determinarmos. A filosofia verdadeira é a do amor à vida. É a que estabelece como bandeira a realização do amor na Terra. O amor nasceu com a vida e, na Terra, ganhou maturidade com o Cristo. O amor provoca a revigoração da vida. É o alimento que a nutre. É o oxigênio da Criação. A vida é obra do amor e nele se estrutura. Gostar de viver é nutrir-se do amor para seu próprio crescimento.
A vida na Terra é um ato do amor de Deus. É uma oportunidade de refazer-se na longa caminhada pela perfeição. É poder sentir-se uno com a Criação Divina. Ao admirar a Natureza percebe-se o quanto ela é bela e grandiosa. Suas mínimas particularidades revelam a Grandeza de seu Autor. Nada foi esquecido ou desprezado. Tudo se encontra em desenvolvimento e evolução. Amar é abrir uma janela para a vida. É despertar do sono letárgico em que se vive. É sair do casulo das paixões inferiores e entregar-se ao divino. É perceber-se Um com Deus e com o outro. O amor é a essência do universo. Sua constituição íntima é o amor. No amor está a síntese da vida. Ela só tem sentido quando formos capazes de perceber o amor. Em tudo observamos a presença do amor. Ele se manifesta como energia mantenedora da vida. A vida dedicada ao amor é a vida plena. A vida entregue ao amor é a vida completa. Não se entregue a outra coisa na qual não possa perceber o amor pleno. Se sua vida foi dedicada ao amor, tenha certeza de ter cumprido sua tarefa na Terra. Quando outras vidas se juntam à nossa, é sinal de que o amor deverá estar presente como condição básica de ligação para o crescimento de todos. Ninguém está presente em sua vida por acaso. Cada pessoa é oportunidade de amar e crescer. O outro em nossa vida é a ligação com o que está oculto em nós. É fator de crescimento pessoal. Facilita o contato com nossa essência oculta, desconhecida e misteriosa. A vida, qualquer que seja o desafio em que nos encontremos, é abençoado presente de Deus cujo uso é de nossa responsabilidade.
Percebe-se se verdadeiramente amamos na vida quando a ela devolvemos tudo que nos deu e mais aquilo que de nós mesmos oferecemos. Quem ama explode em viver. Vive em alegria e alegra-se em existir. Transborda em compreensão, em afeto, em autopercepção e heteropercepção. Viver não significa ser conhecido ou ter notoriedade entre os homens. Muitos alcançam o estrelato sem terem crescido verdadeiramente. A verdadeira vitória é a que encetamos contra nossas más inclinações. É considerado vitorioso quem vence a si mesmo.
 Jesus deu sua vida em favor e por amor à Vida.
(Mensagem do Livro Amor Sempre de Adenàuer Novaes)





Onde nossos pensamentos têm nos conduzido?

“O pensamento ... é criador. Não atua somente em volta de nós, influenciando nossos semelhantes para o bem ou para o mal; atua principalmente em nós; gera nossas palavras, nossas ações e, com ele, construímos, dia a dia, o edifício grandioso ou miserável de nossa vida presente e futura”. Léon Denis

            A linguagem universal dos espíritos é o pensamento. E nós, espíritas, a partir de nossos estudos, sabemos que mais do que linguagem, ele também é fonte geradora do que somos, fazemos e sentimos. Mas, como afirma Léon Denis, se o pensamento é criador, nos questionamos: “o que estou fazendo com o meu”? Estou trabalhando na construção de ideias e gerando ações saudáveis e principalmente de acordo com as Leis Divinas?
            Temos conhecimento, através da literatura espírita, que, se no plano espiritual, construímos casas, cidades, vestimentas, plasmando o que queremos, também nos ligamos a grupos de espíritos que possuem a mesma faixa de sintonia que a nossa; tudo pelo pensamento…
           Tudo é reflexo do que pensamos, toda ação que realizamos gera consequências, influenciando nossos semelhantes para o bem ou para o mal. Mas aqui na nossa vivência diária, enquanto encarnados, como estamos agindo? E como está sendo esta influência a partir do que executamos com nossos pensamentos? Pensar correto não é tarefa fácil, ter disciplina mental requer esforço, perseverança, determinação. É um trabalho diário educarmos nossos sentimentos, pois são eles os condutores de nossas ideias.
            Comportamo-nos, muitas vezes, de forma invigilante, nos esquecendo das consequências de nossas ações, (que são reflexo do que pensamos) e agimos em completo automatismo. Por isso precisamos do estudo, do trabalho doutrinário, para que gradativamente nosso íntimo se povoe das vibrações positivas trazidas pela ação no Bem. Enquanto espíritas, temos ferramentas que nos fazem exercitar nossos bons sentimentos em detrimento daqueles que trazemos em nossa bagagem espiritual. Tudo o que construímos nesta reencarnação está diretamente ligado ao que conseguimos apreender com nossos esforços em domar más tendências e substituí-las por generosidade, bondade, benevolência, indulgência, perdão das ofensas. Se sabemos de tudo isto, uma vez mais podemos perguntar: como está a nossa prática? E na convivência com nossos irmãos de caminhada, como estamos lidando com cada um deles? Léon Denis diz que “... em todas as nossas relações sociais, em nossas relações com os nossos semelhantes, é preciso que nos lembremos constantemente disto: os homens são viajantes em marcha, ocupando pontos diversos na escala da evolução pela qual todos subimos. Isto nos remete à nossa igualdade de espíritos, pois estamos todos no mesmo barco, sem que sejamos melhores ou piores que nossos irmãos, mas com a responsabilidade de, com nosso esforço, influenciar de forma positiva, para o Bem, para o Belo”. “... por conseguinte, nada devemos exigir, nada devemos esperar deles, que não esteja em relação com seu grau de adiantamento.” “... a todos devemos tolerância, benevolência e até perdão; porque, se nos causam prejuízo, se escarnecem de nós e nos ofendem, é quase sempre pela falta de compreensão e de saber, resultantes de desenvolvimento insuficiente”.
            Portanto, irmãos, fiquemos alerta e tenhamos cada vez mais a consciência de que os nossos pensamentos não só influenciam, mas também refletem, em nossas ações, nossa conduta que deve ser, cada vez mais, compatível com estes ensinamentos.
            A incomensurável Misericórdia Divina nos impulsiona a não estacionar, porque ainda não somos a pureza em pessoa. Temos, desta forma, em nosso Evangelho — nosso tratado de bem proceder — as orientações necessárias, quando, por exemplo, os espíritos nos falam da Indulgência e recomendam: “... sede indulgentes porque a indulgência seduz, acalma, corrige, enquanto que o rigor desanima, afasta e irrita.
(ESSE, cap. X, item 16 – Texto de Suely Sena Nascimento. Adaptado.)



Confiança Recíproca


Muitos companheiros na Terra se declaram indignos de trabalhar na Seara do Bem, alegando que não merecem a confiança do Senhor, quando a lógica patenteia outra coisa.
Se o Senhor não te observasse o devotamento afetivo, não te entregaria a formação da família, em cuja intimidade, criaturas diversas te aguardam carinho e cooperação; Se não te apreciasse o espírito de responsabilidade, não te permitiria desenvolver tarefas de inteligência, através das quais influencias grande número de pessoas; Se não acreditasse em tua nobreza de sentimentos, não te induziria a sublimar princípios e atitudes, na realização das boas obras, com as quais aprendes a estender-lhe, no mundo, o reino de Amor; e não te reconhecesse o senso de escolha, não te levaria a examinar teorias do bom e do mal, para que abraces livremente o próprio caminho; se não te aceitasse o discernimento, não te facultaria a obtenção desse ou daquele título de competência, com o qual consegues aliviar, melhorar, instruir ou elevar a vida dos semelhantes.
Se o Senhor não confiasse em ti, não te emprestaria o filho que educas, a afeição que abençoas, o solo que cultivas, a moeda que dás.
"Não cai uma folha de árvore sem que o Pai o queira", ensinou-nos Jesus.
Toda possibilidade da criatura, na edificação do bem, é concessão do Criador. O crédito vem do pai supremo; a aplicação com as responsabilidades consequentes diz respeito a nós. Sempre que te refiras aos problemas da fé, não te fixes tão-somente na fé que depositas em Deus. Recorda que Deus, igualmente confia em ti.
(Mensagem de Emmanuel no Livro Coragem de Francisco Cândido Xavier)




Ave Maria
Maria que nos acolhe.
Maria que nos ampara e sustenta em seus braços amorosos. 
Maria que nos levanta e fortalece com seu amor de mãe.     
Bendita seja Mãe Santíssima que nos ama incondicionalmente.    
Dou-te graças por todos os irmãos que aqui estão e que estão recebendo a bênção do atendimento. Tantos necessitados que sob seu manto divino, estão tendo a oportunidade de seguir adiante.  
Esta humilde serva louva a ti, Mãe Santíssima, neste dia de júbilo.    
Maria, para sempre seja louvada. 
Amem.
(Psicografia recebida em 25/04/2019 pela médium Renata)



sábado, 31 de março de 2018

Ano II – Rio das Ostras – Edição Abril 2018


Editorial
O século XIX apresentou uma dessas épocas em que fomos especialmente abençoados pela bondade superior, a despeito de todas as dificuldades assinaladas neste período. Além das enormes contribuições culturais recebidas, fomos imensamente distinguidos pelo advento do espiritismo, materializado no mundo físico, pelo trabalho inestimável do professor fracês Hippolyte León Denizard Rivail que, ao codificar a Doutrina Espírita, adotou o pseudônimo de Allan Kardec.
Em 18 de abril de 1857, após minucioso trabalho que contou com diversos médiuns colaboradores e uma plêiade de Espíritos superiores, Allan Kardec lança, em Paris, O Livros dos Espíritos, a pedra fundamental do espiritismo.
Esta importante obra traz os principais conceitos da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o provir da humanidade. Raiou, assim, para o mundo a Era Espírita, um marco inicial da codificação que reúne ciência, filosofia e religião, levando o ser humano a um novo patamar de crença: a fé raciocinada.



No Problema da Dor


Para liquidar o problema da dor, ninguém deprecie a responsabilidade que lhe compete.  O Universo é regido pela Justiça Divina e, nos tribunais do Perfeito Equilíbrio, todo sofrimento é resgate entre as criaturas, quando não seja luminosa missão de amor dos espíritos angélicos.
Para ilustrar o conceito, recordemos que as doenças no mundo requerem medidas especiais. O embaraço gástrico pede medicação laxativa. A apendicite reclama a intercessão operatória. A escabiose aguarda recurso balsamizante. O carcinoma pede extirpação e limpeza.  A loucura roga amparo e insulamento. Para a legião das moléstias comuns, surge todo um exército de especialistas e enfermeiros, socorros e intervenções.
Assim também, na Vida Espiritual, cada consciência culpada que lhe alcança os domínios pelos braços da morte, implora a assistência na farmácia da vida. A dor é procurada como remédio valioso e a reencarnação é o caminho em que deve ser encontrada.
Quem abusou da fortuna material, pede a cooperação da extrema pobreza. Quem relaxou a saúde, clama pela enfermidade como medida capaz de garantir-lhe o reajuste. Quem se arrojou à delinquência, na alucinação da beleza física, pede o corpo disforme que lhe assegure o retorno à tranquilidade. Quem aviltou a inteligência, suplica as inibições mentais do cérebro curto, como serviço indispensável à própria restauração. Quem se valeu do poder para espalhar aflições e lágrimas, requisita a desvalia social com problemas difíceis em que lágrimas e aflições lhe regenerem o campo íntimo.
Recebe, pois o tipo de experiência que escolheste na Terra, em benefício de tua própria recuperação para Deus, sem desfalecer no trabalho que a Justiça te reservou. Acolhe a dor e a luta por sábias instrutoras da vida e não lhes menoscabes o concurso santificante. A sombra de ontem te procura o asilo de hoje e somente ao preço de teu sacrifício na tarefa redentora, pelo próprio dever bem cumprido, é que atingirás, valoroso e feliz, a Plena Luz de Amanhã.
(Mensagem de Emmanuel, do Livro Páginas de Fé de Francisco Cândido Xavier/Carlos A. Baccelli)




Caridade Essencial

Em todos os lugares e situações da vida, a caridade será sempre a fonte divina das bênçãos do Senhor.
Quem dá o pão ao faminto e água ao sedento, remédio ao enfermo e luz ao ignorante, está colaborando na edificação do Reino Divino em qualquer setor da existência ou da fé religiosa a que foi chamado.
A voz compassiva e fraternal que ilumina o espírito é irmã das mãos que alimentam o corpo.
Assistência, medicação e ensinamento constituem modalidades santas da caridade generosa que executa os programas do bem. São vestiduras diferentes de uma única virtude. Conjugam-se e complementam-se num todo nobre e digno.
Ninguém pode assistir a outrem, com eficiência, se não procurou a edificação de si mesmo; ninguém medicará, com proveito, se não adquiriu o espírito de boa-vontade para com os que necessitam, e ninguém ensinará, com segurança, se não possui a seu favor os atos de amor ao próximo, no que se refira à compreensão e ao auxílio fraternais.
Em razão disso, as menores manifestações de caridade, nascidas da sincera disposição de servir com Jesus, são atividades sagradas e indiscutíveis. Em todos os lugares, serão sempre sublimes luzes da fraternidade, disseminando alegria, esperança, gratidão, conforto e intercessão divinas.
Antes, porém, da caridade que se manifesta exteriormente nos variados setores da vida, pratiquemos a caridade essencial, sem o que não poderemos efetuar a edificação e a redenção de nós mesmos.
Trata-se da caridade de pensarmos e agirmos, segundo os ensinamentos do Divino Mestre, no Evangelho. É a caridade de vivermos verdadeiramente n’Ele para que Ele viva em nós.
Sem esta, poderemos levar a efeito grandes serviços externos, alcançar intercessões valiosas em nosso benefício, espalhar notáveis obras de pedra, mas, dentro de nós mesmos, nos instantes de supremo testemunho da fé, estaremos vazios e desolados, na condição de mendigos da luz.
(Mensagem de Emmanuel, do Livro Vinha de luz de Francisco Cândido Xavier)




Em Família


A família consanguínea é a lavoura de luz da alma, dentro da qual triunfam somente aqueles que se revestem de paciência, renúncia e boa vontade.
De quando a quando, o amor nos congrega, em pleno campo da vida, regenerando-nos a sementeira do destino.
Geralmente, não se reúnem a nós os companheiros que já demandaram à esfera superior, dignamente areolados por vencedores, e sim afeiçoados menos estimáveis de outras épocas, para restaurarmos o tecido da fraternidade, indispensável ao agasalho de nossa alma, na jornada para os cimos da vida.
Muitas vezes, na condição de pais e filhos, cônjuges ou parentes, não passamos de devedores em resgate de antigos compromissos.
Se és pai, não abandones teus filhos aos processos evolutivos da natureza animal, qual se fora menos digno de atenção que a hortaliça da tua casa.
A criança é um "trato de terra espiritual " que devolverá o que aprende, invariavelmente, de acordo com a sementeira recebida.
Se és filho, não desprezes teus pais, relegando-os ao esquecimento e subestimando-lhes os corações, como se estivessem em desacordo com os teus ideais de elevação e nobreza, porque também, um dia, precisarás da alheia compreensão para que se te
Aperfeiçoe na individualidade a região presentemente menos burilada e menos atendida.
A criatura no acaso da existência é o espelho do teu próprio futuro na Terra.
Aprende a usar a bondade, em doses intensivas, ajustando-a ao entendimento e à vigilância para que a tua experiência em família não desapareça no tempo, sem proveito para o caminho a trilhar.
Quem não auxilia a alguns, não se acha habilitado ao socorro de muitos.
Quem não tolera o pequeno desgosto doméstico, sabendo sacrificar-se com espontaneidade e alegria, a benefício do companheiro de tarefa ou de lar, debalde se erguerá por salvador de criaturas e situações que ele mesmo desconhece.
Cultiva o trabalho constante, o silêncio oportuno, a generosidade sadia e conquistarás o respeito dos outros, sem o qual ninguém consegue ausentar-se do mundo em paz consigo mesmo.
Se não praticas no grupo familiar ou no esforço isolado a comunhão com Jesus, não te demores a buscar-lhe a vizinhança. a inspiração e a diretriz.
Não percas o tesouro das horas em reclamações improfícua ou destrutivas. Procura entender e auxiliar a todos em casa, para que todos em casa te entendam e auxiliem na luta cotidiana, tanto quanto lhe seja possível.
O lar é o porto de onde a alma se retira para o mar alto do mundo, e quem não transporta no coração o lastro da experiência dificilmente escapará ao naufrágio parcial ou total.
Procura a paz com os outros ou a sós.
Recorda que todo dia é dia de começar.
(Mensagem de Emmanuel, do Livro Família de Francisco Cândido Xavier)


quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Ano II – Rio das Ostras – Edição Março 2018

Editorial

A Mensagem Cristã
 
Não se reveste o ensinamento de Jesus de quaisquer fórmulas complicadas. 
Guardando embora o devido respeito a todas as escolas de revelação da fé com os seus colégios iniciáticos, notamos que o Senhor desce da Altura, a fim de libertar o templo do coração humano para a sublimidade do amor e da luz, através da fraternidade, do amor e do conhecimento. 
Para isso, o Mestre não exige que os homens se façam heróis ou santos de um dia para outro. Não pede que os seguidores pratiquem milagres, nem lhes reclama o impossível. 
Dirige-se a palavra d’Ele à vida comum, aos campos mais simples do sentimento, à luta vulgar e às experiências de cada dia. 
Contrariamente a todos os mentores da Humanidade, que viviam, até então, entre mistérios religiosos e dominações políticas, convive com a massa popular, convidando as criaturas a levantarem o santuário do Senhor nos próprios corações. 
Ama a Deus, Nosso Pai - ensinava Ele -, com toda a tua alma, com todo o teu coração e com todo o teu entendimento. 
Ama o próximo como a ti mesmo. Perdoa ao companheiro quantas vezes se fizerem necessárias. Empresta sem aguardar retribuição.
 Ora pelos que te perseguem e caluniam.  Ajuda aos adversários. Não condenes para que não sejas condenado.
 A quem te pedir a capa cede igualmente a túnica.
 Se alguém te solicita a jornada de mil passos, segue com ele dois mil.
 Não procures o primeiro lugar nas assembleias, para que a vaidade te não tente o coração.
 Quem se humilha será exaltado.
 Ao que te bater numa face, oferece também a outra.
 Bendize aquele que te amaldiçoa.
 Liberta e serás libertado.
 Dá e receberás.
 Sê misericordioso.
 Faze o bem ao que te odeia.
 Qualquer que perder a sua vida, por amor ao apostolado da redenção, ganhá-la-á mais perfeita, na glória da eternidade.
 Resplandeça a tua luz.
 Tem bom ânimo.
 Deixa aos mortos o cuidado de enterrar os seus mortos.
 Se pretendes encontrar-me na luz da ressurreição, nega a ti mesmo, alegra-te sob o peso da cruz dos próprios deveres e segue-me os passos no calvário de suor e sacrifício que precede os júbilos da aurora divina!
 E, diante desses apelos, gradativamente, há vinte séculos, calam-se as vozes que mandam revidar e ferir!... E a palavra do Cristo, acima de editos e espadas, decretos e encíclicas, sobe sempre e cresce cada vez mais, na acústica do mundo, preparando os homens e a vida para a soberania do Amor Universal.

(Mensagem de Emmanuel, do livro Roteiro de Francisco Cândido Xavier)




Tua Quota

         Diante da paisagem de conflitos morais e sofrimentos da mais variada classe, tem-se a impressão de que lavra um terrível incêndio na terra, com possibilidade de destruição total.
Guerras explodem sucessivas e ameaças de mais terríveis confrontos pairam no ar. Enfermidades de etiologia complexa dizimam vidas e bacilos, antes considerados vencidos, ressurgem super-resistentes(...). Paixões primitivas dominam o clima social sob as contundentes manifestações da agressividade, da delinquência, do uso das drogas, da busca de prazeres grotesco e do abuso do sexo que desorganizam a família e enlouquecem as criaturas (...). Neuroses múltiplas e psicoses tormentosas favorecem a incidência crescente de alienações profundas e de suicídios estúpidos (...).
... E os cataclismos sísmicos apavoram, periodicamente, os povos, mostrando que “as forças da natureza” que os cercam ainda não foram controladas, embora muitas sejam conhecidas e até detectadas.
Há, igualmente, muito amor agindo nesse magneto que gira nos espaços sob a escravidão gravitacional do Astro-rei.
Cientistas e pesquisadores exaurem-se na identificação das causas das enfermidades e dos males diversos que produzem sofrimento, a fim de os erradicar. Religiosos e pedagogos insistem na superação de programas de fé e de educação, amparando as mentes e os sentimentos antes que se estiolem, e mesmo depois que tal sucede. Sociólogos atentos e psicólogos preocupados intentam soluções imediatas, sacrificando interesses pessoais, a serviço da humanidade. Artistas e trabalhadores afadigam-se nas suas áreas de ação, doando alegria e propondo segurança. Movimentos de “não violência” somam-se aos dos “direitos humanos”, tentando a guerra para o passado e acabar com os crimes contra os indivíduos que padecem penosas injustiças políticas arbitrárias. Agremiações de “proteção aos animais” e vanguardeiros da “preservação da Natureza” lutam em favor do respeito à vida em todas as suas expressões. Entidades de classes, de minorias raciais, religiosas e sociais, promovem serviços de defesa dos fracos, dos desamparados, dos que sofrem infamantes descriminações.
No meio de tantos infortúnios, os dramas da humanidade (...) produzem estupor, comoção geral, a solidariedade latente nas outras criaturas.
O amor ainda comanda os homens, enfermos momentaneamente porque se negam a exteriorizá-lo em toda a sua potencialidade.
O amor está em tudo, pois é Deus aguardando oportunidade.
Não te recuses amar e demonstrá-lo, liberando-te das paixões entorpecedoras (...). Coloca no fogaréu a tua quota d’água que, embora insignificante, é de alta importância. Talvez não apague as labaredas crepitantes, no entanto, o teu exemplo influenciará outros companheiros (...) a que sigam o teu gesto.
Protesta contra o mal, agindo no bem.
Luta contra o crime, atuando na educação.
Levanta tua bandeira de paz, tornando-te pacífico em qualquer circunstância.
Vives uma hora de transição terrena e a dor deve ser vencida e assimilada, tornando-a valiosa experiência para evitar o desânimo ou o desequilíbrio futuro.
O momento é de desafio e ninguém deve se eximir à luta.
Reserva um pouco do teu tempo realizando, gratuitamente, algo de bom e de belo em favor do teu próximo, portanto da humanidade, e verás que se apagarão as chamas devoradoras que ameaçam de extinção a vida do planeta.
(Mensagem de Joanna de Ângelis, do Livro Otimismo de Divaldo Franco)




O Perdão no Lar

Cultivar o perdão no ambiente doméstico é capacitar-se para a convivência social plena. Só cresce quem sabe perdoar e abre o coração em acolhimento ao outro.
As relações podem gerar mágoas quando criamos expectativas para o comportamento dos outros. Essas mágoas vão se acumulando ao longo da Vida, são fomentadoras e geradoras de complexos e passíveis de serem somatizadas, apresentando-se como doenças.
Quando identificarmos atitudes realmente arbitrárias contra nós, devemos, para que se evite a mágoa, tentar compreender que também poderíamos ser capazes de cometer o mesmo equívoco da pessoa que nos atinge.
Importante lembrar que aquilo, que nos incomoda na atitude do outro, muitas vezes é decorrente da conexão que acontece entre aquele ato e algo em nosso psiquismo inconsciente ainda não resolvido. Provavelmente existem situações gravadas em nós que provocaram mágoa e raiva em alguém. Esses registros arquivados em nossa mente decorrem de várias experiências vividas nas existências reencarnatórias e que necessitam de atenção.
Perdoar é doar mais, isto é, não se permitir abrigar o egoísmo que só vê a si mesmo, compreendendo o equívoco do outro.
O cultivo do perdão começa na medida que se busca o reequilíbrio após discussões domésticas típicas do estresse e da falta de diálogo e sempre que se deixa de transferir responsabilidades para os outros. É comum buscar-se um culpado e isso é fomentador de revoltas, de sentimentos contaminados e de novas discussões.
 O perdão liberta o outro da culpa permitindo-lhe refletir sobre os acontecimentos que geraram as discussões. Abre-lhe o coração para o entendimento de si mesmo e do outro.
O perdão sugere a compaixão. Ela deve estar sempre presente quando dirigirmos o olhar sobre o outro que se encontra em equívoco ou em desequilíbrio de qualquer natureza. A compaixão nos permite abrir a mente e o coração simultaneamente para a empatia com o outro, fazendo-nos vibrar numa frequência que nos aproxima de Deus.
Para que o perdão realmente ocorra é preciso remover velhas feridas que ainda sangram no coração promovendo a mágoa. Antigas desavenças, velhas inimizades, ódios não aplacados, devem ser, em face do perdão, removidos para que o amor seja sentido em plenitude.
(Do Livro Evangelho e Família, de Adenàuer Novaes)


quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Ano II - Rio das Ostras - Edição fevereiro 2018

Editorial

Recapitulação

Cada dia, na Terra, a vida se te recomeça no coração.
Cada nascer do sol é nova luz para que aí nos desfaçamos da sombra que ainda nos obscurece o espírito.
E, nos círculos da evolução em que ainda te agitas, a claridade matinal é como que o convite sempre renovado para as obras do bem.
A Infinita Bondade do Céu te apagou a lembrança temporariamente, a fim de que o esquecimento te valorize a movimentação da consciência sempre livre para escolher.
Não te detenhas em dúvidas e incertezas.
Vale-te do dia para a sementeira do bem.
Cada pessoa que te busca é alguém que regressa de longe para auxiliar-te na edificação da felicidade ou para auxiliar-te no aprimoramento interior que necessitas desenvolver.
Cada problema que te preocupa é serviço que deixaste à distância, sem solução, retornando-te à esfera de trabalho, para o aclaramento do raciocínio ou para a melhoria do coração.
Cada sofrimento é a sombra que estendeste no passado e que volta ao presente, a fim de que a transformes em luz.
Cada aflição que te requisita a alma é o espinheiro que cultivaste no pretérito a reaproximar-se de ti, para que convertas os acúleos antigos em flores de amor para a imortalidade.
Vale-te das bênçãos do olvido temporário e dos valores potenciais de cada dia, trabalhando em favor da própria elevação, porque, mais tarde, a memória ser-te-á restaurada no santuário interno e abençoarás a dor e a luta de agora por preciosos recursos de reajuste, concórdia e sublimação.

(Mensagem de Emmanuel, do Livro Indulgencia de Francisco Cândido Xavier)



Vida em família

Há no homem alguma coisa mais, além das necessidades físicas: há a necessidade de progredir. Os laços sociais são necessários ao progresso e os de família mais apertados tornam os primeiros. Eis que os segundos constituem uma lei da Natureza. Quis Deus que, por essa forma, os homens aprendessem a amar-se como irmãos. A família é, pois [...] uma instituição divina, cuja finalidade precípua consiste em estreitar os laços sociais, ensejando-nos o melhor modo de aprendermos a amar-nos como irmãos. Nesse sentido, o relaxamento dos laços de família representa uma prática antinatural, uma [...] recrudescência do egoísmo.
De todas as associações existentes na Terra [...] nenhuma talvez mais importante em sua função educadora e regenerativa: a constituição da família. De semelhante agremiação, na qual dois seres se conjugam, atendendo aos vínculos do afeto, surge o lar, garantindo os alicerces da civilização. Através do casal, aí estabelecido, funciona o princípio da reencarnação, consoante as Leis Divinas, possibilitando o trabalho executivo dos mais elevados programas de ação do Mundo Espiritual.
Fácil entender que é assim justamente que nós, os espíritos eternos, atendendo aos impositivos do progresso, nos revezamos na arena do mundo, ora envergando a posição de pais, ora desempenhando o papel de filhos, aprendendo, gradativamente, na carteira do corpo carnal, as lições profundas do amor — do amor que nos soerguerá, um dia, em definitivo, da Terra para os Céus.
(Pauta de reflexão do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita)




Necessidade do trabalho

O trabalho [...] é lei da Natureza, mediante a qual o homem forja o próprio progresso, desenvolvendo as possibilidades do meio ambiente em que se situa, ampliando os recursos de preservação da vida, por meio das suas necessidades imediatas na comunidade social onde vive. Desde as imperiosas necessidades de comer e beber, defender-se dos excessos climatéricos até os processos de garantia e preservação da espécie, pela reprodução, o homem vê-se coagido à obediência à lei do trabalho. Sendo assim, o trabalho se impõe ao ser humano como uma necessidade porque é um [...] meio de aperfeiçoamento da sua inteligência. Sem o trabalho, o homem permaneceria sempre na infância, quanto à inteligência. Por isso é que seu alimento, sua segurança e seu bem-estar dependem do seu trabalho e da sua atividade. Ao extremamente fraco de corpo outorgou Deus a inteligência, em compensação. Mas é sempre um trabalho.
O trabalho, entendido como lei da Natureza, [...] é das maiores bênçãos de Deus no campo das horas. Em suas dádivas de realização para o bem, o triste se reconforta, o ignorante aprende, o doente se refaz, o criminoso se regenera. É [...] o guia na descoberta de nossas possibilidades divinas, no processo evolutivo do aperfeiçoamento universal. Nele [...] a alma edifica a própria casa, cria valores para a ascensão sublime.
Os Espíritos Orientadores nos esclarecem que o trabalho do homem [...] visa duplo fim: a conservação do corpo e o desenvolvimento da faculdade de pensar, o que também é uma necessidade e o eleva acima de si mesmo. O trabalho, em tese, para o ser em processo de evolução, configura-se sob três aspectos principais: material, espiritual, moral. Através do trabalho material, propriamente dito, dignifica-se o homem no cumprimento dos deveres para consigo mesmo, para com a família que Deus lhe confiou, para com a sociedade de que participa. Pelo trabalho espiritual, exerce a fraternidade com o próximo e aperfeiçoa-se no conhecimento transcendente da alma imortal. No campo da atividade moral, lutará, simultaneamente, por adquirir qualidades elevadas, ou, se for o caso, por sublimar aquelas com que já se sente aquinhoado.
(Pauta de reflexão do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita)